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Bill Gates recomenda 5 livros em 2020 – veja a lista

Bill Gates segurando pilha de livros que recomenda em 2020

Bill Gates, cofundador da Microsoft, é um leitor ávido. Por isso, com frequência pelo menos anual, publica listas de livros que recomenda em seu blog, GatesNotes.com. Se você se interessa pelo histórico de sugestões de leitura do bilionário, o Na Prática já trouxe:

Desta vez, em seu artigo, ele destaca o papel que os livros tiveram em 2020 (“não há dúvida de que 2020 se qualifica como tempos difíceis”).

“Este ano, às vezes eu escolhi ir mais fundo em um assunto difícil, como as injustiças que estão por trás dos protestos Black Lives Matter deste ano. Outras vezes, precisava de uma mudança de ritmo, algo mais leve no final do dia. Como resultado, li uma grande variedade de livros e muitos livros excelentes.”

Conheça os 5 livros que Bill Gates recomenda em 2020 (e por quê)

#1 A nova segregação: racismo e encarceramento em massa, de Michelle Alexander

livro A nova segregação: racismo e encarceramento em massa
Reprodução / Amazon

“Como muitas pessoas brancas, tentei aprofundar minha compreensão sobre o racismo sistêmico nos últimos meses. O livro de Alexander oferece um olhar revelador sobre como o sistema de justiça criminal visa injustamente as comunidades de cor, especialmente as comunidades negras. É especialmente bom em explicar a história e os números por trás do encarceramento em massa. Eu estava familiarizado com alguns dos dados, mas Alexander realmente ajuda a colocá-los em contexto. Terminei o livro mais convencido do que nunca de que precisamos de uma abordagem mais justa para a condenação e mais investimento nas comunidades negras.”

#2 Por que os generalistas vencem em um mundo de especialistas, de David Epstein

livro Por que os generalistas vencem em um mundo de especialistas
Reprodução / Amazon

“Comecei a acompanhar o trabalho de Epstein depois de assistir sua fantástica TED Talk de 2014 sobre desempenho esportivo. Neste livro fascinante, ele argumenta que, embora o mundo pareça exigir cada vez mais especialização – em sua carreira, por exemplo – o que realmente precisamos é de mais pessoas ‘que começam de maneira ampla e abraçam diversas experiências e perspectivas enquanto progridem’. Seus exemplos vão de Roger Federer a Charles Darwin e especialistas da era da Guerra Fria em questões soviéticas. Acho que suas ideias até ajudam a explicar parte do sucesso da Microsoft, porque contratamos pessoas que tinham grande amplitude em seu campo e em outros domínios. Se você é um generalista que já se sentiu ofuscado por seus colegas especialistas, este livro é para você.”

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#3 O Esplêndido e o Vil: uma saga sobre Churchill, família e resistência, de Erik Larson

livro O Esplêndido e o Vil
Reprodução / Intrínseca

“Às vezes, os livros de história acabam parecendo mais relevantes do que seus autores poderiam imaginar. Esse é o caso com este relato brilhante dos anos 1940 e 1941, quando os cidadãos ingleses passavam quase todas as noites amontoados em porões e estações de metrô enquanto a Alemanha tentava bombardeá-los até a submissão. O medo e a ansiedade que sentiram – embora muito mais graves do que o que estamos experimentando com o Covid-19 – soavam familiares. Larson dá a você uma noção vívida de como era a vida para os cidadãos comuns durante este período terrível, e ele faz um ótimo trabalho traçando o perfil de alguns dos líderes britânicos que os acompanharam durante a crise, incluindo Winston Churchill e seus conselheiros próximos. Seu escopo é muito estreito para ser o único livro que você lê sobre a Segunda Guerra Mundial, mas é uma grande adição à literatura focada nesse período trágico.”

#4 O Espião e o Traidor: a maior história de espionagem da guerra fria, de Bill Macintyre

livro O Espião e o Traidor: A Maior História de Espionagem da Guerra Fria
Reprodução / Amazon

“Este relato de não ficção concentra-se em Oleg Gordievsky, um oficial da KGB que se tornou um agente duplo dos britânicos, e Aldrich Ames, o vira-casaca americano que provavelmente o traiu. A recontagem de suas histórias por Macintyre não vem apenas de fontes ocidentais (incluindo o próprio Gordievsky), mas também da perspectiva russa. É tão emocionante quanto meus romances de espionagem favoritos.”

#5 Breath from Salt: A Deadly Genetic Disease, a New Era in Science, and the Patients and Families Who Changed Medicine Forever, de Bijal P. Trivedi

livro Breath from Salt: A Deadly Genetic Disease, a New Era in Science, and the Patients and Families Who Changed Medicine Forever
Reprodução / Amazon

“Este livro é verdadeiramente inspirador. Ele documenta uma história de notável inovação científica e como ela melhorou a vida de quase todos os pacientes com fibrose cística e suas famílias. Esta história é especialmente significativa para mim porque conheço famílias que se beneficiaram com os novos medicamentos descritos neste livro. Suspeito que veremos muito mais livros como este nos próximos anos, à medida que milagres biomédicos emergem dos laboratórios em um ritmo cada vez maior.”

 

De volta ao trabalho presencial: quais cuidados as empresas devem tomar para garantir a segurança?

Trabalho presencial

Aos poucos, muitas empresas retomam o trabalho presencial ou adotam um modelo híbrido, com alguns dias no escritório e outros no home office. Contudo, por ainda não existir uma vacina ou cura para o coronavírus, várias precações devem ser adotadas para que a volta ao trabalho presencial ocorra de forma segura. Confira algumas recomendações de especialistas para um retorno com toda a proteção necessária:

De volta ao trabalho presencial

Usar máscara, passar álcool em gel na mão e manter o distanciamento social. Essas são algumas das orientações para evitar a contaminação. Mas somente essas práticas não são suficientes para uma volta ao trabalho segura. Advogada especialista em direito do trabalho, Amanda Caroline explica algumas das práticas que as empresas devem adotar no retorno presencial e possíveis implicações legais da falta de medidas de segurança no ambiente de trabalho.

A jurista aponta que a comunicação é essencial neste momento como. Ela recomenda que as empresas marquem uma reunião online com todos os colaboradores antes da volta ao trabalho presencial. “Nesse encontro, os líderes devem explicar como esperam que os profissionais se portem, qual será o novo formato de trabalho e quais procedimentos devem ser adotados em caso de suspeita ou confirmação de contaminação com o coronavírus. É muito importante que a empresa deixe claro todas essas questões e preze pela transparência em relação às medidas que serão adotadas”, esclarece.

Amanda também observa que é interessante que a empresa realize um mapeamento de pessoas que potencialmente façam parte do grupo de risco dentro dos seus colaboradores. “Isso também pode ser estendido aos familiares. Esse panorama geral é muito importante para a segurança de todos. No caso dos profissionais com filhos que ainda não retornaram às aulas, o ideal é que eles sejam mantidos em casa”, pondera. Do ponto de vista legal, a segurança do trabalho dos profissionais que estiverem de home office ou regime misto também está sob responsabilidade da empresa, mesmo que eles estejam fora da organização.

Ações para pôr em prática e cuidados legais

Além disso das precauções citadas acima, Amanda afirma que é preciso fazer a verificação de temperatura, fornecer álcool em gel, máscaras de proteção, manter o distanciamento mínimo entre as pessoas, evitar portas fechadas para diminuir os pontos de contato, redobrar os cuidados com limpeza e esterilização dos ambientes, que preferencialmente serão realizadas mais de uma vez ao dia, manter o ambiente ventilado e adotar todas as demais medidas obrigatórias para espaços públicos.

Ela acrescenta que mesmo com a volta ao trabalho presencial é interessante manter o máximo de reuniões online possíveis para evitar o contato com pessoas externas. Também é essencial que as empresas mantenham os trabalhadores informados sobre as formas de prevenção, para minimizar possíveis acidentes de trabalho. “Na CLT, o empregador é obrigado a instruir claramente o funcionário sobre as precauções a doenças e acidentes do trabalho. As organizações precisam treinar os colaboradores e fornecer informações para que eles não tenha nenhuma dúvida sobre o assunto”, reforça.

No âmbito trabalhista, a decisão do Supremo Tribunal Federal que caracterizou a COVID-19 como doença ocupacional aumenta ainda mais a necessidade de cuidados dentro das empresas. “Quando um trabalhador conseguir comprovar que, dentro do âmbito da empresa, ele contraiu a Covid-19 e que a organização não forneceu meios de amenizar o contágio, tais como máscara, álcool em gel e respeito ao distanciamento social, a empresa será condenada e a doença será considerada como acidente de trabalho”, aponta.

