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Conferência de Davos

Os principais insights da Conferência de Davos sobre o mercado de trabalho

Por Tatyane Mendes

Realizado anualmente, o encontro do Fórum Econômico Mundial reúne grandes líderes mundiais para debaterem e proporem soluções para questões mundiais, entre elas o futuro do trabalho. Confira os destaques da conferência sobre o assunto.

Anualmente, no fim de janeiro, o Fórum Econômico Mundial promove uma reunião em Davos, na Suíça, para discutir os principais problemas mundiais. Popularmente conhecida como Conferência de Davos, o evento reúne grandes líderes mundiais que debatem e propõem soluções para criar um mundo mais sustentável e coeso. As discussões são divididas em sete temáticas, sendo uma delas sociedade e futuro do trabalho.

Destaques da Conferência de Davos

As questões que mais foram debatidas na conferência, no âmbito de trabalho, foram os impactos da inteligência artificial e automação na empregabilidade, o que fazer para se adaptar ao futuro do mercado, a necessidade de desenvolver tanto habilidades digitais como comportamentais e o processo de contínua aprendizagem como fundamental para se sobressair em um cenário de constantes mudanças. Confira os destaques da conferência sobre o assunto.

#1 Quase 2 milhões de novas oportunidades?

Muitas pessoas temem que a automação e os avanços tecnológicos vão extinguir diversos empregos e os profissionais não terão como se recolocar no mercado. Contudo, de acordo com pesquisa divulgada na Conferência de Davos, o Fórum Econômico Mundial estima que serão criadas 1,7 milhões de novas posições somente em 2020. Em três anos, o número deve chegar a 6,1 milhões de novos postos. Áreas como inteligência artificial, transcrição médica, ciência de dados, sucesso do consumidor e engenheira full stack estarão em alta.

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#2 Demanda por habilidades digitais e comportamentais

Para se destacar no mercado de trabalho do futuro, não bastará apenas ser um expert digital. O estudo debatido na Conferência de Davos também apontou uma demanda por uma combinação entre habilidades digitais e comportamentais. Presidente da Universidade Carnegie Mellon, Farnam Jahanian recomenda que educadores e líderes devem trabalhar a questão das habilidade com um mindset de crescimento flexível.

Ele analisa que é importante ensinar aos jovens habilidades digitais e como usar a tecnologia de forma responsável, mas ao mesmo tempo os profissionais do futuro devem saber lidar com problemas de várias perspectivas, cultivar a criatividade, ter penso crítico e ser capaz de estabelecer comunicações complexas. Farnam ainda opina que quanto mais comum a automação se tornar, mais essas habilidades serão valorizadas.

O ministro do trabalho da França, Muriel Pénicaud, opina que as habilidades comportamentais e o aprendizado contínuo serão os grandes pilares para os profissionais do futuro.

#3 Liderança e colaboração serão essenciais para o desenvolvimento de habilidade

Muitas das discussões realizadas na Conferência de Davos estavam relacionadas a como as lideranças podem ajudar os profissionais com o upskilling. O termo se refere ao aprimoramento de habilidades, então diz respeito a se desenvolver no campo em que já possui certo domínio. Uma pesquisa da PwC, divulgada em dados, descobriu que existe uma relação entre o otimismo econômico, confiança em empreendimentos futuro e o progresso em relação ao upskilling.

CEOs que já trabalham a questão do upskilling em suas organizações são mais otimistas em relação ao bons resultados de suas organizações. Além disso, eles percebem os trabalhadores mais produtivos e com maior capacidade de inovação. O reskilling, que se refere a aprender novas habilidades, também foi citado por muitas lideranças como uma necessidade indispensável para se adaptar ao futuro do trabalho.

Explicando o estudo na Conferência de Davos, o diretor da PwC Bob Moritz afirma que as pessoas estão buscando por líderes que apontem um caminho em direção ao futuro e que essa liderança precisa entender as necessidades de sua força de trabalho, seus objetivos e o que os motivam para, consequentemente, empoderarem o profissionais e desenvolverem culturas de aprendizado contínuo. Além disso, as soluções para essas questões devem ser criadas de forma colaborativa entre vários grupos, de níveis e hierarquias diferentes.

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