homem em frente ao computador

Uma nota alta necessariamente é sinal de uma aprendizagem completa? A resposta é não, segundo Benedict Carey, repórter de ciências do The New York Times. No livro “Como Aprendemos: a surpreendente verdade sobre quando, como e por que o aprendizado acontece”, ele apresenta pesquisas científicas que demonstram técnicas que melhoram o processo e, ainda, fornece informações de como isso ocorre.

De acordo com Carey, as ideias sobre as melhores formas de aprender têm passado por transformações, visto que a neurociência tem expandido o conhecimento científico sobre o assunto. Ele argumenta que, embora uma boa nota possa ser alcançada em curto prazo estudando para uma prova, há boas chances de que a maioria das informações se perca rapidamente.

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Além disso, o autor também defende que as pessoas provavelmente não precisam estudar por mais tempo, mas de forma mais inteligente. “A maioria de nós estuda e espera estar fazendo isso do jeito certo. Mas tendemos a ter uma noção estática e estreita de como o aprendizado deve acontecer”, diz Carey.

 

 

Qual é a melhor forma para aprender?

Carey faz questão de desmistificar as longas sessões de estudos em seu livro. Segundo ele, parte da capacidade intelectual do estudante – independentemente da área ou assunto – será gasta justamente na tentativa de manter a concentração por um período maior. Portanto, a energia usada pelo cérebro para aprender não estará focada.

“É difícil ficar sentado e se esforçar por horas. Além disso, você está se esforçando muito apenas para ficar lá, quando há outras maneiras de tornar o aprendizado mais eficiente, divertido e interessante.”

Baseado em anos cobrindo a temática, além de se basear em conceitos da neurociência, testes de memória e estudos sobre o assunto, o autor criou um plano de aprendizagem. Para isso, ele revela como o nosso cérebro funciona e retém as informações, além de ensinar como potencializar isso.

4 passos para potencializar o aprendizado

Carey conta que o cérebro tem um filtro do esquecimento, que é responsável por bloquear alguns detalhes relevantes e muitos outros irrelevantes. Contudo, é possível adotar algumas estratégias que podem tornar o aprendizado mais fácil.

1. Alterne o ambiente

O primeiro passo para um melhor aprendizado é simplesmente mudar o ambiente de estudo de tempos em tempos. Ao invés de ficar sentado no mesmo local por horas seguidas, encontrar um novo cenário criará novas associações ao cérebro – e tornará mais fácil lembrar das informações posteriormente. “O cérebro quer variação, quer se mover e fazer pausas periódicas”, explica.

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2. Trabalhe mais de um sentido

Mesmo que algo seja importante, muitas vezes é necessário sinalizar esse fato ao cérebro. Uma maneira de demonstrar isso é verbalizando a informação, visto que diferentes sentidos são usados nesse momento.

Uma forma criativa de melhorar o aprendizado é pedindo para que alguém faça o papel de “professor”. Também é possível reforçar a memorização por meio do autoteste e da anotação de informações em cartões.

3. Distribua o tempo dos estudos

Outra técnica é chamada de aprendizagem distribuída (ou “espaçamento”) e é um aspecto particularmente relevante na ciência do cérebro. Para explicar a ideia, o autor faz uma analogia com os cuidados com um gramado. Afinal, ele pode ser regado por 90 minutos ou três vezes por semana por 30 minutos, porém o espaçamento da irrigação manterá a grama mais verde com o tempo.

No livro, também são apresentados estudos que demonstram que para alguém aprender e reter informações é necessário de tempos em tempos fazer uma revisão, porém com intervalos. Por isso, após adentrar em um assunto novo, o ideal é revê-lo alguns dias ou uma semana depois.

Outro ponto positivo do estudo espaçado é que ele permite a criação de associações contextuais. “Em casa, um aluno que tenta memorizar os presidentes pode ouvir o cachorro latir ou o telefone tocar. Ao retomar o estudo alguns dias depois, em um café, por exemplo, o aluno ouve o leite fumegante do barista. Agora, a lista de presidentes está embutida na memória em dois contextos – o que torna a memória mais forte”, explica Carey.

4. Durma bem

E, não surpreendentemente, o sono é uma parte importante para o bom estudo. De acordo com o livro, a primeira metade do ciclo do sono ajuda a reter fatos, enquanto a segunda é importante para as habilidades matemáticas.

Portanto, Carey afirma que se um aluno tiver um teste de idiomas e deseja obter um bom resultado, é melhor estudar com antecedência, dormir cedo e revisar durante a manhã. Se a prova for de exatas, o ideal é fazer a revisão antes de ir para a cama e depois dormir, deixando o cérebro processar a informação.

“O sono é o finalizador do aprendizado e o cérebro está pronto para processar, categorizar e solidificar o que você está estudando. Quando você se cansa, seu cérebro diz que já basta”, finaliza.

Com informações do The New York Times.

 

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