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Mãos gesticulando e notebook aberto.

5 regras fundamentais para dar os melhores feedbacks

Por Suria Barbosa

Pesquisas mostram que dar feedback é uma das melhores formas de incentivar avanço no desempenho no trabalho. Aprenda como avaliar sua equipe de eficientemente e, assim, incentivar o desenvolvimento profissional de cada um.

Dar feedback é uma das melhores formas de incentivar avanço no desempenho dos funcionários, segundo pesquisa de Harvard. Seus resultados são intensificados principalmente se ele é dado com atitude positiva, clareza, timing e frequência.

Quando o feedback aponta acertos, proporciona nos trabalhadores o sentimento de valorização. E sentir-se valorizado é um fator importante para o nível de engajamento profissional. De acordo com uma pesquisa da IBM, os funcionários que se sentem reconhecidos são significamente mais dedicados e menos propensos a se demitirem.

Porém, as críticas também também podem ser benéficas. Nesse caso, o mais importante é não focar apenas nos pontos negativos e se esforçar para trazer sugestões práticas. Se concedidas de forma apropriada, podem orientar e levar as pessoas a se tornarem, ao longo do tempo, mais seguras sobre suas competências e comportamentos.  

O Na Prática destacou algumas regras fundamentais para dar feedbacks mais eficientes.

#1 Criar atmosfera de segurança

Uma conversa em um tom estável e cortês passa segurança e pode fazer com que o funcionário seja mais receptivo à análise do seu trabalho. Além de mais propenso a pôr mudanças em prática.

Em qualquer circunstância em que se dê o feedback, tratar o outro com polidez é indispensável.

Se for possível, também é interessante ler as emoções de quem recebe a avaliação e adaptar sua atitude de acordo com isso.

#2 Agir positivamente

Quando se trata de avaliar alguém, como você fala é tão importante quanto o quê você fala.

A descoberta da pesquisadora Marie Dasborough comprova isso. Segundo ela, quem recebe feedback positivo de pessoas que demonstram sinais emocionais negativos se sentem pior do que os que recebem avaliações negativas de quem tem atitude positiva.

Então, mesmo que a intenção seja dar um parecer negativo para indicar que algum comportamento precisa ser ajustado, utilize uma abordagem leve e equilibrada.

Uma boa é começar todas as avaliações com um elogio. Feedback positivo estimula o sistema de recompensa do cérebro e ajuda a deixar o receptor mais à vontade.

#3 Ser específico

São três as principais categorias de feedback, baseadas no objetivo de cada um:

  • Reforço positivo
  • Feedback construtivo
  • Feedback negativo que destaca um comportamento que não pode continuar

No entanto, por trás de cada um deles, a mensagem fundamental a ser passada é de apoio no crescimento e desenvolvimento do profissional.

A melhor forma de fazer isso é dizer exatamente no que o funcionário deve se dedicar mais, evitando ambiguidade na fala – o ideal é incluir sugestões práticas.

Leia mais: 14 técnicas de facilitação que são úteis na rotina

#4 Saber a hora certa de dar feedback

Quando se trata de uma questão específica, quanto mais perto vier o feedback, melhor.

No entanto, há exceções. Em algumas situações que envolvem bastante carga emocional, por exemplo, a análise mais tardia pode ser mais benéfica. Vale avaliar cada circunstância.  

Dados de uma pesquisa da PricewaterhouseCoopers apontaram que muitos trabalhadores gostariam de receber feedback diariamente ou até, semanalmente. Essa tendência aumentou entre os mais jovens que, inclusive, preferem feedbacks pontuais a avaliações formais.

#5 Ser firme, mas não perverso

A hora de dar feedback é o momento de praticar empatia e tolerância. Ao analisar uma atitude negativa do funcionário, um jeito de aliviar a pressão da conversa é perguntar a sua perspectiva sobre o fato.

Em seguida, conceder sugestões objetivas e específicas, deixando claro que o profissional está sob avaliação, mas que poderá contar com sua ajuda para se desenvolver.

Por último, não repreenda alguém na frente de toda a equipe. Mostrar reconhecimento é apreciado, mas criticar em público pode ter um efeito devastador na autoestima do profissional. E, assim, ainda dificultar sua evolução.


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