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intraempreendedorismo

Por que intraempreendedorismo é uma habilidade procurada nos profissionais hoje em qualquer setor

Por Suria Barbosa

Já ouviu falar em intraempreendedorismo? Conheça os motivos que fazem dessa uma capacidade valorizada pela maior parte das empresas atualmente e por que vale a pena tentar ações do tipo mesmo quando o cenário é desfavorável.

Intraempreendedorismo, ou a capacidade de empreender dentro de uma organização, é uma qualidade valorizada nos profissionais pela maior parte das organizaões atualmente. Para Diego Martins, CEO e fundador da Acesso Digital, empresa de tecnologia que foca em simplificar e tornar mais segura a relação entre pessoas e companhias, a relevância desse fator tem muito a ver com o que promove a sustentabilidade de um negócio hoje. Isso por conta da facilidade que a tecnologia trouxe e da consequente velocidade com que as inovações se dão.

Ser um intraempreendedor é tão importante que essa é uma das competências que o CEO procura na hora de aumentar o time da Acesso Digital. Avaliando isso ao longo do tempo, Diego considera que o intraempreendedorismo seja composto por três aspectos na personalidade:

  • perspicácia de identificar problemas relevantes que não foram expostos;
  • capacidade de se mover à execução mesmo ser um pedido externo e
  • ser “dono do problema” – ou, assumir a responsabilidade dos fatos para si.

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Como essa característica é identificada na seleção de profissionais?

Para Diego, primeiro, as companhias precisam hubs que conectam pessoas com a característica, seja ele uma ferramenta de seleção ou um grupo, uma faculdade, incubadora.

Em segundo lugar, na seleção, no entanto, sua equipe se preocupa em perceber o nível de apreço do profissional pela atividade que faz. “O quanto o trabalho, para essa pessoa, é uma coisa boa e não ruim”, diz ele. “Quem tem algum sonho, enxerga o trabalho como fonte de realização, na nossa leitura tem muito mais chance de empreender além daquilo que lhe pedem para fazer.”

O terceiro passo é compreender se o candidato tem humildade, algo essencial para que ele tenha capacidade de aprender com o erro e buscar conhecimento externo – inclusive com outras pessoas – para complementar o seu.

O quanto você consegue comprovar que transformou realidades no passado? Seja em outras experiências profissionais ou na própria carreira acadêmica. Diego explica que esse é um quarto aspecto importante para avaliar na busca por intraempreendedores.

Por fim, o quinto fator é a tendência a se responsabilizar (conhecido como locus interno). Quem não tem o perfil, costuma atribuir os fatos a fatores externos (locus externo). “Procuramos encontrar pessoas que assumem a responsabilidade para si e não necessariamente culpam o mundo pelo que não conseguiram”, destaca o fundador da Acesso Digital.

O que é preciso para potencializar sua capacidade de intraempreender?

Ainda que a tendência atual seja que todas as organizações e setores busquem esse tipo de profissional, algumas terão, inevitavelmente, mais espaço para ações de intraempreendedorismo. “Eu buscaria empresas que têm um crescimento visivelmente acelerado porque [nelas] as oportunidades são gigantes para quem quer empreender.” Seja por conta de problemas que o crescimento gerou, ou até alto nível de autonomia para fazer coisas novas, detalha o CEO.

O contexto atual é marcado por organizações em duas fases, segundo Diego: empresas novas buscando ser grandes e empresas grandes desenvolvendo ações e cultura de pequenas. Nas mais tradicionais, em que há mais governança, embora o intraempreendedorismo seja valorizado, o profissional encontra mais obstáculos.

“Desafios diferentes, mas o cenário está favorável para todo mundo que tem essa característica”, diz, “essa combinação abre espaço para quem vem com vontade de fazer grandes mudanças.”

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Onde o cenário não é favorável ao intraempreendedorismo, vale a pena tentar?

Para Diego, vale. “Eu ficaria [na companhia] até finalizar alguma grande conquista de autoria própria”, diz. “Todo mundo que quer empreender deveria passar por um teste em uma empresa grande, complexa, burocrática, chegando no fim com algum tipo de sucesso claro”, completa ele. Isso mesmo que o resultado final não seja tão sofisticado quanto o objetivo inicial.

“Se você tiver capacidade de ser resiliente e ter muita estratégia, articulação, [habilidade de] conquistar quem te apoie, não tenho dúvida de que isso vai te ensinar muito para quando você for para uma empresa com apetite a risco, fazer as coisas acontecerem em uma velocidade maior do que as outras pessoas.”

Nesse tipo de cenário, sua dica é que o profissional estude as possibilidades. “Poucas pessoas percebem que a principal coisa que você precisa fazer em um terreno hostil é mapear ele por todos os ângulos e lados”, explica. “Você tem que ter capacidade de conversar com muitas pessoas dentro da empresa, de áreas diferentes, para entender a dinâmica que faria com que você tivesse sucesso.”

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