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Duas mãos digitando em notebook.

Qual é a melhor forma de colocar suas experiências no currículo?

Por Suria Barbosa

Especialista explica como selecionar e descrever suas experiências no currículo para torná-lo mais atraente para os recrutadores das melhores vagas.

A procura por um emprego envolve alguns procedimentos que o candidato deve realizar e, embora muitos dependam especificamente de cada vaga, sempre será necessário preparar um currículo caprichado e apropriado. Embora recorrente, essa tarefa gera muitas dúvidas, especialmente no que diz respeito a como apresentar suas experiências no currículo.

Será que o melhor é encher seu currículo com tudo que já fez ou participou durante a vida? O que é adequado manter e o que é melhor retirar? Como selecionar as experiências?

Para a analista de recrutamento e seleção, Marília Castelli Prass, “o currículo nada mais é do que um retrato sobre o passado do candidato.”

E o que isso significa? De acordo com ela, “não existem experiências que fortaleçam ou enfraqueçam ele, todas são válidas”.

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Pinte um retrato coerente das suas experiências no currículo

O ideal é esquematizar um bom retrato de como foi sua trajetória, lembrando de adequar seu currículo à área de cada vaga. Faça isso filtrando o que não é relacionado.

“É interessante que o candidato coloque as experiências e atividades que mais tenham a ver com seu objetivo. Por exemplo, se busca uma oportunidade como vendedor, seu estágio como auxiliar administrativo não fará, necessariamente, muita diferença”, esclarece a recrutadora.

Ainda de acordo com Marília, o candidato pode fazer apenas um resumo das funções que exerceu anteriormente no currículo.A principal preocupação deve ser que todas as experiências sejam coerentes com a vaga a que a pessoa se candidata. Isso deve ocorrer não só para que o candidato mostre e reafirme seu foco profissional, mas também porque o recrutador não tem tempo para realizar a leitura de cada item de um longo currículo.

Por isso: “seja breve, independentemente da quantidade de experiências profissionais”, diz a especialista. “O currículo normalmente antecede uma entrevista, na qual você terá a oportunidade de explicar melhor sobre suas experiências”, acrescenta.

A entrevista é a ocasião para aprofundar, e aí o candidato “deve ter na ponta da língua as atividades desempenhadas na função, e, se saiu do cargo, o motivo”. E, se está empregado, “qual a razão que o leva a buscar outra oportunidade”. Lembre-se: o que é descrito no currículo serve como o primeiro contato do recrutador com sua história. Na entrevista, fundamentará a conversa a ser desenvolvida.

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Para quem pensa em se aperfeiçoar para tornar o currículo mais vistoso, vale a pena pensar em como aquela experiência enriquecerá seu currículo em relação ao seu campo de atuação. Segundo Marília, “procure atividades com as quais você se identifica e que irão como um todo agregar à  sua formação profissional”. Uma boa opção, por exemplo, seria realizar cursos pertinentes à formação e à área em que o candidato deseja trabalhar.

Não se preocupe: não é simplificar sua jornada no currículo que vai te impedir de conseguir a vaga.

Mentir no currículo é uma escolha ruim

Além do breve compilado das experiências e atividades relacionadas à área que objetiva, é importante que o candidato apenas acrescente informações que possam “ser explicadas na entrevista”. Ou seja, o melhor é ser honesto quanto às habilidades e experiências.

Por mais inocentes que pareçam, as mentiras “são facilmente reconhecidas, se não na entrevista, no início das atividades”, diz Marília. E elas podem ser decisivas na sua eliminação de qualquer processo seletivo.


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