Um Projeto: Fundação Estudar
Caderno em branco e lápis - Autoconhecimento

Autoconhecimento: tudo que você precisa saber para começar

Por Redação, do Na Prática

Muito se fala sobre a importância do autoconhecimento, mas por onde começar esse processo? Veja reflexões, ferramentas, testes, dicas e planos!

Qual é a importância do autoconhecimento para a vida pessoal? Enorme. E para a vida profissional? Tão grande quanto.

Essa não deve ser uma informação nova para você, mas sair da teoria sobre o processo de autoconhecimento e começar a prática pode ser! Pensando nisso, o Na Prática reuniu conceitos e ferramentas introdutórios sobre autoconhecimento. Eles vão te ajudar a começar uma reflexão sobre si mesmo, sobre sua carreira, e também sobre como se autodesenvolver (ou seja, puxar o seu próprio desenvolvimento).

Ao investir em autoconhecimento, você entende melhor quem é, o que quer e como chegar lá. Saber disso te ajuda a tomar decisões melhores tanto na vida pessoal (Eu quero mudar de cidade ou continuar perto da minha família? O que eu mais valorizo nas outras pessoas? Quais são minhas principais fraquezas? E meus pontos fortes?) como na carreira (Eu tenho perfil para trabalhar em uma cultura forte e sob pressão? O que eu valorizo em um emprego? Salário é importante para mim? Por que não estou feliz na minha profissão atual?).

Lembre-se que, já que você está sempre mudando, o autoconhecimento é um processo contínuo. A boa notícia é que muitas das reflexões e ferramentas contidas nessa matéria podem ser reutilizadas sempre que você precisar.

Caso se interesse por um estudo mais profundo, conheça os cursos de autoconhecimento da Fundação Estudar: Autoconhecimento Na Prática, que acontece presencialmente em diversas cidades brasileiras, e Autoconhecimento Na Prática Online, que você pode fazer em seu próprio ritmo (e com o cupom NAPRATICA_0717, gratuitamente!).

 

Agora é hora de começar! Aproveite o nosso conteúdo e utilize o índice a seguir se preferir ir para algum tópico específico:

Por que pensar sobre si mesmo?
5 reflexões para se conhecer melhor
3 ferramentas para se conhecer melhor
Autossabotagem: quais são os comportamentos mais comuns?
3 testes de autoconhecimento da Fundação Estudar
Como pensar em seu propósito
8 dicas para encontrar seu propósito
4 passos para desenvolver seu propósito
Como fazer um Plano de Desenvolvimento Individual (PDI)
Kaizen, a filosofia japonesa de progresso constante
2 versões de mindfulness, segundo especialistas de Harvard
9 livros para quem saber mais sobre autoconhecimento
A importância da vulnerabilidade

 

Por que pensar sobre si mesmo?

Qual é sua história? Quais são seus valores? Suas motivações? Como os outros personagens da sua vida entendem que você é?

Calma, este não é o começo de nenhuma reflexão filosófica sem fim: são apenas seus pontos de partida para praticar o autoconhecimento.

Ao começar a responder algumas dessas questões, você também começa a ligar os pontos da sua identidade, algo que terá consequências positivas em diversas áreas da sua vida.

Afinal, quantas vezes você já não se pegou pensando “por que disse isso ou aquilo?” ou “como posso saber se aqui é o lugar certo para mim?”. Ao entender melhor como pensa e sente, você consegue enxergar tudo com mais clareza.

A melhor parte? Você pode inclusive fazer isso sozinho: só precisa de papel, caneta e uma mente aberta ao se fazer estas perguntas.

Anote também as duas primeiras dicas: escreva tudo que vier à mente e não se censure.

Não existem respostas certas ou erradas, então deixe o julgamento do outro lado da porta.

Inscreva-se no curso por e-mail: Como Se Autodesenvolver

5 reflexões para se conhecer melhor

Abaixo, há uma série de vídeos rápidos de especialistas da Fundação Estudar que vão ajudá-lo com ferramentas e conceitos para iniciar (de verdade!) esse processo.

Reflexão 1 – Como eu ajo?

Imagine que você está em uma entrevista de emprego e alguém lhe pergunta: quem é você?

Quando você pensa em seu modo de agir, quais são as principais palavras que vem à cabeça?

Reflexão 2 – O que me faz feliz?

