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Qual a diferença entre trabalho remoto e home office?

Por Tatyane Mendes

CEO da fintech Husky, que trabalha integralmente com o modelo home office, Tiago Santos detalha quais são as principais características do trabalho remoto e do home office e o que diferencia esses modelos de trabalho.

Desde que a pandemia do coronavírus foi decretada e órgãos de saúde recomendaram que o maior número de pessoas possível ficassem em casa, adotando o isolamento social, muitos profissionais se depararam com uma nova realidade: a necessidade de trabalhar em casa. Para quem ainda não estava acostumado com o modelo, a novidade gerou muitas dúvidas. Uma delas, bastante é recorrente, diz respeito a diferença entre trabalho remoto e home office. Entenda as particularidades de cada um dos estilos de trabalho.

Trabalho remoto vs. home office: qual a diferença?

Desde sua fundação, a fintech Husky trabalha integralmente com o modelo home office e os colaboradores já possuem expertise na modalidade. CEO da companhia, Tiago Santos detalha o que define o trabalho remoto e o home office. “Chamamos de trabalho remoto toda prestação de serviços que é feita à distância. Ou seja, quando o colaborador não está trabalhando nas dependências do escritório da empresa. Ele pode estar na mesma cidade, em outro país, trabalhar de casa, em um coworking ou viajando o mundo. Já no home office, é preciso necessariamente trabalhar de casa. Pode ser esporadicamente ou de forma contínua”, esclarece.

Ele ressalta que a principal diferença está no local em que o trabalho é realizado. “O home office tem que ser de casa, enquanto o trabalho remoto engloba tanto a casa quanto outras possibilidades. Você escolhe de onde quer trabalha ou onde se sente mais produtivo. Todo home office é trabalho remoto, mas definitivamente nem todo trabalho remoto é home office”, destaca.

 

 

Tiago observa que tanto o trabalho remoto quanto o home office são vantajosos para economizar tempo, energia e recursos. Contudo, os modelos também trazem desafios como uma possibilidade maior de distrações. “Em casa, por exemplo, você tem o cachorro que late, a correspondência que chega, a louça que pede pra ser lavada, entre outros. Já o trabalho remoto, enquanto conceito mais global, permite que você faça as escolhas que melhor funcionem pra você. O importante é saber se comunicar com os demais colaboradores à distância”, considera.

Entusiasta do trabalho à distância, o CEO acredita que tanto o trabalho remoto como o home office pode ser adotado por grande parte das profissões e áreas de atuação. “Eu diria que somente áreas mais operacionais, como manufatura e indústria, se beneficiam de um trabalho 100% presencial. Óbvio que alguns setores, como o de tecnologia e o de design, já estão mais acostumados com o modelo remoto, mas acredito que qualquer atividade desenvolvida em escritório, por meio de computadores, também podem ser feita de forma quase que integralmente remota”, opina.

Competências necessárias para trabalhar à distância

Se por um lado o trabalho remoto demanda menos investimento, por outro as habilidades de comunicação precisam ser trabalhadas com ainda mais empenho. “Os profissionais que trabalham à distância precisam ter excelente comunicação, tanto oral como escrita. Não dá para ir lá e explicar direitinho. Além disso, é essencial ter disciplina para lidar com as possíveis distrações e com a liberdade de agenda. Outra questão é a confiança no seu próprio trabalho e no trabalho de seus colegas. Não dá pra ficar desconfiando da produtividade deles e tentar controlar a agenda do que os outros estão produzindo”, aponta.

Tiago afirma que as empresas que queiram implementar o trabalho remoto de forma bem sucedida precisam entender que a confiança é a base de tudo, especialmente nesse modelo. “Os gestores precisam deixar bons profissionais executarem seus trabalhos. É frustrante tentar replicar o ambiente do escritório no trabalho remoto. É impossível. A liderança deve estar aberta a novas técnicas de gestão, focar em medir resultado por entregas e adotar uma comunicação assíncrona e clara”, recomenda.

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Uma das estratégias que funciona dentro da Husky, por exemplo, é evitar realizar reuniões sempre que possível. A fintech adota apenas uma reunião semanal em que cada colaborador repassa o que foi feito na última semana e o que fará na próxima. “O trabalho só pode ser executado quando o indivíduo tem tempo para trabalhar. Se você faz uma reunião de 1 hora com 5 pessoas, na verdade seu time “gastou” 5 horas naquela reunião. De resto, o profissional precisa aprender a lidar com possíveis distrações e ter maturidade para administrar a sua agenda. Também é importante saber comunicar bem seus pontos de vista, com clareza e objetividade”, reforça.

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