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Mulher com interrogação em post it na test - Carreira

Acabou a faculdade. E agora, o que fazer?

Por Redação, do Na Prática

Nesse momento de grande expectativa, você não está sozinho. Do autoconhecimento à construção do currículo, entendimento de mercados e preparação para processos seletivos, te explicamos como descobrir e perseguir o que deseja no começo da sua carreira

Finalmente, depois de tantos anos de aulas, projetos, trabalhos e noites sem dormir, você está com seu diploma em mãos. Junto com o orgulho e o alívio, vem a expectativa de começar uma carreira e uma vida fora do campus, que também traz uma boa dose de ansiedade.

Afinal, com o fim da faculdade vem o fim do desenvolvimento guiado por livros e professores: agora, tudo está nas suas mãos.

E aí, o que fazer? Como saber onde investir seus esforços e encontrar um trabalho que traga satisfação? Por onde começar a construir uma carreira?

O NaPrática.org te ajuda a refletir sobre tudo isso e mais um pouco!

Índice

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Por que propósito e sucesso profissional andam juntos?

Homem engravatado segura cartão com um sorriso desenhado

É fácil olhar em volta e pensar que todos (menos você) sabem o que estão fazendo ou que, caso não consiga o emprego ideal, você está atrasando ou condenando sua vida profissional para sempre.

Esses são dois dos maiores mitos que jovens enfrentam no início da carreira, assim como tentar a todo custo encaixar-se num perfil que não é o seu, candidatando-se a centenas de vagas para aplacar a ansiedade.

A raiz dessas confusões é a falta de autoconhecimento, um processo contínuo que exige dedicação mas que rende frutos extremamente úteis em todos os momentos profissionais, especialmente no começo.

É através do autoconhecimento que você pode começar a buscar seu propósito, aquilo que guiará suas escolhas de carreira e o levará a um ambiente e uma função em que você se sente útil, feliz e capaz de causa impacto.

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Como descobrir seu propósito

Começar um processo de autoconhecimento é mais fácil do que parece. Abaixo, listamos 4 passos essenciais:

1. Entenda quais são seus principais valores

Para começar, basta entender quais são seus principais valores, como autonomia, segurança e ambição.

Para isso, a Fundação Estudar disponibiliza um teste de gratuito e online, que você pode fazer aqui.

2. Pense no que faz sentido para você

Com seus valores mais claros, limpe sua mente de influências externas e, com caneta e papel em mãos, comece a pensar no que faz sentido para sua vida em termos de atuação profissional.

Ser um alto executivo traz prestígio, é verdade, mas é o que você realmente quer, por exemplo? Estar numa startup é legal, mas um ambiente dinâmico e horizontal combina com seu perfil ou você prefere mais estabilidade?

3. Pergunte-se: o que te traz felicidade?

Em seguida, crie um “mapa da felicidade”, onde você pode listar todas as atividades que lhe dão prazer e lugares e pessoas capazes de lhe trazer felicidade.

Na mesma toada, pense em suas motivações e reflita sobre o legado que gostaria de deixar. O que no mundo te faria levantar da cama todas as manhãs? Como gostaria de ser lembrado?

Do que você gosta? O que te satisfaz? Anote tudo.

4. Não se censure nesse processo!

Seja honesto ao pensar nessas questões: todos são diferentes e não há respostas erradas.

Também se esforce para silenciar as autocríticas. Apenas escreva o que vier à cabeça, mesmo que pareça impossível – não há limites!

É importante acreditar que a resposta certa está, em um grau ou outro, dentro de você: se tem alguém que sabe do que você gosta e o que admira, é a pessoa segurando a caneta.

Com essa reflexão simples, você já tem uma visão geral de quem realmente é e dá passos fundamentais rumo ao autoconhecimento e à descoberta do seu propósito.

Conselhos de quem já descobriu seu propósito

Não faltam no mundo grandes lideranças que encontraram seus propósitos e exultam toda a felicidade que vem de se trabalhar com o que você realmente gosta.

