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Pátria Investimentos: o dinamismo do trabalho em uma gestora de investimentos

Por Rafael Carvalho

“Eu entrei empolgado, com vontade de me tornar sócio em dez anos”, conta Elias Limas, engenheiro de 24 anos. Por lá, não são raros os sócios com menos de trinta.

Ao entrar na faculdade de engenharia civil-aeronáutica no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) em São José dos Campos, Elias Lima era muito tímido — bicho do mato, como ele mesmo diz. Sabendo que isso poderia se tornar um entrave para o seu futuro no mercado de trabalho, buscou meios de lidar com a introspecção. Fui trabalhar na Aiesec, organização estudantil de intercâmbio voluntário e profissional, onde encontrei estímulo no relacionamento com clientes e colegas de trabalho”, conta.

Rapidamente ele se tornou diretor de vendas, e levou em frente o plano de dobrar os resultados anteriores de sua área. Foi assim que percebeu que a superação de objetivos era uma grande motivação de trabalho para ele.

Leia também:Chegando ao final da faculdade, pensou que queria ir pro mercado financeiro — “para ganhar dinheiro”, brinca. No entanto, sua primeira oportunidade de trabalho foi um estágio de um ano e meio na Monsanto, indústria de agricultura e biotecnologia. Nesta época, estudou matemática financeira e contabilidade por conta própria, porque sentia que era algo que faltava nas suas competências de engenheiro. Depois disso, surgiu a oportunidade de trabalhar no Pátria Investimentos, empresa pioneira na gestão de ativos de private equity no mercado brasileiro.

“Eu entrei empolgado, com vontade de me tornar sócio em dez anos”, conta o engenheiro de 24 anos. Por lá, não são raros os sócios com menos de trinta anos.  

A área que chamou sua atenção inicialmente foi real estate, que lida com investimentos no setor imobiliário. Seis meses depois de trabalhar na área, foi para uma equipe responsável por captar recursos para investir em shoppings no interior do Brasil. “Acredito que as coisas têm que acontecer muito rápido para nossa geração e foi assim lá dentro”, ele comemora. Hoje, ele considera que o mais importante é fazer algo de que se goste e estar num lugar em que se admire as pessoas.

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O trabalho no Pátria Investimentos

No Pátria não há uma rotina certinha. Isso porque o trabalho acaba sendo fragmentado em muitas fases dentro de projetos. Funciona assim: a gestora estuda um setor institucionalmente (como consumo, educação, saúde), decide se quer investir nele para então começar a comprar empresas que se adequem a essa ideia. “Nesse momento tem toda uma pesquisa que precisa ser feita para conhecer o negócio, até se fazer uma oferta para a companhia que pretendemos comprar”, explica Elias. Mas a principal vantagem oferecida, ele explica, não é relativa a valores, e sim a ideias para as empresas. “A negociação é baseada em argumentos como: se vocês se associarem a nós, podemos desenvolvê-los e torná-los de ‘tal’ tamanho”, afirma.

O Pátria faz gestão de investimentos alternativos e assessoria corporativa, buscando quem já é bom mas carece de capital para crescer. “Somos o passo largo de quem precisa caminhar grande”, resume o engenheiro. Isso é feito a partir da gestão de recursos de investidores institucionais (empresas) e pessoas físicas em diversos veículos de ativos alternativos.

Em seus investimentos, implementar uma gestão qualificada é outro ponto de atenção para a gestora. Assim, é comum que ao investir em uma empresa o CFO (Chief Financial Officer, maior liderança na empresa no campo de finanças) torne-se alguém qualificado pelo Pátria Investimentos. “Como a governança é nossa, implementamos controles, contabilidade e processos internos nas empresas investidas. Somos sócios majoritários da empresa”, explica. 

Por outro lado, o presidente e os donos originais da empresa se mantêm cuidando do negócio durante todo o processo de investimento. Isso porque o Pátria Investimentos acredita que o empreendedor é fundamental para que a organização continue dando certo, afinal ele conhece a dinâmica da empresa e as pessoas.

“O empreendedor tem muito a ganhar, quando está disponível para isso”, comenta Elia sobre a possibilidade de receber aporte financeiro de uma gestora. No entanto, como no Brasil há muitas empresas familiares, é comum que propostas feitas pelo Pátria não sejam aceitas, diante da preocupação dos sócios de perder parte do controle dos negócios.

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Etapa final

A saída do investidor da empresa investida — momento final do processo de investimento, quando a empresa é vendida e a gestora obtém seu lucro — é um momento delicado e tratado com atenção, pois não se quer que o negócio perca valor. Então o CFO pode acabar até ficando na companhia, pois o objetivo é que o empreendimento continue bem sem o Pátria. Entre começo e o fim de cada investimento, o processo leva de 4 a 7 anos. Mas isso depende de quanto se consegue desenvolver a empresa neste período e do mercado para o desinvestimento. “O melhor é não demorar muito para vender. Porém, em menos de quatro anos acreditamos que não é possível haver mudança efetiva”, afirma Elias.

Para quem vai para dentro de uma empresa investida, como Elias, o trabalho funciona assim: ele estuda uma tese de investimento junto ao seu diretor no Pátria Investimentos. Juntos, eles conhecem a empresa, negociam, fecham acordo e então ficam responsáveis por fazer essa oportunidade de negócio criada ficar de pé. O analista, normalmente, vai trabalhar dentro da empresa investida, mas volta antes para o time de investimentos do Pátria, para que possa ter experiência de um novo ciclo de investimento. As equipes para cada projeto são pequenas, com duas ou três pessoas, e são contratados mais profissionais quando necessário, além de se poder contar com os funcionários da própria empresa investida.

 

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