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As organizações estão sujeitas a uma inspeção em suas dependências, que será feita por auditores fiscais da Secretaria de Inspeção do Trabalho. Os profissionais também podem fazer denúncias de não cumprimento dos protocolos pelo telefone 158. “Mas quando as recomendações são cumpridas e o trabalhador sente que sua segurança é importante para a empresa, o profissional fica mais motivado e feliz no trabalho. Isso aumenta a produtividade da organização, além de gerar credibilidade no mercado por demonstrar responsabilidade social“, observa.

E caso um profissional não deseje retornar ao trabalho presencial, Amanda aponta que o ideal é ter a recomendação de um médico ou profissional da saúde atestando uma condição de risco e recomendando a permanência no home office. “Dessa forma, é possível garantir os direitos trabalhistas. Mas se for uma decisão unilateral do trabalhador, e ele por vontade própria não retornar à empresa, ele estará infringindo a CLT com um ato de insubordinação ou até abandono de emprego. Por isso, é preciso ter cautela”, sugere.

Saúde mental na volta ao trabalho presencial

Psiquiatra e especialista em terapia interpessoal, Luan Diego Marques indica que a forma como cada pessoa lida com a volta ao trabalho presencial pode ser diferente, dependendo da maneira como o profissional interpreta o momento atual. “Alguns ainda tem a pandemia como um grande pavor e uma situação de ansiedade. Ainda mais quando possuem pessoas do grupo de risco em casa que ainda não foram infectadas. Essa preocupação que pode levar à improdutividade ou situações emocionais adversas no ambiente de trabalho”, pontua.

Para lidar com essa situação, Luan sugere que as empresas realizem reuniões iniciais claras sobre o processo de retorno, além da implementação de um protocolo de segurança bem estruturado. “Isso ajuda a gerar confiança nos colaboradores em relação ao retorno presencial. As organizações também precisam identificar dentro do quadro de profissional quem são as pessoas com essa preocupação ou ansiedade em relação ao retorno e quem está mais tranquilo ou já adquiriu Covid. Não existe apenas o risco de se levar o vírus para a casa, mas também o inverso”, indica.

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Manter fluxos de trabalho bem estabelecidos contribui para que o ambiente transmita segurança e os trabalhadores não desenvolvam transtornos emocionais, problemas de insônia, ansiedade ou façam o uso de calmantes de forma inapropriada, segundo o médico. “Considero de extrema importância um serviço de suporte para profissionais que adquiriram ou venham a adquirir Covid. Uma política de boa escuta, receptividade e afastamento do trabalhador que apresente sintomas é essencial”, analisa.

Luan indica que muitas pessoas tem medo de demonstrar sinais de gripe por causa dos protocolos da empresa e da recepção dos colegas de trabalho, o que pode ser um risco para todos. “É fundamental ter uma boa comunicação e receptividade para reduzir essa cadeia de transmissão porque muitas vezes as pessoas tentam negar os sintomas e continuam circulando com esse temor. Além disso, um serviço de estímulo ao autocuidado físico e emocional é importante para fortalecer o vínculo entre empresa e colaborador”.

Recomendações do governo

O próprio Governo Federal publicou no começo de novembro a Instrução Normativa nº 109, que traz orientações sobre o volta ao trabalho presencial de forma gradual e segura. Ainda que o documento seja focado em servidores públicos, as recomendações podem ser aproveitadas por outros ambientes de trabalho também. As principais indicações são:

  • Limitar o número de pessoas no ambiente a 50% da capacidade total;
  • Manter cada indivíduo a um distanciamento de, no mínimo, um metro;
  • Flexibilizar os horários de entrada e saída, assim como os de intervalo, mas mantendo a carga horária prevista;
  • Obedecer a todos os protocolos e medidas de segurança indicados por autoridades sanitárias;
  • Realizar triagem e medicação de temperatura nas entradas de ambientes fechados;
  • Utilizar máscara de proteção facial;
  • Manter em home office colaboradores que façam parte do grupo de risco ou com condições agravantes;

O Ministério da Saúde ainda recomenda, por meio da Portaria n. 20, que as empresas tenham protocolos com instruções de higienes da mão e etiqueta respiratória, ações para identificação precoce e afastamento dos trabalhadores com sintomas compatíveis com a COVID-19 e procedimentos para reportar suspeitas de forma remota.

Os profissionais também devem ser instruídos a evitar tocar superfícies com alta frequência de contato, como botões de elevador e maçanetas, a não compartilhar toalhas e produtos de uso pessoal e evitar tocar boca, nariz, olhos e rosto com as mãos. Além disso, não é obrigatória qualquer tipo de assinatura em planilhas, listas ou formulários.

 

Por que produtividade também é saber dizer “não”

mulher concentrada com rosto apoiado na mão olhando para tela de computador

A pandemia do coronavírus impôs desafios pessoais e profissionais até para as pessoas que já estavam habituadas a desempenhar várias tarefas, mas se antes bastava apostar na organização, agora a crise sanitária nos lembra de que é preciso saber a hora de descansar.

Sobre esse e outros assuntos que envolvem produtividade, a voluntária da Fundação Estudar, Maria Guerra, conversou com dois profissionais superprodutivos no terceiro dia da Super Week, uma semana de encontros exclusiva para participantes dos cursos da instituição. Nascida em Sertãozinho, no interior de São Paulo, Flávia Faugeres fundou a Learn to Fly – plataforma digital de mentoria – e, atualmente, se dedica a um programa acadêmico sobre Impacto Social na Universidade de Harvard. Já o publicitário e escritor carioca Daniel Bovolento, autor do blog Entre todas as coisas e finalista do prêmio Jabuti, se dedica, além da Literatura, também ao trabalho em agência.

A condutora do bate-papo define produtividade como a tentativa de “fazer o máximo de coisas possíveis no tempo que se tem disponível, sem perder a qualidade”. Mas como vencer a procrastinação? Para Flávia, a principal dica é ter rotina até mesmo para ler e-mails – hábito ao qual ela dedica 30 minutos de manhã e mais meia hora à noite, sempre. Ao organizar a agenda, porém, é fundamental eleger prioridades e ter os pés no chão. “Sabe aquela noção de que você vai conseguir fazer tudo na vida? Não vai rolar!”, diz. A empreendedora também reforça a importância dos momentos de pausa. “Descansar é parte imprescindível de produzir.” Na mesma linha, Daniel complementa que ser produtivo não significa dar conta do todo, mas fazer o que deve ser feito, no tempo que se tem.

Melhor rendimento em aulas remotas

Se por um lado o isolamento social modificou a forma como nos relacionamos, por outro a pandemia intensificou o uso da tecnologia, o que impactou a educação, impulsionando aulas online. Para melhorar o desempenho e conseguir conciliar a alta carga de leitura de Harvard com o papel de mãe e executiva, Flávia conta que inverteu o jeito de aprender, passando a estudar, sozinha, os temas de que mais gostava no curso. Aí, quando chegava o momento, o encontro virtual funcionava mais como uma revisão. “Fui criando um jeito de ficar mais ativa que a própria aula”, afirma.  

Na visão da fundadora da Learn to Fly, comprometimento é indispensável – e as pessoas comprometidas costumam ter também outras duas características: disciplina (ligada a cumprir regras da maneira como são estabelecidas) e empenho (que é como ela chama a capacidade de se dedicar a algo com paixão, “deixar fluir”). No entanto, a sinceridade consigo é outro ponto que merece atenção: não adianta agendar uma aula em um horário que você sabe que não vai render (como nas primeiras horas do dia, no caso de quem não consegue acordar cedo).

Leia também: Como parar de procrastinar definitivamente: técnicas, ferramentas, aplicativos e livros

O acesso maciço à informação também acaba intensificando a falta de foco. Pessoas muito curiosas, que têm interesses diversos e que por isso acabam se perdendo devem aprender a ser produtivo com a própria curiosidade. Flávia exemplifica que não adianta comprar vários livros e não ler nenhum, ou se inscrever em diversos cursos e não fazer sequer um deles. A sugestão é tirar um período do dia para saciar a sede de conhecimento, escolhendo o que – de um leque imenso de opções – realmente será pesquisado. Para auxiliar na gestão do tempo, a dica é usar técnicas como a Pomodoro, que divide as tarefas em intervalos de 25 minutos. 

Produtividade não está ligada só a trabalho

Durante o bate-papo, um consenso entre os participantes é de que a associação direta entre workaholics e pessoas superprodutivas (ou entre “produzir muito” e “ser rico”) pode ser perigosa, já que, a longo prazo, preocupar-se apenas com a entrega de resultado não é saudável. “Existem, sim, essas rotinas loucas de trabalho, mas produtividade está em tudo, incluindo as relações pessoais”, diz Daniel. Na rotina do autor, é comum, por exemplo, só ter uma hora por dia para se dedicar a um próximo livro, fato que encara com praticidade: “Vou demorar mais para escrever. E tá tudo bem.” O escritor recomenda que, embora o trabalho geralmente consuma a maior parte do dia, é preciso deixar espaço na rotina para outras atividades.

