mulher escrevendo em um caderno na frente do computador

É por meio do autoconhecimento que se torna possível entender as próprias preferências e valores, seja no âmbito pessoal quanto profissional. Por isso, não surpreendentemente, também é graças a ele que pontos fortes e fracos de cada um podem ser compreendidos de uma maneira melhor.

Encerrando a websérie sobre Autoconhecimento, feita por uma parceria do Na Prática, da Fundação Estudar, com a Exame.com, o último episódio fala sobre duas importantes ferramentas: a autoavaliação e o feedback. É com elas, inclusive, que a percepção de quais pontos melhorar fica mais fácil.

Episódio 1: Entenda o que é e como desenvolver o autoconhecimento profissional

Episódio 2: Autoconhecimento, propósito e significado na carreira: qual a relação e como fazer para trabalharem juntos?

 

Trabalhando pontos fortes e fracos

O maior potencial de uma pessoa está nas nossas forças, segundo afirma o livro “Descubra seus pontos fortes”, do pesquisador Donald O. Clifton. Em poucas palavras, a obra explica que, embora seja possível minimizar pontos fracos, é mais proveitoso investir naqueles que já são fortes. Para dar um exemplo prático, basta imaginar uma pessoa que tem maior aptidão por número e análise de dados, porém não é muito bom em comunicação.

 

 

Muitos podem pensar que o melhor caminho seja investir tempo e energia nessa defasagem, contudo, se houver mais dedicação em algo que já é bom, ele se tornará ainda melhor. Ou, em outras palavras, vale mais a pena investir em algo que o torne um expert (números e análise de dados) do que alguém que também é bom – mas talvez nem tanto – em comunicação.

Leia também: Talento, pontos fortes e pontos fracos: quais são os seus e o que fazer com eles?

Além disso, essa questão também está relacionada à função que aquele profissional vai exercer: ele poderá atuar no comercial e pode até mandar bem; porém vai se destacar muito mais em uma vaga de análise de dados, em que suas forças serão aproveitadas ao máximo.

2 ferramentas de autoconhecimento

Uma percepção que pode ser adotada é a de levar nossos pontos fracos a um nível “higiênico” – no sentido de que não atrapalhem no dia a dia. E, para identificar esses pontos, vale a pena fazer uso de duas importantes do feedback e autoavaliação. O indicado, inclusive, é pedir a ajuda e opinião de uma pessoa próxima – e que seja franca.

#1 Autoavaliação

Em uma folha de papel ou aplicativo de anotações, faça duas colunas: de um lado os pontos fortes, tudo o que a pessoa se sente bem em fazer e costuma receber elogios, do outro, os pontos fracos, que chegam a atrapalhar a performance ou que foram apontados como pontos de melhoria.

Em seguida, o ideal é pensar na própria performance e dar exemplos vividos em cada um dos pontos anotados. “Quando eles se mostraram presentes? Anote tudo! O objetivo é identificar quais são os pontos que estão mais afetando a performance profissional e que devem ser as prioridades de desenvolvimento”, explica Lorena Bernardes, da Fundação Estudar.

#2 Feedback

A segunda ferramenta é o feedback. E, antes de mais nada, é preciso compreendê-lo melhor. Com ele, nem sempre ouvimos o que gostaríamos, porém é uma oportunidade de se ver pelos olhos de outras pessoas – e até de ajustar a imagem que está sendo passada aos outros.

“Para o bem ou para mal, nossa autopercepção é naturalmente enviesada. Por isso, é sempre bom ampliar o leque de perspectivas. Pergunte para as suas amizades, família e colegas de trabalho que convivem com você: o que acham que faço bem? O que acham que posso melhorar?”

Por fim, tendo priorizado dois ou no máximo três pontos de desenvolvimento (que, lembrando, podem e devem incluir pontos fortes), é hora de iniciar uma jornada estratégica para chegar em seu estado desejado. Uma última dica, aliás, é investir no Plano de Desenvolvimento Individual (PDI).

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