Dois dos maiores investidores do mundo, Charlie Munger e Warren Buffett, que tocam a Berkshire Hathaway, são um exemplo.

Para Buffett, é preciso buscar um emprego que você aceitaria se não precisasse de dinheiro. “É o que fará com que você se sinta bem em relação à sua vida, quando for mais velho, e você deve continuar nessa direção, pelo menos de maneira geral”, disse.

Para Munger, é questão de não deixar para depois: “Se tem algo que você realmente quer fazer, não espere até ter 93 anos”.

O que você precisa saber antes de decidir sua carreira

A primeira coisa que você precisa saber é que sua geração terá uma carreira diferente das gerações anteriores.

Segundo pesquisas, é muito mais comum que um jovem millennial troque de emprego e rejeite trajetórias lineares. As pessoas hoje estão mais aptas a testar o que traz significado e felicidade para suas vidas, não só um salário, o que significa não se preocupar em subir degraus de maneira tradicional.

Também não têm medo de dar uma guinada por falta de um diploma formal no assunto: o Google, por exemplo, há anos deixou de considerar diplomas como pré-requisito.

Com cada vez mais frequência, o que empregadores querem saber é: você consegue fazer esse trabalho ou não?

Essa nova mentalidade é um privilégio do século 21, mas também um ato de coragem, que permite que jovens tornem suas vidas profissionais muito mais significativas – e isso é bom para todo mundo, seja para empresas, que têm trabalhadores mais motivados, e a sociedade como um todo.

Ou seja, não tenha vergonha de experimentar e de aprender coisas novas. Porém, esteja sempre atento ao que você pode aprender com cada experiência – o que requer uma boa dose de paciência – e se preocupe em deixar um legado por onde passa.

Quando sentir que está perto de fechar um ciclo, se pergunte: o que eu construí de fato nesse período? Isso vai perdurar, mesmo com minha saída?

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Como autoconhecimento pode ajudar na busca por emprego

Se autoconhecer melhor vai facilitar (muito!) sua busca por emprego.

Isso acontece porque esse momento pede ações mais qualitativas que quantitativas.

Não se trata de quantos programas de trainee existem ou quantos e-mails você dispara com seu currículo anexo, mas do que você busca e realmente tem a ver com seu perfil.

Leia também: Busca um programa de trainee? Saiba como encontrar a melhor opção e se destacar

Ao concentrar seus esforços em vagas que combinam com você e empresas que compartilham seus valores, os processos seletivos serão mais fáceis – recrutadores costumam perceber rapidamente se há fit cultural – e, no fim do dia, você será um profissional mais satisfeito e produtivo.

Quem quiser se aprofundar no assunto, pode explorar as matérias do NaPrática.org e conhecer seus dois cursos de autoconhecimento: Autoconhecimento Na Prática, evento presencial que acontece em algumas capitais brasileiras, e Autoconhecimento Na Prática Online.

Os cursos utilizam metodologia própria e ferramentas como a Roda da Vida, um jeito de mapear diferentes áreas e observar como está seu equilíbrio. Abaixo, você descobre como fazer a sua:

O que fazer para se destacar no mercado?

Ilustração de figura humana se destacando de outras

Outra grande dúvida que recém-formados têm é: o que o mercado realmente busca e como posso me destacar?

É verdade que, devido à fluidez do mercado de trabalho, jovens que acabam de sair da faculdade enfrentam alguma defasagem em relação ao que o mundo pede em termos de competências e habilidades.

No entanto, não é nada que não possa ser enfrentado, especialmente se você for atrás das informações e contatos e se mantiver atento às áreas que lhe interessam.

Protagonismo e proatividade, por exemplo, são essenciais em qualquer nível da carreira. Ao praticar tais comportamentos, você aprende coisas novas e desenvolve cada vez mais sua capacidade de liderança – e naturalmente sai na frente.

E se quiser ainda mais estrutura para seu autodesenvolvimento, conheça os cursos de formação de lideranças da Fundação Estudar: Liderança Na Prática 16h e Liderança Na Prática 32h.

