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Programa de voluntariado de vendas da Fundação Estudar está com inscrições abertas

capa programa de voluntários de vendas Fundação Estudar 2021

A Fundação Estudar está com inscrições abertas para o seu programa anual de voluntariado em vendas. Focado em formação e preparação para o mercado de trabalho, o programa receberá inscrições até o próximo dia 13 de fevereiro e terá duração de três meses.

Os voluntários cuidam da prospecção de potenciais clientes, da divulgação e venda final dos cursos da Fundação Estudar. Até hoje, o programa já levou as iniciativas da organização para mais de 240 cidades. Mas, com a modalidade ao vivo dos cursos remotos, é possível levar desenvolvimento pessoal também para moradores de cidades que ainda não recebiam as formações presenciais.

Ficou interessado? As inscrições podem ser realizadas até 13 de fevereiro pelo Na Prática.

Como funciona o Programa de Voluntariado da Fundação Estudar?

Voluntários de vendas são parte essencial da iniciativa da Fundação Estudar de levar cursos de desenvolvimento pessoal e para a carreira para todos os estados brasileiros. Para exercer tais atividades, é essencial que o candidato tenha mais de 18 anos. Além disso, é necessária disponibilidade para participar de um ciclo de voluntariado de no mínimo três meses, com dedicação de, no mínimo, uma hora diária.

5 benefícios do trabalho voluntário para a carreira

Também são competências buscadas a conexão com os valores da Fundação Estudar, senso de urgência, comunicação verbal e escrita, comprometimento, interpretação de texto e resiliência.

Entre os diferenciais para exercer a função, estão:

  • Conhecimento em técnicas de vendas e/ou sobre os cursos da Fundação Estudar
  • Ter ideias criativas
  • Saber dar e receber feedbacks

Por que ser um Voluntário de Vendas?

Além de ajudar a espalhar o impacto dos cursos pelo Brasil, quem participa do Programa de Voluntariado da Fundação Estudar se desenvolve pessoal e profissionalmente. Ou seja, é possível aprender na prática habilidades valiosas para o mercado e para a vida. Não só por conta das atividades rotineiras que exercerá, mas porque receberá treinamento especializado para bater suas metas e evoluir constantemente na função.

Você aprenderá:

  • Escuta e comunicação;
  • Rapport e negociação;
  • Gerenciamento de tempo;
  • Inteligência Emocional;
  • Agilidade na resolução de problemas;
  • Engajamento e motivação;

Saiba como o trabalho voluntário pode impactar sua carreira

Os voluntários também têm muitas possibilidades de networking por ter acesso a uma rede de gente boa de alto potencial: além de outros voluntários, bolsistas da Fundação Estudar e lideranças inspiradoras.

Por fim, há outros benefícios exclusivos para quem entra para o programa, como participação em eventos da organização e isenção em curso da organização, por exemplo.

Inscreva-se até 13/02!

 

12 modelos de currículo para baixar, preencher e se destacar no mercado

modelo de currículo

É muito importante fazer a escolha de um bom modelo de currículo (ou curriculum vitae), pois ele é o primeiro contato com o recrutador. Porém, em meio a tantos detalhes, não é fácil acertar logo de cara.

A primeira coisa que você precisa saber sobre currículos: fazê-los não é uma tarefa rápida. Mas a boa notícia é que, embora exija tempo, não é algo misterioso. Para te ajudar, disponibilizamos 12 modelos de currículo e um passo a passo de cada etapa dele!

Índice – aprenda a editar e baixe nosso modelo de currículo pronto:

Baixe grátis e pronto para editar 12 modelos de currículo para todas as fases da carreira

A função do currículo (ou curriculum vitae)

Antes de baixar o modelo de currículo, é interessante entender o objetivo principal desse documento: ele é um reflexo de quem você é como profissional e deve mostrar de forma resumida o que você fez, o que aprendeu, e o que sabe fazer.

O curriculum vitae serve para colocar seu pé na porta e garantir uma entrevista, momento em que você vai ter a oportunidade de expor melhor sua personalidade e falar sobre tudo que ficou de fora.

Mas, em um primeiro momento, é analisando o seu currículo que os recrutadores vão tentar entender se você tem os atributos e o perfil para a vaga em questão – se vai acontecer o chamado match entre os dois. É aí que o especialista decide se você avança ou não no processo seletivo. Ou seja, é um documento bem importante! Então, sua dedicação vale muito a pena.

Qual o modelo de currículo para o início de carreira?

Muitos jovens que estão no começo da carreira se veem em um dilema na hora de fazer o currículo: o que colocar no campo “experiência profissional” se nunca trabalhei, ou só fiz um estágio? Deixo o resto em branco? Apago essa seção?

No início, quando ainda não temos um histórico de trabalhos para colocar no papel, a solução é simples: pense em tudo que você já fez e o que ajudou a moldar e enriquecer sua trajetória profissional, mesmo que não tenha sido um emprego formal ou remunerado. Com certeza você passou por muitas experiências que exigiram dedicação e o ajudaram a desenvolver novos conhecimentos e habilidades.

12 modelos de currículo grátis, pronto para baixar e editar

É hora de refletir sobre elas. Isso significa colocar na mesa trabalhos voluntários, projetos paralelos ou universitários, viagens ou atuações em empresas juniores, entre outras possibilidades, para decidir o que compõe sua história. Quais experiências fizeram você crescer e por quê?

Para enriquecer cada vez mais seu currículo, procure sempre se capacitar, tocar projetos próprios e outras experiências que possam dar uma amostra do seu potencial. Enquanto a primeira oportunidade de emprego não acontece, tente criar você mesmo suas oportunidades!

O que mais importa, garantem os recrutadores, é trazer uma trajetória coerente, mostrando o que você já conquistou e que habilidades empregou para chegar lá – principalmente, se elas se relacionam com a vaga em questão.

Existe uma forma ideal de fazer o currículo?

Agora já ficou claro que, mesmo no início de carreira, você provavelmente tem material suficiente para montar um bom currículo, certo? Então vamos começar. Primeiro, um bom currículo exige uma formatação simples e uma edição impecável, sem um único erro de português.

Não importa sua profissão ou a posição, disso nenhum recrutador discordará. Comece pelos dados básicos: nome, endereço e contatos pessoais, que ficam no cabeçalho. A estrutura do currículo vem em seguida e se divide em 7 seções, que aparecem nessa ordem:

#1 Objetivo

#2 Formação

#3 Experiência

#4 Outras atividades

#5 Habilidades

#6 Idiomas

#7 Referências

Um currículo tradicional, usado por quem já tem mais tempo no mercado, traz as experiências profissionais antes da formação. No começo da carreira, no entanto, quando suas vivências são majoritariamente acadêmicas, é melhor invertê-los para dar destaque aos seus estudos e desenvolvimento.

Além do modelo de currículo, você sabe o que fazer em cada etapa de um processo seletivo?
Descubra com o Processos Seletivos Na Prática

A seguir, explicaremos como preencher cada uma das seções de um currículo ideal. Além disso, para facilitar na hora que você estiver fazendo o seu, ainda teremos exemplos de cada um deles.

Confira!

1. Objetivo

O objetivo, também conhecido como objetivo ‘profissional’, deve contar com uma ou duas frases que resumem o tipo de oportunidade que você está procurando. Não é a parte mais relevante do currículo, mas como muitas pessoas acabam entregando algo genérico (ou nada), esforçar-se aqui pode ser uma chance de se destacar.

Esse momento também é uma boa chance de refletir se aquela vaga combina com seu perfil, já que atirar para todos os lados pode não ser uma boa estratégia. De um lado está você, que talvez não veja valor genuíno naquela oportunidade, e do outro está o recrutador, que pode enxergar essa falta de alinhamento rapidamente.

Então, reflita com calma. Qual é seu objetivo nesse momento? Aprender algo novo na sua área, entender como funciona uma startup, desenvolver suas capacidades analíticas? O que você de fato quer?

É claro que você, no início da carreira, não precisa ter 100% de clareza sobre o que está procurando. Não tem problema. Ainda assim, busque usar termos como desenvolvimento, crescimento, e aprendizado – eles demonstram que você está em busca de se aperfeiçoar e crescer. Na hora de preencher esse campo, pense nas razões pelas quais a vaga é interessante para você e como o que o emprego oferece é compatível com seus objetivos profissionais.

Dica: sempre que for possível, adapte o objetivo para cada vaga a que você está se candidatando. Mas atenção! Nada de mandar o nome de uma empresa para outra por engano.

Exemplos:

  • Recém formada em Direito com interesse na área de propriedade intelectual em busca de uma posição inicial no escritório X.
  • Formada em Economia com experiência em liderança de equipes e interessada em construir carreira na empresa Z.

2. Formação

É onde ficam as informações sobre sua educação, sejam elas diplomas, certificados, especializações, extensões, intercâmbios ou cursos livres. Não inclua seminários, conferências ou similares se tiver sido apenas um ouvinte. Muita gente faz isso para dar volume ao currículo, mas não é necessário nem recomendado. Caso tenha sido algo realmente importante para você, há espaço na seção sobre outras atividades.

Aqui, o que é relevante mesmo são suas formações acadêmicas, que não precisam ser de grande porte para constarem. Aprendeu a programar planilhas num curso online legal? Formou-se em algum curso intensivo complementar? Então coloque as informações.

E mantenha tudo simples: inclua nome da instituição, tipo de diploma ou certificado, curso, cidade e ano de conclusão. Notas ou médias ponderadas são desnecessárias, mas caso sua classe tenha um ranking e você esteja bem colocado, vale a menção.

Exemplo 1: Graduação

Graduação em Administração

  • Universidade do Brasil, São Paulo – Dezembro/2016

Exemplo 2: Intercâmbio

Graduação em Economia

  • Intercâmbio na Universidad de Madrid, Espanha – Junho a Dez/2016

Exemplo 3: Outras formações

Curso de extensão de econometria

  • Certificado da Instituição Y, Vitória – Janeiro a Abril/2015

Curso de lógica de programação

  • Certificado da edX.org – Junho a Dez/2015

Em busca de emprego? Baixe 12 templates de currículo para preencher!

3. Experiência

Use o fato de que o campo se chama apenas “experiência” ao seu favor: perca o medo de citar qualquer coisa que não é um emprego. É experiência aquilo que lhe adicionou em termos profissionais, onde você teve tarefas e tomou ações que tiveram resultados dentro de uma organização.

Para apresentá-las no papel, inverta a ordem cronológica, coloque a experiência mais recente primeiro.

Se tiver trabalhado em uma empresa júnior, no centro acadêmico ou em outra associação estudantil, por exemplo, pode colocar essa vivência aqui. Em seguida, adicione uma ou duas frases que resumem suas responsabilidades, preferencialmente utilizando o método STAR que explicamos anteriormente.

Exemplos:

Estagiário de marketing na Empresa B – Nov/2016 a Mar/2017

Responsável pelo acompanhamento de mídias sociais no Brasil da empresa B, uma multinacional com 10 mil funcionários. Usando Google Analytics, recomendei melhorias estratégicas para a equipe e também cuidei de traduções e produção de conteúdo para Twitter e Facebook, canais que juntos alcançavam mais de 80 mil pessoas.

Estagiário de vendas na Startup A – Janeiro a Junho/2016

Responsável pela logística de entrega de materiais e pelo acompanhamento de clientes ao longo do primeiro ano de internacionalização da startup. No projeto X, que representou um crescimento de 10% no faturamento total, também atuei como assistente do diretor e participei do planejamento estratégico da proposta.

Vice-diretor de intercâmbios sociais da AIESEC – Jan/2015 a Dez/2015

Três meses após entrar como membro da equipe nacional de intercâmbios sociais, me tornei vice-diretor e responsável por traçar uma estratégia de atração. Para bater a meta de 300 intercâmbios por ano e com um orçamento de R$ 5 mil, organizei 40 palestras online e presenciais pelo Brasil e conduzi um trabalho conjunto de follow-up até atingi-la, em agosto.

Quer saber mais sobre como relatar suas experiências?
Conheça o Processos Seletivos Na Prática

4. Outras atividades

Aqui ficam as experiências que foram formativas de alguma forma, mas que não cabem em outros lugares. Por exemplo, prêmios, vivências internacionais importantes, destaques acadêmicos e esportivos – todas apresentadas da maneira mais sucinta possível.

Passou três meses trabalhando na Disney e isso teve importância em sua formação profissional? Pode colocar aqui. Seu grupo venceu uma competição de cases ou fez um documentário que teve bastante visualizações no YouTube? Cabe também.

Na hora de preencher essa seção, que não é obrigatória, lembre-se sempre de que quem está lendo são recrutadores. Eles não querem saber se sua vida é animada, mas se você é um bom candidato – e tudo que estiver no currículo pode (e deve) virar assunto na entrevista, então filtre por relevância.

Abaixo alguns exemplos, aplique o raciocínio no modelo de currículo do Na Prática, após baixá-lo.

Exemplo 1: Voluntariado

ONG X – Agosto 2015 ao presente

Voluntário na ONG que luta pela preservação da mata atlântica. Em 2014, captei cerca de R$ 10 mil para a organização através de uma campanha de rua.

Exemplo 2: Prêmios

Competição de cases da Consultoria X – Setembro de 2016

Primeiro lugar na competição estadual no Rio de Janeiro e finalista nacional com um case sobre as estratégias de crescimento do Netflix no Brasil.

Exemplo 3: Vivências internacionais

The Walt Disney Company – Jun/2017 a Agosto/2017

Intercâmbio de trabalho na Disney Orlando durante as férias de verão norte-americanas, quando o parque recebe seu maior número de visitantes.

Este é o modelo de currículo ideal para quem não tem experiência

5. Habilidades

Caso você queira destacar seus conhecimentos sobre alguma ferramenta que tenha relevância para o tipo de posição que procura, como Adobe Photoshop ou Microsoft Excel, poderá fazê-lo nesta seção.

