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Processos seletivos online

As mudanças nos recrutamentos e nas demandas de contratação do Itaú Unibanco durante a pandemia

Por Tatyane Mendes

Gerente de atração, seleção e talentos do banco, Rachel Poleselli conta de que forma os processos seletivos da empresa mudaram com a pandemia e como a seleção online pode contribuir com os processos das companhias.

Mesmo antes da pandemia, era comum encontrar algumas etapas online em processos seletivos, principalmente nas fases que buscavam entender a personalidade e o estilo de trabalho do candidato. Mas, com a necessidade do distanciamento social, os recrutadores precisaram se adaptar e fazer o recrutamento e seleção totalmente à distância. Agora, os processos seletivos online se apresentam como uma nova possibilidade prática e eficiente para atrair talentos para empresas.

Modernizando a experiência

Há algum tempo, diversas empresas se mobilizam para tornar seus processos seletivos mais digitais e interativos, como uma forma de se adaptar à nova realidade do mercado. Etapas como triagem de currículos, testes de habilidades técnicas ou comportamentais foram as primeiras a migrar para o mundo digital, o que facilitou a seleção para empresas que trabalham com um grande volume de candidatos. Um exemplo delas é o Itaú Unibanco.

Para Rachel Poleselli, gerente de atração, seleção e talentos do grupo, quanto mais leve e moderno for um processo seletivo, melhor será a experiência do candidato.

“Em 2018, por exemplo, implementamos nosso processo seletivo de estágio de agências que existe até hoje e começava com uma mensagem pelo bate-papo no Facebook. Tínhamos uma colaboradora fictícia, a Paulinha, que conversava com o candidato e dava início à seleção. Foi uma forma mais lúdica de abordarmos interessados na vaga dentro de um ambiente que já é familiar para eles”, relata. Estratégias similares também foram adotadas por outras companhias.

O banco Itaú contrata anualmente cerca de 3 mil novos estagiários corporativos e os processos seletivos para trainee costumam ter aproximadamente 70 mil candidatos. “Para os trainees, temos um aplicativo com todas as informações da empresa. Com esse grande número de vagas e interessados, adotar processos seletivos online facilita acompanhar o andamento da seleção e ter relatórios de performance. Para o candidato, também é mais prático e cômodo não precisar se deslocar porque isso leva tempo e recursos. Acredito que é uma relação de ganha-ganha”, opina.

O app de que Rachel fala fica disponível na época do processo seletivo. Desde os últimos anos, as etapas de inscrição, testes e vídeo acontecem lá.

Leia também: Tudo sobre o processo seletivo de trainee do Itaú Unibanco, maior banco privado do Brasil

Mudanças com a pandemia

Apesar da cultura de processos seletivos online, a pandemia fez com que o banco precisasse fazer algumas adaptações. “Nosso processo seletivo, no geral, consiste em etapa de inscrição, triagem de currículo, testes, dinâmica de grupo ou case técnico e entrevista. Isso pode variar dependendo da vaga e do nível de experiência do profissional. As últimas etapas costumavam ser presenciais, dependendo da disponibilidade dos profissionais, mas agora é 100% online. Inclusive, já fazíamos algumas entrevistas por videoconferência por temos candidatos por todo o Brasil. Esse período de pandemia deixou mais claro ainda que as fronteiras físicas não existem para processos seletivos”, pondera.

Além disso, Rachel observa que fazer processos seletivos online contribui com o gerenciamento de talentos da empresa. “No caso dos trainees, por exemplo, usamos aplicativo para os gestores deixarem feedback para os candidatos. Isso nos ajuda também a alocá-los em outras posições em novos processos. São poucas vagas de trainee, mas muitas vezes aproveitamos finalistas para outras seleções do banco. A digitalização também ajuda a gerar insights sobre esse público e seu perfil, assim conseguimos otimizar os processos e direcionar melhor os candidatos”, revela.

A gestora afirma que com certeza o novo normal dos processos seletivos online veio para ficar, assim como uma abertura maior para o home office.

“Muitas coisas que acreditávamos que precisava ser presencial, tivemos a chance de rever e perceber que funcionava mesmo à distância. Estamos com a cabeça aberta para novos modelos de trabalho. Por muito tempo, achamos que para um profissional dar certo ele precisava estar no escritório, mas já temos indicadores de eficiência dizendo que não. Não precisa ter a presença física e mesmo assim estamos indo muito bem”, compartilha.

Demandas de contratação do momento

Com a pandemia, o setor que com mais oportunidades dentro do banco é a área de tecnologia, com processos seletivos online. “Isso é um reflexo dos projetos que temos. Nos últimos dois anos, foi a área que mais cresceu em contratação. Tivemos uma preocupação de antes de olhar para fora, procurar internamente e observar se realmente precisávamos trazer gente nova. Também queremos cuidar das nossas pessoas ao invés de contratar de forma acelerada. Além disso, existe um cuidado maior em analisar se cada vaga vem de projetos que devem continuar ou que poderiam ser postergados. Mas tivemos demandas que antes não tinha e isso gera novas oportunidades de trabalho”, observa.

Algumas características e competências que são buscadas nos profissionais são curiosidade, inovação, foco no cliente e em realização, gostar de trabalhar em equipe e buscar novidades, conseguir observar movimentações do mercado e learning agility, que é a capacidade de aprender e reaprender continuamente. “Buscamos pessoas com esse perfil. Estamos o tempo todo atualizando portais com nossas oportunidades, e falando do que tem no banco para se inspirarem. Valorizamos muito pessoas que se aperfeiçoam e não desistem do que querem”, indica.

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