“Este ano [por causa da pandemia] entramos num estado de não funcionar tão bem quanto antes”, complementa Flávia, que reforça, ainda, a necessidade de não perder de vista os horários que precisam ser reservados para se alimentar, dormir bem e aproveitar parte do tempo com quem faz parte do nosso convívio mais íntimo. “Ser produtivo é ter tempo para abraçar nossas prioridades”, define a empreendedora.

Estabelecendo limites

Por mais contraditório que pareça, saber adequar a agenda de modo que sobre tempo para outras atividades prazerosas fora daquelas obrigatórias passa por saber dizer “não” a convites que tirem o foco. Isso significa, nas palavras de Daniel, “nunca se obrigar a entrar num compromisso só para não magoar alguém”. Se tem um trabalho para entregar à tarde, por exemplo, não adianta aceitar almoçar com um colega de última hora. Para Maria Guerra, negar-se a fazer algo que certamente vai bagunçar o comprometimento com as obrigações da agenda “traz um reforço do que realmente importa”.

 

Confira as outras masterclasses da Super Week da Fundação Estudar:

Sobre Resiliência

Sobre Iniciativa

Sobre Coragem

Sobre Compaixão

 

Como escrever uma carta de apresentação para o currículo? Confira 7 modelos prontos para copiar e baixar

carta de apresentação

Quer saber tudo sobre a carta de apresentação e baixar um modelo para preencher?  Confira nesta matéria!

Índice:

A mensagem de apresentação que acompanha um currículo, também conhecida como carta de apresentação, é uma exigência do mercado cada vez mais frequente para quem procura uma vaga de emprego.

O documento costuma ter entre 150 e 500 palavras e é onde você apresenta principalmente quem é, o que é capaz de fazer e qual é sua motivação para buscar aquela vaga…

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Vereadores eleitos no RJ e MG abrem processo seletivo para vagas no gabinete

Passadas as eleições, vereadores eleitos por todo o Brasil começam a montar suas equipes de gabinetes. Dois deles, em parceria com a ONG Legisla Brasil, abriram um processo seletivo para cargos de assessores em diversas áreas.

As vagas são para o gabinete da vereadora Marcela Trópia, eleita pelo Partido NOVO, em Belo Horizonte, e para o gabinete do vereador Pedro Duarte, também do NOVO, na Câmara Legislativa do Rio.

São aceitos candidatos de todos os estados do Brasil, que devem ter disponibilidade para atuar presencialmente nas respectivas cidades. O processo seletivo para gabinete será composto por diferentes fases, com análise de currículo, testes e entrevistas.

Confira as vagas:

Vagas para Equipe de Gabinete de Marcela Trópia (BH)

– Assessor de Comunicação,
– Assessor Jurídico,
– Assessor de Políticas Públicas,
– Assessor de Relações públicas.

Inscrições até 20/12, pelo site.

Vagas para Equipe de Gabinete de Pedro Duarte (RJ)

– Assessor de Comunicação,
– Assessor de Políticas para a Cidade,
– Assessor de Mobilização,
– Assessor de Fiscalização.

Inscrições até 27/12, pelo site.

 

 

Imagem: Câmara de Vereadores da Cidade do Rio de Janeiro

O que faz um conselheiro de uma empresa?

Conselho de Administração

O conselho de administração é uma estrutura comum na governança de empresas, órgãos do governo e até de organizações sem fins lucrativos. Trata-se de um grupo de profissionais experientes que acompanha o trabalho realizado pela diretoria. No caso de empresas de capital aberto, o conselho atua como “a voz dos acionistas” nas decisões mais importantes. 

Mas não são apenas empresas de grande porte que podem ter um conselho – a Endeavor, por exemplo, recomenda fortemente que seus empreendedores adotem Conselhos Administrativos ou Consultivos. A diferença entre esses dois é que, enquanto o Conselho Administrativo tem de fato uma atuação deliberativa, o Conselho Consultivo atua mais como um mentor para a organização, oferecendo pareceres e recomendações que podem ou não serem adotadas.

Mas o que faz, de fato, um conselheiro de uma empresa? E qual a rotina de um profissional que se dedica a essa função? Mario Mello, ex-diretor geral do PayPal Brasil e que hoje compõe o conselho de empresas como Construtora Tenda e Track & Field, explica que as principais responsabilidades estão relacionadas à visão estratégica da organização. “O planejamento dá o norte da agenda, e o conselho avança em temas a cada reunião para evoluir esta estratégia”.

Leia também: Desvendando o C-Level: CEO e os outros cargos do alto escalão executivo

No cenário ideal, ele diz, a diretoria envia os materiais a serem discutidos cerca de 3 dias antes. As reuniões, que podem ter uma frequência mensal ou superior, duram entre 2 e 8 horas. “Nessas reuniões, há muito de atualização, deliberações e decisões sobre investimentos – como por exemplo, no caso da construção de uma fábrica nova, a administração precisa convencer o board da necessidade”.

Também há casos, segundo ele, em que o conselheiro assume uma posição de suporte à administração – quase como um mentor. “Perguntamos para o CEO: o que está te fazendo perder o sono? E assumimos uma atuação bastante prática com relação às principais oportunidades”. 

Quem define o Conselho?

Tanto as atribuições do conselho quanto sua organização são geralmente determinadas por regulações governamentais e pelo estatuto da própria organização. Essas orientações especificam o número de membros do conselho, como eles devem ser escolhidos e a frequência das reuniões. A maior parte dos conselhos varia entre 3 e 30 membros, mas alguns analistas apontam que o número ideal é 7. 

A B3, por exemplo, explica em seu site que seu conselho de administração é responsável pela “definição de estratégia e orçamentos anuais, bem como decisão sobre quando chamar Reuniões de Acionistas e propor divisão de dividendos”. Lá, o Conselho também é responsável por eleger e supervisionar os diretores e escolher auditores externos. O conselho se reúne mensalmente e os 11 membros são eleitos nas Reuniões de Acionistas para um mandado de 2 anos. 

Principais atribuições do Conselho de Administração

  1. Acompanhar e orientar a estratégia da organização;
  2. Contratar e avaliar a performance do CEO/presidente da organização; 
  3. Acompanhar o orçamento anual da organização;
  4. Deliberar sobre investimentos e movimentos estratégicos.

Como se tornar um membro do Conselho?

Conselhos não são apenas compostos de executivos aposentados ou próximos do encerramento de suas carreiras. Mario Mello começou bastante jovem – aos 37 anos, quando assumiu o conselho da Visanet. No entanto, a essa altura ele já acumulava vasta experiência em posições de diretoria e gestão de pessoas. 

Este é o caminho para assumir uma posição de conselheiro – acumular experiência relevante no setor, com vivência em altos níveis de gestão e tomada de decisão. O WalMart, por exemplo, afirma que procura board members com “realizações profissionais relevantes, ampla experiência e sabedoria, integridade, experiência com e entendimento do ambiente de negócios”, além de algumas expertises específicas, como “experiência com e-commerce e tecnologia, marketing, finanças ou jurídico”. 

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Ou seja, para se tornar um membro do Conselho de Administração, quanto mais qualificações forem trazidas à mesa, melhor. Pesquisar sobre a trajetória de conselheiros de empresas em que você desejaria atuar é outra forma de identificar o que ela estaria buscando em novos membros. 

Por fim, é importante que você estabeleça boas relações nas organizações pelas quais passar e nas suas interfaces profissionais, de forma a deixar portas abertas para uma possível recomendação.

3 habilidades sociais indispensáveis para qualquer profissional

De acordo com o modelo de inteligência emocional de Daniel Goleman, psicólogo referência no tema e autor de diversos livros, há cinco conjuntos de competências e habilidades que fundamentam a inteligência emocional.

Além de autoconsciência, autorregulação, automotivação, empatia, a inteligência emocional conta com as habilidades sociais, que são o conjunto de capacidades envolvidas nas interações sociais. Segundo o especialista, elas assumem muitas formas, e vão muito além de ser extrovertido, por exemplo.

Elas variam de ser capaz de sintonizar os sentimentos de outra pessoa e entender como cada um pensa até a capacidade de negociação. Todas podem ser aprendidas na vida, contanto que se dedique tempo, esforço e seja perseverante durante o processo.

Para desenvolvê-las, ajuda ter um modelo, alguém que incorpora a habilidade que quer melhorar para olhar e se inspirar. Também é preciso praticar sempre que uma oportunidade surgir naturalmente.

Por que interessa em todos os ambientes profissionais

O interesse pela inteligência emocional no local de trabalho vem do amplo reconhecimento de que essas habilidades diferenciam profissionais e líderes mais bem-sucedidos da média.

Isso é especialmente verdadeiro em funções em que todos têm que ter o mesmo nível técnico: nesses contextos, como as pessoas gerenciam a si mesmos e seus relacionamentos faz toda a diferença.