O importante é escrever de maneira sucinta e não adornar com adjetivos desnecessários. Utilize a métrica:

  • Básico
  • Intermediário
  • Avançado

Exemplo:

Microsoft Excel (intermediário), Adobe Premiere (avançado), Javascript (básico).

6. Idiomas

Aqui vem sua proficiência em outros idiomas (sincera, não vale a pena mentir!). Caso tenha alguma comprovação de fluência, como um teste reconhecido ou um certificado de alguma escola, também pode incluí-la nessa seção.

Exemplo:

Francês básico (leitura e escrita), Inglês avançado (conversação, leitura e escrita – 109 pontos no TOEFL/2019), Espanhol intermediário (conversação, leitura e escrita – aluno da Escola X desde 2018).

7. Referências

Especialmente propício para pessoas em início de carreira, o campo de referências consiste em um ou mais contatos – com nome, cargo, telefone e e-mail de cada um – que podem atestar sobre suas capacidades profissionais a partir das experiências que tiveram com você.

É possível incluir professores, orientadores em projetos universitários ou iniciação científica, chefes ou outros que conviveram com você e podem falar mais sobre seu trabalho.

Quer chegar mais preparada(o) para a entrevista? Saiba com o Processos Seletivos Na Prática

Não se esqueça de avisar suas referências antes de enviar o currículo. Elas precisam saber do que se trata caso alguém entre em contato perguntando sobre você. Não se esqueça de acrescentar as referências no seu modelo de currículo!

Exemplos:

Pessoa A, professora de Economia da Faculdade X

Telefone: (99) 9999-9999

E-mail: [email protected]

Pessoa B, presidente da empresa junior X

Telefone: (99) 9999-9999

E-mail: [email protected]

Currículos para início de carreira

O currículo a ser enviado no início de carreira costuma ser um dos mais problemáticos. Aliás, além da prática ser nova, nós temos pouco a incluir e pouco a mostrar.

Mas, como tudo na vida, esse problema também tem jeito. Se você está no início da carreira, utilize as dicas abaixo para conseguir se destacar.

Currículo para estágio

O currículo nesta fase da vida é aquele em que as nossas experiências profissionais são quase ou totalmente inexistentes. Ainda assim, é importante que mostremos aos recrutadores tudo aquilo de legal que já fizemos e que pode interessar à empresa.

Clique aqui para acessar o modelo de currículo para estágio.

Currículo para trainee

Vagas de trainee costumam aparecer no fim da graduação e já passam a exigir mais habilidades e experiências, ainda que mais sucintas e ligadas à faculdade. É preciso que você demonstre com bastante clareza para o recrutador quais são as suas habilidades e competências principais.

Clique aqui para acessar o modelo de currículo para trainee

Último passo depois de baixar seu modelo de currículo pronto: revise, revise e revise!

Não custa repetir: erros de português são inaceitáveis, então revise constantemente. Às vezes, o olhar cansado deixa alguma coisa passar, tanto em termos de acento e concordância, quanto de conteúdo geral.

É aí que entra a participação de terceiros, como amigos, colegas e familiares, que podem avaliar seu melhor modelo de currículo e oferecer feedbacks construtivos. Pergunte se há algum erro ou termo estranho, se está fácil de ler, se falta alguma coisa que você fez, o que chama a atenção… Aproveite a oportunidade para aprimorar seu currículo ainda mais.

Por fim, revise tudo mais uma vez – dê atenção especial à grafia de nomes de empresas e das posições desejadas – e salve o arquivo. É melhor exportá-lo para o formato PDF, uma opção fornecida por todos os editores de texto. Ele manterá sua formatação original e você não vai precisar se preocupar com uma quebra de linha acidental arruinando todo seu trabalho duro.

Inteligência Emocional: entenda o que é, a importância e como desenvolver

Cubo de Rubik

A inteligência emocional é influenciada por uma combinação de traços de personalidade. Níveis mais altos dela são associados com inúmeros benefícios, inclusive relacionados à carreira. Por isso, sua medida, o Quociente Emocional (QE), tem sido considerado como um bom radar para contratações em processos de recrutamento

Não pode ler agora nossa matéria sobre Inteligência Emocional? Ouça este conteúdo clicando no player:

Alguns especialistas até o colocam à frente do QI (Quociente de Inteligência) em questão da eficiência para determinar um bom profissional. Atualmente um termo bastante utilizado, “inteligência emocional” foi aplicado pela primeira vez em documentos científicos no ano de 1966, em artigo do psicólogo americano Hanskare Leuner.

Porém, sua concepção só foi aprofundada em 1989, primeiro pelo psiquiatra infantil Stanley Greenspan e, posteriormente, em 1990, pelos psicólogos Peter Salovey e John Mayer.

O que é inteligência emocional

Inteligência emocional é o nome que se dá ao conjunto de competências relacionadas a lidar com emoções. Mais especificamente, a como (e o quanto) se percebe, processa, compreende e tem habilidade de gerenciá-las.

Dentre as competências que a IE compreende, estão, por exemplo, as chamadas soft skills, especialmente conectadas com as características que se “traz” às interações com os outros.

Definição segundo especialistas

Em sua definição, a dupla Salovey e Mayer explica que IE é “a capacidade de perceber e exprimir a emoção, assimilá-la ao pensamento, compreender e raciocinar com ela, e saber regulá-la em si próprio e nos outros”.

O que é inteligência emocional, segundo os dois psicólogos, está muito ligado à quatro domínios básicos: 

  • Percepção das emoções: a precisão com que uma pessoa identifica as emoções.
  • Raciocínio por meio das emoções: empregar as informações emocionais para facilitar o raciocínio.
  • Entendimento das emoções: captar variações emocionais nem sempre evidentes e compreender a fundo as emoções (mais sofisticado do que o “identificar” do primeiro domínio).
  • Gerenciamento das emoções: aptidão para lidar com os próprios sentimentos.

O papel de Daniel Goleman

Apesar de não ter introduzido o conceito de IE, Daniel Goleman, psicólogo, escritor e PhD da Universidade de Harvard, é o grande responsável por popularizá-lo. Em 1995, quando atuava como jornalista científico do New York Times, lançou o livro “Inteligência Emocional”, em que traz à tona o embate entre o QE e o QI (Quociente de Inteligência).

Com mais de 5 milhões de cópias vendidas no mundo todo e tradução para 40 idiomas, o best-seller impulsionou a atenção das pessoas pelo tema, tornando o conceito acessível a vários segmentos da sociedade. A partir dele, a mídia e outras entidades acadêmicas começaram a explorar ainda mais o assunto.

Goleman descreve a inteligência emocional como a capacidade de uma pessoa de gerenciar seus sentimentos, de modo que eles sejam expressos de maneira apropriada e eficaz. Segundo o psicólogo, o controle das emoções é essencial para o desenvolvimento da inteligência de um indivíduo. Seu modelo sobre a IE foca em uma série de competências e habilidades que, de acordo com ele, propiciam melhores desempenhos profissionais – inclusive, como líder.

Conheça os 3 testes de autoconhecimento da Fundação Estudar!

Fundamentos do modelo de Goleman

O modelo de Goleman posiciona a IE como o conjunto de competências e habilidades fundamentadas em cinco pilares:

# Autoconsciência

Capacidade de reconhecer as próprias emoções.

# Autorregulação

Capacidade de lidar com as próprias emoções.

# Automotivação

Capacidade de se motivar e de se manter motivado.

# Empatia

Capacidade de enxergar as situações pela perspectiva dos outros.

# Habilidades sociais

Conjunto de capacidades envolvidas na interação social.

Além disso, ele identifica 12 domínios como sendo os principais para desenvolvê-la:

  1. Autoconhecimento emocional
  2. Autocontrole emocional
  3. Adaptabilidade
  4. Orientação para realização
  5. Perspectiva positiva
  6. Empatia
  7. Consciência organizacional
  8. Influência
  9. Coach e mentoria
  10. Administração de conflitos
  11. Trabalho em equipe
  12. Liderança inspiradora

Autoconhecimento e inteligência emocional: entenda a relação dos dois

Qual é a relação de autoconhecimento e inteligência emocional? Para começar a entender, é importante saber que a inteligência emocional tem quatro pilares:

  • Perceber emoções (suas e dos outros)
  • Raciocinar a partir do que dizem as emoções (também suas e dos outros)
  • Entender o que as emoções significam
  • E gerenciar elas

É daí que vem o primeiro ponto da conexão.

Ter um bom nível de autoconhecimento ajuda a interpretar as próprias emoções, entender o que elas, de fato, querem dizer, fazer conexões com outros traços da sua personalidade, e, então, lidar da melhor forma com elas.

Então, para começar a se conhecer melhor e desenvolver a inteligência emocional, tente praticar uma auto-observação frequente em relação às suas emoções. Aprenda a identificar em você as emoções básicas e como elas se manifestam no dia a dia.

De outro lado, os principais aprendizados oriundos do esforço de se autoconhecer só são devidamente absorvidos quando se aceita sentir e falar sobre dor, vergonha, medo, etc., emoções negativas de forma geral. Ou seja, quando se é vulnerável.

Leia também: Qual seu nível de inteligência emocional?

A vulnerabilidade é o próximo link do autoconhecimento com a inteligência emocional. A vulnerabilidade, ou se colocar em posição de exposição emocional, é grande responsável pelas conexões mais profundas que fazemos.

Isso porque é muito mais fácil se identificar com pessoas que assumem erros, contam de momentos tristes e manifestam emoções. É bem mais difícil se conectar com pessoas que não transparecem nenhuma emoção ou fracasso; mostrar-se perfeito também é mostrar-se inatingível.

Por “se conectar”, você pode entender também “ter empatia”, – capacidade de enxergar as situações pela perspectiva dos outros –  um dos principais componentes da inteligência emocional. É ela uma das grandes responsáveis pela possibilidade de conexão significativa entre as pessoas.

Em resumo, a inteligência emocional engloba empatia, que se manifesta a partir da vulnerabilidade do outro. A vulnerabilidade, por sua vez, depende de um processo de autoconhecimento.

 

Benefícios da IE, de acordo com a ciência

Há extensa pesquisa que fundamenta os benefícios de ter um nível alto de IE, inclusive relacionando-a à traços de generosidade. Um estudo mostrou que as pessoas com maior conhecimento sobre regulação emocional têm mais propensão a pensarem no “bem social” quando em face de um dilema.

Além disso, a IE influencia o sentimento de bem-estar. Pesquisadores descobriram, por exemplo, que existem relações inversas entre a capacidade de controle emocional e estresse no ambiente de trabalho.

Ter habilidade de identificar e gerenciar as emoções próprias e dos outros são atributos valiosos também para alcançar sucesso profissional, segundo pesquisadores de Harvard. O estudo, de mais de 20 anos, ainda mostrou que esta habilidade caracteriza mais êxito na vida social.

Empreendedores com bons níveis de IE também são mais resilientes quando enfrentam obstáculos e lidam melhor com seus funcionários e clientes. E os profissionais são melhores líderes. Uma análise que compreendeu diversos documentos científicos revelou que há uma relação positiva clara entre a IE e a eficácia da liderança nas empresas.

Leia mais: Como aumentar sua inteligência emocional

Parte da “automotivação” (um dos pilares da IE, segundo Goleman), a capacidade de ter perspectivas positivas – ou “otimismo” – está associada com maior habilidade de venda e maior taxa de sucesso acadêmico.

Para os estudiosos, a diferença primordial entre os pessimistas e otimistas é que, quando falham, os otimistas tendem a fazer atribuições causais externas, específicas e temporárias, enquanto os outros fazem atribuições internas e permanentes. Ou seja, após contratempos, possuem mais facilidade para se recompor e agir em prol de resultados.

Inteligência emocional tem tanto a ver com saber quando e como expressar emoções quanto com o controle delas – e esta capacidade é valiosa. Pesquisadores da Universidade de Yale descobriram que demonstrar emoções positivas pode beneficiar trabalhos em equipe. De acordo com eles, elas levaram à melhora na cooperação e na performance do grupo, além de maior preocupação com o que é justo.

Teste de inteligência emocional

Com base nos fundamentos do modelo de Daniel Goleman – e com adaptações para contexto profissionais brasileiros – o Na Prática elaborou um checklist gratuito que vai te ajudar a descobrir o seu nível de inteligência emocional, além de como você pode desenvolvê-lo ainda mais.

Teste seu nível de Inteligência Emocional aqui!

Dá para aumentar a inteligência emocional?

Embora existam aspectos permanentes que determinam o temperamento e a personalidade – herança genética, por exemplo -, Goleman defende que muitos dos circuitos cerebrais da mente humana são maleáveis e podem ser trabalhados, impactando o nível de inteligência emocional.

Revisar mentalmente as habilidades que ela envolve e perceber em quais precisa trabalhar é o primeiro passo para aumentá-la. O psicólogo defende que o feedback externo também é um ótimo medidor para se orientar e desenvolver a IE.

Como desenvolver a sua IE – 5 práticas

Em um artigo para o Harvard Business Review, o psicólogo Tomas Chamorro-Premuzic, professor de psicologia empresarial na University College London e na Columbia University, além de associado do Laboratório de Finanças Empresariais de Harvard, recomendou cinco passos fundamentais para aumentar a inteligência emocional.

#1 Transformar o autoengano em autoconsciência

A personalidade, e consequentemente a IE, se molda, principalmente, com base na identidade e na reputação, explica Tomas. Para muitas pessoas existe uma disparidade entre os dois, o que pode fazer com que eles ignorem qualquer feedback negativo.

No entanto, a verdadeira autoconsciência consiste em conseguir ter uma visão realista dos próprios pontos fortes e fracos. Isso não vai acontecer sem feedback preciso, diz o psicólogo. Investir em avaliações baseadas em dados, como testes de personalidade e pesquisas de feedback é uma boa.

