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Pirâmide de Maslow

Quer engajar pessoas? Conheça a Pirâmide de Maslow!

Por Tatyane Mendes

Desenvolvida na década de 50 pelo psicólogo Abraham Maslow, a pirâmide apresenta as necessidades humanas e pode ser utilizada por corporações que queiram investir no desenvolvimento e bem-estar de seus colaboradores.

Em 1954, o psicólogo norte-americano Abraham Maslow publicou uma tese chamada “teoria da motivação humana”. Nela, o pesquisador aborda as necessidades humanas em sequência, desenho que ficou conhecido como Pirâmide de Maslow. O modelo se popularizou e começou a ser usado em empresas que adotam a gestão da qualidade total para garantir o desenvolvimento e bem-estar dos funcionários.

Expert em desenvolvimento humano e psicologia positiva, Elza Muzi opina que toda organização deveria considerar usar a pirâmide de Maslow em suas estratégias. “Porque quando a gente fala de necessidades humanas na verdade falamos das motivações básicas e dos valores pessoais de cada indivíduo. Usamos esses fatores como base para tudo, principalmente tomadas de decisão”, explica.

A especialista afirma que uma organização que deseja engajar seus funcionários, para que eles tenham uma boa performance e uma cultura de trabalho saudável, precisa trabalhar com valores. “E os valores são um reflexo dessas necessidades dos seres humanos porque eu entendo como valor aquilo o que é mais importante para mim, ou seja, o que eu mais preciso na minha vida. A pirâmide de Maslow nada mais é do que um mapa no qual podemos enxergar onde está o nosso centro”, aponta.

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A pirâmide de Maslow é dividida em cinco categorias. Na base está a fisiologia que são necessidades mais urgentes como comida, água e sono. Depois vem a segurança, que pode ser do próprio corpo, da propriedade ou da família. Em seguida, estão os aspectos sociais como relacionamentos e amizades. Na quarta categoria aparece a estima, que está ligada à valorização e reconhecimento. Por fim, no topo da pirâmide aparecem as realizações pessoais.

Pirâmide de Maslow

“Algumas pessoas tendem interpretar que eu só vou me preocupar com os três estágios superiores se eu satisfizer minhas necessidades fisiológicas e de segurança, mas na verdade nós podemos ter necessidades em todos esses estágios ao mesmo tempo. A gente transita entre as necessidades dependendo do momento que vivemos. Alguns críticos pecam em enxergar a pirâmide de Maslow como engessada, uma sequencia rígida, e não é bem isso”, garante.

Ponto de virada: valores coletivos

Elza ainda explica que o topo da pirâmide, voltado para as realizações pessoais, não é o fim. “Você basicamente abre outra pirâmide ao contrário porque esse último estágio, que a gente chama de crescimento, é onde a pessoa busca se autodesenvolver. É natural que a pessoa chegue a algumas constatações como que ela só vai ser bem-sucedida se as pessoas em volta dela também forem. Então, ela passa a se preocupar com valores mais coletivos. Ela sai do egocentrismo, de focar nas suas próprias necessidades, e prestar atenção na coletividade”, aponta.

E as empresas podem se beneficiar dos conhecimentos da pirâmide de Maslow. “Quando as organizações conhecem as necessidades e valores dos funcionários, elas conseguem agregar incentivos a eles. Existem estudos que comprovam que o atendimento dessas necessidades motivacionais está inversamente relacionado à entropia organizacional, que é quando você tem muita energia sendo gasta em coisas improdutivas”, revela.

A especialista afirma que, quando os colaboradores de uma empresa não possuem suas necessidades atendidas, eles se sentem ameaçados e com medo. “Um equívoco que algumas empresas podem cometer é oferecer como recompensa uma dessas necessidade que é básica e deveria estar sendo oferecida para todos. Então você cria um clima de concorrência desagradável entre os funcionários porque todos querem suprir aquela necessidade”, exemplifica.

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A expert recomenda que o ideal é primeiro definir adequadamente os valores da organização. “As empresas tem o costume de definir os valores estratégicos mas aquilo ficar somente no discurso. Isso precisa se expressar no comportamento, principalmente dos líderes, para que os funcionários sintam confiança e segurança para eles também exprimirem esses padrões. É preciso mapear os valores da organização, e dos colaboradores como um todo, porque cada lugar vai ter necessidades diferentes”, indica.

Então, a pirâmide de Maslow se torna relevante para que as empresas entendam quais são as implicações dessas necessidades na motivação humana e como elas acabam se tornando valores pessoais, defende Elza. “A partir disso, as lideranças percebem em quais valores precisam investir para que o quadro de funcionários da empresa se engaje cada vez mais. A área de gestão de pessoas tem um papel essencial nesse processo, mas não somente ela, os líderes também de traduzir tudo isso em ações, políticas e condutas”. afirma.

O conhecimento da pirâmide também é importante para o funcionários, que a a partir dela conseguem entender melhor suas necessidades, trabalhando seu autoconhecimento, e buscar empresas alinhadas com suas motivações. “Mas a pirâmide serve para muito mais do que a vida profissional. Qualquer escolha e projeto que a pessoa se engaje vai depender de suas necessidades e valores”, finaliza Elza.

 

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