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Brasileiros são os mais preocupados com mudança de habilidades para profissões do futuro, diz pesquisa

Por Tatyane Mendes

Trabalhadores brasileiros são os mais consciente da necessidade de mudança de habilidades para acompanhar avanços tecnológicos e processos de automação, mas também são que mais acredita em sua capacidade de melhorar e desenvolver novas oportunidades.

Não é novidade que o mercado de trabalho passa por grandes transformações, muitas das quais se devem pela automação de várias atividades, causando preocupação entre os trabalhadores. De acordo com um estudo internacional da Udemy, plataforma global voltada para o aprendizado e ensino online, a força de trabalho brasileira é a mais consciente da necessidade de mudança de habilidades para acompanhar as transformações previstas na área, com 95% dos entrevistados percebendo o cenário.

Além disso, 72% dos brasileiros se sentem pessoalmente afetados pela futura mudança de habilidades, que compreende a diferença entre as competências atuais dos trabalhadores e as necessidades do mercado. Contudo, em comparação aos outros países participantes da pesquisa (Estados Unidos, México, Portugal, Espanha e França), a nação brasileira também é a mais otimista, com 86% dos entrevistados com expectativas de serem melhores, terem mais oportunidades que as gerações anteriores e alcançar mais e/ou ter mais estabilidade financeira do que seus pais.

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“É interessante observar que, entre os países estudados pelo relatório, o Brasil aparece não apenas como o mais ciente deste deficit de habilidades profissionais mas também o mais preocupado em ser afetado por este gap. E apesar de os dados diferirem bastante dos resultados dos EUA, Portugal, França e Espanha, em certos momentos se assemelha aos dados do México, que assim como o Brasil se coloca em alerta para as mudanças constantes do mercado de trabalho”, comenta Sergio Agudo, country manager da Udemy para o Brasil.

Cursos da Fundação Estudar

Segundo os dados levantados pela pesquisa, brasileiros e mexicanos mostram grande empenho em descobrir novas possibilidades de trabalho, investindo fortemente no empreendedorismo para criar oportunidades. Os trabalhadores de ambas as nações também possuem uma grande vontade de mudar de país em busca de mais oportunidades. Além disso, eles apostam em cursos onlines para adquirir novas competências e se manterem competitivos no mercado que pede mudança de habilidades, atitude que é bem vista pelos colegas de trabalho e recrutadores.

A necessidade de se reinventar e investir em mudança de habilidades é tão grande que 86% dos entrevistados brasileiros acreditam que alguns adultos não estão participando atualmente da força de trabalho porque não estão dispostos a aprender novas habilidades, tornando-se desatualizados para o mercado atual.

Foco em soft skills

Apesar do otimismo, os brasileiros também são os mais preocupados com os impactos da inteligência artificial e da automação e com a possibilidade das habilidades necessárias para certo trabalho mudarem dentro de alguns poucos anos. Que habilidades os trabalhadores devem desenvolver então para se preparar para o mercado do futuro? Pensamento crítico, segundo a geração X e os millennials, grupos etárias que compõem a força de trabalho atual. Comunicação e saber trabalhar em equipe são outros itens valorizados pelos trabalhadores.

Quando questionados sobre a mudança de habilidades, 37% dos homens acreditam que competências técnicas e digitais são mais valorizadas. Já para 34% das mulheres, liderança e gestão são vistas como aptidões essenciais. O público feminino ainda acredita que as soft skills são mais importantes dentro do trabalho do que desenvoltura para produtividade.

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