#2 Transformar o foco em si próprio em foco nos outros

Segundo Tomas, para quem tem níveis mais baixos de IE, é difícil visualizar as coisas pela perspectiva dos outros. Especialmente quando não há escolha certa ou errada. Desenvolver uma abordagem centrada nos outros começa com reconhecimento das forças, fraquezas e valores de cada um.

Em um contexto de trabalho, conversas frequentes com os membros da equipe levarão a um entendimento melhor de como motivar e influenciá-los.

#3 Agir de forma que torne a convivência gratificante

A convivência com pessoas que têm mais altos níveis de IE tende a ser vista como mais recompensadora. De acordo com o psicólogo, os mais “recompensadores” tendem a ser mais cooperativos, amigáveis, confiantes e altruístas.

Tomas diz que é importante garantir, sempre, um nível apropriado de contato antes de pedir ajuda ou passar uma tarefa a alguém. Além disso, procurar compartilhar conhecimento e recursos sem expectativa de reciprocidade.

Leia mais: Como lidar com suas emoções no trabalho? Especialista explica

#4 Controlar “explosões”

No mundo dos negócios, não é bom mostrar frustração sempre que surge um problema inesperado, explica o psicólogo. Então, se você é uma pessoa que tem o que ele chama de “muita transparência emocional”, é melhor se moderar.

Para fazer isso, é preciso perceber que situações tendem a desencadear sentimentos negativos. Detectando seus gatilhos, “você consegue evitar situações estressantes e inibir suas reações”, diz ele.

Procure trabalhar táticas que o ajudem a se tornar consciente sobre suas emoções, em tempo real. Não só sobre a forma que as sente, também em termos de como elas estão sendo vistas pelos outros.

#5 Mostrar humildade

Em questão de carreira, a autoconfiança, em certo grau, é vista como um traço inspiracional. Porém, o psicólogo afirma que os melhores líderes são os que parecem ser humildes. Estes transmitem segurança para a equipe.

“Encontrar um equilíbrio saudável entre assertividade e modéstia, demonstrando receptividade ao feedback e capacidade de admitir os erros, é uma das tarefas mais difíceis de dominar.”

Tomas explica que, no contexto profissional, é importante esconder a arrogância – caso ela exista – e mostrar humildade. Mesmo que ela tenha de ser fingida. Algumas atitudes a se considerar: acabar com o orgulho, escolher bem as brigas e procurar oportunidades para reconhecer os outros.

Soft skills, as habilidades sociais

Soft skills diz respeito às habilidades que lidam com a relação e interação com outros. “Habilidades como resiliência, empatia, colaboração e comunicação são todas competências baseadas na inteligência emocional e que distinguem profissionais incríveis da média”, afirma Daniel Goleman, psicólogo expert no assunto e autor do bestseller Inteligência Emocional.

O especialista, por sua vez, define o termo como “traços e comportamentos que caracterizam nossos relacionamentos com outros”.

Exemplos de soft skills em alta no mercado

  1. Colaboração: saber trabalhar bem em grupo
  2. Flexibilidade: saber se adaptar às mudanças
  3. Trabalhar sob pressão: gerenciar estresse sem perder o foco
  4. Comunicação eficaz: ouvir atentamente e se comunicar de maneira clara
  5. Orientação para resultados: atingir o resultado final da maneira mais eficaz possível
  6. Liderança de equipe: saber como motivar e engajar grupos

Leia também: Soft e hard skills: quais competências e habilidades importam no recrutamento

Habilidades sociais indispensáveis para qualquer profissional

As habilidades sociais variam de ser capaz de sintonizar os sentimentos de outra pessoa e entender como cada um pensa até a capacidade de negociação. Todas podem ser aprendidas na vida, contanto que se dedique tempo, esforço e seja perseverante durante o processo.

Por que elas interessam em todos os ambientes profissionais

O interesse pela inteligência emocional no local de trabalho vem do amplo reconhecimento de que essas habilidades diferenciam profissionais e líderes mais bem-sucedidos da média.

Isso é especialmente verdadeiro em funções em que todos têm que ter o mesmo nível técnico: nesses contextos, como as pessoas gerenciam a si mesmos e seus relacionamentos faz toda a diferença.

As 3 habilidades sociais mais valiosas no ambiente de trabalho

#1 Habilidade de comunicação

Habilidades de comunicação são vitais em qualquer ambiente de trabalho Você precisa ser capaz de ouvir os outros e também transmitir seus próprios pensamentos e, até mais importante, seus sentimentos. Da forma certa e levando em conta com quem se está se comunicando.

Bons comunicadores:

  • Praticam a escuta ativa: ouvem com atenção, sem estar apenas esperando sua deixa para “retrucar” e aguardam o outro falar sem interromper. Basicamente, ouvem todo o conteúdo, processam e só então respondem.
  • Certificam-se de que todos entendem o que é dito e buscam o compartilhamento completo e aberto de informações.
  • Sabem receber notícias não tão boas.
  • Lidam com situações difíceis antes de elas piorarem.
  • Agem de acordo com as “dicas emocionais” que os outros dão ao comunicar-se sobre seus sentimentos.

#2 Habilidade de cooperação

Esta habilidade social diz respeito a trabalhar bem com os outros, sendo produtivo e fortalecendo relações. As pessoas que têm altos níveis dela costumam ver a relação com a equipe como fator tão ou mais importante do que a atividade ou a meta.

Eles colaboram ativamente, compartilhando planos e ideias e trabalhando juntos para construir um todo melhor. Ao fazê-lo, promovem um clima cooperativo no qual todos se sentem convidados a contribuir. Além disso, também procuram ativamente oportunidades de trabalho colaborativo.

Com frequência, fazem com que a equipe tenha um desempenho melhor. Aqui, não se trata só de liderança formal, mas de procurar cooperar saudavelmente em qualquer função que se exerça.

#3 Habilidade de formar vínculos

É essencial para construir e manter relacionamentos com outras pessoas.

Desenvolver essa habilidade leva você a ter melhores relacionamentos. As pessoas que são boas nisso são grandes networkers, construindo e mantendo uma forte rede de contatos e conexões que lhe ajudam com acesso, suporte, informações, etc.

Quem tem boa habilidade de formar vínculos também trabalha em relacionamentos estabelecidos para mantê-los saudáveis.

Uma característica das pessoas que são boas nessa habilidade é que elas têm muitos amigos entre seus colegas de trabalho. É muito sobre a valorização dos outros: estar interessado e querer saber mais sobre eles de verdade.

Essas três habilidades não só fazem de você um profissional mais eficiente e te dão mais chance de ter alto desempenho e se destacar, como beneficiam enormemente as organizações. Por isso, costumam ser bastante procuradas em recrutamentos de todas as áreas.

Formas de desenvolver social skills?

Daniel Goleman apresenta algumas maneiras de desenvolver ou fortalecer as soft skills necessárias atualmente:

#1 Aprenda a se autorregular

“Se você aprender a administrar suas emoções, vai se recuperar rapidamente do estresse. Isso significa que quando você sentir uma emoção forte surgir, pode se tornar consciente dela, nomeá-la e deixá-la passar sem reagir instantaneamente.”

Para quem quer mergulhar mais profundamente no assunto, Goleman indica praticar meditação diariamente e treinar seu cérebro para lidar com as emoções.

#2 Aprenda a impor limites com gentileza

“Quando for interrompido, pratique se fazer esta pergunta: isso pode esperar? Posso deixar de lado? Você descobrirá que a resposta é quase sempre ‘sim’”, fala.

Comunique sua decisão com boa vontade e de maneira educada: líderes – e pessoas com boas soft skills – sabem se comunicar gentilmente

#3 Crie uma cultura pessoal de feedback 

A cultura de feedback é conhecida e fomentada no ambiente de trabalho, mas, segundo o especialista, seus benefícios são tantos, que ela deve ser cultivada também na vida pessoal.

Peça para amigos, colegas, professores, gestores e familiares – pessoas que o conhecem profissional e pessoalmente – avaliarem suas habilidades de soft skills e use as respostas para melhorar.

Sentimentos e emoções 

A Inteligência Emocional é relacionada à nossa habilidade de identificar os sinais internos do que estamos sentindo, e também a entender como eles se relacionam com todos os sinais externos que recebemos do ambiente ao nosso redor. 

Agora, o campo da inteligência emocional diz muito respeito à identificação e regulação de emoções. E, em outros lugares, vemos as emoções sendo referenciadas também como sentimentos. Será que são a mesma coisa?

Um spoiler: emoções e sentimentos não são a mesma coisa. Inclusive, ao compreender a diferença entre os dois, o seu desenvolvimento em direção a uma vida mais emocionalmente saudável pode melhorar. 

O que é emoção?

Imagine a seguinte situação: você acabou de chegar no aeroporto, e seu vôo já está na última chamada. Você sai em disparada pelo aeroporto, tentando passar pela fila enorme de pessoas aguardando na checagem de segurança… quando você avista o seu melhor amigo de infância, quem você não encontrava há anos. Antes que você possa falar alguma coisa, seus olhos lacrimejam de animação, e você esquece completamente da pressa que você estava sentindo. 

A sua emoção é a resposta do seu corpo perante um estímulo externo. Essas reações no nosso estado bioquímico são ditadas pela amígdala, uma pequenina parte da região subcortical do nosso cérebro. É ela a responsável por ditar mudanças rápidas em nossos corpos a partir de uma ameaça, uma recompensa ou, como na nossa história, de um reencontro. 

As nossas emoções, assim, precedem os nossos sentimentos, são físicas e bastante instintivas. Esse instinto vai além da espécie humana, e é o que explica quando sorrimos, o nosso cachorro balança o seu rabo – ele também tem essa reação emocional em seu corpo. 

O que é sentimento?

Agora, sentimentos são as associações mentais que fazemos a partir de uma emoção. Ou seja, um sentimento é influenciado pela experiência pessoal de uma pessoa, assim como suas crenças, ou memórias.

Na história do aeroporto, você lacrimejou e sorriu de animação por ter compartilhado memórias e momentos felizes com o seu melhor amigo de infância. Agora, o sentimento poderia ser outro, caso essas memórias fossem infelizes, ou se você soubesse que esse seu amigo destratou um conhecido em comum em algum momento. 

Nossos sentimentos são, assim, desencadeados por emoções, e coloridos por nossos pensamentos, memórias e imagens que estão inconscientemente atreladas àquela emoção em particular para você. Ou seja, enquanto seres humanos, nós possuímos um repertório emocional básico em comum, mas os sentimentos variam a cada indivíduo de acordo com as suas experiências e situações vividas.

Agora, importante também é saber que sentimentos podem desencadear emoções – o que forma um ciclo interminável de estímulos e emoções. É por isso que, por meramente pensarmos em cobras ou algum outro animal amedrontador, sentimos medo e temos um calafrio.

Quais são as emoções básicas?

Para decodificar as expressões características das emoções, um dos psicólogos mais reconhecidos no campo, Paul Ekman, viajou o mundo inteiro em busca do que fosse universal, compartilhado por todos e independente da cultura. 

Disso, conseguiu mapear cinco emoções básicas universais:

# Raiva

# Tristeza

# Desgosto

# Medo 

# Alegria

Elas são as mesmas que figuram como personagens no filme “Divertidamente”, no qual Ekman atuou como consultor especialista durante a produção.

Embora as cinco emoções mapeadas acima sejam encontradas em todos, seus gatilhos variam de pessoa a pessoa. Além disso, cada uma delas tem um propósito: as emoções não seguem a regra dicotômica bom/ruim – e não devem ser evitadas, mas sim compreendidas em suas particularidades. 

Você consegue aprender mais sobre como decodificar emoções a partir de um projeto criado por Ekman em parceria com o líder espiritual e chefe de estado do Tibete Dalai Lama, o Atlas das Emoções

A parte do cérebro que processa emoções (e onde nascem os sentimentos)

Não é mito que uma parte do cérebro processa as emoções – ela é conhecida como cérebro emocional. Enquanto o cérebro racional cuida do senso crítico e da capacidade de análise, o emocional promove as reações que dão origem aos sentimentos.

O cérebro emocional fica no sistema límbico, nome que se dá à parte frontal responsável por emoções, memória e aprendizagem. A parte que analisa riscos e vivências que posteriormente serão “resultarão” em sentimentos, é conhecida como Amígdala.

Autoconsciência

A autoconsciência emocional é um dos principais fundamentos da inteligência emocional – ao mesmo tempo em que é sua base, também é um primeiro passo essencial. Ela diz respeito à capacidade de entender suas próprias emoções e seus efeitos. 

Basicamente, significa saber o que está sentindo e por que – e como isso te ajuda ou prejudica no momento -, ter noção dos próprios pontos fortes e fracos e até clareza sobre valores e propósito. Então, uma pessoa que possui essa habilidade bem desenvolvida tem conhecimento sobre o que sente e de que forma essas emoções afetam positiva ou negativamente o seu desempenho no contexto profissional e pessoal. 

Claro que as pessoas têm diferentes níveis dessa capacidade de compreensão, mas é completamente possível (e vantajoso) desenvolver o seu. 

“A autoconsciência emocional não é algo que você alcança uma vez e depois acaba. Em vez disso, todo momento é uma oportunidade para ser autoconsciente ou não. É um esforço contínuo, uma escolha consciente de ser autoconsciente. A boa notícia é que, quanto mais você pratica, mais fácil se torna”, diz Goleman.

Apesar de ter o foco mais interno, também abrange a chamada autoconsciência emocional “pública”, que é a percepção sobre como as emoções afetam os outros. 

Segundo a psicóloga Shirley Canabrava, que conversou com o Na Prática sobre o tema, “olhar para fora” é essencial no aprendizado focado em identificar emoções. Observar o comportamento de outras pessoas aumenta o nosso referencial e ajuda, inclusive, a entender o jeito mais adequado de abordar cada pessoa e assim ter um retorno mais positivo para ambos os lados. Além de melhorar a capacidade de empatia.

Como desenvolver autoconsciência emocional

Shirley dá algumas dicas práticas para quem quer desenvolver a capacidade de autoconsciência emocional.