Quais lugares te trazem mais bem estar? Que atividades que dão prazer? Com que tipo de pessoa você se sente bem? O que faz seus olhos brilharem?

Ao escrever absolutamente tudo que vem à mente, você cria seu “mapa da felicidade”. A ideia aqui é que você entenda melhor o que te faz feliz. É um exercício simples, mas poderoso.

Reflexão 3 – O que os outros pensam sobre mim?

Para o bem ou para mal – e, frequentemente, um pouco de cada! –, nossa autopercepção é naturalmente enviesada.

Por isso, é sempre bom ampliar o leque de perspectivas e perguntar para amigos, familiares e colegas que convivem com você: o que acham que faço bem? O que acham que posso melhorar?

Reflexão 4 – Quais são meus pontos fortes e fracos?

Primeiro, faça duas colunas numa folha de papel. De um lado ficarão seus pontos fortes (aquilo em que você é bom, elogiado e se destaca) e do outro, seus pontos fracos (que atrapalham sua performance, que já foram apontados como pontos de melhoria ou de que você sente falta).

Depois, pense em sua performance no ano anterior e dê um exemplo real seu para cada ponto no papel. Quando esses pontos se mostraram presentes?

Por fim, pense no que deveria ter seu desenvolvimento prioritário – e não são sempre os pontos fracos! O que realmente te atrapalha ou prejudica? O que traz mais resultados ou teria mais impacto? Há um ponto forte que você pode elevar para se transformar em um expert, por exemplo?

Saiba mais sobre pontos fortes e fracos aqui!

Abaixo, você pode entender melhor como escolher os pontos que merecem mais atenção:

Reflexão 5 – Que marca quero deixar no mundo?

Grandes ou pequenas, boas ou ruins, todos deixam marcas entre as pessoas com quem convivem.

Então reflita por um momento: como você gostaria de ser lembrado? E como pode construir ou fortalecer essa percepção daqui para frente?

3 ferramentas para se conhecer melhor

Ferramentas práticas são sempre um ótimo jeito de organizar seus pensamentos de uma maneira clara e compreensível.

Abaixo, especialistas em autoconhecimento da Fundação Estudar compartilham o que utilizam em seus cursos de autoconhecimento!

Ferramenta 1 – O Filme da Sua Vida: quais foram suas experiências mais marcantes?

Imagine que sua vida vá virar um filme. Quais são as experiências mais marcantes – boas ou ruins, na infância, adolescência ou idade adulta – de toda sua experiência até hoje?

O que não poderia faltar no roteiro? Qual é a mensagem principal dessa cena para mim?

Ferramenta 2 – A Roda da Vida: sua vida está equilibrada?

A Roda da Vida mapea seu momento atual. Ao refletir sobre quão satisfeito está com diferentes áreas importantes na sua vida – saúde, trabalho, o que quiser –, você pode descobrir o que está incomodando e começar a criar um novo equilíbrio.

Ferramenta 3 – Mandala Ikigai: como trabalhar com sua paixão?

Qual é seu propósito? Antes de se sentir pressionado pelo peso dessa questão, conheça a mandala ikigai (termo em japonês que quer dizer “razão de ser”), e preencha os quatro círculos que lhe ajudarão a descobrir uma resposta!

Autossabotagem: quais são os comportamentos mais comuns?

Já teve aquela sensação de que, olhando em retrospecto, você errou mesmo e não sabe mais por que insistiu que tinha sido resultado de outra coisa ou outra pessoa – o trânsito, a crise ou um colega?

Trata-se de um comportamento do tipo autossabotador, daqueles que entram em ação quando atribuímos nossos erros a fatores externos e agimos de maneira negativa.

Quando você descobre um autossabotador na sua maneira de agir, tudo fica mais fácil e você entende como controlar e contornar o problema para agir de uma maneira mais produtiva e satisfatória.

Na websérie abaixo, você descobre quais são os autossabotadores mais comuns entre os jovens, como ansiedade e procrastinação, e como driblá-los!

3 testes de autoconhecimento da Fundação Estudar

A Fundação Estudar oferece gratuitamente três testes para quem quer se conhecer melhor.

O objetivo das avaliações, que fazem parte de todos os processos seletivos da organização, é oferecer ao maior número de pessoas possível insumos sobre seus valores (aquilo em que você acredita), seu estilo de trabalho (com que tipo de ambiente você mais combina) e sua personalidade (seus principais atributos).

