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O que faz a área de inovação de uma empresa (e quem trabalha lá)

Por Tatyane Mendes

Analista de inovação da EDP Brasil, reconhecida por duas vezes como uma das mais inovadoras do país, explica o que faz uma área de inovação dentro das empresas e como funciona o trabalho dos profissionais dentro dela.

A capacidade de inovar é uma das habilidades mais requisitadas dentro do mercado de trabalho. Por isso, as empresas cada vez mais investem na área de inovação, seja com departamentos próprios ou equipes focadas no assunto. Contudo, esse esforço às vezes pode parecer um pouco abstrato, uma vez que não existe uma receita pronta para inovar. Analista de inovação da EDP Brasil, eleita por duas vezes uma das empresas mais inovadoras do Brasil no prêmio Valor Inovação (2018 e 2020), Rodrigo Carvalho explica como funciona o trabalho desses setores.

Para que serve a área de inovação?

Ainda que cada organização possa trabalhar a questão de formas diferentes, Rodrigo aponta alguns pontos em comum que podem ser levantados sobre o assunto. “Conheci diversas áreas de inovação corporativa no mercado que apresentavam diferentes visões e métodos de como trabalhar com inovação.” 

“Definindo em linhas gerais, posso dizer que a área de inovação dentro de uma empresa possui a responsabilidade de garantir um posicionamento competitivo e gerar valor no mercado presente e futuro, de maneira sustentável e eficiente”, define.

 

 

Nesse sentido, ele explica que a área de inovação precisa ter como objetivo explorar novas oportunidades de mercado, inclusive olhando para ferramentas que possam melhorar as atividades da companhia. “Esse trabalho passa por tecnologias, métodos, processos, programas e projetos de inovação. Tudo isso deve ser utilizado a fim de garantir o caráter competitivo e o ganho de valor. Existem inúmeras maneiras com que uma empresa pode desenvolver a inovação corporativa. Todas elas são trabalhadas em diferentes graus de maturidade e processos, que são guiados de acordo com a estratégia macro da organização”, explica.

Rodrigo cita alguns exemplos de como implementar processos de inovação. Entre eles estão: 

  • criação de estratégias focadas em inovar;
  • desenvolvimento da cultura de inovação;
  • busca por inovações no mercado (prática que ficou conhecida como inovação aberta ou open innovation, em inglês);
  • desenvolvimento do intraempreendedorismo;
  • aquisições de outras empresas inovadoras e 
  • desenvolvimento técnico das inovações em si.

Desenvolvendo inovações dentro da empresa

As empresas querem ser inovadoras, mas nem sempre estão preparadas para criar um ambiente onde isso seja possível. Rodrigo explica que na EDP a inovação é enraizada por toda a organização, sendo inclusive um dos princípios da cultura organizacional. Ainda que simples, essa estratégia facilita que a inovação se desenvolva no ambiente profissional. “Temos uma ambição muita clara e pública em ser uma das empresas mais inovadoras não só no nosso segmento, mas em todo o Brasil. Por conta disso, a diretoria da área de inovação trabalha diretamente ligada à toda estratégia do grupo e em sintonia com a alta liderança”, aponta.

O trabalho desenvolvido pela área de inovação na organização tem um foco específico em estimular um ambiente favorável dentro da empresa, intensificar o relacionamento com o ecossistema empreendedor, buscar novas soluções, tecnologias e modelos de negócios para a EDP Brasil, desenvolver parcerias estratégicas para alavancar o negócio e reforçar o reconhecimento da companhia como uma das empresas mais inovadoras do país.

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“Para atingir esses objetivos, tocamos diversas iniciativas e parcerias com grandes corporações. Temos programas voltados para a aceleração de startups globais, capacitação de habilidades de inovação, criação de estruturas de aceleração de projetos e iniciativas internas de inovação. Além disso, trabalhamos com a exploração de tendências tecnológicas e de mercado, busca por novas fontes de financiamento para projetos de inovação, criação de planos e agendas estratégicas, assim como a gestão e captura de valor de todo o portfólio de iniciativas da EDP Brasil”, exemplifica.

Rodrigo analisa que todos esses esforços fazem com que o posicionamento da empresa seja reconhecido por prêmios, como o da Valor Econômico, e por outros players do mercado. “Os diretores da área de inovação são constantemente convidados por organizações que trabalham no ecossistema de inovação brasileira para compartilhar experiências e visões de futuro, tanto no setor quanto sobre a própria metodologia de trabalho e incentivo à prática”, esclarece.

A organização do trabalho

A área de inovação da EDP Brasil conta com dez profissionais que são divididos entre quatro frentes de atuação: inovação aberta, cultura de inovação, pesquisa e desenvolvimento e, por fim, projetos e parcerias estratégicas. 

“Nosso time atualmente é composto por engenheiros, administradores e cientistas sociais com perfis bastantes diversificados. Temos desde profissionais mais analíticos e técnicos até abstratos e criativos. Nossa rotina demanda trabalhar bastante com pessoas e, ao mesmo tempo, com desenvolvimento de diversos tipos de projetos”, compartilha.

Hoje analista, Rodrigo entrou na companhia ainda como estagiário na frente de pesquisa e desenvolvimento. Ele garante que essa etapa foi fundamental para seu desenvolvimento dentro da organização e para se aprofundar na área de inovação. 

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“Acredito que foi de suma importância minha preocupação em utilizar novas ferramentas e tecnologias para otimizar processos já consolidados, meu senso crítico na formulação de boas perguntas e construção de apresentações durante as discussões. Apesar de estar posicionado em uma frente específica, nossa diretoria tem bastante fluidez entre as áreas, o que me deu oportunidades de interagir com todas as nossas iniciativas de inovação e me posicionar cada vez mais como um perfil de boa relação interpessoal”, analisa.

Atualmente, o analista está alocado na área de projetos e parcerias estratégicas. “Estou sempre pesquisando, explorando e desenvolvendo novas e grandes oportunidades de inovação por meio de parcerias com outras organizações. Tenho uma rotina que demanda bastante pesquisa de tendências e boas práticas, por meio de artigos, benchmarks e webinars. Além disso, preciso sempre colocar em prática o desenvolvimento de relações interpessoais com todas as diretorias para a estruturação e gestão de uma nova arquitetura de inovação”, aponta.

Para quem tem interesse no segmento, características desejadas para o time da área de inovação costumam ser: ter paixão por trabalhar com processos de exploração e aprendizado, interesse por novas tecnologias e tendências, senso crítico aguçado e bom relacionamento interpessoal, de acordo com Rodrigo. Além disso, o analista de inovação observa que todos os profissionais da empresa possuem uma grande vontade de aprender coisas novas, baseada em uma cultura de exploração e eficiência, além de ambição de crescer, juntos, no setor de inovação.

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