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A diferença entre habilidades e competências

Usados de maneira intercambiável, os termos têm algumas diferenças.

Uma competência é composta por um conjunto de habilidades e habilidades é o domínio de qualquer know how, físico ou mental, aplicado de forma prática.

Um profissional que tenha a competência de pensar a longo prazo, por exemplo, pode dominar habilidades como a resiliência, que significa saber como se recuperar de problemas ou adversidades e usar a oportunidade para se aprimorar.

No começo da carreira, uma habilidade geralmente buscada é o conhecimento técnico de alguma área (como sua graduação, por exemplo), além de habilidades de cunho emocional, como capacidade de adaptação (conseguir performar em novos ambientes rapidamente), de comunicação e de trabalhar em grupo.

4 habilidades profissionais valorizadas pelo mercado

Segundo a Cia. de Talentos, há atualmente quatro habilidades valorizadas pelo mercado e que não exigem anos para serem desenvolvidas, mas um pouco de pesquisa, atenção e uma mente aberta para colocá-las em prática assim que a oportunidade surgir.

1. Execução prototipada

Apesar do nome elaborado, não é nada de outro mundo. Trata-se da capacidade de observar o que há ao seu redor e criar algo novo rapidamente.

A primeira fase é a criação, a segunda é a prototipagem (a mais simples possível e capaz de ser testada) e a terceira é o teste, quando você angaria feedback para aprender e fazer os ajustes necessários rapidamente.

Ao retomar o ciclo, você aprimora sua ideia cada vez mais – e não gasta meses ou anos no processo para chegar no fim e não ter nada para mostrar.

Um exemplo prático: imagine que uma equipe de marketing digital criou uma nova campanha que vai ao ar em diferentes formatos, dias e horários ao longo de uma semana.

Ao analisar os dados rapidamente (o número de cliques, por exemplo), a equipe saberá quais são as melhores performances e vai poder direcionar melhor e campanha e continuar observando para chegar na melhor solução.

2. Senso ecológico

Essa habilidade não trata de efeitos ambientais na mata atlântica, mas das interações positivas e respeitosas entre pessoas e com o meio.

O profissional que pondera sobre o que está fazendo (é bom para a empresa a curto, médio ou longo prazo, por exemplo?), consegue enxergar oportunidades (quem mais pode ser envolvido?) e vê como criar algo positivo para todos (que outra área também pode se beneficiar?) é bem visto no mercado.

Imagine uma ideia que não só traz mais clientes para sua área, como também pode trazer mais dados importante para outra e ajudar a empresa a bater uma meta semestral – isso é pensamento ecológico.

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3. Flexibilidade mental

Há dados e mudanças em toda parte agora. Você consegue lidar bem com esse volume de informações ou perde o foco no meio da avalanche?

A flexibilidade mental é a capacidade que permite olhar uma situação de maneira lógica, entender os fatos, identificar problemas, relacionar conteúdos, fazer perguntas relevantes e apresentar soluções.

Para dominar essa habilidade, é preciso não agir impulsivamente e manter a calma, mas ao mesmo tempo manter-se proativo e curioso em relação a novos pontos de vista.

Quando alguém lhe apresenta uma nova situação, você consegue enxergar o problema, criar conexões na sua cabeça – com experiências, conversas e leituras passadas, por exemplo – e oferecer possíveis soluções?

Mostre que você é capaz de fazer ligações, aprender com o passado e pensar de maneira lógica.

4. Articulação emocional

Essa habilidade tem bastante a ver com autoconhecimento. Trata-se de saber qual é seu propósito, o que é capaz de mobilizá-lo, como gere seu tempo e como lida com metas, objetivos e entregas e como você lida com trabalho coletivo ou situações difíceis, em que as coisas deram errado.

Em resumo, como você se articula emocionalmente? Dominar essa habilidade é um trabalho contínuo, mas ao observar como você reage (e melhorar suas reações, sempre buscando um resultado positivo coletivo), se torna um profissional mais valioso.