Assim, sabendo o que mais combina com seu perfil, fica mais fácil ter uma carreira de alto impacto e em harmonia com quem você é de verdade – e quanto mais gente satisfeita profissionalmente, melhor para o país!

Teste 1 – Teste de valores

Valores são um conjunto de crenças pessoais que guiam nossas escolhas e avaliações e também influenciam nossa satisfação profissional no médio e longo prazo.

Quando trabalhamos em uma empresa que os compartilha, ficamos engajados – e vice-versa. Ao entender quais são seus valores, você está mais bem preparado para entender sua compatibilidade com diversas oportunidades profissionais.

Faça o teste de valores aqui!

Teste 2 – Teste de estilo de trabalho

Você já deve ter percebido que estilos e culturas de trabalho podem mudar muito entre uma empresa e outra.

Ao entender qual é seu próprio estilo de trabalho – se prefere algo mais informal, orientado para resultados, estável etc. –, você também pode entender em que ambientes estará facilmente alinhado, o que se traduz em uma adaptação mais rápida e uma menor rotatividade.

Faça o teste de estilo de trabalho aqui!

Teste 3 – Teste de personalidade

Este modelo de teste de personalidade traz 5 atributos que se mantém razoavelmente estáveis no longo prazo: extroversão, agradabilidade, diligência, estabilidade emocional e curiosidade intelectual.

É uma medida muito útil na hora de entender seu alinhamento com funções e tarefas específicas de cada trabalho, já que assim você consegue entender melhor se prefere trabalhar em grupos ou sozinho ou como lida com pressão, entre outros insights.

Faça o teste de personalidade aqui!

Como pensar em seu propósito

Eis uma palavra que agrada, inspira e confunde inúmeras pessoas. Afinal, qual é seu propósito?

É preciso deixar claro que, quando escrevemos propósito, não estamos falando de algo predestinado ou sobrenatural. Propósito é aquilo que é lhe motiva, move e inspira, que o anima a se levantar diariamente para trabalhar por algo maior – e só você é capaz de ter essa resposta.

Pensar em algo assim pode parecer abstrato, como colocar um barco no meio do mar sem saber para onde ir, mas garantimos que não é. Continue empregando as ferramentas fundamentais do processo de autoconhecimento (mente aberta, caneta e papel) e vamos em frente!

8 dicas para encontrar seu propósito

Dica 1: Saiba quais são seus valores

Valores, como explicamos antes, são as crenças pessoais mais importantes para você. Saber quais são os seus é crucial para entender que tipo de trabalho, função e ambiente combinam com seu perfil.

Faça o teste de valores da Fundação Estudar aqui!

Dica 2: Leve em consideração o que realmente faz sentido para você

Esqueça o que seus pais, amigos, professores e outras pessoas que influenciam suas opiniões falam por um momento. O que você gostaria mesmo de fazer?

Dica 3: O que você faria se não precisasse de dinheiro?

A reflexão é sugestão de Warren Buffett, o investidor mais importante do mundo. Apaixonado por seu trabalho, ele não pensa em se aposentar mesmo estando perto dos 90 anos.

“Procure o emprego que aceitaria se não precisasse do dinheiro”, disse recentemente. “É o que fará com que você se sinta bem e você deve continuar nessa direção, pelo menos de maneira geral.”

Dica 4: Pense em suas motivações

Quais são seus gatilhos e o que te faria levantar da cama todas as manhãs? Sem censura prévia, se questione e liste todas as possibilidades.

Dica 5: Que marca quer deixar no mundo?

Reflita: como gostaria de ser lembrado? Que tipo de legado lhe daria orgulho? Mais uma vez, não se censure!

Dica 6: Siga sua curiosidade

Adam Steltzner, um dos principais engenheiros da NASA, liderou a equipe responsável pelo pouso do veículo Curiosity em Marte – um dos feitos mais difíceis da agência espacial até hoje.

O que isso tem a ver com propósito? Steltzner achou o seu por acaso, quando ainda era um músico sem faculdade e sem interesse em exatas. Numa noite qualquer, interessou-se pelas estrelas e se inscreveu num curso amador de astronomia. Acabou tropeçando na física e se apaixonou perdidamente pelo tema.

