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Qual é o modelo de currículo mais adequado para vagas internacionais

Por Redação, do Na Prática

No que diz respeito a objetividade e exatidão, vale a mesma regra que no Brasil; porém, dependendo do país em que se está buscando uma vaga, certas experiências merecem mais visibilidade que outras

Uma das questões que costuma gerar mais dúvidas entre estudantes e profissionais em começo de carreira é a criação de um modelo de curriculum adequado à sua área de atuação. Quando falamos em vagas internacionais, as dúvidas se tornam generalizadas e profissionais de todos os segmentos podem se sentir perdidos.

É importante entender que, para concorrer a vagas internacionais, não basta traduzir o seu currículo para o inglês ou para a língua do seu país de destino. É preciso verificar as características e peculiaridades de cada lugar.

Os europeus, por exemplo, valorizam muito a formação acadêmica do profissional, por isso estas informações merecem destaque no seu modelo de curriculum.

Já nos EUA, por sua vez, atividades extracurriculares e trabalho voluntário são fatores que não podem faltar.

Uma forma de fazer esta pesquisa é procurar perfis no LinkedIn de profissionais que atuam na área em que você deseja trabalhar e verificar quais são as características mais comuns. Consultar especialistas em recrutamento no país de destino também é muito útil para quem está se candidatando pela primeira vez.

Em alguns países, como nos Estados Unidos, as cartas de recomendação são muito valorizadas. Elas são importantes tanto para a conquista de um emprego, como de vagas em cursos universitários e pós-graduação (sobre essas oportunidades, você pode ler mais no portal Estudar Fora).

Por isso é importante que você consiga referências tanto acadêmicas, quanto profissionais de professores, colegas de trabalho e empregadores com quem você já trabalhou.

Quem está a procura de experiência profissional fora do país, inclusive, não deve deixar de conferir a plataforma Jobbatical, que conecta gratuitamente quem busca empregos de curta duração no exterior com empresas dispostas a receber estrangeiros. A empreendedora Karoli Hindriks, criadora da plataforma, deu uma entrevista ao Na Prática e ofereceu dicas aos interessados.

Já para estágio no exterior, vale conferir os vídeos com dicas de brasileiros que conquistaram vagas fora do país e o relato da estudante de administração Carolina Michelutti sobre suas experiências de estágio internacional na França e na Holanda.

9 dicas práticas para criar seu modelo de curriculum internacional


1. Vá direto ao ponto

Assim como no Brasil, o modelo de curriculum utilizado em outros países também deve ser enxuto e objetivo. Lembre-se que a função deste documento é a mesma: mostrar ao recrutador quais são as suas habilidades e qualificações. A partir das suas pesquisas e conversas, observe o que é mais valorizado no seu país de destino e vá direto ao ponto.

2. Esqueça os tradutores automáticos

Outra dica é evitar usar tradutores automáticos, como Google Tradutor. Muitas vezes eles falham em dar o contexto da palavra e criam traduções equivocadas, que não fazem sentido. Se você tem dúvidas sobre algum termo é melhor procurar ajuda de um amigo com proficiência na língua, ou até mesmo de um tradutor profissional para resolvê-la.

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3. Seja sincero quanto ao seu domínio do idioma

Isso nos leva ao próximo tópico. Seja sempre honesto ao declarar seu nível de proficiência no idioma, pois além de ser submetido a testes e entrevistas, o idioma fará parte do seu dia a dia e é fundamental que as suas habilidades sejam compatíveis com as atividades que você irá realizar.

4. Em inglês, evite a voz passiva

Se o seu curriculum for escrito em inglês, convém evitar o uso da voz passiva. Essa forma de expressão nem sempre é correta na língua inglesa e pode levar a erros. Prefira a ordem direta das frases. Por exemplo, ao invés de mencionar no currículo ‘Essa tarefa foi realizada por mim’ (This task was accomplished by me), prefira ‘Eu realizei essa tarefa’ (I accomplished this task).

5. Inclua seu tipo de visto ao lado da nacionalidade

Entre os dados pessoas, é importante colocar de onde você veio e qual é seu status no país. Logo no começo, abaixo do seu nome e meios de contato, inclua sua nacionalidade e seu tipo de visto. Tem dupla nacionalidade? Então coloque ali algo como “Brazilian – Spanish Citizenship”. Tem visto de estudante? Escreva “Brazilian – Student Visa”.

Isso facilita o trabalho dos recrutadores, já que todo país segue diversas regras e tratados quando se trata de contratar um estrangeiro.

6. Observe os anúncios de emprego com atenção

Um ótimo jeito de chamar a atenção de quem contrata é personalizar seu currículo para cada vaga, destacando suas habilidades que seriam úteis naquele momento.

Para fazer isso da maneira mais genuína possível, leia diversos anúncios de emprego em seu país de interesse para entender quais são as palavras-chave a as frases mais frequentes nesse contexto.

Depois de dominar esses fatores, você pode aplicá-los em seu próprio currículo, tornando-o mais parecido com os currículos de outras pessoas daquela nação específica. Em sites como o Top Languages Jobs, você pode estudar anúncios em diversos idiomas.

7. Inspire-se nos currículos que já existem

Investigue o LinkedIn em outras línguas para saber exatamente como cidadãos de seu país de interesse costumam organizar seu currículo, o que lhe trará muitos insights e possibilidades de melhoria.

E agora que você já sabe um pouco mais sobre como criar um modelo de curriculum para vagas internacionais, confira os currículos de presidentes de multinacionais para se inspirar!

8. Quer trabalhar na Europa? Conheça o Europass

O Europass é uma plataforma online voltada para cidadãos europeus que querem estudar e trabalhar dentro da União Europeia, um trânsito que exige pelo menos cinco tipos de documentos. Como os países são diferentes, o Europass oferece um modelo de currículo “formatado” para facilitar a comunicação entre seus membros – e que pode servir de base para o seu!

9. Busque cartas de recomendação

Como sua experiência no Brasil pode não ser tão reconhecida pelos recrutadores – uma empresa ou faculdade famosa aqui talvez não seja tão famosa fora –, o conselho é investir em cartas de recomendação, que devem ser enviadas junto com o currículo.

Procure pessoas que possam ser suas referências (tanto no campo acadêmico quanto profissional, como professores e chefes) e peça que escrevam sobre as experiências que tiveram com você e destaquem suas qualidades.

Naturalmente, o texto deve ser enviado no idioma do país em questão. Caso quem o recomende não domine a língua, providencie você mesmo a tradução – afinal, uma carta já é um grande favor! E não se esqueça de avisar que é possível que recrutadores entrem em contato para verificar as informações.

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