Pergunte para quem sabe

Está empregado? Não está empregado? Quer saber o que fazer para avançar na carreira? A dica é uma só: pergunte!

Busque seu gestor, alguém que você admira ou que está numa posição que lhe interessa e pergunte aquilo que quer saber – mesmo que seja via LinkedIn ou Facebook, após uma breve apresentação contando quem você é e por que buscou aquela pessoa.

Você pode perguntar que habilidades estão em alta no mercado, o que uma empresa da área costuma precisar (e como você pode ajudar), quais são as novidades mais interessantes e eventos mais promissores e o que precisa fazer para chegar no próximo nível, por exemplo.

A resposta talvez seja fazer um curso intensivo de Excel, propor um grande desafio para si mesmo ou uma vivência internacional. As possibilidades são infinitas!

Saiba que as pessoas costumam ficar muito contentes em serem vistas como referências e há uma vontade natural de ajudar o outro.

Acredite: você receberá mais respostas positivas que silêncios.

Peça feedback

Outra opção é pedir feedback de quem trabalha com você. É o momento perfeito para perguntar o que você precisa fazer para se destacar na sua função.

Há muitas organizações que já têm rodadas de feedback marcadas em seu calendário, uma prática barata e eficaz de melhorar a produtividade e motivação gerais.

Mesmo se sua empresa não tiver isso, você pode sugerir ao seu gestor ou outra liderança que institua algum tipo de feedback periódico ou pontual.

Explique que se trata de algo importante para seu autodesenvolvimento e que a opinião e experiência do gestor será muito útil para que você cresça profissionalmente.

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Quando chegar a hora, perca a vergonha de perguntar o que você faz bem e o que poderia fazer melhor e receba o feedback de maneira construtiva e genuína, mesmo se for algo negativo.

Também é possível pedir feedback para colegas e amigos envolvidos com você tanto profissionalmente quanto em outros projetos.

É importante ter uma visão de fora sobre si mesmo, porque todos têm pontos cegos e algum viés emocional envolvido.

Assim, com ajuda dos outros, você desenvolve uma visão mais realista de sua situação.

Inspire-se em seus modelos profissionais

Caso você tenha algum ídolo ou admire alguém que não conhece (e não consegue contatar), pode perfeitamente usá-los como inspiração profissional.

De três em três meses, pense nas qualidades que lhe chamam a atenção nas pessoas que admira e pense: o que é preciso fazer para chegar lá?

Você se encanta com como Elon Musk trabalha em campos tão diferentes, por exemplo? Então entenda como ele adquire novos conhecimentos. Quer saber por que Jorge Paulo Lemann aposta alto em novos investimentos? Entenda como ele pensa sobre risco:

Quer saber por onde Sheryl Sandberg passou para chegar ao posto de Chief Operating Officer do Facebook? Como Steve Jobs foi CEO da Apple e da Pixar ao mesmo tempo?

Leia, pesquise, aprenda e reflita. Aproveite este momento para abrir sua mente!

Faça seu PDI e trace metas para si mesmo

Para por tantas novas ideias e conceitos em prática, é uma boa ideia criar uma sistema de acompanhamento.

Um ótimo jeito é redigir seu Plano de Desenvolvimento Individual, conhecido como PDI, uma ferramenta usada para monitorar seu desenvolvimento de competências e habilidades.

É um roteiro que você pode montar para sair de onde está, que envolve um grande objetivo e é dividido em fases e desafios para que você chegue lá.

Quer ser um candidato altamente competitivo no processo seletivo de trainees de uma empresa do mercado financeiro, por exemplo?

Então pense em quais são as competências que precisa desenvolver, quais são seus diferenciais, como priorizar o que precisa ser trabalhado em termos de impacto, urgência e desejo e que desafios se impor para realmente desenvolvê-las.

O NaPrática.org tem uma matéria aprofundada sobre como fazer seu próprio PDI, que você pode ler aqui.