O resumo da ópera? Tornou-se um defensor ferrenho da curiosidade. “Olhe para dentro e siga sua alegria”, aconselha. “A curiosidade mudou minha vida.”

Dica 7: Quem você admira e por que?

Escolha alguns ídolos e pense: o que admira neles? Quais são as características, ações ou jeitos de pensar que os tornam tão inspiradores?

Ao analisar seus modelos, você entende melhor o que tanto lhe inspira. Leia, assista e pesquise tudo que puder sobre essas pessoas!

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Dica 8: Anote tudo (mesmo)

Se preferir desenhar e rabiscar a escrever, esteja à vontade. Também não se preocupe com pormenores como os jargões corretos ou se aquilo é realista – este é um momento de reflexão profunda, então anote tudo de verdade.

Anotar seus pensamentos é um jeito de tornar materiais suas reflexões e não perder nada de vista. Se quiser, pode inclusive carregar um bloco ou um caderno por aí para anotar algo novo sempre que passar pela sua cabeça.

4 passos para desenvolver seu propósito

Quando você souber melhor (mesmo que seja só um pouco melhor!) que direção quer seguir, pode tornar seu propósito ainda mais palpável e seus objetivos, mais claros. Qual é o objetivo aqui? Conectar de maneira mais transparente o que você quer, como seu desejo pode se tornar realidade e criar um plano para conectar seu presente com seu futuro.

Para fazer isso, você pode seguir os 4 passos que descrevemos abaixo.

Passo 1: Entenda seu estado atual

Seu estado atual é, como o nome entrega, seu presente. Qual é seu trabalho hoje? Quais são suas responsabilidades e como seu perfil se encaixa com o perfil da organização? Como você encara seus desafios hoje em dia? Você está feliz? O que lhe motiva e desmotiva ali? Escreva tudo e deixe as ideias fluírem.

Passo 2: Identifique seu estado desejado

Pense com cuidado: onde você gostaria de estar em dois ou cinco anos? Qual é sua visão? O que quer estar fazendo profissionalmente? O que vai fazer com que você olhe para trás e diga: ainda bem que me esforcei? Siga anotando tudo!

Passo 3: Valide seu estado desejado

Não basta gostar da ideia desse futuro, é preciso entender por que ela é atraente para você. Assim, essa visão vai continuar sendo um fator motivador e capaz de focá-lo!

Por que quer conquistar esse objetivo? O que espera aprender ou ganhar com isso? Por que ele é tão importante? Sua motivação é profunda? Seu objetivo está alinhado com seus valores mais importantes?

Passo 4: Planeje-se

Agora vem uma parte bem importante: traçar uma estratégia para chegar em seu estado desejado. O que o separa dele? Algo que você precisa aprender, adquirir ou mudar, como um novo tipo de conhecimento, competência ou experiência?

Seja bastante detalhista! Quanto mais detalhes tiver, mais fácil vai ficar transformar tudo isso num plano de desenvolvimento individual (PDI) com metas, prazos e objetivos. (Você aprenderá mais sobre o PDI na próxima seção.)

Exige uma boa dose de esforço, é verdade. Mas é progresso – e isso sempre vale a pena.

Como fazer um Plano de Desenvolvimento Individual (PDI)

O PDI (que já tem uma matéria dedicada a ele no Na Prática) é um compromisso com o seu desenvolvimento.

Através das metas, desafios e prazos pré-estabelecidos por você, torna a conquista de seu objetivo mais palpável e focada.

Pense nele, portanto, como um mapa – de curto, médio ou longo prazo – que o leva de onde você está até onde quer chegar ou como gostaria de ser.

Como fazer um PDI

Primeiro, é preciso ter um objetivo específico, que pode ser uma promoção, uma guinada na carreira, projeto de pequeno ou grande porte ou um objetivo de autodesenvolvimento pontual.

Com esse objetivo bem definido, é preciso entender: o que você precisa desenvolver para chegar lá? Que habilidades e competências o separam de seu objetivo?

E como é impossível desenvolver inúmeras coisas ao mesmo tempo, o que vem em seguida é a priorização: o que ali é mais importante num primeiro momento? Qual deve ser o primeiro desenvolvimento da lista?

Pense da seguinte maneira: o que terá mais impacto (o quanto esse item contribui para o objetivo final?); o que tem é mais urgente (o quanto esse item é necessário agora?); e o que você mais deseja (o quanto quer desenvolver esse item?).