Conheça as 3 habilidades sociais mais valiosas para qualquer ambiente de trabalho!

#1 Habilidade de comunicação

Habilidades de comunicação são vitais em qualquer ambiente de trabalho Você precisa ser capaz de ouvir os outros e também transmitir seus próprios pensamentos e, até mais importante, seus sentimentos. Da forma certa e levando em conta com quem se está se comunicando.

Bons comunicadores:

  • Praticam a escuta ativa: ouvem com atenção, sem estar apenas esperando sua deixa para “retrucar” e aguardam o outro falar sem interromper. Basicamente, ouvem todo o conteúdo, processam e só então respondem.
  • Certificam-se de que todos entendem o que é dito e buscam o compartilhamento completo e aberto de informações.
  • Sabem receber notícias não tão boas. 
  • Lidam com situações difíceis antes de elas piorarem.
  • Agem de acordo com as “dicas emocionais” que os outros dão ao comunicar-se sobre seus sentimentos.

#2 Habilidade de cooperação

Esta habilidade social diz respeito a trabalhar bem com os outros, sendo produtivo e fortalecendo relações. As pessoas que têm altos níveis dela costumam ver a relação com a equipe como fator tão ou mais importante do que a atividade ou a meta.

Eles colaboram ativamente, compartilhando planos e ideias e trabalhando juntos para construir um todo melhor. Ao fazê-lo, promovem um clima cooperativo no qual todos se sentem convidados a contribuir. Além disso, também procuram ativamente oportunidades de trabalho colaborativo.

Com frequência, fazem com que a equipe tenha um desempenho melhor. Aqui, não se trata só de liderança formal, mas de procurar cooperar saudavelmente em qualquer função que se exerça.

#3 Habilidade de formar vínculos

É essencial para construir e manter relacionamentos com outras pessoas.

Desenvolver essa habilidade leva você a ter melhores relacionamentos. As pessoas que são boas nisso são grandes networkers, construindo e mantendo uma forte rede de contatos e conexões que lhe ajudam com acesso, suporte, informações, etc.

Quem tem boa habilidade de formar vínculos também trabalha em relacionamentos estabelecidos para mantê-los saudáveis. 

Uma característica das pessoas que são boas nessa habilidade é que elas têm muitos amigos entre seus colegas de trabalho. É muito sobre a valorização dos outros: estar interessado e querer saber mais sobre eles de verdade.

Essas três habilidades não só fazem de você um profissional mais eficiente e te dão mais chance de ter alto desempenho e se destacar, como beneficiam enormemente as organizações. Por isso, costumam ser bastante procuradas em recrutamentos de todas as áreas.

Quer deixar um legado? Ter iniciativa é fundamental, segundo Wellington Vitorino

Wellington Vitorino

De vendedor de doces a empreendedor de sucesso (com direito a integrar a lista da Forbes Under 30), na trajetória de Wellington Vitorino, 26, se teve algo que nunca faltou, foi iniciativa. A característica foi necessária ainda na infância, quando o potencial para vendas foi estimulada pelo pai. Na pré-adolescência, quando comercializava picolés em um batalhão no Rio de Janeiro, queria ser Comandante Geral da PM do Rio e chegar a Secretário de Segurança Pública – e só não deu andamento porque, como havia descolado o fêmur da bacia quando criança, não seria aprovado no teste de aptidão física. Mas foi no contato com os agentes que ele teve certeza de que queria fazer algo em prol da sociedade.

O fundador do programa ProLíder e Líder Estudar da turma de 2015 foi o segundo entrevistado da Super Week, uma semana de encontros exclusiva para participantes dos cursos da Fundação Estudar (organização da qual o Na Prática também é uma das iniciativas). Durante o bate-papo com Felipe Sena, membro do comitê de voluntariado da instituição, Wellington falou sobre a iniciativa como um superpoder e deu dicas para jovens líderes sobre como exercê-la. 

Perenidade é a chave

A primeira dica já vem com uma provocação: não adianta ter iniciativa, se não tiver “acabativa”, ou seja, a capacidade de ir até o final, de efetivamente deixar um legado por onde passa. Como CEO do Instituto Four (que se dedica a pensar em maneiras de solucionar os maiores problemas do Brasil e ocupar espaços de tomada de decisão do país), ele precisou fazer escolhas e algumas renúncias, como abrir mão de salários maiores, para se dedicar a seus objetivos à frente da instituição que lidera. Por isso, não vê com bons olhos o comportamento de “pular de galho em galho”.  

Na visão do executivo, é fundamental “começar alguma coisa e mantê-la até chegar a um nível de consolidação”, o que significa ter perenidade – outra característica importante para uma jornada de impacto. Na prática, trata-se de analisar bem todas as possibilidades antes de abraçar uma oportunidade que pareça interessante em um primeiro momento, para não correr o risco de trocá-la, em curto espaço de tempo, por uma melhor. “Dificuldades sempre vão existir, mas você precisa acreditar que tomou a melhor decisão, porque a pior coisa que tem é estar em um lugar querendo estar em outro”, aconselha.

Muita reclamação, pouca ação

Ao falar sobre os comportamentos de sua própria trajetória que ressaltam o superpoder da iniciativa, Wellington é enfático: não ficar se queixando diante de situações que ele mesmo pode modificar. O empreendedor lembra o próprio tema do ProLíder: “reclamar não muda. Entre para o time dos que fazem”. Uma situação simples do cotidiano serve para reforçar o que não fazer: “você vê alguém derrubar uma garrafa no chão, reclama de quem derrubou, mas passa pela garrafa e não a joga fora”, exemplifica. Para o CEO, esse tipo de atitude é diferente de ser crítico “Às vezes a pessoa se esconde atrás de um comportamento que diz ser crítico, mas, na verdade, ela só é negativa, mesmo.”

Já a autenticidade e o protagonismo são outros dois traços importantes para desenvolver iniciativa. A primeira está ligada a ter foco e maturidade para se adaptar a diferentes espaços sem perder a personalidade, enquanto a segunda se trata de ser responsável pelos erros que cometeu. “Não tem problema você falhar e errar. O problema é você não assumir.”

O crescimento não é exponencial e vem com o tempo

Ainda sobre tomar as rédeas da própria vida, Wellington pontua que o autoconhecimento é imprescindível para gerenciar emoções, aprendendo a lidar com as frustrações tão naturais de todo o processo. De acordo com o empreendedor, na vida não há crescimento exponencial, mas momentos de expansão. “O importante é que, depois de fazer um balanço de 5 ou 10 anos, você perceber que cresceu”, orienta.

Para auxiliar nos percalços, há o que ele chama de “dica de prevenção”, que é se manter próximo de pessoas mais experientes para garantir boas orientações – desde pai e mãe, até uma figura de destaque em determinada hierarquia. 

Liderar é inovar e assumir riscos

Pensando mais especificamente no perfil de um líder, o CEO afirma que todos aqueles que admira têm em comum, além de muita iniciativa, o fato de terem se arriscado. “Não obteremos diferentes resultados fazendo as mesmas coisas e isso passa por tomar riscos”, diz. O interesse por inovação também é um componente essencial, sendo que Wellington a divide entre disruptiva (de criar algo totalmente novo) e incremental (relacionada a melhorar o que já existe). Uma não é mais importante que a outra – e o contexto em que se está inserido faz toda diferença. “O mundo normalmente é norteado pelas inovações incrementais, mas muitas pessoas pensam que têm que puxar algumas coisas do zero. Em países como o Brasil, tem muita oportunidade de inovar em coisas muito tradicionais”, afirma. “O importante é sempre tentar estar passos à frente.”

 

Confira as outras masterclasses da Super Week da Fundação Estudar:

Sobre Resiliência

Sobre Produtividade

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Sobre Compaixão

 

Startups: o que são, quais são as principais brasileiras e como trabalhar nelas!

o que é startup

A palavra startup está sendo cada vez mais utilizada. Até aqui, no Na Prática, frequentemente tocamos no assunto. No Brasil, Nubank, GuiaBolso, QuintoAndar, Loggi, Contabilizei, Creditas e Amaro são startups. A Uber, o Airbnb, Instagram e Pinterest também já foram startups – hoje são companhias multimilionárias.

Mas o que, de fato, significa ser uma startup? Por que é diferente de ser uma “empresa”? Você tinha ou acabou de começar a ter essa dúvida?

O termo startup em si significa começar algo novo e é comumente relacionado à essa prática no mundo dos negócios voltada para a inovação. Portanto, uma startup, no contexto corporativo, é uma empresa que está em seu início, sem plano de negócios ou produto completamente definido.

Um supermercado nunca passa pela fase de ser uma startup, por exemplo, porque já nasce com mercado e um modelo de operações. De outro lado, quando uma startup encontra um modelo de negócios e um produto certo para o mercado, ela se torna uma empresa.

