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isolamento social

Dicas de inteligência emocional para lidar com o isolamento social

Por Tatyane Mendes

Prática adotada para impedir a contaminação com o coronavírus, o isolamento social criou uma série de preocupações. Algumas dicas para lidar com o isolamento social de forma saudável e construtiva.

A pandemia do coronavírus trouxe muitas incertezas, principalmente relacionadas ao trabalho e bem-estar da sociedade. Uma das medidas recomendadas e adotadas para prevenir que o vírus se propague foi o isolamento social, que é quando um indivíduo deixa de participar de atividades em grupo, de forma voluntária ou não. A ideia é que as pessoas só convivam (de forma presencial) com quem morar no mesmo lar, evitando aglomerações e a possibilidade de contrair o COVID-19.

A favor do isolamento social

Uma pesquisa do Datafolha revelou que 76% dos brasileiros acreditam ser essencial manter o isolamento social, enquanto pesquisadores e autoridades tentam enfrentar a propagação do coronavírus. Apesar da prática ser aprovada pela sociedade e recomendada por autoridades e órgãos de saúde, o isolamento social criou uma série de preocupações, principalmente para quem mora sozinho. Uma delas é o aumento de doenças mentais, como depressão, pânico e ansiedade.

Por isso, o Na Prática convidou especialistas para fornecer dicas de inteligência emocional para lidar com o isolamento social de forma saudável e construtiva.

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#1 Lembre-se que é uma situação temporária

O psicólogo Giovane Oliveira, da plataforma de terapia online Vittude, acredita que é muito importante ter em mente que o isolamento social é provisório. “Criar o senso de limitação e saber que vai acabar ajuda no manejo diário disso tudo. É um tempo de adaptação. Estamos muito acostumados a ter tudo a nosso alcance, a fazer o que queremos quando queremos. Mas agora isso já não é mais possível para boa parte das coisas. É preciso ter em mente que não teremos nossos cenários ideais padrões e buscar ferramentas para lidar com isso”, analisa.

#2 Aposte em videochamadas

Umas das formas de não se sentir tão só em um momento como esse é manter contato com pessoas queridas e a maneira mais segura de fazer isso é por meio de videoconferências, de acordo com o psicólogo Thales Nobre, também da Vittude. “É muito importante nesse momento de isolamento social fortalecermos os laços afetivos e ouvir a voz de quem queremos bem. Combine com seus amigos e familiares horários para conversarem por chamada de vídeo. Aproveite para falar do que tem acontecido no seu dia a dia e ouça o que as pessoas do outro lado tem a dizer. Algumas pessoas contam episódios engraçados que passaram na quarentena e isso alivia um pouco o peso da situação”, relata.

#3 Saiba descansar

Se tratando de trabalho, muitas pessoas se sentem mais sobrecarregadas com o home office, às vezes por trabalhar mais ou pelo acúmulo de coisas a fazer com as tarefas de casa, cuidado com os filhos e consigo mesmo. Uma dica de Giovane Oliveira é aproveitar o isolamento social para apostar em pequenas pausas durante o dia. “Sabe aquela pausa que às vezes temos no trabalho para o cafezinho? Tente incorporar isso na rotina de trabalho em casa”, sugere.

#4 Filtre informações

Segundo Edinei Santos, sócio da plataforma de atendimento psicológico online Psicologia Viva, é normal que o pessimismo e o medo tomem conta dos pensamentos, principalmente por conta do isolamento social, o que pode ser potencializado pelo excesso de exposição à notícias que abordam desdobramentos negativos do coronavírus, como mortes. “Não fique conectado o tempo todo com notícias negativas. Filtre a quantidade e, principalmente, a fonte de informações”, recomenda.

#5 Reflita sobre seu estilo de vida e suas emoções

O laboratório de terapia ocupacional e saúde mental criou um guia específico para lidar com o lado emocional durante a crise do coronavírus. Entre várias recomendadas, eles sugerem a autorreflexão. “Momentos como esse são especialmente difíceis por que nos damos conta das nossas fragilidades, vulnerabilidades e da nossa finitude. Não banalize a situação atual tentando evitar o
medo ou a apreensão sobre a doença. Mas ao invés de entrar em pânico, podemos aproveitar esse mal estar para fortalecer
a percepção da nossa interdependência, criar processos de solidariedade mútua, avançar na produção de conhecimento, de
cuidado de si e do coletivo”, propõe o texto.

#6 Peça ajuda se precisar

Não é por causa do isolamento social que você precisa evitar buscar o apoio de outras pessoas. Converse com amigos e familiares sobre seus sentimentos, medos e expectativas. Conversar sobre emoções ajuda as pessoas a identificá-las e buscarem ferramentas para lidar com elas. “Se perceber que está ansioso demais ou depressivo, procure tratamento especializado com psicólogos e outros profissionais de saúde”, indica Edinei.

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