Lembre-se de que essa é uma lista que precisa sair do papel para se tornar realidade, então também leve sua rotina em conta para planejar e pensar tudo de maneira realista.

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Crie desafios

Para realmente tirar a lista de competências do papel, é preciso criar desafios para cada uma delas, seguindo a lista de priorização que você já fez.Tais desafios devem tirá-lo da sua zona de conforto e realmente exigir que você pratique ativamente aquilo que quer desenvolver.

Pense da seguinte maneira: qual seria a coisa mais desafiadora que você poderia fazer sendo quem você é hoje? Ou seja, trabalhe com o que tem e busque desafios realistas, como coisas que você já precisaria fazer eventualmente.

Quer falar melhor em público? Voluntarie-se para dar uma palestra ou apresentar os resultados de sua equipe em uma grande reunião.

Quer dominar as planilhas de Excel? Assuma o desafio de automatizar alguma parte da rotina de sua equipe naquele formato.

Estabeleça metas e prazo

Isso mesmo: não basta só pensar em um desafio legal. É preciso se dar metas e prazos para medir quão eficaz foi seu plano!

Vamos resgatar os exemplos anteriores. Quantas pessoas poderiam formar seu público ideal? Quantos processos sua planilha poderia unificar?

Tão importante quanto “o que” e “como”, claro, é o “quando”. Tenha deadlines realistas para cada uma das competências e habilidades destacadas!

É bom lembrar que um PDI não é gravado em pedra. Se algum outro desafio legal surgir pelo caminho ou alguma alteração for necessária, sinta-se livre para mudar o que está escrito – só não perca seu objetivo de vista.

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Acompanhe o que deu certo (e o que deu errado)

Quando for hora de avaliar seu PDI, não se esqueça de refletir sobre a experiência.

Levando em conta tanto o que deu certo quanto o que deu errado, pense: o que foi desenvolvido? Como você melhorou? Quais foram os problemas que impediram que melhorasse? Onde há mais espaço para melhorias: na definição das competências ou na execução do PDI?

Assim que quiser, crie um novo PDI e continue avançando – levando tudo que aprendeu até agora consigo.

Kaizen, uma filosofia japonesa de progresso constante

Sabe aquela sensação de que não importa quanto você avançou, ainda não foi suficiente?

Quem pratica o kaizen (que significa “melhoria contínua”) não sofre tanto. Trata-se de uma filosofia japonesa de autodesenvolvimento que muda a perspectiva de quem está correndo atrás de um objetivo.

Ao invés de só considerar grandes conquistas como processo, seus praticantes preferem fazer pequenas conquistas diárias, que servem de combustível para as próximas pequenas conquistas – até que um dia aquela grande conquista está na mão.

Ou seja, o kaizen não foca em “mudanças radicais”, mas no processo gradual e incremental de progresso. A ideia é uma só: torná-lo melhor hoje do que você era ontem.

E podem ser passos realmente pequenos, algo como 1% de progresso. Mesmo que seja aprender apenas algumas palavras de um idioma novo, ler uma página de um livro ou acordar dez minutos mais cedo.

Uma conquista atingível, além de mais motivadora, é bem menos intimidante.

Com o tempo, aquilo que você considera um progresso pequeno também pode aumentar, de maneira natural e sustentável – e a conquista vai ficando cada vez mais perto.

2 versões de mindfulness, segundo especialistas de Harvard

Muito se fala sobre mindfulness, um termo que não tem uma tradução definitiva no Brasil (as mais frequentes são “consciência plena” ou “estado total de atenção”).

Entre os benefícios mais citados entre aquelas que envolvem meditação diária estão níveis menores de estresse, melhor controle de emoções, melhor foco e melhora na qualidade de sono, entre outros.

No caso do autoconhecimento, técnicas de mindfulness podem ajudá-lo a refletir com mais calma e a ver situações rotineiras com um novo olhar.

Abaixo, veja duas técnicas de mindfulness apresentadas por especialistas:

Daniel Goleman: Foque na respiração

Autor dos bestsellers Foco e Inteligência Emocional, o psicólogo Daniel Goleman – que estudou e deu aulas em Harvard – diz que o cérebro deve ser exercitado com frequência, como todos os outros músculos do corpo.