Como conseguir o emprego que você quer?

Ilustração de pessoa vestida de maneira formal observando um troféu ao longo, no topo de uma montanha

Agora que você já sabe melhor quem é, o que quer e quais habilidades e competências são importantes hoje em dia, é hora de juntar todos esses conhecimentos para buscar seu primeiro emprego com um diploma em mãos.

Em tempo: nesta matéria atualizada constantemente, você descobre as melhores vagas de estágio e trainee abertas atualmente.

1. Invista tempo em seu currículo

Isso significa que chegou a hora de preparar seu currículo como recém-formado, uma parte absolutamente fundamental e que o NaPrática.org explica a fundo como fazer nesta matéria (e ainda disponibiliza um modelo para download!).

Aproveite o momento da redação do currículo para refletir sobre o que você realmente quer fazer, aprender, desenvolver e trabalhar.

Assim, quando estiver ponderando sobre uma oportunidade profissional, conseguirá entender intuitivamente se aquele é um bom lugar para você nesse momento.

Acredite: redigir seu currículo corretamente pode levar um pouco mais de tempo, mas tem diversas consequências positivas!

2. Conheça seu perfil

Quando o documento estiver pronto, é hora de se conhecer melhor como profissional, para além das experiências e capacidades técnicas.

Isso significa entender quais são seus valores, seu estilo de trabalho e as características dominantes de sua personalidade – e a Fundação Estudar oferece testes para cada item gratuitamente.

Esse é um passo importante para aumentar sua satisfação profissional e fazer com que seu trabalho lhe traga felicidade.

Se alguém precisa de um ambiente estável para lidar com pressão, por exemplo, provavelmente não se daria bem numa startup pequena, mesmo que preencha os requisitos da vaga.

Se outro sente arrepios só de pensar em pedir autorização para fazer algo, talvez prefira um trabalho com uma hierarquia horizontal e bastante autonomia, apesar daquele escritório tradicional parecer um ótimo passo.

Quando você trabalha em um lugar que combina com seu perfil, a adaptação é mais suave e você se torna um profissional mais produtivo, engajado e contente.

Afinal, há cinco dias úteis na semana e é bem melhor aproveitá-los do que só contar os dias para o fim de semana.

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3. Tenha um objetivo profissional

Calma, ter um objetivo profissional não quer dizer que você precisa planejar toda sua carreira sem espaço para mudanças. Mas saber o que você quer nesse momento facilita – muito – o processo.

Num primeiro emprego, você desenvolverá novas técnicas, atitudes e habilidades, frequentemente na prática.

Para que seja uma experiência satisfatória, é preciso protagonizar essa busca, não apenas pensar naquilo que seus pais, amigos ou professores acham correto ou se satisfazer com um holerite qualquer.

No fim, saber o que você quer agora economiza seu tempo. Você não envia centenas de currículos à toa (e se estressa e desespera quando não recebe retorno) e, quando passar para a segunda fase de um processo seletivo, sabe o que falar e pode ser autêntico.

Lembre-se que não precisa ser uma vaga em sua área de graduação. Se você souber programar mas tiver se formado em Biologia, o Google não liga. Se for engenheiro mas tiver o perfil e as habilidades necessárias para trabalhar com vendas da Ambev, tudo certo.

Tudo isso para dizer: não se cerceie.

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Uma decisão de carreira assertiva é aquela que em conta tanto variáveis externas (mercado, cultura, função, empresa) quando internas (sonho grande, paixões, valores, estilo de trabalho, personalidade e habilidades).

Então pense no que realmente quer, converse com quem trabalha em empresas ou áreas que te interessam, tire dúvidas, passe horas no LinkedIn – tudo que puder trazer clareza.

E mantenha a mente aberta. Talvez seu primeiro emprego não seja aquele que você sonhou, mas se puder aprender algo útil ou conhecer novas pessoas que pode ajudá-lo a crescer pessoal e profissionalmente, vale a pena.