  1. Busque informações sobre o assunto – sites, canais no Youtube, páginas em redes sociais, livros, cursos, podcasts, etc;
  2. Encontre amigos ou se reúna com pessoas que estejam dispostas a conversar abertamente sobre esses temas;
  3. Identifique possíveis padrões nos seus comportamentos – começando por observar seu humor ao longo do dia, do mês, no trabalho e em casa, ao encontrar determinadas pessoas, etc;
  4. Responda a pergunta “o que estava passando pela minha cabeça no momento?” em situações que você perceber mudanças no seu humor – responda da maneira mais genuína e sincera (e quanto mais próximo da situação, mais você ajuda a sua memória a recuperar os pensamentos e sentimentos corretos);
  5. Pratique atividades que te ensinem e ajudem a se concentrar no presente e em você, como a meditação – especialmente práticas de mindfulness;
  6. Anote os aprendizados, descobertas e respostas que for tendo sobre você mesmo(a) para tentar driblar a preguiça e o esquecimento.

“Reflita se você quer mesmo iniciar esse processo, aumentar seu nível de consciência pessoal não é garantia de que você descobrirá apenas características das quais se orgulhe, mas isso também pode abrir um leque de oportunidades incríveis de melhoria”, destaca a especialista.

“São exatamente as pessoas que conhecem suas particularidades as mais capazes de compreender como podem mudar a sua forma de agir e utilizar essas características a seu favor para alcançar objetivos e obter melhores resultados.”

Autocontrole emocional

Autocontrole emocional é a habilidade de gerenciar emoções negativas ou desestabilizantes, inclusive em situações estressantes, enquanto se mantém operante e eficiente. A ideia aqui é, de fato, gerenciar, o que é completamente diferente de suprimir. A supressão não é sustentável visto que as emoções negativas são parte da vivência humana, e pode ter efeitos contrários.

Quanto mais se tem essa habilidade desenvolvida, mais a pessoa consegue exercer o autocontrole em contextos diferentes: uma coisa é ter uma conversa sincera com um amigo e outra é sentir frustração e raiva no ambiente de trabalho, por exemplo.

Como controlar a ansiedade no ambiente de trabalho?

O desenvolvimento dos transtornos de ansiedade tem sido fortemente relacionado ao ambiente de trabalho, diz a psicóloga especializada Mariângela Guerra. Muitos profissionais não conseguem gerenciar de forma saudável o grande volume tarefas ou metas agressivas, gerando um estresse mental que é um grande gatilho para que a ansiedade seja potencializada.

De modo geral, a ansiedade é uma reação biológica e fisiológica à percepção de ameaças à sua segurança ou perigo. Embora ela seja inevitável, em certos níveis pode prejudicar gravemente a saúde mental e a qualidade de vida.

No ambiente de trabalho, os sintomas podem ser percebidos em dificuldade de se concentrar, relacionamento com colegas e clientes, perda de prazos, problemas de insegurança e desistência de tarefas por medo de falhar, dentre outros. Confira algumas dicas da especialista para não deixar o distúrbio afetar seu desempenho no ambiente profissional.

#1 Seja flexível

Digamos que você sempre sonhou em ser um astronauta, mas percebeu que as tensões e a claustrofobia do trabalho estão lhe causando ataques de pânico. Só porque você sempre pensou que seria  um astronauta, ou já passou por treinamento, não significa que você tenha que seguir esse caminho.

Esteja aberto a trabalhos semelhantes que podem não ser exatamente o que você imaginava e que não possuem as mesmas situações de estresse. A NASA também precisa de profissionais na área de recursos humanos, marketing, planejamento e muitos outros. Não fique preso a uma ideia específica do que você deveria fazer.

#2 Seja realista sobre suas limitações

Se você tem ansiedade social, um trabalho que exige muita interação direta com o público pode te deixar totalmente estressado. Saber de antemão o que é um gatilho para a sua ansiedade pode ajudá-lo a descobrir potenciais zonas de perigo e a fazer as escolhas certas.

Para solucionar essa questão é possível utilizar a alocação de forma estratégica. Converse com seu líder sobre a possibilidade.

#3 Meditação e exercício físico

A preocupação é geralmente focada no futuro, e a meditação ajuda a trazer sua mente para o momento presente. A prática consiste em observar os pensamentos e deixá-los ir embora. Essa técnica pode ajudar você a identificar suas preocupações e a entrar em contato com suas emoções.

Fazer alguma atividade regularmente estimula o organismo a produzir endorfina, que causa sensação de bem-estar. Isso ajuda a aliviar os níveis de ansiedade e pode, também, ser um hobby para equilibrar seu cronograma.

Mas, afinal, o que é a motivação?

Motivação é a condição de influenciar a direção de um comportamento. Seu significado pode ser comparado aos das palavras: engajar, impulsionar e estimular.

O conceito pode ser aplicado em relação aos outros – como a capacidade que um líder tem de motivar -, mas seu outro lado é foco em um dos principais pilares da inteligência emocional: o da capacidade que alguém tem de se motivar – a chamada automotivação.

Como se automotivar?

Diante das mesmas expectativas, é fato que cada um responde de forma diferente. Por exemplo, uma situação em que se espera que os profissionais cumpram uma meta em um prazo estipulado. Alguns vão questionar o propósito, outros vão seguir o que foi proposto e outros simplesmente não vão agir. Mas por que essa diferença (essencialmente na característica da motivação pessoal) acontece?

A escritora Gretchen Rubin acredita ter encontrado a resposta. Durante a fase de pesquisas para seu livro “Better than Before: Mastering the Habits of Our Everyday Lives”, ela observou uma relação entre a personalidade e hábitos que as pessoas mantém. Partindo do pressuposto de que lidamos com dois tipos de expectativas: externas, como um prazo para entrega de resultados, e internas, como “parar de comer doces” – ela fez a pergunta: Como você responde a uma expectativa?

Na prática, Gretchen percebeu que a maioria se encaixa em quatro grupos distintos. São os que ela chamou de Defensores (Upholders), Questionadores (Questioners), Obrigados (Obligers) e, por último, os Rebeldes (Rebels).

A fórmula que a autora propõe é simples: entenda em qual deles você se encaixa, descubra o que te motiva e saiba como se automotivar para fazer o que precisa e até criar hábitos. Compreender como as quatro personalidades funcionam também ajuda a motivar os outros quando em um posição de liderança.

As 4 personalidades: entenda a sua para se motivar

#1 Defensores (Upholders)

Os defensores respondem prontamente às expectativas internas e externas. Eles não têm muito problema em cumprir compromissos, prazos ou manter resoluções.

Sua vontade de entender e atender ao que é esperado fomenta um instinto forte de autopreservação (de onde vem o nome da categoria), que contrabalanceia um pouco a disposição de cumprir o que os outros esperam.

No entanto, esse grupo tem dificuldade em situações em que as expectativas não estão claras. Eles podem se sentir compelidos a atender mesmo às que parecem inúteis e ficam desconfortáveis ​​ao infringir regras (até as completamente desnecessárias).

#2 Questionadores (Questioners)

Grupo dos que questionam todas as expectativas e só as atendem se acreditam que elas têm um propósito e podem ser justificadas. No geral, são pessoas motivadas por razão, lógica e justiça.

Os Questionadores decidem por si mesmos se uma ação é uma boa ideia, e resistem ao que parece arbitrário ou que não tenha finalidade válida. “Essencialmente, eles transformam todas as expectativas em expectativas internas”, resume a escritora. Isso faz com que sejam pessoas intelectualmente engajadas – dispostas a pesquisar incansavelmente para chegar as suas conclusões.

Nesse grupo, Gretchen destaca que as tentativas inesgotáveis de justificar qualquer atitude pode cansar os indivíduos.

#3 Obrigados (Obligers)

Os que são os Obrigados têm facilidade em responder às expectativas externas, mas não às próprias. “Eles não decepcionam os outros, mas decepcionam a si mesmos”, explica a autora. Resultado: dificuldade em se automotivar.

Esses precisam da responsabilidade exterior, com consequências – como prazos, taxas, medo de desapontar – a fim de atender a uma expectativa. Então, se um indivíduo desse grupo está com dificuldades em cumprir alguma atividade, provavelmente, é por conta da falta de responsabilidade externa.

O fato de se sentirem “obrigados” a cumprir todas as expectativas dos outros faz com que tenham dificuldade em dizer “não”. Em um certo momento, porém, podem atingir um ponto de rebeldia em que se negam a atender qualquer expectativa.

#4 Rebeldes (Rebels)

As pessoas que resistem a todos os tipos de expectativa compõem o grupo dos Rebeldes. Elas só escolhem agir a partir de um senso de escolha, de liberdade. Os rebeldes resistem ao controle – até mesmo ao autocontrole – e gostam de desrespeitar regras e expectativas.

Embora se recusem a fazer o que “devem”, conseguem atingir seus objetivos do seu próprio jeito. É um grupo que valoriza muito a autenticidade e a autodeterminação.

São indivíduos que, por vezes, desagradam os outros porque não se deixam ser solicitados ou instruídos. De acordo com Gretchen: “pedir ou dizer aos Rebeldes que façam algo faz com que eles façam exatamente o oposto”. Ou seja: quem está em volta sempre corre o risco de acordar seu “espírito de oposição”. Eles não conseguem nem dizer a si mesmos o que fazer – e isso é uma das fontes de frustração desse grupo.

Ao mesmo tempo, são muito motivados por desafios; na verdade, pela vontade de mostrar que são capazes. “Diga a um rebelde: ‘Não acho que você possa preparar o rascunho do relatório até sexta-feira’ e ele vai entregar na quinta-feira para provar que você está errado”, ilustra a escritora.

Utilizando a teoria das personalidades para se motivar

Tentar equilibrar seus estímulos, de acordo com seu estilo de personalidade, pode ser uma receita boa para se motivar. Outra é utilizar exatamente o que te motiva – estímulo externo, prazo, liberdade, etc. – para conseguir alcançar suas metas. Um Obrigado pode procurar alternativas para ampliar a responsabilidade interna – que não tem tanto efeito para ele – em relação à externa, por exemplo.

Encontrando motivação no trabalho

Ninguém está 100% motivado, 100% do tempo. Seres humanos são influenciados por uma miríade de fatores e é natural que, de vez em quando, você sinta que precisa encontrar motivação novamente.

O alicerce de todas as ações que podem te ajudar a encontrar (ou reencontrar) essa motivação é o autoconhecimento, que proporciona uma compreensão mais profunda sobre você mesmo e de onde vem os seus impulsos, estímulos e vontades.

Existem diversas formas de promover o autoconhecimento, desde sessões de psicoterapia a cursos, seminários, retiros e workshops. A Fundação Estudar, por meio do Estudar Na Prática, oferece desde 2016 um curso online de Autoconhecimento para quem quer se iniciar no tema.

Quando você começa a entender esse processo, é possível ressignificar suas experiências e se motivar – e a boa notícia é que não é preciso esperar a conclusão do curso para começar a botar algumas mudanças em prática. A seguir, listamos insights simples de especialistas em comportamento que podem te ajudar desde já:

#1 Conquiste pequenas vitórias

Teresa Amabile, professora da Harvard Business School e autora de O princípio do progresso: Como usar pequenas vitórias para estimular satisfação, empenho e criatividade no trabalho, diz que progresso é o maior motor da motivação.

“De todos os eventos positivos que influenciam a vida de trabalho interna, o mais poderoso é progredir num trabalho significativo. De todos os eventos negativos, o mais poderoso é o oposto do progresso: obstáculos”, escreveu ela.

Facilitar esse progresso é, portanto, o melhor jeito de se motivar. E quando ele acontece em pequenos passos consistentemente, surge uma sensação de movimento contínuo que pode fazer toda a diferença entre um dia ótimo e um dia terrível. “Pequenas vitórias tem um efeito positivo forte surpreendente”, continuou ela.

#2 Enfatize seu progresso

Para extrair o máximo de motivação possível do progresso, enfatize-o para si mesmo. Reflita sobre quão longe você chegou e o bom trabalho que fez. (Você pode fazer isso por colegas desmotivados também!)

Pensando no que já conquistou em retrospecto, fica mais fácil encarar novas tarefas e acreditar que você é capaz de fazê-las.

#3 Recompense-se

Quando fizer algo da sua lista, recompense-se de alguma maneira – isso é um motivador muito forte. Dê uma volta, passe cinco minutos no sol, coma algo gostoso, veja suas mensagens no celular, ouça uma música… O que quiser dentro dos limites do bom senso, especialmente se você for voltar a trabalhar logo!

Caso apenas pequenas recompensas não bastem, você pode testar algo mais radical, como dar R$ 100 para um amigo e dizer que, se até o fim do dia sua tarefa não estiver pronta, você não recebe o dinheiro de volta. Ficou sério de repente, certo?

#4 Foque no significado

Para Dan Pink, autor de Drive: The Surprising Truth About What Motivates Us que gravou uma TED Talk viral sobre motivação, propósito também é um motivador forte. “Estou fazendo algo a serviço de uma causa maior ou, pelo menos, fazendo uma contribuição para o mundo?”, questiona.

Autossabotagem

Em algum momento da vida, as pessoas costumam tomar atitudes que vão na direção contrária aos seus interesses. Seja por meio de palavras, omissão ou procrastinação, todo mundo é suscetível, e eventualmente pratica, a autossabotagem. O psicólogo organizacional Igor Barros afirma que a autossabotagem é um hábito do ser humano.

“Muitas vezes, as pessoas inconscientemente começam a pensar que não são capazes e desenvolver comportamentos que deixam seus planos apenas no mundo das ideias. A autossabotagem acontece no momento que elas começam a se burlar para que que não aconteça algo para elas”, explica.