Para aguçar seu foco e alcançar a plenitude de consciência, Goleman propõe o seguinte treino de meditação: sente-se com o corpo ereto em uma posição confortável, feche os olhos e foque toda atenção na respiração.

“Não se trata de controlar, mas sim de prestar atenção em sua respiração”, explica. “Preste atenção no fluxo do ar que entra e sai e sempre que sua mente começar a divagar um pouco, traga ela de volta para a respiração.”

Ellen Langer: Veja as coisas de uma forma diferente

Professora de psicologia em Harvard, Ellen Langer foi uma das primeiras a estudar uma técnica que resume como “a simples arte de perceber coisas novas”.

Para ela, a rotina e a visão viciada são os inimigos do estado de consciência plena. “Quando você acha que sabe e conhece as coisas, deixa de prestar atenção” e, consequentemente, perde oportunidades.

Como tudo está em constante mudança, essa estabilidade que percebemos ao nosso redor é uma armadilha da mente. O melhor a se fazer é tentar perceber as coisas familiares como se fossem novas, defende. Além disso, defende ela, ” tudo fica mais interessante”.

Um exemplo prático de ativamente tentar enxergar as coisas sob outro ponto de vista? Pense na 3M, que tentava desenvolver um novo tipo de cola quando chegou num produto que não tinha aderência permanente – o que hoje conhecemos como Post-It.

“Um erro em um contexto pode ser sucesso em outro. Basta conseguir vê-lo dessa forma”, disse Langer.

Baixe aqui o ebook: Ferramentas de Autoconhecimento

9 livros de autoconhecimento para quem quer se destacar na carreira

Quem investe no autoconhecimento dedica tempo para olhar para dentro e refletir, o que também aumenta as chances de conquistar melhores resultados no trabalho – se você sabe o que te motiva e o que você faz bem, acaba entregando mais no seu dia a dia.

A seguir, listamos nove livros que vão te ajudar a dar os primeiros passos nessa jornada.

Eles fazem parte da bibliografia utilizada pela Fundação Estudar para criar os melhores cursos de autoconhecimento: Autoconhecimento Na Prática (realizado presencialmente nas maiores cidades brasileiras) e o Autoconhecimento Na Prática Online (em formato virtual).

E um recado importante: utilizando o cupom NAPRATICA_0717, o curso online, que custa R$ 199, sai de graça. Aproveite!

 

1. Career Coaching: An Insider’s Guidede Marcia Bench

career coaching book

Entenda as ferramentas utilizadas pelos coaches a partir da expertise de mais de 27 anos da Marcia Bench, uma das veteranas da área. O livro é utilizado como manual de diversos programas de treinamento de coaches ao redor do mundo e traz exemplos de situações de coaching, questões, dicas e pontos de reflexão, além de exercícios e material complementar.

2. The Decision Book: 50 Models for Strategic Thinkingde Mikael Krogerus e Roman Tschäppeler

Um guia rápido para compreender a si mesmo e fazer as escolhas certas, já que todos os dias temos que tomar decisões.

O livro é ilustrado e traz 50 modelos e estratégias para melhor estruturação e, posteriormente, compreensão de muitos desafios constantes da vida, além de ferramentas e até mesmo um exercício incomum inspirado por Warren Buffet.

3. Motivação 3.0de Daniel Pink

Muitas empresas continuam usando recursos como aumento, promoção ou punição para motivarem seus funcionários, um modelo que foi bem-sucedido até o século passado. Em Motivação 3.0, Daniel Pink nos prova que essa motivação baseada em recompensas e punições já não é mais eficiente.

Os fatores motivacionais vêm de dentro de cada um de nós. É o legado que deixaremos no mundo e nosso nível de satisfação pessoal e profissional que nos fazem buscar um melhor desempenho e resultado no que nos propomos a fazer.

4. Flow: The Psychology of Optimal Experience, de Mihaly Csikszentmihalyi

Pesquisas realizadas pelo psicólogo Mihaly Csikszentmihalyi sobre “experiência ótima” têm revelado que o que torna uma experiência verdadeiramente gratificante é um estado de consciência que ele chama de flow. Durante o flow, as pessoas geralmente sentem prazer profundo, criatividade e um total envolvimento com a vida.

No livro, ele demonstra as maneiras de controlar esse estado positivo: ao ordenar a informação que entra em nossa consciência, é possível descobrir a verdadeira felicidade e melhorar significativamente a qualidade de vida.

