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Jovens da AIESEC

AIESEC: desenvolvendo liderança por meio de intercâmbios

Por Cecília Araújo

Proposta da organização estudantil sem fins lucrativos é proporcionar um ambiente global de aprendizado para os seus membros

Mais de 85 mil membros voluntários ao redor do mundo e 20 mil intercâmbios realizados por escritórios espalhados em 124 países: esses são os números globais da AIESEC, reconhecida pela Unesco como a maior organização estudantil do mundo. No Brasil, ela está presente em 77 cidades e possui mais de 3 mil membros. “Oferecemos oportunidades de desenvolvimento a partir de intercâmbios profissionais, sociais e trabalho voluntário, num ambiente global de suporte e aprendizado”, explica a diretora de Relações Públicas da AIESEC no Brasil, Luciana Ambrozi.

Para participar da AIESEC, o jovem precisa ter entre 18 e 30 anos, ser universitário em qualquer nível ou recém-graduado há até dois anos e ter inglês ou espanhol básico. Qualquer pessoa que atenda os pré-requisitos pode procurar a organização para fazer um dos dois tipos de intercâmbio oferecidos: o Cidadão Global – um programa de trabalho voluntário, no qual o jovem viaja para participar de um projeto social – ou o Talentos Globais, em que o jovem faz um estágio internacional dentro do seu campo de formação com supervisão profissional. “Trabalhamos atualmente com as áreas de gestão – cujo principal destino é a Índia – e Educação – que tem como destinos principais a América Latina e o Leste Europeu.”

Além de participar dos programas de intercâmbio, o estudante pode atuar como voluntário em um dos departamentos dos escritórios locais, nas áreas de marketing, finanças, gestão de talentos ou operações. “À medida que forem ganhando experiência, os membros podem assumir cargos de gestão de projetos e diretoria local”, diz Luciana. Todas as formas de contato com a organização permitem que o jovem melhore seu autoconhecimento, sensibilidade cultural e inteligência emocional. “Também desenvolvemos orientação para resultados e capacidade de gestão de projetos e pessoas. Trabalhamos em torno de um objetivo comum, com valores claros, consciência global e socialmente responsável.”

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Experiência em projetos com intercâmbios

A estudante de Relações Internacionais na UNESP – Franca Rafaella Apuzzo entrou na AIESEC em 2009. “Desde a primeira vez que ouvi falar da organização quis fazer parte, principalmente porque sempre tive vontade de fazer intercâmbio. Também estava interessada em adquirir experiências práticas, porque sentia falta disso na minha formação acadêmica”, conta.

Por dois anos consecutivos, ela fez parte do Corpo de Liderança da AIESEC em Franca. “Tive a experiência de liderar mais de 100 membros, além de duas unidades externas em cidades próximas e do corpo executivo formado por oito diretores. Eu era a responsável final pela elaboração e acompanhamento do planejamento estratégico e operacional de todos os nossos projetos.”

No final da sua gestão, Rafaella decidiu que era hora de fazer um antigo sonho virar realidade: em janeiro de 2013, embarcou para a Sérvia para fazer um intercâmbio voluntário de três meses. Por meio do programa Cidadão Global, participou de um projeto social em uma ONG chamada Nurdor, que fica na capital Belgrado e auxilia famílias de crianças com câncer. Sua atividade principal era visitá-las para fazer atividades recreativas.

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Talentos Globais da AIESEC

Ela gostou tanto da experiência que, quando voltou ao Brasil, decidiu que era hora de fazer um novo intercâmbio. Dessa vez, pelo programa Talentos Globais. Embarcou para a Hungria em novembro de 2013 para estagiar no time de recrutamento da multinacional Tata. A princípio, Rafaella ficaria em Budapeste por um ano, mas acabou sendo contratada e atualmente ocupa o cargo de especialista em Recrutamento, tornando-se a responsável pelo processo seletivo de uma das quatro subdivisões da Tata em Budapeste.

Os dois intercâmbios lhe trouxeram novas perspectivas e sensibilidade cultural. “Vejo meu país hoje de outra forma: ao mesmo tempo que valorizo mais seu potencial, também critico os pontos que devem mudar. Aprendi a lidar com perfis completamente diversos e culturas totalmente diferentes. E percebi que tudo se adapta, de uma forma ou de outra.”

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