4. Conheça o mercado

Munido dessas informações sobre si mesmo, você está preparado para mergulhar no mundo de informações sobre o mercado profissional, algo mais complexo – e interessante – do que parece.

Se tiver uma área de interesse em mente, como sustentabilidade ou mercado financeiro, busque as empresas que lhe interessam – grandes, pequenas, novas, tradicionais, o que quiser – e fique de olho em oportunidades boas para recém-formados, como programas de trainee e vagas de nível inicial.

Leia também: Está entrando no mercado? Baixe modelos de currículo para início de carreira

Utilize sites como Vagas, trampos.co, Wall Jobs, Hays, 99Jobs, LinkedIn e tudo mais que quiser para buscá-las – com seu currículo novinho e bem feito, você certamente vai impressionar.

Antes de se candidatar, no entanto, busque informações sobre os valores e o estilo de trabalho da companhia tanto em seus próprios sites quanto em plataformas especializadas, como LoveMondays e GlassDoor, que trazem inputs dos próprios funcionários.

Caso haja um fit cultural, aplique e prepare-se para a entrevista!

Também vale a pena conhecer melhor a rotina e os desafios de algum setor. O Estudar Na Prática oferece o curso presencial Carreira Na Prática, em que grupos de jovens batem papo com 10 profissionais do mercado, visitam empresas e enfrentam desafios.

Entre as temáticas atuais estão Empreendedorismo e Tecnologia, Mercado Financeiro, Jurídico, Gestão Empresarial, Consultoria e Gestão Pública, Educação e Terceiro Setor. Confira o calendário de cursos de carreira aqui!

5. Como fazer um plano de carreira em 6 passos

Quando os pensamentos estão organizados, especialmente no papel, as coisas ficam menos intimidantes e abstratas.

Por isso, não tenha medo de um “plano de carreira”. Pense nele como um guia que você pode consultar em momentos de dúvida, que clareia seu caminho e ajuda-o a avançar – e só chegar até aqui já te levou longe!

Passo 1: Não tenha medo de sair da zona de conforto

Esteja aberto a correr riscos e ter novas experiências: é assim, testando as inúmeras possibilidades mundo, que você vai descobrir sua paixão.

Passo 2: Reflita sobre seu Estado Atual

O Estado Atual é, literalmente, onde você está hoje. É seu ponto de partida. Qual é sua ocupação atualmente? Você gosta dela? O que mais gosta de fazer durante o trabalho? O que menos gosta? O que gostaria de fazer mas não faz?

Anote tudo que vier à cabeça e leve para o próximo passo.

Passo 3: Defina seu Estado Desejado

Quem deseja ser ou onde deseja estar em dois, cinco, dez anos?

Passo 4: Valide seu Estado Desejado

OK, você sabe o que gostaria de estar fazendo. Visualize-se fazendo exatamente isso. Está feliz? Ótimo!

Agora pense nos motivos: por que vale a pena alcançar esse objetivo? O que te atrai? Por que é importante para você? O que pretende fazer quando chegar lá? É algo alinhado com seus valores? Como?

Ao descobrir suas motivações, você entende o que o impulsiona – e isso te ajuda a manter o foco nas horas difíceis.

Passo 5: Trace metas

É o momento de pavimentar o caminho até lá. O que te separa desse Estado Desejado? Você consegue dividir essa distância em pedaços menores, pensando no que precisa (de verdade!) aprender, adquirir ou mudar para chegar lá?

Anote tudo e crie metas para concretizar cada objetivo.

Passo 6: Estipule prazos

Agora, leve em conta qual é o nível de dificuldade de cada objetivo e coloque essas metas no papel, estipulando prazos realistas para conquistá-las.

Pronto! Agora você tem um mapa do que precisa fazer para chegar onde mais quer.

6. Aprenda a se apresentar profissionalmente

“Fale um pouco sobre você”, pergunta o recrutador. Você está nervoso, sentado tensamente e agora ele está esperando uma resposta.

O que é um pouco? O que eles querem ouvir? O que eles não querem ouvir? Complicado, né?