O que é startup: principais particularidades

Há outras características que diferem elas das companhias regulares, principalmente as três que destacamos a seguir:

Diferença nº1

As possibilidades de crescimento das startups são maiores

As startups são projetadas para crescer rapidamente. Na prática, isso significa que elas têm algo que podem vender para um mercado muito grande. Para a maioria das empresas comuns, esse não é o caso.

Essa é uma das razões pelas quais a maioria das startups são de tecnologia. Apesar de não ser um dos requisitos pertencer desse ramo, as empresas online podem chegar mais facilmente a um grande mercado do que as que são offline.

Diferença nº2

O meio de financiamento das startups é outro

As startups buscam investimento financeiro de forma diferente da maioria das pequenas empresas. Elas tendem a depender do capital que vem de investidores anjos ou companhias de capital de risco, enquanto as companhias regulares geralmente contam com empréstimos e doações.

Nesse modelo, os empreendedores que fundam as startups costumam contar com influência dos investidores nas tomada de decisões, ou até na forma de conselhos. Nessas empresas o papel dos investidores é maior exatamente porque por estarem tomando um risco tão grande.

Leia também: Como foi a jornada da Stone de startup à grande empresa pública

Diferença nº3

As startups têm uma estratégia de negócios “final”

Em um negócio tradicional, não é preciso ter uma estratégia “de saída” logo no começo. O dono é totalmente responsável pelo futuro da sua empresa e dependerá dele administrá-la pelo resto da vida ou decidir vender, fundir ou lançar no mercado de ações.

Para conseguir financiamento, os fundadores de uma startup precisam ter definido o que planejam fazer com a companhia e como os investidores serão recompensados durante esse tempo e depois dele, quando o empreendedor decidir vender ou fundir a startup com outra companhia.

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O que são as startups unicórnio

Uma empresa unicórnio é aquela que conseguiu algo tão difícil quanto encontrar a criatura mítica: ser avaliada em 1 bilhão de dólares antes de abrir seu capital em bolsas de valores.

Ou seja, a startup unicórnio é aquela que arrecada essa quantia antes de vender suas ações para o público e se tornar uma IPO (Initial Public Offering, em português “Oferta Pública Inicial” – OPI).

Histórico das empresas unicórnio

Em 2013, quando a venture capitalist (ou investidora-anjo) Aileen Lee introduziu o termo ao público, a partir do artigo Welcome To The Unicorn Club: Learning From Billion-Dollar Startups, apenas 39 empresas recebiam o título. Hoje, cinco anos depois, o número que compõem o ranking se multiplicou em mais de seis vezes.

Para Aileen, os primeiros unicórnios nasceram nos anos 1990, com o Google (antes chamado de Alphabet Inc.) sendo o “super-unicórnio” da década. Muitos foram fundados a partir dos anos 2000, mas o Facebook se destaca como o único super-unicórnio da década. Estas duas não fazem mais parte da classificação porque já fizeram suas OPIs.

Atualmente, entre as cinco mais valiosas das mais de 260 startups unicórnios mundiais, três são americanas – Uber, Airbnb e SpaceX. As outras duas, Didi Chuxing, Toutiao, são chinesas.

Em 2019, o Brasil fechou o ano com cinco novas startups unicórnios (empresas avaliadas em US$ 1 bilhão ou mais). A conquista rendeu ao país o título de 3º maior criador de novas startups unicórnio, empatado com a Alemanha, de acordo com dados da plataforma Crunchbase. As primeiras posições ficaram com os Estados Unidos e a China, respectivamente.

Conheça as startups unicórnio brasileiras

#1 O país entrou para a classificação neste ano com a 99 Taxi. A companhia do ramo dos transportes anunciou o feito após ser adquirada pela Didi Chuxing, em janeiro de 2018.

#2 Em março de 2018, o Nubank revelou que também tem valor superior a 1 bilhão de dólares, fazendo da fintech a segunda startup unicórnio brasileira.

#3 Há um embate em relação à classificação do PagSeguro, que seria a terceira startup unicórnio, com valuation superior ao limite.  Apesar de ser considerada um unicórnio por alguns veículos da mídia. segundo a StartSe, portal de notícias, cursos e eventos sobre empreendedorismo, o problema vem do fato de que até pouco tempo atrás, o PagSeguro não era uma organização independente, tendo tido boa parte do seu crescimento sob o comando da UOL, que era sua dona. Então, apesar de ter sido o segundo empreendimento nacional a ter atingido a marca, o PagSeguro teoricamente não é uma startup. Se esse é um critério, a companhia de pagamento não se classifica como o terceiro unicórnio do país.

#4 A quarta das startups brasileiras no ranking é a Arco Educação, especializada em soluções educacionais para o ensino privado, que além de outras frentes é dona da plataforma SAS.

#5 A Stone, especializada em pagamentos, também é uma das unicórnios brasileiras. Em outubro de 2018, fez sua oferta pública inicial e, como resultado disso, captou US$ 1,2 bilhão e passou a ter seu valor de mercado na ordem dos US$ 6,7 bilhões.

#6 A sexta unicórnio brasileira é a Movile, que controla o IFood, o Apontador e a Sympla, entre outras empresas. Segundo seu presidente do conselho, Fabrício Bloisi, a startup passou a valer US$ 1 bilhão em faturamento em março de 2017, mas só optou por anunciar os valores depois que recebeu o novo aporte.

#7 Em 2019, a startup Gympass foi a primeira a se consolidar como unicórnio, o que viria a colaborar com o fato de Brasil se tornar o terceiro maior criador de unicórnios naquele ano. Depois de captar US$500 milhões, a companhia passou a valer US$1,1 bilhão.

#8 Logo em seguida, a startup de logística Loggi entrou para o time de unicórnios. Ela recebeu um aporte de US$ 150 milhões, o que a faz subir de patamar e ser avaliada em US$ 1 bilhão.

#9 A imobiliária digital Quinto Andar recebeu um investimento de US$ 250 milhões, o que aumentou seu valor de mercado e a fez se consolidar como uma startup unicórnio.

#10 Ainda em 2019, Ebanx também se torna um unicórnio, se consolidando como o primeiro que teve origem na região Sul. O valor investido nela não foi divulgado.

#11 A startup de games Wildlife fecha de 2019 como o último unicórnio do ano, sendo avaliada em US$1,3 bilhão. Ela recebeu um aporte de US$ 60 milhões em rodada de investimentos.

#12 E 2020 já começou também com um novo unicórnio, a Loft. Voltada para o setor imobiliário, a startup também se tornou o empreendimento mais rápido a se tornar um unicórnio em território brasileiro, 16 meses após sua criação.

#13 Mais tarde no mesmo ano, a startup focada soluções para o setor de comércio eletrônico Vtex também entrou para a lista. Um investimento de R$ 1,2 bilhão na fez com que a companhia aumentasse sua avaliação de mercado em US$ 1,7 bilhão.

#14 Por fim, temos a Brex, que não é brasileira, mas foi fundada por brasileiros. Fintech especializada em cartões de crédito corporativos para empreendedores, a Brex nasceu no Vale do Silício como uma criação de dois Líderes da Fundação Estudar: o carioca Pedro Franceschi e o paulista Henrique Dugubras. A companhia saiu do zero e alcançou o valor estimado de US$ 1,1 bilhão em menos de dois anos de existência.

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Você se adequaria ao ambiente de trabalho de uma startup?

Trabalhar em startups é muito diferente de atuar em empresas estabelecidas. Além de não terem hierarquia delimitada e distinta, têm um ambiente que propicia inovações constantes e autonomia de ação. Por isso, precisam de profissionais que se adequem à estrutura não rígida – o que pode não ser tão fácil quanto parece, principalmente para quem é acostumado com ordem, suporte e delimitação clara de funções.

Compilando tudo que precisa ser considerado ao pensar em trabalhar em uma startup, Jeffrey Bussgang – professor em Harvard, empreendedor, autor e capitalista de risco – escreveu um artigo para a Harvard Business Review. Nele, Jeffrey explica como avaliar e entender se você se adequaria a uma, como encontrar a startup perfeita e como conseguir o emprego que você quer nela.

Avaliando sua adequação

O autor aponta três capacidades – não tão comuns em empresas grandes – necessárias para trabalhar em startups. É importante avaliar se você possui elas ou veria facilidade em desenvolvê-las e colocá-las em prática. 

#1 Administrar incertezas

“Startups representam experimentos gigantes”, diz Jeffrey. Internamente, várias hipóteses estão sendo testadas. Há muita criações, e as metas são, frequentemente, variáveis. Por isso, qualquer pessoa que trabalhe em uma precisa se sentir confortável em lidar com grandes doses de incerteza.