Especialista em desenvolvimento humano, Israel Augusto complementa que a autossabotagem pode acontecer de forma consciente ou inconsciente. “Na maioria das vezes, ela é inconsciente porque grande parte das nossas ações diárias também são. Existem pesquisas que mostram que o nosso cérebro age em modo automático entre 90% e 95% do tempo. A nossa forma de agir e de pensar está automatizada e o nosso cérebro acaba criando esses padrões de pensamento e de comportamentos para diversas situações e estímulos”, esclarece.

A dupla garante que todos os indivíduos, eventualmente, se autossabotam, em maior ou menor grau e dependendo da situação. Exemplificando formas de autossabotagem no trabalho, Igor Barros indica que o processo está ligado ao medo e à autocobrança.

“O profissional começa a se cobrar, mas ao mesmo tempo não sabe como chegar onde quer. Então, ele entra em um ciclo doentio de não conseguir ser igual ao que desejava ser. Algumas pessoas apresentam burnout, que é o estresse elevado. Outro caso muito comum são as crises de ansiedade, relacionadas a pessoas com bloqueio de evolução”, aponta.

O psicólogo ressalta que as pessoas costumam ligar à autossabotagem no trabalho a alguma forma de bloqueio, mas nem sempre é isso que ocorre.

“Uma das formas mais comuns de autossabotagem, que as pessoas não percebem, é ter uma cobrança de resultados muito elevados, se forçar a entregar algo, ser diferente ou fazer mais. A autossabotagem começa silenciosamente, mas pode apresentar sintomas físicos como palpitações, sudorese, dificuldades de dormir e até sensações de pânico”, destaca.

O processo de autossabotagem geralmente é fundamentado em uma crença, conforme explica Israel. “Vem de algo que eu acredito que é verdade. São pensamentos recorrentes e padrões de pensamentos instalados em mim, que geralmente são fortes. Nosso crítico interior tem muito impacto nisso. Todos nós temos medo de alguma coisa e é essa emoção que nos faz adquirir comportamentos sabotadores”, revela.

Formas de driblar a autossabotagem

#1 Mantenha relacionamentos assertivos com os colegas

Se você é capaz de conversar com os pares, entender a realidades de situações e fatos relacionados a elas provavelmente não irá recorrer a comportamentos precipitados que podem ser sabotadores. Os especialistas afirmam que, além da realidade, existe a interpretação individual de cada um, por isso é essencial manter relações francas e baseadas em fatos.

#2 Pratique o autoconhecimento

Para sair do ciclo de autossabotagem, o primeiro passo é tomar consciência dessa ação ou omissão. Se conhecer melhor é uma ação que depende de você e potencializa o processo de mudança. Com o autoconhecimento,  é possível desligar o piloto automático e questionar padrões, habilidades, crenças e valores.

#3 Peça feedback

Pessoas do seu convívio pessoal podem ter uma percepção melhor da sabotagem de colegas e isso pode ser transmitido com feedbacks efetivos.

#4 Transforme os hábitos sabotadores

Se você já identificou situações em que costuma se sabotar, pode traçar um plano ou fazer um planejamento para aprender a construir um novo hábito que seja mais positivo e alinhado com seus objetivos.

Os especialistas apontam que os líderes tem um papel fundamental em impedir que seus colaboradores perpetuem atitudes autossabotadoras. Isso pode ser feito por meio do feedback, da valorização de competências socioemocionais (como a inteligência emocional), ajudar a inserir palavras e hábitos positivos, da motivação e acompanhamento das equipes.

Empatia

O que é empatia? Segundo o filósofo australiano Roman Krznaric, empatia é sobre “achar a humanidade compartilhada”. Considerado uma autoridade no assunto, o especialista é autor do livro “O poder da empatia: A arte de se colocar no lugar do outro para transformar o mundo”. Além disso, é membro docente e fundador da The School of Life, de Londres, e professor de Sociologia e Política na Universidade Cambridge e na City University.

O que é empatia? “Calçar o sapato do outro”?

Em muitas ocasiões, a prática da empatia é resumida por “calçar o sapato do outro”. Embora não esteja errado – até o filósofo utiliza essa descrição – abre margem para uma possível interpretação (e experiência) erradas. “Não é apenas sobre calçar os sapatos do outro com os seus próprios preconceitos e estereótipos”, destaca ele.

É necessário ter uma mentalidade aberta para conhecer. Entre outras coisas, isso significa fazer conexões inesperadas, sair da forma usual de pensar e falar, se preciso, superar barreiras (preconceitos, esterótipos, etc.).

“Quase não existe jeito melhor de desafiar seus preconceitos e estereótipos sobre alguém do que falar com essa pessoa e ouvir o que eles têm a falar”, afirma Krznaric, “e você pode muito bem descobrir que estava errado e isso te ajuda a não transferir muito de si mesmo”.

Por que ela é aliada no ambiente de trabalho 

Segundo o especialista, a empatia é o que cria bons relacionamentos, tão indispensáveis para ser bem-sucedido em qualquer ambiente de trabalho. Mas como fazer isso, de fato? “A chave é desenvolver a habilidade de ‘ouvir empaticamente’”, explica Kznaric.

Isso significa, primeiro, saber ouvir outras pessoas sem interrompê-las e dar oportunidade para que elas se abram. E também se atentar a dois tipos de informações, que o interlocutor pode passar até inconscientemente: sentimentos e necessidades.

“A ‘habilidade de ouvir empaticamente’ realmente unifica as organizações e faz os relacionamentos funcionarem. E isso é, de fato, crucial para uma carreira de sucesso.”

Compreensão interpessoal

Para ser comunicar efetivamente com diversos grupos, compreensão interpessoal e empatia são habilidades de extrema importância. Isso porque, por meio delas, é possível entender intenções, motivações e desejos de outras pessoas, o que torna os relacionamentos interpessoais mais fáceis.

Apesar dessas características serem valorizadas, principalmente no mercado de trabalho, o Brasil ocupa a 51ª posição no ranking mundial de países empáticos, de 63 nações analisadas, segundo pesquisa da Universidade de Michigan. Entenda mais sobre os conceitos e como desenvolver essas competências.

O que é?

Neuropsicólogo e mestre em processos de desenvolvimento humano, Fabrício Almeida explica que compreensão interpessoal e empatia são traços que começam a ser desenvolvidos na infância.

“Desde muito cedo, somos programados a perceber nuances no rosto dos seres humanos e nos comportamentos sociais que nos indicam o que o outro está sentindo ou pensando. A partir da  capacidade de compreender e atribuir estados mentais a si e aos outros (conhecida como teoria da mente), a criança começa a conseguir funcionar socialmente”, esclarece.

Por meio desse cenário, nasce a empatia, uma forma de “achar a humanidade compartilhada”, segundo Krznaric. “A empatia vem da percepção da necessidade e da vontade do outro”, complementa Fabrício. Nesse sentido, a compreensão interpessoal se alia como uma maneira de entender as emoções e pensamentos dos diversos indivíduos que compõem um grupo.

Empatia e produtividade: uma relação inusitada

Além de beneficiar a criação de relacionamentos significativos, e primordiais para a trajetória profissional, Krznaric explica uma relação existente entre a empatia e produtividade. Na realidade, são duas as relações, mas uma reforça a empatia e sua importância, inclusive no trabalho.

“Uma das coisas que diminui a empatia é um desejo de eficiência e velocidade”, diz o especialista sobre a primeira das associações, que é inversamente proporcional. Por exemplo, se você está correndo para não se atrasar para uma reunião e passa por alguém que precisa de cuidado ou de ajuda, há menos chances de parar, segundo estudos.

De outro lado, há mais chances de se criar um ambiente de trabalho produtivo se existem relacionamentos altamente empáticos, porque as pessoas compartilham informações e aprendizado. “Pensamos em eficiência como sendo racional e empatia como sendo emocional. No entanto, essas coisas sempre trabalham juntas.”

Desenvolva sua capacidade de empatia

Reunimos algumas dicas do filósofo Krznaric e do neuropsicólogo Fabrício sobre as melhores formas de desenvolver a empatia.

#1 Coloque-se em contexto

A prática de se colocar no lugar do outro é fundamental para aprimorar a empatia e a compreensão interpessoal, afirma o neuropsicólogo. “Vivemos em uma sociedade que cada vez mais isola os seres humanos e faz com que eles sejam autocentrados.

Então, a primeira coisa a se fazer para desenvolver essas habilidades é estar em um local social, como um grupo ou time. Profissionais que trabalham em casa, por exemplo, são menos propensos a ter feedback social e desenvolver essas competências interpessoais”, aponta.

#2 Desenvolva autoconhecimento

Buscar o autoconhecimento também é uma ferramenta valiosa para fortalecer a empatia e a compreensão interpessoal. “Se você conhece seus limites, sabe fundamentar suas opiniões e tem uma autoestima fortalecida, acaba não se privando de entrar em situações que possam colocar em cheque o que você acredita. Consequentemente, isso aumenta a probabilidade de troca com outras pessoas e isso puxa a empatia”, analisa Fabrício.

Além disso, trabalhar a inteligência social é primordial para existir em uma sociedade exige os mesmos comportamentos em momentos e maneiras distintos.

#3 Fomente sua curiosidade sobre os outros

“Desenvolva sua curiosidade sobre os desconhecidos conversando com um estranho uma vez por semana. Fale com alguém que é diferente de você – a mulher que lhe vende jornal ou pão a cada manhã. Tente ultrapassar a conversa superficial, porque é sobre achar a humanidade compartilhada, desafiar suposições.

#4 “Ouça” os sentimentos

“Pense ‘como posso praticar empatia nas minhas relações cotidianas?’ Em particular, ouvindo empaticamente. Como eu posso realmente ouvir meu filho, filha, marido, esposa, colega de trabalho, e realmente praticar a habilidade de ouvir os sentimentos e necessidades das pessoas.”

#5 Lute por alguma causa que te move

“A terceira coisa é [pensar] ‘como posso me empenhar em ser empático em uma comunidade maior?’, ‘como posso fazer parte de um movimento?’. É sobre entender a perspectiva dos outros e lutar pelos direitos de quem a humanidade foi marginalizada. O que você pode fazer? Quais são as causas com que você se importa? E acho que os seres humanos prosperam quando são parte de algo maior do que eles mesmos.”

As melhores palestras sobre inteligência emocional

A fim de assistir uma palestra de inteligência emocional? Selecionamos três boas TED Talks sobre o tema, confira.

 
Na primeira palestra sobre inteligência emocional recomendada, Daniel Goleman, especialista referência mundial e autor de “Inteligência Emocional”, pergunta por que não somos mais compassivos na maior parte do tempo.
 

Quando a investidora de risco Natalie Fratto escolhe qual fundador de startup apoiar, ela não procura apenas inteligência ou carisma; ela procura por adaptabilidade.

Em sua TED Talk, Natalie compartilha três maneiras de medir seu “quociente de adaptabilidade” – e mostra por que sua capacidade de responder às mudanças (um traço de altos níveis de inteligência emocional) realmente importa.

As palavras que usamos para descrever nossas emoções afetam o modo como nos sentimos, diz a historiadora Tiffany Watt Smith. E elas frequentemente mudam (às vezes de maneira dramática) em resposta a novas expectativas e contextos culturais.

Nesta palestra, aprenda mais sobre como a linguagem que usamos para descrever como nos sentimos continua evoluindo.

3 livros sobre inteligência emocional

#1 “Inteligência emocional”, de Daniel Goleman

Livro inteligência emocional, de Daniel Goleman

Nesta obra, Daniel Goleman traduz algumas importantes descobertas neurológicas acerca do tema de inteligência emocional para o público leigo, além de explicar como essa base científica apoia suas teses mundialmente famosas.

#2 “Autocompaixão”, de Kristin Neff

livro "Autocompaixão", de Kristin Neff

Em “Autocompaixão: Pare de se torturar e deixe a insegurança para trás”, a professora, escritora e palestrante americana Kristin Neff – doutora em Desenvolvimento Humano pela Universidade de Berkeley, na Califórnia – fala sobre a autocompaixão e a necessidade de autoconhecimento como fonte geradora de empatia entre os seres humanos.

#3 “Agilidade emocional”, de Susan David

livro "Agilidade emocional", de Susan David

Em “Autocompaixão: Pare de se torturar e deixe a insegurança para trás”, a professora, escritora e palestrante americana Kristin Neff – doutora em Desenvolvimento Humano pela Universidade de Berkeley, na Califórnia – fala sobre a autocompaixão e a necessidade de autoconhecimento como fonte geradora de empatia entre os seres humanos.

Bônus: “10 leituras essenciais: inteligência emocional”, da Harvard Business Review

livro "10 leituras essenciais: inteligência emocional", da Harvard Business Review

Seleção de 10 artigos escritos por especialistas no assunto, compilados pela Harvard Business Review entre centenas de textos publicados na tradicional revista com o objetivo de ajudar no aprimoramento de habilidades e dos relacionamentos.

Você conhece o curso de inteligência emocional?

Sabia que a Fundação Estudar – organização da qual o Na Prática é uma das iniciativas – tem um curso de inteligência emocional para te ajudar a desenvolver a sua? Com o curso Inteligência Emocional Na Prática, você aprende a usar as emoções a seu favor para uma vida mais equilibrada.

São cinco módulos presenciais de conteúdo focado nos temas de:

  1. Autoconhecimento emocional
  2. Autorregulação emocional
  3. Automotivação
  4. Empatia
  5. Relacionamentos interpessoais

Curso Inteligência Emocional Na Prática: saiba mais e inscreva-se nas próximas edições por aqui!

Desemprego entre jovens é sempre maior? E em 2022? Como será?

Historicamente, o desemprego entre jovens é maior no Brasil quando comparado à média nacional. Em 2021, por exemplo, enquanto a taxa geral de desemprego estava em 14,7% em agosto, entre jovens a fatia de pessoas à procura de trabalho era de 31% do total.

Mas, afinal, a que se deve essa realidade? Quais características econômicas do nosso país tornam esse cenário possível? E quais as saídas?

