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Tudo sobre o processo seletivo de trainee do Itaú Unibanco, maior banco privado do Brasil

Por Redação, do Na Prática

Equipe de recrutamento do Itaú Unibanco e jovens trainees contam como é trabalhar na instituição, e explicam o que fazer para se destacar nos processos seletivos.

Criado em 2008, a partir de uma fusão entre as duas instituições financeiras que dão o seu nome, o Itaú Unibanco é o maior banco privado do Brasil, e também uma das marcas mais valiosas. Com cerca de 5 mil agências, sua atuação se estende por outros 20 países.

Para os jovens que querem trabalhar na instituição, há várias possibilidades de entrada, e processos seletivos que se estendem durante o ano todo. O banco possui programas de estágio, para quem faz graduação, trainee, para os recém-formados, além do Programa Jovem Aprendiz, destinado para alunos do Ensino Médio. E quem faz MBA no exterior tem a possibilidade de participar do processo seletivo do Itaú Unibanco que ocorre nos campus das universidades internacionais. 

O NaPrática.org conversou com profissionais de recrutamento do banco e jovens trainees, que explicaram como funciona cada seleção e compartilharam dicas e conselhos para se destacar. 

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O que o Itaú quer que você saiba

 

Quantos funcionários há hoje no país? Em quantas cidades?

Itaú: Hoje o time do Itaú conta com 96.326 colaboradores no Brasil e no exterior.

Quais processos seletivos são oferecidos em um ano normal? Em quantas/quais cidades?

Itaú:

Estágio Corporativo: os processos seletivos ocorrem durante o ano todo e são super ágeis – o candidato passa uma manhã ou uma tarde com a equipe de seleção no banco e, antes de ir embora, já recebe a oferta de trabalho, caso seja aprovado. As oportunidades para o estágio corporativo são em São Paulo.

Estágio Rede de Agências: este é o principal programa para quem mora fora de São Paulo, uma vez que os processos seletivos ocorrem no Brasil todo, ao longo do ano.

Estágio de Férias Nacional: o programa ocorre duas vezes ao ano (nas férias de julho e do fim do ano) e o processo seletivo é totalmente digital. Os candidatos são convidados a se inscreverem em uma plataforma, na qual respondem a algumas perguntas por vídeo e os aprovados são convidados a bater um papo com o gestor da área, por Skype. As oportunidades são para trabalhar em São Paulo, mas, como o programa ocorre durante o período de férias, recebemos estagiários do Brasil todo.

Estágio de Férias Internacional: este programa foi desenhado para quem estuda fora do Brasil e ocorre uma vez ao ano, em São Paulo, durante o período de férias das universidades do hemisfério norte. Grande parte das entrevistas ocorrem on campus, quando nossa equipe visita algumas universidades, e também por Skype.

Trainee: o processo seletivo ocorre uma vez ao ano, em São Paulo. Como o programa é para recém-formados e o processo seletivo é digital, recebemos candidatos do Brasil todo.  

MBA: este é o programa para quem está fazendo MBA fora do Brasil. Os processos seletivos ocorrem no campus e por Skype. As oportunidades são para trabalhar em São Paulo, tanto para a versão summer job quanto full time.  

Jovem Aprendiz: oportunidades tanto em São Paulo, nos centros administrativos, quanto na rede de agências, no Brasil todo.  

Quão competitivos foram os processos seletivos do Itaú ultimamente?

Itaú: Geralmente, nossos processos seletivos são bastante competitivos, pois temos um número alto de candidatos. Em 2017, por exemplo, tivemos mais de 300 candidatos inscritos por vaga para o nosso Programa de Trainee.  

Apresentem um pouco de cada processo seletivo: de estágio, trainee e efetivo.

Itaú: No programa de Estágio Corporativo, o objetivo do banco é atrair candidatos que estejam aptos a desenvolver e colocar em prática projetos selecionados, em linha com a estratégia de atuação do Itaú Unibanco. O pré-requisito é estar no penúltimo ou último ano da universidade. O processo seletivo acontece em uma etapa única, na qual é feita a dinâmica em grupo, apresentação e entrevista individual, e a devolutiva é dada no mesmo dia. As inscrições ficam abertas durante todo o ano.

Já o processo de Trainee busca selecionar profissionais empreendedores, inovadores e com grande capacidade de aprendizado e trabalho colaborativo. Para participar do programa, o candidato precisa ter, no máximo, três anos de formado ou estar no último ano da universidade. É necessário ter disponibilidade para trabalhar oito horas por dia em São Paulo. O processo para trainee acontece em cinco etapas: inscrições, teste online, desafio online, business case e entrevistas finais.

