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pesquisar organizações

Por que os candidatos devem pesquisar as organizações (e como fazer isso da melhor forma)

Por Marcela Marcos

Protagonismo na hora de procurar emprego: não é só a empresa que “investiga” o participante de seu processo seletivo. O profissional que também pesquisa sobre a companhia adquire solidez no recrutamento; e em toda a carreira.

Saber as próprias potencialidades, o perfil profissional, o psicológico e o tipo de trabalho que gostaria de realizar é uma das dicas mais frequentes de recrutadores e também de profissionais renomados que conquistaram seus objetivos tendo o autoconhecimento como ponto de partida. Trata-se de uma etapa que antecede o envio do currículo.

Muitos profissionais, principalmente em começo de carreira, acham que não podem escolher onde querem trabalhar e acabam aplicando para vários processos diferentes, muitas vezes em empresas totalmente distintas, de áreas de atuação divergentes.

Antes de sair “atirando para todos os lados”, é fundamental conhecer melhor seu alvo, não só para ter mais chances de acertá-lo, mas principalmente para saber se se encaixa no perfil da companhia. A importância da pesquisa evita uma possível frustração no futuro, caso venha a ser contratado e precise assumir funções ou adotar posturas das quais discorda.

Onde pesquisar as organizações?

“No processo seletivo, é muito importante que os candidatos sejam protagonistas, identifiquem suas vontades e não deixem a tomada de decisão apenas na mão da empresa”, orienta Thaylan Toth, Head of People Analytics na Stone.

Uma vez que a tecnologia permeia tudo o que é feito na startup de pagamentos, é também por meio das ferramentas digitais mais básicas que um estudante ou profissional interessado em entrar para o time pode conhece-la melhor.

“Orientamos que eles pesquisem as redes sociais e blog da companhia; analisem em sites e veículos de comunicação o que se fala dela e como se posiciona publicamente; procurem no LinkedIn pessoas que trabalhem no local de interesse e troquem experiências com elas. Tudo isso os ajudará a ter certeza do que planejam para a sua carreira e, no futuro, terá impacto na sua performance dentro da empresa”, diz Toth.

Leia também: Por que o fit cultural é tão importante para os processos seletivos atuais

Feita a busca inicial sobre as características gerais e o posicionamento da instituição, é interessante também conferir itens mais aprofundados, como os salários e benefícios oferecidos e as opiniões de quem já trabalhou no local. Para essa investigação, o site Love Mondays pode contribuir significativamente.

Na plataforma, é também possível pesquisar vagas abertas em uma empresa de interesse; ver comentários confidenciais e espontâneos de ex-funcionários sobre como é o ambiente de trabalho e o processo seletivo (incluindo as perguntas feitas durante a entrevista). Geralmente, para ter acesso a esse conteúdo, existe uma troca: o candidato precisa deixar, também, algumas informações sobre a empresa em que trabalhou anteriormente.

Segundo a CEO e cofundadora do site, Luciana Caletti, vale também compartilhar sua experiência em um processo seletivo para estágio ou trainee, no caso de quem ainda está tentando o primeiro emprego.

“Existem vários estudos que mostram que, quando o profissional se identifica com a cultura e os valores da empresa, ele tende a ser mais feliz e produtivo no trabalho. Como as decisões de carreira impactam fortemente vários outros aspectos da vida, ter uma ideia de como é o ambiente de trabalho antes de tomar uma decisão ajuda o profissional a avaliar se aquele é o movimento ideal para a sua carreira”, observa Caletti.

Match de Dados

Em companhias com a Stone, que é, nas palavras de Thaylan Toth, “uma empresa de empreendedores, feita para empreendedores”, não é só o currículo que passa por avaliação, mas também a história dos participantes do processo de recrutamento.

“Aplicamos cinco testes de habilidades e coletamos diversas informações para realmente saber quem são essas pessoas. O cruzamento de dados nos permite mapear o perfil de cada um e nos auxilia na tomada de decisões. Considerando as cerca de cinco mil inscrições que recebemos mensalmente, sem a inteligência de armazenamento e leitura de dados, o processo não seria possível”, afirma Thaylan, que se orienta por três características básicas exigidas em todas as vagas da companhia: inteligência, energia e integridade.

“Inteligência para saber alocar forças, reconhecendo que esforço sem resultado não é nada. Energia para querer chegar lá. Não basta apenas saber o caminho, ninguém pode chegar lá por você. E não existe evolução sem Integridade. E integridade não é o que você fala, é o que você faz”, detalha ao Na Prática Thaylan. O Programa Recruta Stone, maior processo seletivo da companhia, está com inscrições abertas até 20 de setembro. Confira mais informações e inscreva-se aqui. 

No processo, o match de dados entre o candidato e o que a Stone busca é feito com o uso da tecnologia, através do software da Mindsight (empresa que faz matching entre empresas e ambientes). Se quiser saber mais sobre como funciona o processo de “mensuração de pessoas”, cada vez mais difundido durante as etapas de recrutamento nas corporações, confira esta matéria do Na Prática!

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