As respostas não são simples, é claro. Mas alguns pontos ajudam a colocar os dados em uma perspectiva mais clara. Foi por isso que nós batemos um papo com Joelson Sampaio, professor de finanças da FGV, e ele nos ajudou a tirar essas dúvidas.

A dinâmica do desemprego

Segundo o professor Joelson, a dinâmica de geração de empregos e oferta de mão de obra varia de acordo com alguns indicadores. São esses indicadores que, para os analistas, determinam como será o futuro de um país, um estado ou uma cidade.

Itens como Produto Interno Bruto (PIB), inflação e câmbio ajudam os investidores a determinam se abrem novas fábricas, se começam novos empreendimentos, novas construções e outras obras que geram empregos.

As projeções, portanto, têm como base números e dados reais, já realizados em outros anos.

Joelson explica também que existe uma definição muito clara sobre quem são as pessoas desempregadas. Como ele diz, são considerados desempregados aqueles que não tem emprego e querem trabalhar. Todos aqueles que não trabalham e não estão à procura de trabalho não entram na estatística de desemprego.

Por que há mais desemprego entre jovens?

Inicialmente, o professor Joelson analisou que as ondas de desemprego no Brasil na última década e no início desta vieram acompanhadas de duas crises econômicas, entre 2014 e 2016 e no período de pandemia.

Nesses contextos, explica ele, a mão de obra jovem, principalmente entre pessoas de 18 a 24 anos, torna-se mais “descartável”, já que custa menos para os cofres das empresas.

Além disso, a falta de experiência, muitas vezes exigida pelas empresas, empaca a entrada de jovens no mercado de trabalho.

Em 2022, segundo o professor, vai haver mais gente procurando trabalho e, mesmo que haja mais empregos, as taxas de desemprego devem permanecer em patamares altos – como foi neste ano.

Como resolver o problema?

Só um foco, segundo Joelson, que tende a diminuir o desemprego entre jovens nos próximos anos. Para o professor, é preciso investir em capacitação da mão de obra jovem no Brasil, para que ela tenha mais “valor” no mercado de trabalho.

Formações em tecnologia, na visão do docente, devem ser o foco desses jovens para ocupar vagas que estão em ascensão ou que ainda nem surgiram.

Empresas mudam benefícios para reter talentos durante a pandemia

Durante a pandemia de Covid-19, cerca de 82% das empresas brasileiras mudaramos benefícios oferecidos a funcionários com o intuito de reter seus talentos, informa pesquisa publicada neste mês pela consultoria especializada em recursos humanos Robert Half.

De acordo com os entrevistados pela organização, houve trocas, remoções e até criações de novos benefícios nos pacotes oferecidos. Dentre as opções mais disponibilizadas, o trabalho remoto e possibilidade de atuar com horários flexíveis foram campeões na visão dos empregados.

Segundo a Roberta Half, itens como subsídios para montar home office (equipamentos, internet, conta de luz) e apoio psicológico também se tornaram comuns nos acordos de contratação.

“A pandemia impactou a forma como o mercado de trabalho funciona e, consequentemente, modificou a perspectiva dos profissionais em relação aos benefícios oferecidos pela empresas”, explica a empresa no resumo do estudo realizado entre junho e julho do ano passado.

Nesse aspecto, a entrevista ouviu os empregados, que apontaram os seguintes benefícios como sendo os que fazem a maior diferença no dia a dia:

  • Assistência médica
  • Vale-alimentação
  • Vale-refeição
  • Previdência privada
  • Notebook

Enquanto que, na realidade, os mais oferecidos pelas empresas são:

  • Assistência médica
  • Assistência odontológica
  • Notebook
  • Vale refeição
  • Estacionamento

Leia também: CLT ou PJ? Entenda as diferenças e vantagens dos regimes

Trabalho remoto não é visto como benefício

Apesar de o trabalho remoto ter sido apontado como um dos benefícios mais comuns no contexto da pandemia, 76% dos profissionais ouvidos pela Robert Half em seu levantamento não veem a modalidade como um benefício.

Cerca de 8 a cada 10 pessoas ouvidas pela empresa disseram que o trabalho remoto é na verdade um modelo de trabalho, e que não deveria ser vendido como um benefício.

De toda forma, 64% dos entrevistados acreditam que as empresas fizeram uma boa gestão dos benefícios durante a pandemia ainda que mais de 90% deles quisessem ter a opção de montar seu pacote de benefícios.

Gostou da pesquisa? Acesse também nosso artigo sobre cargos em alta para 2022 com base na mesma pesquisa da Robert Half

Globo, Logicalis, EDP e mais empresas estão com vagas de estágio abertas; confira

aperto de mão entre duas pessoas

Enfim, chegamos ao mês de dezembro e muitas empresas estão aproveitando para dar andamento aos seus programas que disponibilizam vagas de estágio. Entre elas, Andrade Gutierrez, Clariant, Coca Cola e outras estão com inscrições abertas a partir deste mês.

Vale mencionar, porém, que, devido à pandemia, o mercado de trabalho tem buscado se adaptar. Isso, por sua vez, tem efeitos diretos no número de vagas e oportunidades abertas – que está relativamente menor, se comparado com outros tempos.

Em dúvida se o currículo está pronto ou falta alguma coisa?
Baixe nossa checklist!

Apesar disso, aqui no Na Prática, como sempre, estamos acompanhando (de casa!) os movimentos das empresas – tanto para se adaptarem ao novo contexto quanto com relação a contratação e retenção de talentos.

Fiquem atentos, pois todo mês trazemos os melhores programas de estágio abertos!

As melhores vagas de estágio com inscrições abertas

Quer saber como conquistar a vaga dos seus sonhos?  Faça o curso Processos Seletivos Na Prática!

JANEIRO

EDP

São 55 vagas para estudantes de qualquer curso de nível superior ou tecnólogo. Na edição de 2021, a empresa teve 51% de vagas preenchidas por estudantes negros e negras. Assim, para esta edição, a empresa irá manter a meta de metade das vagas para esse grupo.

As oportunidades serão nas áreas de inovação, tecnologia da informação, jurídico, financeiro, dentre outras, como também em áreas técnicas, como geração, transmissão, comercialização e distribuição.

Inscrições: até o dia 14 de janeiro pelo site do 99 jobs.

Marfrig

São 17 vagas para estágio e 24 para trainee. Para as vagas de estágio, os estudantes precisam estar cursando o último ou penúltimo ano de diversos cursos elegíveis. Para trainee, os requisitos são: recém-formados nos últimos dois anos.

Inscrições: até 16 de janeiro pelo site

PwC Brasil

Podem participar estudantes e profissionais com até dois anos de formação em diversos cursos. Os interessados podem se candidatar para a consultoria tributária, consultoria de negócios e consultoria em tecnologia.

Inscrições: até o dia 17 de janeiro pelo site da Cia de Talentos

Globo

As vagas são para áreas de criação e produção de conteúdo, tecnologias, financeiro, jurídico, recursos humanos, entre outras. O programa vai abranger as cidades de Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP).

Para se candidatar, os estudantes do ensino superior devem ter formação prevista entre julho de 2023 a julho de 2024. Qualquer curso será aceito no processo seletivo. Quanto aos alunos do ensino técnico, serão aceitos os cursos de Eletrônica, Eletrotécnica, Mecatrônica, Segurança do Trabalho, Telecomunicações ou outros cursos de tecnologia. É necessário ter disponibilidade para estagiar por até dois anos.

Inscrições: até o dia 17 de janeiro pelo site

Gafisa

As vagas de estágio são para estudantes com previsão de término do curso para dezembro de 2023 nos cursos de Administração de Empresas, Arquitetura e Urbanismo, Ciências Contábeis, Direito, Economia, Engenharia Civil, Marketing e Tecnologia da Informação.

Inscrições: até 18 de janeiro no site do programa de estágio

Grupo CCR

São 82 vagas destinadas a estudantes de diversas regiões do Brasil, que estejam cursando o penúltimo ou último ano do ensino superior, independente da área de formação. Não serão exigidos conhecimentos de inglês e não há restrição de curso ou universidade para a escolha dos candidatos.

Inscrições: até 21 de janeiro pelo site

Rôgga

Para participar do programa de estágio, o universitário deve residir em Joinville-SC ou cidades do litoral norte de Santa Catarina (Penha, Piçarras, Itajaí e Navegantes), ter conhecimento em ferramentas Google e estar estudando engenharia civil, arquitetura, economia, publicidade e propaganda, engenharia de produção, superior em engenharia ambiental, engenharia mecânica, administração, matemática, física, contabilidade, processos gerenciais ou gestão de qualidade.

Inscrições: até 26 de janeiro pelo site

CantuStore

São 31 vagas para as áreas Comercial, Logística, Marketing, Jurídico, Finanças, E-commerce, TI, Compras, RH, Fiscal, Novos Negócios, entre outras. Os pré-requisitos estão baseados no curso no qual o candidato está inscrito. São elegíveis aqueles que estudam Administração, Engenharias, TI, Economia, Marketing, Publicidade e Propaganda, Relações Internacionais, Ciências Contábeis, Direito, entre outros. Além disso, os candidatos precisam ter a formação concluída entre junho de 2023 e dezembro de 2024. Conhecimentos de inglês serão considerados um diferencial.

Inscrições: até dia 28 de janeiro pelo site

American Tower

Para participar, basta ter formação prevista a partir de dezembro de 2023 nos cursos de Administração, Arquitetura, Direito, Engenharia Civil, Engenharia Elétrica, Engenharia de Produção, Engenharia de Telecomunicações, Ciências Econômicas/Economia, Contabilidade/Ciências Contábeis, Publicidade e Propaganda, Marketing, Jornalismo e Relações Públicas.

Inscrições: até 28 de janeiro pelo site

Aegro

A empresa vai selecionar 20 estudantes das áreas de Engenharia de Software e Design de Produto para participarem de três meses de estudos e treinamento, sendo que após esse período, 10 pessoas seguirão como estagiários na Aegro.

Inscrições: até o dia 31 de janeiro pelo site

Logicalis

São 42 vagas abertas para jovens que estejam cursando Administração, Psicologia, Direito, Segurança da Informação, Ciências da Computação, Ciências Econômicas, Engenharia de Telecomunicação, Engenharia da Computação, Engenharia Elétrica, Engenharia de Produção, Matemática, Estatística e Sistemas da Informação.

Inscrições: até 31 de janeiro pelo site

SEM DATA DEFINIDA

Estagilize

São 60 vagas em São José do Rio Preto. As oportunidades de estágios são para os cursos de ensino médio, ensino técnico e superior nas áreas de: administração, enfermagem, desenvolvimento de sistemas, web designer, engenharia de produção, engenharia civil, pedagogia, marketing e publicidade.

Inscrições: pelo link

Eurofarma

A farmacêutica brasileira está com vagas abertas para estagiários de diferentes áreas – além de vagas efetivas.

Inscrições: pelo site

B3

Há oportunidades abertas para a bolsa de valores brasileira. O programa de estágio da B3 é destinado para estudantes do ensino superior (Bacharelado ou Tecnólogo em andamento) e com disponibilidade para estagiar entre um a dois anos, segundo a demanda da área.

Inscrições: podem ser feitas neste site

BASF

As vagas são para atuar nos segmentos Automotivo, Agronegócio, Químico, Tintas Suvinil e na área Corporativa. A empresa tem programas para alunos do ensino superior, ensino técnico e focados na área de Agronomia e Engenharia Agrônoma.

Inscrições: pelo site da Cia de Talentos.

Estagile-se

A empresa com sede em São José do Rio Preto (SP) está com um programa de estágio para estudantes de níveis médio, técnico e superior. Ao todo, são 60 vagas destinadas a estudantes de cursos como Administração, Enfermagem, Desenvolvimento de sistemas, Web Designer, Engenharia de Produção, Engenharia Civil, Pedagogia, Marketing e Publicidade.

Inscrições: podem ser feitas por este site.

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H.B. Fuller 

O Programa de Talentos da H.B. Fuller está com vagas de estágios para as seguintes áreas: Supply Chain, Comercial, Manufatura, Engenharia, P&D, Qualidade, Finanças e RH. O programa tem duração de até dois anos e estão situadas nas seguintes localidades: Campinas, Curitiba e Guarulhos.

Inscrições: pela Cia de Estágios.

Nestlé

O programa aceita estudantes de todos os cursos de graduação com formação prevista entre Dezembro de 2020 a Julho de 2021; É necessário ter inglês a partir do intermediário e ter bons conhecimentos no pacote Office.

Inscrições: pelo site da Cia de Talentos

O ANO TODO

Neoenergia

O novo processo terá vagas constantemente e o recrutamento será realizado com foco em cada uma delas. Além de inscrever o currículo nas vagas, os estudantes universitários de diversas áreas podem criar alertas para as áreas desejadas.

O estudante que se inscrever no Programa de Estágio estará disponibilizando o seu currículo para mais de 20 recrutadores espalhados em todo o país e com vagas em diversas áreas.

Inscrições: o ano todo pelo site

Ardagh Group

Vaga na área de Recursos Humanos para estudantes de administração e cursos relacionados com formação prevista entre dezembro de 2020 e 2021 e conhecimentos de inglês e pacote Office.

Inscrições: o ano todo pelo site do Wall Jobs

Black Vagas

A Black Vagas, desenvolvida pelo Movimento Black Money (MBM), visar unir empresas e profissionais. Desta forma, além de fortalecer o networking na comunidade negra, a iniciativa busca auxiliar as organizações no letramento de questões raciais. A plataforma possui duas modalidades de cadastro: uma para profissionais que buscam recolocação no mercado de trabalho e outra para empresas que desejam contratar.

Inscrições: vagas recorrentes de diferentes empresas na página do MBM.

GOVBR

De maneira recorrente, há oportunidades de estágio na empresa de soluções para gestão pública, por meio de softwares, serviços e infraestrutura. As vagas são destinadas a profissionais das áreas de Análise de Negócio, Desenvolvimento de Software, Arquitetura UX, Ciência de Dados, Devops, Qualidade e Agilidade.