Para os dois programas, é necessário que os candidatos tenham a formação em humanas ou exatas, em cursos de bacharelado de, no mínimo, quatro anos.

No caso dos processos para vagas efetivas, no entanto, não há um modelo único, tudo depende da vaga e das competências necessárias.  

Leia mais: Ex-trainee do Itaú dá dicas para iniciar carreira no banco

 

Qual a frequência de cada processo seletivo do Itaú?

Itaú: Os processos para estágio corporativo são semanais, com inscrições abertas durante o ano todo.

Já o trainee acontece 1 vez por ano, sendo que as inscrições são abertas em meados de agosto.

O estágio de férias nacional acontece uma vez a cada semestre, com inscrições sempre entre abril para entradas em julho e setembro para entradas em janeiro e fevereiro.

O estágio de férias internacional ocorre uma vez ao ano e as inscrições são abertas, aproximadamente, em setembro.

Para vagas efetivas não há periodicidade.

O que buscam em um jovem candidato?

Itaú: Buscamos proatividade, vontade de pertencer, alinhamento com a cultura do banco, pensamento inovador e provocações construtivas.

O que não buscam em um jovem candidato?

Itaú: Atitudes que não estejam de acordo com a nossa cultura.

Qual é o perfil de quem trabalha na empresa?

Itaú: Nossos clientes são diversos, portanto nossos colaboradores também precisam ser. Somos um conglomerado com mais de 90 mil profissionais e temos áreas com necessidades e perfis bastante distintos. Por isso, o mais importante é o alinhamento à nossa cultura, o pensamento inovador e a disposição para aprender.

O que gostariam que todos soubessem sobre a empresa?

Itaú: É muito legal perceber que o candidato se preocupou em saber um pouco mais sobre o Itaú em uma entrevista, que ele entende quais são os desafios gerais que o setor bancário vivência, conhece sobre a nossa cultura e o nosso propósito. São atitudes pequenas que fazem bastante diferença em um processo seletivo.

A cultura digital está transformando o mundo e com o Itaú não é diferente. Os desafios com que nos deparamos todos os dias são enormes e precisamos dos melhores talentos para construir um banco do futuro.

As oportunidades estão nas mais variadas áreas, do marketing que faz a gestão de uma das marcas mais valiosas do Brasil, à tecnologia que passou a ser core do banco e está reinventando o nosso negócio, passando pelo jurídico que, se fosse um escritório, seria o maior do Brasil.

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O que os aprovados no processo seletivo do Itaú têm a dizer

Arthur Chiba, trainee

Formado em Relações Internacionais pela Universidade de São Paulo, Arthur entrou no Itaú em janeiro de 2017 e hoje é trainee de Recursos Humanos, atuando na área de performance e incentivos, na sede em São Paulo.

 

Arthur Chiba

 

Como e por que participou do processo seletivo do Itaú?

Arthur Chiba: Fiquei bastante tempo fora do Brasil e, ao voltar, decidi aplicar para processos de trainee. Anteriormente, fiz parte da AIESEC na diretoria nacional, e lá tínhamos parceria com o Itaú. Sempre tive uma boa impressão da empresa, e fiquei feliz ao saber, quando voltei, que haveria programa de trainees.

A decisão de me candidatar teve alguns blocos. Em termos da empresa, eu queria estar em uma empresa brasileira e de grande porte, pois queria muito ter contato com o lado estratégico. Em termos do programa, decidi aplicar para trainee pela carreira acelerada e intensidade.

Em que momento profissional estava?

AC: Na época, tinha 25 anos e eu vinha de um background um pouco diferente dos outros candidatos. Profissionalmente, comecei aos 18 como professor de inglês, e fui indo em diferentes setores, como o setor público e academia. Por fim, fiquei 6 anos na AIESEC, onde fui voluntário por 3 anos, segui carreira 2 anos como diretor e presidente da AIESEC no Brasil, e um último ano como diretor da AIESEC Internacional. Eu vivi experiências muito intensas de entregas, sendo no último cargo responsável por grande parte da estratégia de uma organização de mais de 60.000 membros. Eu estava em um momento de grandes mudanças, e queria explorar o mundo corporativo. Por isso, decidi por um programa de trainee por achar que seria uma experiência mais intensa.

Como se preparou para o processo seletivo?

AC: Li muitos relatórios e falei com antigos trainees do Itaú. Tentei entender um pouco sobre a cultura e também sobre o momento atual do setor.

Quando foi seu processo seletivo?

AC: Foi no 2º semestre de 2016, sendo o começo em agosto e a etapa final em novembro.

Qual foi o momento mais desafiador do processo seletivo?

