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profissionais de computação no mercado financeiro

Conheça oportunidades no mercado financeiro para profissionais de computação

Por Tatyane Mendes

Superintendente da B3 fala sobre o papel dos profissionais da computação no mercado financeiro, em constante inovação e automação, e como eles podem desenvolver sua carreira no setor.

Em um mercado de trabalho em constante inovação e automação, os profissionais de computação são altamente requisitados por empresas de diversos setores. O mercado financeiro é um deles, apostando na tecnologia para oferecer melhores serviços aos clientes e desenvolver constantemente os negócios.

Para Thiago Bazílio, superintendente de Negociação da B3, a bolsa do Brasil, as empresas do setor têm a maior parte do seu quadro de funcionários e colaboradores com background em tecnologia, aumentando a demanda por profissionais de computação no mercado financeiro. “Isso porque os serviços financeiros de hoje são completamente baseados em sistemas, algoritmos ou alguma plataforma de distribuição”, esclarece. Como exemplo, ele cita corretoras de valores com infraestruturas complexas, usadas para atender os clientes por meio de aplicativos e sites.

De acordo com Thiago, profissionais das áreas de exatas normalmente têm mais facilidade para entender as regras de negócios do mercado financeiro, mesmo as mais complexas.

Programa de contratação

“Isso é uma enorme vantagem competitiva e faz com que esses profissionais não sejam somente analistas ou gestores na área de tecnologia, mas profissionais com mobilidade dentro da empresa”, observa.

Qual é o perfil desejado dos profissionais de computação no mercado financeiro?

As empresas precisam de profissionais com perfis dinâmicos e ligados a múltiplas disciplinas, como processos, Compliance e inovação, Administração, Direito e especialmente tecnologia. Thiago destaca ainda algumas áreas em que profissionais de computação e tecnologia podem trabalhar no mercado financeiro.

Leia também: Por que a B3, a bolsa do Brasil, precisa de profissionais de tecnologia?

Oportunidades de atuação

#1 Infraestrutura de TI (servidores, sistemas operacionais, redes, etc.);
#2 Desenvolvimento (web, mobile, Java, .Net, C++, etc.);
#3 Testes (funcionais, performance, capacidade, etc.);
#4 Suporte (conhecimentos gerais sobre aplicação, middleware, sistema operacionais e infraestrutura);
#5 Processos e Governança (engenharia de software, gestão de projetos, ITIL, Agile, SCRUM, LEAN, etc);
#6 Operações de TI (processamento noturno, rotinas de backup, etc.)

O superintende também esclarece que os profissionais de computação podem trilhar dois caminhos dentro da companhia: o de gestor e o de especialista.

“Na carreira de gestão, o profissional poderá gerenciar uma equipe (que pode conter outros gestores), enquanto como especialista ele desenvolverá ainda mais o lado técnico. A vantagem do segundo é que os profissionais podem continuar crescendo e se desenvolvendo sem ter que optar por uma carreira de gestão, que requer competências além das técnicas”, analisa.

O superintendente trabalhou por 11 anos na área de tecnologia da bolsa até aceitar o desafio de atuar no setor de negociação eletrônica. “Atuar na área de negócios da companhia exige conhecimentos de negócios e de tecnologia, pois os serviços são muito baseados na tecnologia oferecida”, garante.

4 habilidades essenciais para profissionais de computação no mercado financeiro

Com 16 anos de experiência atuando nas áreas de negociação do mercado financeiro, o superintendente da B3 aponta quais as habilidades e atitudes mais importantes para que um profissional de computação possa se destacar na carreira.

#1 Ser comprometido com as entregas
#2 Saber trabalhar em equipe
#3 Investir em comunicação interpessoal (saber “vender” uma ideia ou um projeto)
#4 Estar alinhado com a cultura da empresa e contribuir positivamente com o clima corporativo.

“Diante disso, você deve estar se perguntando se eu esqueci do conhecimento técnico, não é mesmo? Mas não, eu não esqueci. Ele é importante, mas há uma expressão que cada dia se faz mais verdadeira: “as empresas contratam por competências técnicas e demitem pelo comportamento”. Então lembre-se: o conhecimento técnico é adquirido rapidamente, o comportamento é mais difícil de ser modelado”, finaliza.

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