Inscrições: vagas recorrentes pelo site.

FAPES

O programa tem vagas para estudantes do Rio de Janeiro nas áreas de Administração, Comunicação, Contabilidade, Direito, Economia e Sistemas de Informação, entre outras. As inscrições ficam abertas em caráter permanente e as seleções ocorrem conforme a disponibilidade de vagas.

Inscrições: o ano todo disponível pelo site do Vagas.

IBM

Estudantes com graduação prevista para dezembro de 2021 podem se inscrever no programa de estágios da IBM. A empresa, inclusive, aceita a aplicação de estudantes de qualquer curso e área.

Inscrições: o ano todo pelo site.

Invillia – estágio
A Invillia, multinacional brasileira que desenvolve produtos e serviços digitais para game-changers globais, abre inscrições para um programa que dá a oportunidade para que estagiárias saiam de estagiários a efetivados em seis meses. O processo é totalmente online, para que estudantes de qualquer cidade do país possam participar.

Todos os universitários que estejam cursando até o penúltimo período dos cursos de engenharia da computação, sistemas de informação, análise e desenvolvimento de sistemas ou de áreas correlatas à tecnologia da informação, como mecatrônica, podem participar.

Inscrições: abertas o ano inteiro por este site

Itaú Unibanco

Durante todo ano, há oportunidades para atuar na área corporativa do banco, na rede de agências e também para estágio de férias. Estudantes a partir do terceiro semestre de cursos da área de exatas ou de humanas interessados em trabalhar na sede do banco em São Paulo (SP) podem se candidatar às vagas de estágio corporativo. Para o estágio em agências, estudantes a partir do terceiro semestre dos cursos de administração, economia e ciências contábeis. No estágio de férias, as vagas são para universitários de cursos de exatas e humanas, do primeiro ao último ano.

Inscrições: o ano todo pelo site do Itaú Unibanco.

Tilibra

Há vagas de estágio para estudantes de níveis técnico e superior de diferentes áreas na empresa de segmento de papelaria. É demandada que a formação esteja prevista para a partir de junho de 2022 e conhecimentos em língua inglesa será um diferencial.

Inscrições: pela Companhia de Estágios.

Com informações da Exame.com.

 

Gafisa, Marfrig e Rede D’or e outras empresas estão com inscrições abertas para programas de trainee

mulher e homem pesquisando e apontando para a tela do notebook

Estamos em janeiro e as empresas estão dando prosseguimento aos seus processos seletivos e vagas de trainee. Há oportunidades em Rede D’or São Luiz, Gafisa, PwC Brasil e outras empresas.

Vale mencionar, ainda que não seja mais novidade, que o contexto atual envolve muitas limitações que implicam na desaceleração do mercado. Isso, por sua vez, gera efeitos diretos no número de vagas e oportunidades abertas. De outro lado, assim como os outros âmbitos, os processos seletivos se tornam cada vez mais onlines.

Quer trabalhar de casa? 44 sites para você encontrar trabalho remoto

Contudo, aqui no Na Prática, como sempre, estamos acompanhando (de casa!) os movimentos das empresas – tanto para se adaptarem ao novo contexto quanto com relação a contratação e retenção de talentos. Mesmo que sejam mais escassos hoje, todo mês trazemos os melhores programas de trainee abertos! Fique de olho.

As melhores vagas de trainee com inscrições abertas

JANEIRO

Rede D’or São Luiz

A Rede D’or São Luiz, uma das dez empresas mais valiosas com capital aberto na Bolsa de Valores do Brasil (B3), está com inscrições abertas.

Podem participar da seleção profissionais formados entre agosto de 2017 e dezembro de 2021, nas áreas de Administração de Empresas, Ciências Econômicas, Enfermagem, Engenharia (Civil, Controle e Automação, Gestão, Materiais, Produção, Elétrica, Eletrônica), Farmácia, Bioquímica e Medicina.

Inscrições até dia 12 de janeiro pelo site

Marfrig

São 17 vagas para estágio e 24 para trainee. Para as vagas de estágio, os estudantes precisam estar cursando o último ou penúltimo ano de diversos cursos elegíveis. Para trainee, os requisitos são: recém-formados nos últimos dois anos.

Inscrições até 16 de janeiro pelo site

PwC Brasil

Podem participar estudantes e profissionais com até dois anos de formação em diversos cursos. Os interessados podem se candidatar para a consultoria tributária, consultoria de negócios e consultoria em tecnologia.

Inscrições até o dia 17 de janeiro pelo site da Cia de Talentos

Gafisa

No trainee da Gafisa, a empresa procura pessoas formadas entre julho de 2020 e dezembro de 2021 nos cursos de Administração de Empresas, Economia, Direito, Engenharia Civil, Engenharia de Produção, Arquitetura e Urbanismo ou Marketing.

Inscrições até 18 de janeiro  no site do programa de trainee

Rôgga

Para participar do programa de estágio, o universitário deve residir em Joinville-SC ou cidades do litoral norte de Santa Catarina (Penha, Piçarras, Itajaí e Navegantes), ter conhecimento em ferramentas Google e estar estudando engenharia civil, arquitetura, economia, publicidade e propaganda, engenharia de produção, superior em engenharia ambiental, engenharia mecânica, administração, matemática, física, contabilidade, processos gerenciais ou gestão de qualidade.

Já para o programa de trainee, o interessado deve residir em Joinville-SC, litoral norte ou Vale do Itajaí-SC, ter graduação completa em administração, economia, engenharia civil e arquitetura, com conclusão entre 2018 e 2021, e oferecer vivência e atuação de no mínimo dois anos nas áreas.

Inscrições: até 26 de janeiro pelo site

SEM DATA DEFINIDA

General Motors

Vagas são voltadas apenas pra profissionais pretos e pardos de todo o Brasil. Tem oportunidades nas áreas de cadeia de suprimentos, pós-vendas, marketing e finanças. Para se candidatar, é preciso ter concluído a graduação entre julho de 2018 e julho de 2021.

Inscrições: pelo site da Cia de Talentos.

Aliansce Sonae

Podem participar candidatos com formação acadêmica e habilidades diversas, nas áreas Financeira, Relação com Investidores, Investimentos, Marketing Digital e Comercial, por exemplo. Os candidatos precisam ter se formado a partir de julho de 2019 ou ter previsão de formatura até julho de 2021.

Inscrições: pelo site

Vetor Brasil

A Vetor Brasil está com inscrições abertas para o seu programa de Trainee em gestão pública de 2022. A organização seleciona e desenvolve pessoas para compor equipes de alto de dempenho no setor público brasileiro.

O programa tem duração de um ano após alocação no governo e participantes têm a oportunidade de integrar uma rede de profissionais que estão trabalhando em projetos transformadores em todas as regiões do país.

Inscrições: pelo site da Vetor.

Falconi

O Programa Jovem Falconi conta com vagas tanto de estágio quanto de trainee. Com atuação em projetos da empresa e com projeção de carreira, ambos os programas são destinados a estudantes de todas as áreas. A previsão de início é para agosto de 2021.

Inscrições: pelo site.

Heach RH

A Heach Recursos Humanos, empresa de recrutamento e seleção, anuncia 4 vagas para o Programa de Aceleração Trainee, que tem como objetivo ajudar os jovens a acelerarem suas carreiras em grandes empresas As oportunidades disponíveis são para Trainee em Recrutamento, Seleção e Inteligência Artificial, em Processos de Recursos Humanos, em Relacionamento Comercial e em Inteligência de Mercado. Os requisitos para se candidatar às vagas são: graduação completa em Administração, Economia, Marketing, Psicologia ou Recursos Humanos, conhecimento intermediário do Pacote Office e um perfil proativo, com foco em soluções de problemas.

Inscrições: Podem ser feitas no site.

KPMG

Para se candidatar, é necessário ter graduação de junho de 2019 a dezembro de 2024. O processo também pede por inglês intermediário. São vagas em diversas cidades do Brasil.

Inscrições: pelo site da Cia de Talentos.

Sciensa

A empresa de construção de produtos digitais busca por recém-formados ou estudantes próximos da conclusão de curso nas áreas de tecnologia, Sistemas de informação e Engenharia da computação.

Inscrições: pelo Gupy.

O ANO TODO

Black Vagas

A Black Vagas, desenvolvida pelo Movimento Black Money (MBM), visar unir empresas e profissionais. Desta forma, além de fortalecer o networking na comunidade negra, a iniciativa busca auxiliar as organizações no letramento de questões raciais. A plataforma possui duas modalidades de cadastro: uma para profissionais que buscam recolocação no mercado de trabalho e outra para empresas que desejam contratar.

Inscrições: vagas recorrentes de diferentes empresas na página do MBM.

Ernst & Young

São 700 vagas para estudantes universitário e recém-formados (até dois anos). Para a atuação em Ciências Contábeis, alunos a partir do 2º ano podem se candidatar e é necessário o nível básico de inglês. Para as vagas em Administração de Empresas, Ciências Atuariais, Direito, Economia, Engenharia, Estatística, Física, TI, Matemática e Relações Internacionais, serão aceitos alunos do penúltimo ano de graduação e com nível de inglês intermediário.

Inscrições: o ano todo pelo site do programa.  

Com informações da Exame.com.

 

 

Curso gratuito da Stone ensina programação para iniciantes

A Stone, fintech brasileira de meios de pagamentos, está com inscrições abertas para o seu curso de programação para iniciantes.

Os interessados têm até o dia 16 de janeiro para preencher os dados na plataforma do curso e ocupar uma das 200 vagas ofertadas.

Segundo a empresa, a formação é gratuita, ao vivo, online e com duração de 4 meses. Os alunos terão acesso às aulas durante 4 meses e sairão preparados para ocupar vagas de nível júnior.

O foco das aulas será a linguagem de programação python, umas das mais importantes no mercado de trabalho atualmente.

O curso será realizado com auxílio da edtech parceira da Stone, a How Bootcamps.

Como será o processo de seleção dos participantes?

O processo seletivo para o curso da Stone terá etapas em vídeo e testes online. Confira a programação:

Clique aqui e inscreva-se até o dia 16 de janeiro!

Síndrome de Burnout vira doença do trabalho; entenda como percebê-la em tempos de pandemia

mulher de máscara apoia rosto nas mãos

Durante a pandemia da COVID-19, uma doença relativamente jovem tem ganhado espaço: a Síndrome de Burnout. Incluída na Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID) em 2019, a moléstia motivada pelo esgotamento profissional tem sido intensificada na crise atual por conta do isolamento social.

Até antes da pandemia, pelo menos 30% das pessoas economicamente ativas conviviam com a síndrome no País, segundo dados da International Stress Management Association (ISMA-BR). Atualmente, com o espaço físico fechado em muitas empresas, na tentativa de conter a disseminação do coronavírus, e casas que se transformaram em escritórios, mais brasileiros estão ficando exaustos.

Leia também: A crise atual pode levar ao burnout – este é o conselho de uma antropóloga digital

Agora, pela primeira vez na história, a doença foi reconhecida como “estresse crônico de trabalho que não foi administrado com sucesso”. Ou seja: segundo a classificação da Organização Mundial da Saúde, a Síndrome de Burnout é agora reconhecida como uma doença do trabalho, e a empresas passarão ter responsabilidade sobre suas consequências.

Os principais sintomas, descritos pela OMS desde 2019 como oriundos do trabalho, são:

  • Sensação de esgotamento;
  • Cinismo ou sentimentos negativos relacionados a seu trabalho;
  • Eficácia profissional reduzida.

Home office na pandemia: cobrança profissional e mental

Ainda segundo o levantamento da Talenses, 33% dos entrevistados afirmam que têm se sentido mais esgotados por conta da diminuição de estrutura e equipe de muitas companhias, provocando acúmulos de funções. Outros 28%, contudo, reconhecem que estão se forçando a trabalhar mais justamente para se sentirem mais produtivos.

Giulianna Santos, psicóloga especializada em atendimento clínico e organizacional, afirma que adaptar-se a uma rotina de trabalho virtual é um desafio. Afinal, muitas vezes a comunicação fica mais distante ou distorcida. Consequentemente, não é incomum a sensação de precisar “mostrar trabalho” ou mesmo de que não dará conta – que podem contribuir facilmente ao esgotamento profissional.

“Primeiro temos que entender que a síndrome de Burnout ocorre diante do esforço do indivíduo em se adaptar continuamente a situações estressantes. E, de tanto tentar se adaptar, ocorre o esgotamento,” explica Giulianna.

A exemplo disso, Ingrid Pereira, analista de Marketing, arranjou um novo emprego, teve funções acumuladas e, ao mesmo tempo, desejava se mostrar “uma profissional eficiente” – nem que para isso fosse necessário trabalhar além do horário ou nos momentos em que deveria descansar. A consequência não demorou a chegar: foi diagnostica com Burnout.

“Eu havia passado um longo período sem emprego fixo e, assim que consegui um, em março, a pandemia chegou [ao Brasil] e tivemos que adotar o home office. Confesso que tinha ficado feliz por isso no começo”, revela Ingrid.

Leia também: Burnout: o que é a síndrome que toma conta das gerações mais jovens?

Porém, quando a economia passou a ser afetada pela pandemia, e muitas empresas optaram por cortar gastos – incluindo mão-de-obra –, a analista passou a temer pela segurança do próprio emprego. “Alguns colegas, que estavam há anos na empresa, foram dispensados por ‘corte de custo’. Acabei assumindo algumas das funções deixadas e, sem perceber, passei a me cobrar também.”

Sinais da síndrome de Burnout

Descrita pela primeira vez em 1974 pelo psicólogo americano Herbert J. Freudenberger, o distúrbio era relacionado apenas a profissionais com rotinas extenuantes, como enfermeiros, médicos, bombeiros, policiais, entre outros. Atualmente, porém, é aceita a ideia de que trabalhadores de qualquer área também podem ser afetados pelo Burnout – sobretudo durante a pandemia.