Na verdade, não – desde que você esteja preparado.

Pense na apresentação pessoal como um trailer do filme para sua vida, que precisa engajar o público e fazê-lo se interessar pelo ingresso – no caso, sua contratação.

Separe um papel e uma caneta e comece a pensar em sua trajetória, escolhendo situações de destaque e suas maiores conquistas.

Seria um projeto de sucesso, uma aprovação numa prova concorrida, uma grande inspiração que teve consequências?

Para contá-las, empregue o método STAR (que significa situação, tarefa, ação e resultado).

Em que contexto você estava, o que realizou em termos de tarefas, que ações tomou, como colocou suas habilidades em prática e quais foram os resultados?

Com essa lista primária de histórias em mãos, faça como um editor e corte e remonte até criar uma narrativa atraente, que não precisa ser decorada mas precisa fazer sentido para que você se lembre do que quer compartilhar.

Se for algo que realmente te represente, não se preocupe: não vai dar branco.

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7. Anote essas dicas para entrevistas

  • Em caso de dinâmicas, não entre em pânico

Proatividade é importante, mas não fale demais ou interrompa outros candidatos. Vista-se de maneira formal, mas confortável. (Faça o seguinte teste: você consegue escrever numa cartolina no chão sem se preocupar com um ajuste na roupa?)

Principalmente, seja autêntico. Mesmo que seja tentador criar um “personagem” para impressionar recrutadores, lembre-se que o objetivo aqui é entender como você age no dia a dia – e você não vai querer atuar todos os dias, certo?

  • Pratique suas respostas, mas não traga textos prontos

Há certas perguntas quase garantidas numa entrevista de emprego, como apresentar sua trajetória e falar sobre seus pontos fortes e fracos. Na websérie abaixo, você aprender a abordar essas questões da maneira correta:

Embora não seja é uma boa ideia improvisar uma resposta – você pode acabar se alongando demais ou respondendo algo sem sentido –, trazer uma frase automática também não ajuda.

O que resta é refletir sobre suas respostas antes da entrevista para ter o que falar, pensando em exemplos de situações vividas, na hora que a pergunta vier.

Lembre-se: um recrutador não quer pregar peças, mas entender quem você é para saber quem é a pessoa certa para aquela vaga. Ajude-o a descobrir.

  • Prefira roupas discretas e formais

É melhor prevenir do que remediar. Mesmo se o ambiente for bastante informal, como numa startup, vista-se de maneira discreta e formal nesse primeiro momento.

  • Pesquise tudo sobre a empresa

Isso significa saber não só o que ela faz, onde atua, como é sua cultura corporativa e o que você faria se trabalhasse lá, mas também entender um pouco sobre o setor, os competidores, os desafios e as possibilidades de crescimento.

Além do site oficial, busque notícias de jornal e chegue informado. Você se sentirá bem menos ansioso!

Não se esqueça: quem manda na sua carreira é você

Num mercado de trabalho dinâmico, em que novas habilidades e demandas surgem o tempo todo, é comum que o pânico tome seus pensamentos de vez em quando.

Como jovem recém-formado, sem aulas para se preocupar, você pode acordar e imediatamente entrar num loop: e agora? Estou perdendo tempo? Estou perdendo espaço? Quantos currículos preciso mandar hoje? Mas e meu amigo que já foi tão longe e eu aqui?

Segundo Paula Bellizia, CEO da Microsoft, há um momento – inclusive o seu, recém-formado – em que todo mundo se nivela tecnicamente.

E o que se destaca é a felicidade e a energia que você emprega no que. “E isso aparece nos seus olhos, na convicção das suas falas”, disse ela.

Esse motor é só seu. Ninguém sabe melhor do que você o que pode motivá-lo e o que você precisa fazer para chegar lá. E ninguém pode dizer que seu desejo é impossível.

“Nunca deixe alguém dizer que você não pode fazer algo. Quem manda na sua carreira é você”, afirmou.

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