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Escuta ativa: como e por que se tornar um ótimo ouvinte

Por Tradução do LinkedIn

Praticar a escuta ativa exige atenção ao que se fala, ao que se pensa e à linguagem corporal; especialista em inteligência emocional dá 8 dicas sobre como melhorar

Travis Bradberry literalmente escreveu o livro sobre inteligência emocional: trata-se de “Inteligência Emocional 2.0”, bestseller que em março ganhou tradução para o português. Cofundador da TalentSmart, que cria testes e treinamentos sobre o tema para grande parte das 500 maiores companhias do mundo, o autor defende que ouvir atentamente é uma habilidade cada vez mais importante.

Confira abaixo as dicas que ele deu em seu post no LinkedIn, traduzido pelo Na Prática:

Escutar é um pouco como ser inteligente: a maioria das pessoas acha que está acima da média, mesmo que isso seja impossível. E escutar é uma habilidade que você quer dominar: um estudo recente feito pela Universidade George Washington mostrou que escutar pode influenciar a performance de um líder no trabalho em até 40%.

Há tanta falatório acontecendo no trabalho que as oportunidades para escutar são abundantes. Falamos para oferecer feedback, dar instruções e comunicar deadlines. Além das palavras faladas, há informações inestimáveis a serem decifradas através do tom de voz, linguagem corporal e o que não é dito. Em outras palavras, falhar em manter suas orelhas (e olhos) abertos pode te tirar do jogo.

A maioria das pessoas acredita que suas habilidades de escuta estão como deveriam estar, mesmo que não estejam. Um estudo da Universidade Wright State entrevistou mais de 8 mil pessoas em posições diferentes e quase todos se avaliaram como bons ouvintes ou melhores que seus colegas. Sabemos intuitivamente que muitos estão errados.

A escuta eficaz é algo que pode ser aprendido e dominado. Mesmo que você ache que a escuta ativa é difícil e em algumas situações entediante e chato, não significa que não consegue fazer. Você só precisa saber no que trabalhar. E há estratégias diretas que pode seguir para chegar lá:

1. Foco

O maior erro que as pessoas cometem quando se trata de escutar é ter um foco tão grande no que dirão em seguida ou como o que vão dizer será afetado pelo que o outro está falando que falham ao escutar o que está sendo falado. As palavras são claras, mas o significado está perdido. Pode parecer uma sugestão simples, mas focar não é tão fácil quanto parece. Seus pensamentos podem ser incrivelmente dispersantes.

2. Guarde seu telefone

É impossível ouvir bem e monitorar seu telefone ao mesmo tempo. Nada deixa as pessoas mais desanimadas que uma mensagem no meio da conversa ou mesmo uma olhada rápida. Quando você se compromete com uma conversa, foque toda sua energia nessa conversa. Vai descobrir que ficam mais prazeirosas e eficazes quando mergulha nelas.

3. Faça boas perguntas

As pessoas gostam de saber que você está escutando e mesmo um ato simples como uma pergunta para esclarecer algo mostra que você não está apenas ouvindo, mas que se importa com o que está sendo dito. Você vai se surpreender com quanto respeito e apreciação ganha só ao fazer boas perguntas.

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Além de verificar o que ouviu, você deveria fazer perguntas que angariam mais informações. Exemplos de perguntas investigatórias incluem “O que aconteceu depois?” e “Por que ele disse isso?” A chave aqui é se assegurar de que suas questões realmente adicionam à compreensão do que foi dito ao invés de só levar a conversa para outro assunto.

4. Pratique a escuta reflexiva

O psicólogo Carl Rogers cunhou o termo “escuta reflexiva” para descrever a estratégia de escuta que envolve repetir o significado do que está sendo dito para garantir que você interpretou as palavras corretamente. Ao fazer isso, você dá ao locutor a oportunidade de esclarecer o que quis dizer. Quando pratica a escuta reflexiva, você não deve somente repetir as palavras para o locutor. Use suas próprias palavras para mostrar que absorveu a informação.

5. Use linguagem corporal positiva

Tornar-se consciente de seus gestos, expressões e tons de voz (e garantindo que são positivos) atrairá pessoas como se fossem formigas num piquenique. Usar um tom entusiástico, descruzar os braços, manter contato visual e inclinar-se na direção do locutor são todas formas positivas de linguagem corporal empregadas por ótimos ouvintes. Pode fazer toda diferença numa conversa.

6. Não julgue

Se quiser ser um bom ouvinte, precisa manter a mente aberta. Isso faz com que você seja mais acessível e interessante para os outros. Ninguém quer ter uma conversa com alguém que já tem uma opinião formada e não está disposto a ouvir. Manter uma mente aberta é crucial no trabalho, onde acessibilidade significa acesso a novas ideias e ajuda.

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Para eliminar noções preconcebidas e julgamentos, você precisa ver o mundo pelos olhos dos outros. Isso não significa acreditar no que acreditam ou aprovar seus comportamentos: simplesmente significa parar de julgar por tempo suficiente para realmente entender o que estão dizendo.

7. Mantenha a boca fechada

Se você não está checando se entendeu ou fazendo uma pergunta investigatória, não deveria estar falando. Pensar no que você vai falar em seguida não só tira sua atenção do locutor como sequestrar a conversa mostra que você acha que tem algo mais importante para dizer. Isso significa que você não deveria correr com soluções para os problemas do orador.

Querer ajudar os outros faz parte da natureza humana, especialmente quando é alguém de quem você gosta, mas muitos de nós não percebem que, quando corremos com um conselho ou solução, estamos diminuindo o outro. É essencialmente um jeito mais aceitável de dizer: “OK, já sei. Pode parar agora!” O efeito é o mesmo.

8. Junte tudo isso

A vida é corrida e parece que acelera todos os dias. Tentamos fazer milhões de coisas ao mesmo tempo e às vezes dá certo, mas ouvir de maneira ativa e eficaz não é algo que dá para fazer na correria. É algo que requer um esforço consciente.

Leia também: 14 técnicas de facilitação que fazem a diferença no dia a dia profissional

Artigo originalmente publicado no LinkedIn e traduzido pelo Na Prática

 

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