“Um ponto importante a ressaltar é que se trata de uma crise do indivíduo com o seu trabalho, não sendo necessariamente uma crise no relacionamento com as pessoas daquele local ou um problema próprio do indivíduo, mas do ambiente social no qual o indivíduo trabalha”, explica Giulianna.

Ela ainda pontua que a doença é caracterizada pelo esgotamento físico e emocional. A síndrome, aliás, pode ser manifestada de algumas maneiras, como:

  • Falta de identificação com o próprio trabalho;
  • Dificuldade de concentração;
  • Alterações de humor;
  • Isolamento ou irritabilidade ao estar em contato com outras pessoas;
  • Perda de prazer por atividades que costumava gostar;
  • Pensamentos pessimistas;
  • Baixa autoestima.

Além disso, dor de cabeça, cansaço, palpitação, dores musculares, insônia, crises de asma e distúrbios gastrintestinais são manifestações físicas que podem ser apresentadas. Em diversas situações, porém, a síndrome de Burnout costuma ser confundida com diferentes distúrbios emocionais, visto que seus sintomas também estão presentes em outras patologias.

Além disso, ela não anula a existência de outros transtornos – o que também pode dificultar o diagnóstico. Foi o caso de Ingrid, que há sete anos convive com a ansiedade e, durante parte da pandemia, acreditou que fosse essa a razão do esgotamento.

“Os sintomas são bem parecidos, então pensei que fosse a ansiedade como um todo, por conta de tudo que o Brasil e o mundo estavam passando. Voltei a fazer terapia por isso e fiquei surpresa ao descobrir que era Burnout”, conta Ingrid.

Diagnóstico e tratamento

De maneira semelhante a outras síndromes, o diagnóstico deve ser feito por um profissional especializado, como psicólogo ou psiquiatra, que deverá prescrever o tratamento adequado. Sem causas específicas, fatores internos e externos podem contribuir para o desenvolvimento (ou agravamento) do Burnout.

“Hoje fala-se muito em ações de saúde mental dentro das empresas – o que é muito bom”, afirma Giulianna. Segundo ela, o cenário ideal é que as empresas disponham de psicólogos ocupacionais, médico e um time de segurança do trabalho para acompanhar os funcionários.

No home office, porém, a distância física faz ficar mais difícil para os empregadores reconhecerem sinais de esgotamento em seus colaboradores. “Por isso, é importante acompanhar a carga horária do profissional, entender como é o ambiente em que ele está inserido e quais adaptações se pode fazer para proporcionar mais qualidade de vida.”

A Harvard Business Review, a respeito do assunto, elencou três atitudes que os profissionais em home office devem adotar:

  • Tenha um local de trabalho: é importante estabelecer limites claros entre as esferas “trabalho” e “casa”. Para isso, um passo importante é estabelecer locais e objetos/equipamentos destinados apenas para finalidades profissionais. Isso ajudará a se desconectar psicologicamente do trabalho no final do dia, e entrar novamente no ambiente doméstico e passível para descansar.
  • Desfrute das vantagens do home office: antes da pandemia muitos trabalhadores almejavam atuar em casa, e de fato há boas vantagens. Ao invés de perder horas no deslocamento até o escritório, é possível destinar esse tempo em dormir mais, passar mais tempo com a família ou buscar um hobby.
  • Cuide de si próprio: praticar o autocuidado – investindo tempo, dinheiro ou atenção para melhorar algum aspecto do bem-estar – é importante em momentos de estresse. Considere investir o dinheiro que não está sendo gasto em transporte ou outras despesas relacionadas ao trabalho. Se a grana estiver apertada, considere formas livres de autocuidado, como realizar uma série de outras atividades pessoalmente satisfatórias.

Vale mencionar que, com o devido diagnóstico, o tratamento da síndrome de Burnout pode incluir o uso de antidepressivos e psicoterapia. Conforme apontado, a reorganização do tempo e espaço dedicado ao trabalho, bem como a prática de autocuidados e atividades relaxantes auxiliam os portadores da síndrome.

Em tratamento desde agosto, Ingrid afirma que as coisas já estão mudando. “Desde que comecei, aprendi a separar o que é trabalho e o que é a minha vida. No começo foi um pouco difícil, precisei até colocar um alarme no celular para sinalizar o fim do expediente. Hoje, tenho dedicado mais tempo para mim mesma e, para a minha surpresa, estou até mais produtiva do que antes da pandemia”, finaliza.

 

Seguro-desemprego: como dar entrada, valores e regras para 2022

Todos os anos, o Brasil atualiza as regras para o pagamento do seguro-desemprego a milhões de trabalhadores brasileiros. Só em 2022, por exemplo, a expectativa é de que o custo desse repasse chegue a R$ 41,7 bilhões, segundo o governo federal.

Mas você sabe quem tem direito a receber? E sabe como dar entrada no pedido? Se você tem dúvidas sobre o tema, leia nosso guia sobre seguro-desemprego a seguir.

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Pule direto para a parte que te interessa:

O que é o seguro desemprego?

O seguro-desemprego é um dos mais importantes benefícios trabalhistas existentes no Brasil. Trata-se de um pagamento, feito a contribuintes do INSS que são demitidos sem justa causa, durante um período determinado.

O benefício é fiscalizado pelo Ministério da Economia, custeado  pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), que também custeia outros benefícios como o abono salarial, por exemplo.

O pagamento, no entanto, é feito pela Caixa Econômica Federal.

Leia mais: O que é a uberização do trabalho e qual o impacto dela

Quem tem direito a receber o seguro-desemprego?

Algo muito importante sobre o seguro-desemprego é que ele não pode ser pago a qualquer trabalhador. Há um grupo de pessoas, previamente determinado, a quem o benefício se destina. São eles:

  • Trabalhador formal
  • Trabalhador doméstico
  • Trabalhador formal com contrato de trabalho suspenso por receber bola de qualificação profissional
  • Pescador profissional durante o período do defeso
  • Trabalhador resgatado de condições análogas à de escravidão

Você faz parte de algum desses grupos descritos acima? Sim? Então leia a seguir quais as condições necessárias para dar entrada ao pedido do benefício.

Condições necessárias para receber o seguro por desemprego (por categoria)

Cada categoria descrita no tópico anterior precisa atender a um conjunto de condições determinadas pelo governo federal. Confira cada um delas, de acordo com informações da Caixa Economia Federal:

TRABALHADOR FORMAL

  • Ter sido dispensado sem justa causa;
  • Estar desempregado quando do requerimento do benefício;
  • Não possuir renda própria de qualquer natureza suficiente à sua manutenção e da
    sua família;
  • Não estar em gozo de qualquer benefício previdenciário de prestação continuada,
    com exceção do auxílio-acidente e pensão por morte;
  • Ter recebido salários de pessoa jurídica ou pessoa física a ela equiparada, relativos:
    • 1ª solicitação: pelo menos 12 (doze) meses nos últimos 18 (dezoito) meses
      imediatamente anteriores à data de dispensa, quando da primeira solicitação;
    • 2º solicitação: pelo menos 9 (nove) meses nos últimos 12 (doze) meses
      imediatamente anteriores à data de dispensa, quando da segunda solicitação; e
    • 3º solicitação: cada um dos 6 (seis) meses imediatamente anteriores à data de
      dispensa, quando das demais solicitações.

BOLSA DE QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL

Estar com o contrato de trabalho suspenso, em conformidade com o disposto em
convenção ou acordo coletivo, devidamente matriculado em curso ou programa de
qualificação profissional oferecido pelo empregador. A periodicidade, os valores e a
quantidade de parcelas são os mesmos do benefício para o trabalhador formal,
conforme o tempo de duração do curso de qualificação profissional.

EMPREGADO DOMÉSTICO

  • Ter sido dispensado sem justa causa;
  • Ter trabalhado, exclusivamente, como empregado doméstico, pelo período
    mínimo de 15 meses nos últimos 24 meses que antecederam a data de dispensa que
    deu origem ao requerimento do seguro-desemprego;
  • Ter, no mínimo, 15 recolhimentos ao FGTS como empregado doméstico;
  • Estar inscrito como Contribuinte Individual da Previdência Social e possuir, no
    mínimo, 15 contribuições ao INSS;
  • Não possuir renda própria de qualquer natureza suficiente à sua manutenção e a de
    sua família;
  • Não estar em gozo de qualquer benefício previdenciário de prestação continuada,
    com exceção do auxílio-acidente e pensão por morte.

PESCADOR ARTESANAL

  • Possuir inscrição no INSS como segurado especial;
  • Possuir comprovação de venda do pescado a adquirente pessoa jurídica ou
    cooperativa, no período correspondente aos últimos 12 meses que antecederam ao
    início do defeso;
  • Não estar em gozo de nenhum benefício de prestação continuada da Previdência
    Social ou da Assistência Social, exceto auxílio-acidente ou pensão por morte;
  • Comprovar o exercício profissional da atividade de pesca artesanal objeto do defeso
    e que se dedicou à pesca, em caráter ininterrupto, durante o período compreendido
    entre o defeso anterior e o em curso;
  • Não ter vínculo de emprego ou outra relação de trabalho ou outra fonte de renda
    diversa da decorrente da atividade pesqueira.

TRABALHADOR RESGATADO

  • Ter sido comprovadamente resgatado do regime de trabalho forçado ou da condição
    análoga à de escravo em decorrência de ação de fiscalização do TEM;
  • Não estar em gozo de qualquer benefício previdenciário de prestação continuada,
    com exceção do auxílio-acidente e pensão por morte;
  • Não possuir renda própria de qualquer natureza suficiente à sua manutenção e a de
    sua família.

Valores e quantidade de parcelas do seguro-desemprego

Em 2022, o valor das parcelas do seguro-desemprego pago aos brasileiros aumentou. Agora, está assim:

Valor mínimo pago: R$ 1100

Valor máximo pago: R$ 1911,84

Ainda assim, é possível que esses valores sejam ampliados novamente com base em na alta do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

No fim, é possível que o valor máximo e o valor mínimo chegue a R$ 1210 e R$ 2103, respectivamente. Mas isso é uma projeção. O valor definido oficialmente para 2022 é esse descrito anteriormente.

Como saber quanto eu posso receber?

O valor do seguro-desemprego mensal pago a cada trabalhador vai depender de qual é o salário médio recebido nos últimos 3 meses pelo assegurado no trabalho anterior.

Faixas de Salário Médio Valor da Parcela do seguro desemprego
Até R$ 1.683,74 Multiplica-se salário médio por 0.8 (80%)
De R$ 1.683,74 até R$ 2.806,53 O que exceder a R$ 1.683,74 multiplicar por 0,5 (50%) e somar a R$ 1.347,00
Acima de R$ 2.806,53 O valor da parcela será de R$ 1.909,34

E por quanto tempo o seguro é pago?

O assegurado irá receber de 3 a 5 parcelas de seguro-desemprego.

Ele receberá:

  • 3 parcelas se tiver trabalhado por pelo menos 6 meses;
  • 4 parcelas se tiver trabalhado por pelo menos 12 meses; e
  • 5 parcelas se tiver trabalhado por pelo menos 24 meses.

Como dar entrada no pedido de seguro-desemprego?

Após o trabalhador conferir se ele atende às condições necessárias para dar entrada no pedido de seguro-desemprego, ele precisa passar por algumas etapas. Se for o seu caso, siga este guia:

Solicitação do seguro-desemprego

É possível solicitar o seguro-desemprego de forma presencial ou online.

De forma presencial, o trabalhador precisa comparecer a uma das unidades das Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego (SRTE).

Antes, porém, é necessário agendar um atendimento por telefone através do número 158.

Ou seja: você liga no 158, descobre a unidade mais próxima de você e comparece ao local.

Já de modo online, é possível entrar com o pedido de seguro-desemprego pelo portal Gov.br ou pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital.

Em ambos os casos, é preciso possuir, no ato do pedido, os seguintes documentos:

a) Documento de identificação civil válido (Carteira de Trabalho); e
b) Número de inscrição do CPF.

O acesso ao dinheiro do seguro-desemprego

Após fazer o requerimento do seguro-desemprego, o dinheiro do trabalhador será depositado automaticamente na conta do assegurado.

Se o trabalhador não indicar uma conta, porém, o banco fará o depósito em uma conta selecionada automaticamente de forma individual do trabalhador, mesmo que não haja autorização.

Por isso, não deixe de indicar uma conta ao fazer o requerimento.

Resumo

O seguro-desemprego pode ser pago a trabalhadores que trabalharam por pelo menos seis meses e foram demitidos sem justa causa. O valor mínimo e o máximo pago aos trabalhadores é de R$ 1100 e R$ 1911,84, respectivamente. Esses valores podem durar de 3 a 5 meses.

Fale das suas metas para 2022 e te diremos a habilidade chave para alcançá-las

Entra ano, sai ano e todas as pessoas refazem as suas resoluções para o período seguinte. Tem gente que quer mudar de emprego, tem gente que quer conseguir uma bolsa em uma universidade e tem até quem queira comprar um imóvel ou se casar. Não adianta: tem promessa para todo gosto e para todas as fases da vida.

Apesar dessa diversidade de caminhos, no entanto, existem algumas habilidades chaves que ajudam todo mundo a chegar lá. Pode ser que pessoas com objetivos parecidos precisem desenvolver a mesma habilidade chave ou que precisem se ater a outros pontos.

Nesse contexto, a única forma de determinar qual habilidade precisa de mais atenção é fazendo a boa e velha autoánalise. É preciso fazer perguntas e respondê-las de forma honesta, como se estivéssemos frente a frente com o nosso reflexo no espelho, e teremos mais clareza do que precisamos.

Pensando essa realidade, nós do Na Prática desenvolvemos um teste, com base nas habilidades cruciais trabalhadas dentro da Fundação Estudar, que ajuda nessa missão.

Basta que você responda a perguntas sobre seu momento atual e sobre as suas expectativas para 2022 e te diremos o que será crucial no seu ano. Vamos lá?

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