#2 Ultrapassar limites

A chave para o sucesso de uma empresa iniciante, segundo o autor, é “questionar ativamente”, em vez de “se acomodar passivamente”. Os funcionários de uma startup estão constantemente procurando resolver problemas e otimizando as soluções.

#3 Pensar como um dono

O senso de missão e propósito é maior nas startups do que em uma organização tradicional. Isso porque os esforços de cada funcionário estão clara e diretamente ligados ao sucesso do empreendimento. Então, quem quer trabalhar em startups deve se importar não apenas com seu trabalho, mas com todos os aspectos da empresa.

Leia mais: Como fazer estágio pode te ajudar a descobrir sua carreira dos sonhos

Vendendo seu peixe para conseguir a vaga

A próxima etapa é se posicionar de forma que as startups o contratem. Para isso, Jeffrey aconselha fazer duas coisas.

#1 Arranjar um encontro

Para arranjar uma apresentação com um profissional-chave da startup, identifique eles e encontre maneiras de se conectar. Sites como Crunchbase e Mattermark listam informações valiosas sobre novas empresas, incluindo seus principais executivos. Pesquisas no LinkedIn e Quora também podem ajudá-lo a encontrar outros funcionários.

Em seguida, procure conexões mútuas ou amigos de amigos que possam colocar você em contato com essas pessoas. Fale com os contatos que você encontrou sobre uma apresentação com os responsáveis pelas áreas ou recrutamento.

“Eu recomendo que você mire alto. Liste 10 pessoas com as quais você mais gostaria de conversar. Então vá atrás deles – sem perseguir.”

Jeffrey argumenta que estas reuniões ajudam a estabelecer relacionamentos e criar conexões mais significativas.

#2 Articular sua contribuição

As startups são enxutas, por isso estão dispostas a aceitar apenas os profissionais que podem impulsionar seu sucesso e trazer um ponto de vista diferente sobre seus negócios. Por conta disso, o autor recomenda “fazer sua lição de casa”, antes de se encontrar com a gerência.

Procure ler tudo que pode na internet, converse com alguns amigos ou colegas que são clientes da empresa, experimente o produto ou serviço e analise seu modelo de negócios. Depois de estudar, desenvolva ideias de melhorias e apresente-as na sua reunião ou entrevista.

O último conselho de Jeffrey é oferecer ajuda – seja apresentando contatos, dando conselhos sobre seu campo, ou disponibilizando seus conhecimentos técnicos. Assim, “você será percebido como alguém que já está agregando valor”, explica o autor.

Como escolher uma startup para trabalhar

“Fazer parte de uma startup pode ser uma ótima oportunidade financeira; mas escolher certo é difícil. Se não fosse, haveria muito mais investidores”, destaca Mathias Pastor, parte da plataforma The Family, focada em empreendedorismo. “Um erro que você não deve fazer é se juntar a uma startup zumbi.” Ele utiliza o termo “startup zumbi” para definir empresas que têm aparência de uma, mas que não se movem rapidamente e que provavelmente se manterão sempre pequenas, contando com o mínimo de financiamento.

Confira alguns pontos para se ter em mente na hora de avaliar uma oportunidade nessas organizações.

5 pontos para levar em conta na hora de encontrar uma startup para trabalhar

#1 Não escolha com base no dinheiro que a startup levantou

Claro que o dinheiro pode ser um bom indicador. No mínimo, significa que eles podem pagar seu salário por algum tempo e que alguém confiou – em algum grau – nos fundadores. Porém, segundo Pastor, quem oferece o apoio financeiro é uma informação igualmente importante. “O ecossistema está cheio de pessoas que podem não saber o que estão fazendo ou não ter motivações particularmente ambiciosas”, explica.

Se você ver que o dinheiro arrecadado é proveniente apenas de fontes públicas, investidores inexperientes sem histórico, e que nenhum produto foi lançado, por exemplo, tome como um sinal de alerta.

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#2 Não escolha por conta dos prêmios ou cobertura que a startup recebeu

Construir uma startup é muito mais do que ser bom no pitch, é, de fato, construir coisas com valor e vendê-las. “Claro que o pitch é útil quando você precisa falar com investidores ou navegar por meio de parcerias, mas o tempo que os fundadores passam assistindo às competições ou falando com a imprensa é o tempo que eles não gastam para deixar seus clientes satisfeitos”, destaca o autor, “prêmios iniciais ou cobertura desproporcional da imprensa tendem a ser sinais negativos bastante fortes.”

#3 Não entre para o time se equidade não é incentivada

Nas startups, a remuneração tende a ser um tópico bastante transparente, especialmente quando se trata de equidade. Segundo o Pastor, a oferta que lhe fizeram lhe dará uma ideia de quão generosos são os fundadores em termos de equidade, mas não hesite em perguntar para outros funcionários. A finalidade não é para comparar, mas sim para ter certeza de que o time está lá para ficar mesmo quando as coisas derem errado – “porque elas vão”, brinca o autor das dicas.

#4 Entenda por que estão contratando

De acordo com Pastor, é muito frequente que, nas startups, o trabalho pelo qual o profissional é contratado não seja o que ele faz na prática. Você vai fazer o que adicionar mais valor, porque isso maximiza as chances de sobrevivência da empresa. “Mas não entre se os fundadores estão contratando por desespero. Ou melhor, não entre se eles esperam que você encontre a ‘bala de prata’.”

A melhor maneira de não cair em uma furada nesse sentido é garantir que eles sabem como executar o que você fará e estão apenas procurando delegar. “Se eles estão contratando porque estão procurando desesperadamente por uma solução, provavelmente acabarão microgerenciando você. Quando você não conseguir encontrar a ‘bala de prata’, eles ficarão chateados.”

Use seu julgamento: essa linha de raciocínio provavelmente não se aplica se você for fazer um trabalho muito específico, como jurídico ou financeiro.

Leia também: Saiba o que são as startups unicórnio – e quais brasileiras estão no ranking

#5 Tenha “transparência” como valor não negociável

Essa é, muitas vezes, a diferença mais marcante em relação à corporações maiores: os funcionários em startups tendem a estar bem cientes do estado dos negócios da empresa. No entanto, nem sempre é o caso.

“Uma cultura de ‘segredo’  pode se tornar muito custosa por uma razão óbvia: se você for enganado, pode acabar preso trabalhando para uma empresa cujo destino está selado.” Falar com alguns funcionários quando você está em fase de negociação com a startup é uma ótima maneira de avaliar o nível de transparência dos fundadores.

A Startup Enxuta: um método de gestão para empresas

No topo da lista de livros de negócios mais vendidos da Amazon, o livro “A Startup Enxuta” apresenta uma metodologia de gestão para esse tipo de negócio que se tornou mundialmente conhecida. Escrita pelo empreendedor do Vale do Silício Eric Ries, a obra explica em detalhes como esse método funciona e como aplicá-lo com exemplos de cases de grandes organizações. O objetivo é ensinar como empreendedores conseguem inovar constantemente e gerar negócios bem-sucedidos.

Baseando-se no conceito japonês de “manufatura enxuta”, o material aplica ao contexto de startups princípios que encurtam os ciclos de desenvolvimento de produtos, medem o progresso de forma inovadora e levam em conta o que os clientes querem. Mas essas propostas também podem ser aplicadas em outros tipos de empresas que queriam inovar ou em iniciativas organizações. Confira alguns pontos abordados pelo livro:

Os conceitos de “A Start Up Enxuta”

Na introdução, Ries defende que a ideia de que criar uma startup de sucesso se baseia ter uma ideia inovadora, trabalhar duro e perseverar é uma mentira. A realidade é que a maioria das start ups fracassam.

A afirmação do autor é sustentada pelo dado de que 74% das startups brasileiras fecham após cinco anos, de acordo com uma pesquisa da aceleradora Startup Farm. Parte do motivo para esse fracasso se deve a uma fascinação a ter um plano de negócios e estratégias muito bem-estruturadas, além de vasto conhecimento do mercado. Contudo, o próprio princípio de inovação das startups faz com que elas operam um cenário de muita incerteza. Por isso, é difícil ter todo esse planejamento bem delineado.

Para que uma startup seja bem-sucedida, ela precisa seguir um determinado processo, de acordo com Ries, que pode ser ensinado e aprendido. Partindo desse princípio, o autor divide a metodologia de “A Startup Enxuta” em cinco princípios, que serão explicados detalhadamente mais à frente. Mas eles são:

  1. Empreendedores estão por toda parte
  2. Empreender é administrar
  3. Aprendizado validado
  4. Construir-medir-apreender
  5. Contabilidade para inovação

O método proposto em “A Startup Enxuta” é baseado no conceito de produção enxuta desenvolvido na fabricante automotiva Toyota. O raciocínio é de que as organizações devem aproveitar o conhecimento e a criatividade de todos os colaboradores, reduzir seus espaços físicos, controlar o estoque, acelerar o tempo de execução de um produto ou serviço, produzindo a qualidade exata correspondente à demanda.

