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Jeff Bezos, CEO da Amazon

Como Jeff Bezos, CEO da Amazon, toma decisões

Por Suria Barbosa

CEO da Amazon e considerado o homem mais rico da história moderna, Jeff Bezos toma decisões com base em alguns fundamentos inusitados para garantir o acerto, a velocidade, e a capacidade de inovação.

Com uma fortuna estimada em 150 bilhões de dólares, Jeff Bezos é considerado o homem mais rico, não só do mundo, como de toda história moderna. Formado na Universidade Princeton, começou a construir seu império bilionário quando fundou a Amazon, em 1994.

Hoje a companhia é a maior varejista online do mundo, em relação à receita e à capitalização de mercado (estimativa de quanto a empresa vale levando em conta condições econômicas e monetárias futuras).

Como criador, presidente e CEO da Amazon, suas decisões tiveram e têm um papel crucial no rumo da organização. Por incrível que pareça, muitas delas não são tomadas com base na racionalidade do empresário.

“Todas as minhas melhores decisões nos negócios e na vida foram feitas com coração, intuição, coragem … não análise”, afirmou ele em evento no Clube Econômico de Washington, reporta o site Business Insider.

“Se você consegue tomar uma decisão com análise, você deve fazer isso. Mas acontece que na vida suas decisões mais importantes são sempre feitas com instinto e intuição, bom gosto, coração.”

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Reversível ou irreversível?

A revista Forbes explica que o CEO da Amazon considera indispensável, em qualquer processo de tomada de decisão, definir se ela é irreversível ou reversível. Ele as chama de Tipo 1 e Tipo 2, respectivamente. Isso importa porque orienta o nível de complexidade do processo decisório. E isso importa ainda mais quando a velocidade conta, como em relação ao ciclo de inovação de uma empresa.

“À medida que as organizações crescem, parece haver uma tendência a usar o processo pesado de tomada de decisão do Tipo 1 na maioria das decisões, incluindo muitas decisões do Tipo 2″, disse Bezos em sua carta aos seus acionistas em 2015. “O resultado final disso é a lentidão, a aversão ao risco, a falta de experimento suficiente e, conseqüentemente, a diminuição da inovação”, completa ele.

Do outro lado, companhias que usam o modelo “leve” de decisões do Tipo 2 para escolhas do Tipo 1, segundo ele, estão fadadas a serem extintas antes de se tornarem grandes.

“Ser lento vai ser caro, com certeza”, diz o CEO da Amazon

Na hora de decidir, faz sentido querer mais dados para analisar com mais informações. Mas Bezos aponta um problema de se apegar à essa tática todo o tempo. “Se você espera pelos 90% [de dados], na maior parte dos casos, você provavelmente está sendo muito lento”, destaca na carta aos acionistas de 2016.

Em vez disso, ele indica fazer a melhor análise possível com o que se tem, decidir e continuar avaliando depois da decisão. E padronizar esse processo, para que ele ocorra com a agilidade necessária para correções.

“Se você é bom em corrigir, errar pode ser menos caro do que você pensa”, escreve ele aos acionistas. “Considerando que ser lento vai ser caro, com certeza.”

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A velocidade das decisões e a capacidade de inovação

Toda a preocupação com a velocidade das decisões parte da preocupação do CEO da Amazon em fomentar a inovação, mesmo que isso abra portas para mais chances de erro.

“Você precisa, de alguma forma, tomar decisões de alta qualidade e alta velocidade”, afirma Bezos no documento de 2015. “É fácil para startups e muito desafiador para grandes organizações. “A equipe sênior da Amazon está determinada a manter a velocidade de tomada de decisões alta. A velocidade é importante nos negócios – além de que um ambiente de tomada de decisões com alta velocidade também é mais divertido.”

“Discordar e confiar”

Para aumentar a velocidade, uma das medidas que o CEO da Amazon institui mostra que ele está disposto, inclusive, a desprivilegiar o consenso. Não só está disposto, como incentiva que isso ocorra, quando necessário.

Ele chama o processo de “discordar e confiar” (disagree and commit). “Se você tem convicção em uma determinada direção, mesmo que não haja consenso, é útil dizer: ‘Olha, eu sei que discordamos disso, mas você vai apostar comigo? Discordo e confio?'”, diz ele na carta de acionistas de 2016.

A medida não deve ser aplicada apenas por chefes, não é uma questão de autoridade. “Eu discordo e confio o tempo todo”, diz Bezos.

“Essa abordagem promove discussões abertas e desavenças saudáveis, ao mesmo tempo em que favorece a necessidade de velocidade sobre o conforto do consenso”, destaca a revista Forbes.

 

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