5. Why We Do What We Do: Understanding Self-Motivationde Edward Deci

Em um livro que desafia o pensamento autoritário sobre a motivação, o psicólogo social Edward Deci oferece uma alternativa à atual teoria de recompensa-punição, que, longe de ser anárquica, defende o nosso sentido internalizado de liberdade, responsabilidade e compromisso.

6. Attitudes, Personality, and Behaviorde Icek Ajzen

Por que as pessoas dizem uma coisa e fazem outra? Por que as pessoas se comportam de forma inconsistente de uma situação para outra? Como as pessoas traduzem suas crenças e sentimentos em ações? Este livro descreve como e por que as crenças, atitudes e traços de personalidade influenciam o comportamento humano, abrangendo teorias existentes e detalha novas abordagens teóricas para as relações entre intenções e comportamento.

7. Mindset (também em português), de Carol Dweck

Neste livro, a expert em motivação e psicologia da personalidade Carol Dweck mostra o que descobriu em mais de 20 anos de pesquisa: o mindset não é uma mera peculiaridade. Ele cria todo o mundo mental e determina como cada um se torna otimista ou pessimista, molda seus objetivos e define uma atitude em relação ao trabalho e aos relacionamentos.

8. Get Out of Your Own Way, de Mark Goulston e Philip Goldberg

 

Capa do livro Get Out of Your Own Way

Um guia simples e prático sobre como transformar quarenta comportamentos autodestrutivos comuns, incluindo procastinação, inveja, obsessão, raiva, autopiedade, compulsão, carência, culpa, rebelião, inação, entre outros.

9. O poder do hábitode Charles Duhigg

Durante os últimos dois anos, uma jovem transformou quase todos os aspectos de sua vida. Parou de fumar, correu uma maratona e foi promovida. Em um laboratório, neurologistas descobriram que os padrões dentro do cérebro dela – ou seja, seus hábitos – foram modificados de maneira fundamental para que todas essas mudanças ocorressem.

Há duas décadas pesquisando ao lado de psicólogos, sociólogos e publicitários, cientistas do cérebro começaram finalmente a entender como os hábitos funcionam – e, mais importante, como podem ser transformados. Para o autor do livro, Charles Duhigg, a chave para se exercitar regularmente, perder peso, se tornar uma pessoa mais produtiva, criar empresas revolucionárias e ter sucesso é entender como os hábitos funcionam. Transformá-los pode significar a diferença entre fracasso e sucesso.

A importância da vulnerabilidade

Quando se trata de autoconhecimento, um processo que frequentemente leva para fora da sua zona de conforto, é importante ter coragem para testar coisas novas e, eventualmente, encarar erros e fracassos.

Em uma cultura que busca a perfeição constantemente, não é uma tarefa fácil. Mas é necessária e se torna muito mais fácil quando demonstramos vulnerabilidade.

Para Brené Brown, pesquisadora da Universidade de Houston que teve uma TED Talk viral sobre o tema, os principais aprendizados – uma peça fundamental no processo de autoconhecimento! – só são absorvidos quando aceitamos ser vulneráveis para sentir e falar sobre fracassos e emoções como dor, vergonha e medo.

Fracassou? Pegue um microfone e fale em voz alta!

Ao aceitarmos o fracasso também em nosso processo de autoconhecimento, começamos a desconstruir tanto a ideia de que é preciso ser um super herói para ter sucesso quanto a outra, também perniciosa, de que só tivemos experiências ruins.

Para facilitar suas reflexões, pode ser uma boa prática carregar um caderno para anotar seus pensamentos sobre suas próprias ações e escolhas e assim não perder esses pequenos insights de vista sempre que vierem.

“A vergonha precisa de três coisas para crescer: segredo, silêncio e julgamento”, resumiu Brown.

Ao longo de seu processo de autoconhecimento, que pode suscitar sentimentos fortes, tente ao máximo estigmatizar qualquer um desses elementos.

Então desmistifique seus sonhos, seja honesto em relação ao que você quer e em relação a quem você é, sem medo de ser vulnerável.

Se essas emoções surgirem, aceite-as pelo que são e siga em frente!

É fácil? Às vezes não.

É rápido? Na verdade, como você está sempre mudando, o autoconhecimento é um processo contínuo. Então não tem fim!

Mas tudo isso vale a pena? Com certeza.

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