Os princípios do método enxuto

Como citado acima, Ries afirma que existem empreendedores por todas as partes. Com isso, qualquer tipo de empresa pode se beneficiar do modelo de gestão defendido por ele, principalmente aquelas que trabalham sob um cenário de incerteza. Contudo, é preciso adotar estratégias de administração que estejam alinhadas com essa realidade, ao mesmo tempo que se cria um ambiente de experimentação. Cabe às lideranças fomentar essa veia empreendedora e o espírito inovador em todos da organização.

Outra tática que faz parte do processo de desenvolver uma startup está ligada a aprender como criar um negócio sustentável, de acordo com o autor. E ele garante que esse aprendizado pode ser confirmado com avaliações periódicas. Ele propõe que as empresas construam seus produtos e serviços, meçam os resultados, principalmente levando em conta a reação dos usuários e usem esse conhecimento para entender se o próximo passo é seguir em frente ou pivotar.

Leia também: Como é trabalhar em uma startup? 5 delas respondem

Pivotar é uma expressão que foi popularizada por Ries em “A Startup Enxuta”. Ela significa reavaliar as estratégias quando as coisas não saem como o esperado. Não se trata de desistir do empreendimento, mas olhar para as possibilidades de mudança e buscar outros caminhos para seguir com a empresa, fazendo uso da estrutura existente e da ideia original. Esse processo de construir, medir e apreender leva a um ciclo de feedback, de acordo com o autor.

Ele observa que o aprendizado é um fator essencial para o crescimento das startups e que a forma mais eficaz e se ter uma aprendizagem validada é utilizando dados empíricos coletados de clientes reais. O método científico é o grande aliado da experimentação voltada para a aprendizagem validade. E o experimento muitas vezes é justamente o próprio produto ou o produto mínimo viável. Além disso, é importante ter métricas para avaliar o progresso, priorizar atividades e apontar metas, abordagem que Ries define como contabilidade para inovação.

Com base nessas premissas, o autor de “A Startup Enxuta” apresenta diversas ferramentas e cases para aplicar as estratégias citadas acima. Ele também afirma que para ter sucesso com o método enxuto é preciso evitar qualquer prática ou pensamento rígido e entender que a ciência é uma atividade criativa que pode ser alinhada ao empreendedorismo.

Modelo de currículo com foto para baixar e preencher

Jovem mulher segura modelo de currículo ou curriculum com foto

Apesar de alguns campos serem praticamente obrigatórios nos currículos, como o de dados pessoais e experiências, épocas profissionais e circunstâncias diferentes pedem currículos diferentes. Não é uma regra de recrutamento, mas definitivamente é uma prática que vai te destacar em relação aos outros candidatos.


Quem se encontra no início da vida profissional pode fazer modificações que valorizem mais seu aprendizado do que experiências, que ainda são poucas. Ou, procurando emprego, pode notar que algumas empresas pedem foto no currículo.

O que fazer, então? Se está como requisito, e você se interessa pela vaga, o ideal é colocar uma foto. Para não ter erro, baixe o modelo de currículo com foto e se oriente por ele!

Pronto! Mas, antes de finalizar, não se esqueça de revisar para checar se há erros. Alguns são imperdoáveis para os recrutadores, e podem até te tirar da corrida pela vaga.

Se o processo seletivo que você quer participar pede uma carta de apresentação, baixe nosso modelo e tenha a certeza de enviar um documento que será apreciado por quem avalia. Mas, se o requisito é um vídeo de apresentação, siga o nosso guia para gravar um vídeo que vai te ajudar a ser selecionado!

Disponibilizamos gratuitamente um modelo de currículo com foto! Você pode baixar e editar o documento, levando em conta a sua própria trajetória acadêmica e profissional.

Em um grande processo seletivo, muitas vezes a imagem facilita a identificação pelos contratantes. Na hora de tirar a foto, no entanto, tome alguns cuidados. O ideal é que ela seja pequena e mostre apenas o rosto, como uma foto de documento de identificação. Escolha fundo e roupas neutras ou básicas e utilize uma expressão em que se sinta confortável.

Entender como adaptar o seu currículo de vaga para vaga é um diferencial. Aprenda a modificar o seu com o Processos Seletivos Na Prática!

 

Second-order thinking: o tipo de reflexão que diferencia os inovadores

fila de peças de dominó

Não é incomum que, ao tentarmos resolver um problema, acabemos criando outro, diferente – e, por vezes, pior. O pensamento de segunda ordem (em inglês, second-order thinking) ajuda a identificar a segunda, e as seguintes, consequências de uma decisão, antes de acontecerem.

Conhecer esses problemas antes que eles ocorram é a chave para tomar medidas que os previnam, destaca em artigo Shane Parrish, fundador do site Farnam Street, voltado para difundir práticas de desenvolvimento pessoal.

“A capacidade de pensar nos problemas para a segunda, terceira e enésima ordem – o que chamamos de pensamento de segunda ordem – é uma ferramenta poderosa que os grandes pensadores usam em seu benefício o tempo todo.”

A diferença de second-order thinking

Praticar o pensamento de segunda ordem nada mais é do que calcular as segundas, terceiras, quartas, etc. (quantas forem relevantes) de uma ação, antes de realizá-la. Assim como no modelo abaixo:

second-order thinking
Modelo de pensamento de segunda ordem | Reprodução Farnam Street

 

Pensadores que se limitam ao “primeiro nível” da ordem de consequências podem falhar em perceber que lidam com sistemas complexos, explica Parrish. Por conta disso, acabam não fugindo do comum, além de terem de lidar, com mais frequência, com problemas de suas decisões.

Do outro lado, pensadores de segunda ordem levam em conta pontos muitas vezes ignorados. Costumam pensar em termos de interações, tempo, sistemas. Diante de uma decisão, perguntam-se, por exemplo:

  • Quais são as variáveis-chave e como elas interagem?
  • Se eu praticar essa ação, o que acontece a seguir?

Assim, inovam na abordagem e até em solucionar problemas secundários que aconteceriam, inevitavelmente, a partir de X atividade.

“O desempenho extraordinário vem do diferente. É claro que o desempenho abaixo da média também é diferente – no sentido negativo. Mas o caminho para as pessoas que pensam além não pode vir do pensamento de primeira ordem. Precisa vir do pensamento de segunda ordem.”

Divergência inteligente

Gráfico “chance de sucesso” X “o quanto você considera a segunda ordem (e as seguintes) de consequências” | Reprodução Farnam Street

 

Para ter um desempenho melhor do que os outros, é preciso agir de forma diferente, conforme Parrish. No entanto, no caso de pensar em segunda ordem, o importante não é só buscar refletir de forma diferente, mas também de forma acertada.

Por isso, não se trata de estipular para si mesmo uma “divergência cega”, alerta o autor. Mas, sim, adotar uma forma de pensar que esteja aberta para os pontos negativos e contrários de uma ação.

É ao trazer as consequências não convencionais que você aumenta as chances de inovar e de ter um desempenho diferente dos demais.

Se necessário, quando for decidir sobre algo, utilize o modelo exemplificado acima e adapte, para te ajudar. Fazendo isso, second-order thinking vai se tornar um hábito que você aplica em qualquer situação importante, sem qualquer problema.

Networking: entenda como criar uma boa rede de contatos e interagir com ela

networking

Sabe aquela história de que todo mundo está a apenas seis pessoas de distância de qualquer outra em uma rede de networking que envolve o mundo inteiro? A teoria surgiu em um estudo de psicologia de 1967, chamado The small world problem (ou “O problema do mundo pequeno”, em tradução livre), e desde então já inspirou até peças de teatro e comédias no cinema.

A crença é que são necessários, no máximo, seis laços de amizade ou conexão para que duas pessoas quaisquer no mundo estejam ligadas, sejam elas o presidente Barack Obama ou um artista de rua anônimo em São Paulo. Se o número exato é esse ou não, pouco importa! O que importa é o papel de uma boa rede de contatos para a carreira e como fazê-lo, que é o foco desta matéria. 

Network e networking: significado e para que servem

Um networking rico e bem alimentado pode aumentar suas oportunidades de sucesso profissional. Por meio da convivência e do apoio de pessoas com propósitos e objetivos similares, é possível melhorar projetos, fazer contatos e criar coisas totalmente novas. Assim, é importante saber dominar e desenvolver o poder do bom networking.

Network é um termo que vem do inglês (“net” é rede e “work” é trabalho) e significa rede de relacionamentos ou rede de contatos. O que é networking, então: trata-se de uma rede de pessoas que trocam informações e conhecimentos entre si, e que pode ser muito mais poderosa do que você pensa.

Network ou networking?

Ambas as palavras dizem respeito ao mesmo assunto. A diferença é que network é mais ligada ao significado substantivo de “rede de contatos”, enquanto networking nomeia a atividade de cultivar essa rede.

