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Alexandra Loras

A ex-consulesa francesa que decidiu ficar no Brasil para combater a desigualdade racial

Por Redação, do Na Prática

Após anos no consulado da França em São Paulo, Alexandra Loras resolveu ficar no país e criar iniciativas de diversidade e inclusão. “O que me incomoda é que, nos ambientes de poder, sempre sou a única”, fala

Ao longo de seus cinco anos no Brasil, a francesa Alexandra Loras acumulou histórias que demonstram a desigualdade racial, velada e explícita, no país que adotou.

Quando era consulesa em São Paulo, ficava na porta ao lado do marido para receber os convidados – e às vezes recebia casacos para guardar. Nas ruas com o filho pequeno, de pele e olhos claros, era frequentemente confundida com a babá.

“Várias vezes me perguntavam: mas você é francesa mesmo?”, fala ela, que trabalhou por anos como jornalista, é graduada pela Sciences Po, a melhor escola de ciências políticas da França e mestre em gestão de mídias pelo Institut d’études Politiques de Paris.

Às situações cotidianas de racismo velado, ela adicionou um interesse profundo pelos desafios da população negra brasileira – a maior do mundo fora da África – e criou iniciativas para combatê-los, como a plataforma Protagonizo, que conecta empresas e profissionais afrodescendentes.

Além disso, seu ativismo a levou a se tornar embaixadora da AfroeducAção, PlanoDeMenina.com.br, Meias do Bem e do programa Raízes, do Museu Afro Brasil, além de palestrante frequente em eventos sobre empoderamento feminino e diversidade.

Em uma TED Talk em São Paulo, Alessandra fala sobre síndrome de impostora, falta de representatividade, padrões de beleza e as consequências que isso traz para a desigualdade racial.

“O que me incomoda é que, nos ambientes de poder, sempre sou a única negra – e nem sou uma negra brasileira”, fala.

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Confira o TEDx de Alexandra Loras:

Em outra palestra, durante a HSM Expo em 2016, Alexandra sugeriu aos executivos presentes que se tornassem mentores de pelo menos dois jovens negros.

Ao dedicar uma hora mensal de seu tempo para ajudá-los com o que puderem profissionalmente – dando dicas de currículo ou estudos, compartilhando contatos, esclarecendo dúvidas – é possível mostrar que eles podem ocupar outras posições sociais também.

“Cada um de nós pode se tornar ator dessa mudança”, concluiu.

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