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Cultura de experimentação: por que é essencial para inovar?

Por Redação, do Na Prática

Especialista de cultura digital em uma das unidades da Arco Educação explica como a liberdade para experimentar está diretamente ligada à inovação e ao desenvolvimento de soluções que façam sucesso com os usuários.

Até bem recentemente, errar era sempre sinônimo de fracasso ou insucesso no mundo corporativo. E é fácil descobrir porque: vivemos em uma sociedade que impõe padrões de certo e errado o tempo inteiro. O problema é que o processo de inovação, que inclui a experimentação, abre, inevitavelmente, margem para as falhas. 

Enrijecer os processos e não inovar, de outro lado, torna difícil para qualquer negócio sobreviver em um mundo que passa por transformações cada vez mais rápidas. Por isso, as estratégias das empresas precisam mudar para acompanhar esse movimento. É necessário fomentar uma cultura que incentive e valorize a experimentação, que tire o peso do erro como resultado apenas negativo e improdutivo. 

O especialista de cultura digital Murilo Campos faz com que a cultura de experimentação seja um dos grandes pilares para a criação de soluções inovadoras e que atendam às necessidades dos usuários.  

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“A inovação só surge a partir da tentativa de coisas novas, então, meu papel é disseminar uma cultura que crie um ambiente seguro para experimentação, porque sem isso, dificilmente vamos conseguir trazer uma mentalidade de inovação”, explica. 

Dentro da empresa, a liberdade para testar (e, por vezes, errar) é essencial para evitar que muito tempo e recursos sejam gastos na construção de uma solução robusta que possa acabar não agradando o usuário. 

“A gente constrói algo rápido e pequeno. Com base nisso, vamos complementando a solução com feedbacks coletados a partir do uso dos usuários”, explica. 

Pensamento de longo prazo

Para Murilo, pequenas perdas e riscos fazem parte da implantação da cultura de experimentação. Por isso, é fundamental que os líderes saibam em quais situações adotar uma postura corretiva e em quais devem acolher a falha, vendo-a como uma oportunidade de evolução. 

O mais importante é que todos tenham consciência dos benefícios dessa cultura a longo prazo. Além da inovação, ele destaca a agilidade em descobrir o que funciona ou não diante dos clientes, a confiança criada entre todos os membros da equipe e os aprendizados compartilhados como vantagens.  

“Temos um painel de erros. Toda semana, a área se reúne e, quem quiser, escreve uma falha que teve e o aprendizado que tirou disso. Quem falhou não importa, o que importa é o que o time aprendeu, para evitar esse mesmo erro no futuro”.

Fail Wall Arco Educação SAS
Fail Wall

 

Com essa cerimônia, Murilo acredita que as pessoas passam a enxergar o erro de uma maneira diferente, como algo incluindo no trajeto para a evolução. Ao compartilharem as falhas, o time também acaba criando um senso grande de pertencimento e empatia:

“A partir do momento em que você tem um grupo que confia um no outro e não existe nenhuma ameaça interna, todo o foco do time está voltado para as necessidades dos usuários.”

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Erre rápido, corrija rápido: como aplicar na carreira?

Segundo Murilo, a lógica de que a inovação é necessária para uma empresa porque o mundo é dinâmico – e, por isso, é preciso experimentar rápido para escolher o caminho certo -, também é aplicável para a carreira. 

“Para quem está no início da vida profissional, o ideal é usar esse momento em que existem poucos riscos para entrar em contato com várias realidades diferentes. É hora de experimentar para encontrar o que faz mais sentido”, comenta. 

Este começo de testes também pode servir para descobrir o que vai trazer mais realização profissional e para entender quais são as suas habilidades. 

Outra dica que Murilo traz é para quem está se aplicando em processos seletivos: 

“No momento de uma entrevista, por exemplo, não precisa distorcer o erro e se colocar fora de uma situação em que aconteceram falhas, para mostrar que você não erra. Fale que errou e mostre que aprendeu para evoluir. É isso que o recrutador vai ver com bons olhos”, finaliza. 

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