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As principais tendências de tecnologia impulsionadas pela crise atual, segundo VP da Dell Technologies Brasil

Por Tatyane Mendes

Giampaolo Michelucci indica quais são as tecnologias que entraram em alta com a pandemia do coronavírus e quais tendências devem continuar relevantes mesmo depois da crise.

Na contramão da maior parte do mercado de trabalho, o setor de tecnologia segue crescendo e gerando oportunidades mesmo com a pandemia causada pelo coronavírus. O cenário pelo COVID-19 inclusive contribuiu para um aumento nas contratações de força de trabalho especializada no setor e nas demandas por tecnologias que atendam às novas necessidades do mercado. Para ajudar a compreender quais são as principais tendências do segmento, o vice-presidente da Dell Technologies Brasil, Giampaolo Michelucci, oferece alguns insights sobre as mudanças na tecnologia no novo contexto.

O novo papel da tecnologia

Para o executivo, o cenário de pandemia tende a acelerar a transformação dos modelos de trabalho, principalmente em relação à uma adoção maior do trabalho remoto. “Após essa experiência forçada de home office nesse período de quarentena, muitas empresas entenderam que é possível garantir que as equipes sigam produtivas trabalhando à distância, com benefícios para todas as partes. Algumas das vantagens são melhor equilíbrio de vida para os profissionais, a redução de custos e tempo com deslocamentos e da emissão de gases de efeito estufa no meio ambiente”, exemplifica.

Por conta disso, Giampaolo acredita que haverá um maior número de organizações aderindo ao home office. Contanto, para que isso funcione de forma efetiva, é preciso investir em mudanças na tecnologia existente. “O trabalho remoto sempre foi parte da cultura Dell mesmo antes da pandemia. Cerca de 65% dos colaboradores ao redor do mundo eram elegíveis ao trabalho remoto. Por isso, entendemos bem como as tecnologias são essenciais para fazer esse processo dar certo, principalmente os esforços voltados para a segurança de dados. Essas ferramentas têm um papel importante de apoio às mudanças de hábito e gestão das pessoas de maneira remota, que fazem parte da cultura transformacional deste modelo”, indica.

 

 

O vice-presidente aponta que a tecnologia é tão relevante para o novo cenário que o governo federal assinou um decreto reconhecendo as atividades de Tecnologia da Informação e Comunicação como essenciais durante a crise. Isso porque sem a tecnologia diversos setores críticos e essenciais para atender a sociedade durante a pandemia sofreriam impactos severos. Nesse sentido, a tecnologia tem permitido que milhares de empresas sigam produtivas, mesmo com o isolamento social. Mas algumas mudanças na tecnologia são necessárias para manter o bom funcionamento à longo prazo.

Os profissionais e as novas tecnologias

Independente da área de atuação, Giampaolo acredita que todos os profissionais precisam estar preparados para usar a tecnologia para aumentar a produtividade. “Isso passa por usar ao máximo os recursos tecnológicos fornecidos pela empresa, seja utilizando as ferramentas de videoconferência para reuniões, apresentações e troca de informações ou ainda explorando as funcionalidades das soluções colaborativas para garantir a otimização e simplificação do trabalho em equipe, mesmo à distância”, indica.

Entre as principais habilidades a serem desenvolvidas para os profissionais neste novo cenário, de acordo com o executivo, estão:

  • Disciplina para trabalhar em casa e longe dos olhares das pessoas no escritório;
  • Autodidata nas tecnologias que possam aumentar o seu desempenho;
  • Organização do balanço entre vida pessoal e profissional;
  • Aprimoramento da comunicação como ferramenta chave de expressão com os pares remotamente.

Contudo, depende das empresas oferecer ferramentas e infraestrutura que permitam gerar ambientes de transformação digital que impulsionem o mercado e a atuação dos profissionais, desenvolvendo também mudanças na tecnologia.

Mudanças na tecnologia para o mercado atual

Giampaolo considera que a pandemia gerou uma certa tensão nas empresas, que fez com que houvesse uma aceleração da transformação digital em ambientes organizacionais. “O cenário de isolamento social gerou uma pressão sem precedentes sobre a infraestrutura de tecnologia da informação das organizações. Isso porque, com uma migração em massa dos profissionais para o trabalho remoto e com boa parte das transações transferidas para os ambientes digitais, as companhias precisaram investir em mudanças na tecnologia que permitam criar ambientes que garantam o acesso rápido e seguro a dados e aplicações a distância”, esclarece.

E apesar dos setores de tecnologia serem extremamente relevantes para as empresas há bastante tempo, a urgência de uma crise que ninguém esperava trouxe uma aceleração grande de vários projetos, conforme avalia o executivo. “Um exemplo claro disso foi a adoção de plataformas digitais pelos restaurantes. Também houve a necessidade de um upgrade tecnológico nas residências, que começaram a utilizar mais a internet, novos computadores e tecnologias para aliviar o estresse. Tudo isso foi incorporado em uma velocidade nunca antes vista”, aponta.

Entre as principais demandas tecnológicas que aumentaram, ele aponta materiais como notebooks, desktops, fones de ouvido, monitores e outros periféricos. Há uma tendência de busca por computadores cada vez mais leves e potentes, e que combinem funcionalidades para trabalho e entretenimento, conforma aponta. Além disso, também aumentaram as busca por soluções voltadas a modernizar a infraestrutura de tecnologia da informação das organizações.

“Por conta do aumento do volume de dados gerados nesse ambiente cada vez mais digital, há um crescimento na demanda por mudanças na tecnologia que tragam soluções mais robustas e inteligentes para o uso de dados. Também percebemos um aumento na demanda por soluções para recuperação de dados em casos de falhas de segurança e ataques à base de dados. As empresas têm uma necessidade urgente investir na modernização da infraestrutura existente, o que vai exigir mais capacidade e novas formas de processamento e armazenamento dos dados, com estabilidade das conexões de rede, para evitar interrupções e falhas de sistema”, recomenda.

 

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