A importância e o poder da rede de relacionamentos – ou, do seu networking…

Já tentou ver qual seria a sua conexão, por exemplo, com o CEO de alguma empresa? Entre no LinkedIn e faça esse teste… Você pode se surpreender!

Abaixo, fizemos o teste com o jornalista Rafael Carvalho, do Na Prática, e Abílio Diniz:

linkedin rede abilio diniz

 

Em um mundo em que o seu currículo ou sua opinião chegam ao outro lado do mundo com apenas um clique, também é importante saber se relacionar da maneira certa. E isso significa ir além das pessoas conhecidas ou mais próximas.

Cada conversa é uma oportunidade para expandir a sua rede de relacionamentos. Mas não espere que as oportunidades apareçam, crie-as. Participe de eventos, meet ups, fóruns de discussão e demais situações que proporcionam a interação com novas pessoas.

Ainda assim, tome cuidado, porque quantidade não significa qualidade! Não é porque você tem mais de cinco mil amigos em suas redes sociais que você está fazendo um networking apropriado.

Contatos sem relacionamento são apenas isso: contatos. Sendo assim, não significa muita coisa ter o e-mail do presidente de uma grande companhia se ele sequer vai ler sua mensagem quando recebê-la.

seis graus de separacao networking
Ilustração da Teoria dos Seis Graus de Separação
 


Como fazer networking da melhor forma e cultivar uma boa rede de contatos

Por mais potente que essa rede de contatos possa ser, pouca gente sabe como trabalhá-la da melhor forma possível. Imagine que você participará de um evento de relacionamento em breve. Como se preparar? Basta levar um bolo de cartões para distribuir por lá, certo? Não é bem assim…

O verdadeiro networking está baseado em relações de troca, onde você não pode pensar apenas no benefícios que ganha, mas também no que tem a oferecer.

Para entender como fazer um bom networking, confira dicas no vídeo realizado pelo Na Prática em parceria com a EXAME.com:

Um networking eficaz não envolve apenas falar, mas também ouvir. Por isso, você não precisa ser um grande tagarela para conquistar o outro, basta fazer as perguntas certas e demonstrar interesse genuíno nas respostas. 

#1 Ativando seus contatos

Ao final dos eventos de networking, também não esqueça de ativar os seus contatos. Essa é uma das dicas que você pode conferir nesse outro artigo: ative os seus contatos! Isso quer dizer falar com a pessoa novamente após a ocasião em que se conheceram.

Durante o evento, você estará em contato com muitas pessoas em pouco tempo, podendo não se lembrar de algumas. É comum no dia seguinte você ter o cartão de alguém e não se lembrar quem é. O mesmo vale para seus contatos; nem todos possuem grande memória.

Não adianta se apresentar, conhecer novas pessoas e trocar cartão sem que depois seja aberto um diálogo fora do evento. Separe os contatos que você acha interessante e envie um e-mail ou adicione em alguma rede social. Não foque em quantidade e sim em relevância. Apenas um bom contato feito no evento e ativado posteriormente pode ajudar muito seu negócio e carreira.

#2 Deixe sua rede de relacionamento sempre informada

Adriana Lynch, que pertence à rede Líderes Estudar de jovens de alto impacto, se mudou para os EUA e criou por lá sua própria empresa de marketing. Uma das coisas mais importantes que precisa fazer é arregaçar as mangas para encontrar novos clientes e oportunidades, o que a tornou expert em networking ativo.

“Tenho relacionamentos próximos com quem já trabalhei, especialmente meus chefes”, disse ela. “Continue atualizando as pessoas com quem você trabalhou bem e que reconhecem seu trabalho – elas vão te buscar.”

Inscreva-se no curso por e-mail: Como acabar com a autossabotagem na carreira

Para encontrar novos trabalhos, ela usa bastante o LinkedIn de uma maneira estruturada. Quando viu uma empresa que a interessava e onde achava que tinha espaço para seus serviços, por exemplo, seguiu a página por alguns meses e aprendeu mais sobre ela.

Em seguida, “me aproximei falando do trabalho fenomenal que estavam fazendo, perguntando como poderia ajudar.” Deu certo: a empresa se impressionou com o conhecimento e gostou da abordagem e do portfólio que Adriana trazia. “Já dei muito conselho de graça – digamos que é uma amostra do produto”, explicou.

“Não se trata de fazer um network massivo, mas de qualidade. Dedique tempo para construir relacionamentos, porque ninguém vai comprar um projeto baseado em um cartão que pegou no evento.”

Estratégias de network para crescer na carreira

Dorie Clark foi repórter, porta-voz de uma campanha presidencial, diretora executiva de uma ONG e professora de instituições como Harvard Business School e Wharton School of Business, além de ter escrito dois best-sellers sobre negócios.

Com tantas guinadas na carreira, ela, que hoje é consultora de estratégias de marketing e professora da Duke University, precisou desenvolver alguns estratagemas para manter seus conhecidos sempre a par do que está fazendo.

Seu segredo para uma carreira de sucesso é justamente esse: manter os outros constantemente atualizados, sem assumir que eles sabem onde ela está.

“Temos que garantir que os outros estejam conscientes do que estamos fazendo e para onde estamos indo para que possam nos conectar com as oportunidades certas”, escreveu.

A boa notícia é que as estratégias que ela traçou são simples de entender – e de seguir. Confira!

#1 Tenha uma resposta pronta (e boa) para a pergunta: “O que você está fazendo atualmente?”

Se alguém perguntar o que você anda fazendo, não dê respostas vagas. É melhor ter uma anedota pronta sobre seu trabalho atual para que a pessoa entenda o que é exatamente e como sua carreira avançou.

#2 Tenha um companheiro de networking

Identifique um colega parecido com você e sejam “colegas de networking“. O que isso significa? Já que muitos se sentem envergonhados com autopromoção, a outra pessoa a fará por você e vice-versa. “Isso tira a pressão de você, mas assegura que outros ouvirão sobre suas conquistas”, escreve Clark.

#3 Crie conteúdo

Não é qualquer conteúdo, mas aquele relacionado ao seu campo de trabalho atual. Pouco a pouco, conforme você compartilha suas ideias publicamente (no LinkedIn, por exemplo), as pessoas poderão entender sozinhas quão bem você domina o assunto e aumentar o respeito pelo seu trabalho.

5 dicas para manter seu network aquecido

  1. Trocar contatos durante eventos em que comparecer (o famoso cartão de visitas ainda é importante).
  2. Divulgar seus projetos e ideias nas redes sociais.
  3. Aproximar pessoas com mesmos interesses (um simples e-mail com destinatários copiados pode ser útil).
  4. Curtir e comentar posts de pessoas não tão próximas (isso as lembrará que você tem interesse nos projetos delas).
  5. Manter seus perfis atualizados nas redes sociais.

Amplie seu networking – sua rede de relacionamento

  • Diga sim aos convites, mesmo que você não saiba exatamente como irá aproveitar o evento. Seja uma palestra, reunião ou simples conversa no happy hour.
  • Se você quer algo, comunique, divulgue a todos que você conhece e encontre. Fale sobre seus planos com entusiasmo e peça por feedbacks.
  • Esteja presente e com frequência. Não seja o tipo de pessoa que só aparece quando precisa de alguma coisa. Seja alguém que as pessoas vão lembrar quando surgirem oportunidades.
  • Respeite os seus concorrentes. Não fale mal deles (eles são grandes observadores) e lembre-se: esse mundo dá voltas – você pode precisar de um deles em breve.
  • Anote os contatos de pessoas que conhecer e procure se comunicar com elas com certa frequência (não apenas quando precisar).
  • Abasteça suas redes sociais (principalmente Facebook e LinkedIn). Os que apenas observam raramente são lembrados.

Dicas para fazer networking sendo tímido ou introvertido

  • Selecione bem com quem quer conversar para evitar desgastes.
  • Peça que intermediários lhe apresentem ao contato, pois isso alivia a pressão.
  • Faça contatos iniciais online.
  • Chegue mais cedo: quando não há tanta gente ainda, é menos intimidante abordar alguém!
  • Durante o networking, pense nas perguntas certas para cada pessoa que você quer conhecer antes da hora – assim, você não precisa gastar tempo falando de amenidades.
O que significa a palavra networking?

Network é um termo que vem do inglês (“net” é rede e “work” é trabalho) e significa rede de relacionamentos ou rede de contatos. Networking trata-se da atividade de cultivar uma rede de pessoas que trocam informações e conhecimentos entre si.

O que é networking e para que serve?

Network é rede de relacionamentos ou de contatos e networking dá nome à atividade de cultivar essa rede. Ambas as palavras dizem respeito ao mesmo assunto. A diferença é que network é mais ligada ao significado substantivo de “rede de contatos”, enquanto networking nomeia a atividade.

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