AC: Creio que o business case. Ter 2 dias para criar algo que de fato faria diferença e que é implementável no banco foi algo que gostei muito de fazer! E foi bastante interessante ver a diferença que cada candidato colocou no mesmo case.

O que mais te surpreendeu no processo seletivo?

AC: O quanto o Itaú cuida dos candidatos. Lembro de prestar bastantes programas de trainee na época, e muitos não eram muito acessíveis, principalmente para candidatos de fora de São Paulo. O Itaú, além de ter bancado a vinda para a etapa final, também patrocinou a vinda de candidatos de fora de São Paulo para o evento Itaú de Portas Abertas para conhecer os executivos do banco.

O que diria para jovens que querem trabalhar no Itaú?

AC: O Itaú é um universo em si. Tudo aqui é gigantesco e tem muito espaço para inovações, ao mesmo tempo que mantendo uma rotina do dia-a-dia que impacta a vida de muita gente. É uma empresa que está em um momento de mudança latente, e precisamos de pessoas que estejam afim de fazer parte desta transformação. Aconselho a todos os candidatos procurar um pouco sobre o mundo de serviços financeiros e também sobre as principais inovações acontecendo mundo afora.

Leia mais: O piloto de avião que abandonou a carreira e hoje é diretor executivo de RH do Itaú Unibanco

 

Alice Cristófaro, trainee

 

Alice é formada em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas. Antes de ser trainee do Itaú e atuar na área de pessoas, em São Paulo, ela também foi estagiária do banco.

Alice Cristófaro

 

Como e por que participou do processo seletivo do Itaú?

Alice Cristófaro: Fui indicada para ser estagiária na área de planejamento comercial do banco. Uma amiga trabalhava aqui, disse que era um local onde poderia aprender bastante, me desenvolver como pessoa e profissional, e atingir maior maturidade em um contexto de trabalho. Não me identifiquei com a área, e optei por prestar o trainee focado em pessoas. Sempre tive curiosidade sobre Recursos Humanos.

Minha candidatura foi no ano em que me formei, 2016. As pessoas costumavam dizer que eu tinha perfil de trainee e o Itaú Unibanco é referência no mercado neste programa. Queria estar em uma empresa de impacto na sociedade, na qual eu pudesse transitar por várias áreas.

Em que momento profissional estava?

AC: Tinha 21 anos quando entrei no Itaú e estava no meu início de carreira. Era meu primeiro emprego.

Como se preparou para o processo seletivo?

AC: Para o trainee, já era estagiária, e por isso busquei saber muito sobre o contexto que o banco estava inserido – sobretudo de transformação digital – quais os desafios e visão futura; números importantes e impactantes no negócio; estratégia que o banco estava seguindo.

Também pensei muito nas minhas próprias experiências e busquei entender quais eram as que tinham sido mais relevantes e me trazido grandes aprendizados e desenvolvimento.

Quando foi seu processo seletivo?

AC: Meio do ano, em 2016.

Qual foi o momento mais desafiador do processo seletivo?

AC: O painel final, entrevista em grupo com a diretoria do banco. Foi difícil me destacar e saber me posicionar entre o grupo de trainees – qual o melhor momento de falar? O que falar para não repetir o que o colega disse? Como se portar – mais formal ou informal? No fim, percebi que o importante é ser autêntica. Ser você mesma.

O que mais te surpreendeu no processo seletivo?

AC: Acredito que a simpatia dos diretores e a forma com que conduziram o processo. A ideia era nos deixar à vontade para sermos nós mesmos. Gostei de encontrar um clima mais descontraído!

O que diria para jovens que querem trabalhar no Itaú?

AC: Falaria para eles se conhecerem bem, seu propósito, o que buscam como pessoas e profissionais e o que querem desenvolver.

É importante também entender que ainda que não saiba o que gosta e busca como carreira, é bacana entrar em um lugar e área que se identifica minimamente e enxerga valor e aprendizados.

Para o processo seletivo, é importante ser você mesmo, mostrar-se verdadeiro e conhecer bem a empresa para a qual está prestando e os motivos da escolha. Também acreditar em seu potencial e no valor das experiências que teve, sobre como elas possam agregar ao local.

 

Dica do Na Prática:

Conhecer de perto as etapas de um processo seletivo e entender como acontece cada uma delas aumenta as suas chances de contratação. Se você ainda não se sente 100% confiante, não se preocupe, a Fundação Estudar reuniu as maiores referências no assunto em um curso online para te ajudar neste desafio. Inscreva-se agora pagando somente R$ 39 com o cupom PROCSEL_20 clicando aqui.

 

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