Freelancer: O que é? Saiba tudo sobre esse ramo e modalidade de trabalho

O trabalho freelancer tende a se tornar uma alternativa importante para profissionais e empresas após a pandemia de Covid-19. Neste artigo, nós te explicamos tudo o que você precisa saber para entender o mercado, para encontrar trabalhos e para se destacar.

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O que significa freelancer?

Freelancer é uma palavra do inglês que, traduzida, quer dizer “trabalhador autônomo”.

Em linhas gerais, portanto, o trabalho freelance se diferencia do tradicional por apenas um motivo específico: a forma de contrato firmado entre um profissional e um empresa.

Isso porque os freelancers, ao contrário de outros trabalhadores, realizam suas funções a partir da prestação de um serviço esporádico, sem vínculo empregatício,e que termina ao fim de um projeto.

Como funciona o trabalho de um freelancer?

Basicamente, é como se você contratasse alguém para fazer algo por você, como um jardineiro ou um pedreiro, por exemplo.

Você até quer que ele trabalhe com você por algum tempo, mas não vai precisar dos serviços dele no futuro e, portanto, é melhor não criar um vínculo contratual sem previsão de final.

É claro que, em muitos casos, a parceria entre contratante e contratado se torna mais duradoura, mas isso não implica em uma mudança no modo como o trabalho é acordado.

Ao fim do projeto e com o pagamento do serviço, a relação termina do ponto de vista legal.

Nesse universo, portanto, é comum que os profissionais abram uma Micro Empresa Individual (MEI), criem um CNPJ, e passem a emitir nota fiscal para o seus clientes.

Aqui no Na Prática, nós temos um conteúdo que explica todas as diferenças entre o trabalho via MEI e via CLT.

Você pode acessar clicando aqui, mas, de modo simplificado, um deles é feito da maneira já descrita, como a prestação de um serviço, e o outro da maneira tradicional, em que você se torna funcionário de alguém ou de uma empresa.

E quais as áreas mais promissoras para um profissional freelancer?

Segundo um estudo publicado em 2021 pela plataforma internacional Freelancer, 66% das empresas devem ampliar o número de trabalhadores dessa modalidade após a pandemia de Covid-19.

No mesmo relatório, 70% dos entrevistados disseram que vão incentivar o trabalho remoto também.

A mesma Freelancer publica um outro estudo, chamado fast 50, que aponta quais são os 25 tipos de trabalhos que mais cresceram no mercado desses profissionais no trimestre. Entre janeiro e março de 2021, estas são as áreas:

#1. Blockchain – 59.47 %
#2. Fotografia –  50.21 %
#3. Alemão – 43.78 %
#4. Extração de Dados – 26.25 %
#5. Redator de Blog – 24.75 %
#6. Francês – 24.37 %
#7. Local Job – 22.94 %
#8. Design de Interiores – 20.18 %
#9. Espanhol -18.20 %
#10. Vue.js – 17.26 %
#11. Arquitetura -16.99 %
#12. Home Design – 16.93 %
#13. Transcrição – 16.44 %
#14. Flutter – 15.49 %
#15. Escrita Médica – 14.76 %
#16. Redação de e-books – 14.71 %
#17. Express JS – 14.51 %
#18. Full Stack Development – 14.49 %
#19. Deep Learning – 14.05 %
#20. Redator de Livros – 13.31 %
#21. Suporte ao Cliente – 13.30 %
#22. Videografia -13.26 %
#23. 3D Rendering – 11.67 %
#24. Customer Service – 11.62 %
#25. Call Center – 11.60 %

Como conseguir trabalho freelance?

Durante a pandemia de Covid-19, o trabalho freelance, tanto quanto o tradicional, foi online. Mas, em alguns casos, pode acontecer de um profissional precisar ir até algum lugar para executar um projetos. Fotógrafos, por exemplo, não podem fazer fotografias à distância – pelo menos não na maioria dos trabalhos que existem.

Ainda assim, a maneira principal de encontrar trabalho freelance hoje é no mundo online. Siga as seguintes dicas para melhorar as suas chances de conseguir um trabalho como freelancer:

#1. Faça networking

Um passo inicial importante para conseguir trabalho como freelancer é se conectando às pessoas que oferecem trabalho e que já trabalham na mesma área que você.

Hoje em dia, esse tipo de contato ocorre de forma sistemática, todos os dias, no LinkedIn – uma rede social feita para pôr empresas e profissionais em contato o tempo todo.

É importante fazer um perfil, mantê-lo atualizado e se conectar às pessoas de interesse. Eventualmente, publique seus trabalhos, no LinkedIn e em outras redes, para divulgar as suas habilidades.

Em outro ponto, é importante participar de eventos e outras atividades que integram a sua rede profissional. Assim, você estará perto das tendências do mercado freelancer e vai saber como agir para se destacar.

Se você tem dúvidas sobre como usar essa rede, acesse este guia do Na Prática sobre o assunto

#2. Crie um portfólio

É extremamente importante que você crie um portfólio para que os empregadores possam conhecer o seu trabalho como freelancer. Só assim é que eles ou elas poderão entender se você tem qualificação para o trabalho, como você trabalha e o seu nível de experiência.

Sites como Contently, Medium, Wix, Behance, Pinterest e outros podem te ajudar a montar uma apresentação dos seus trabalhos ou de cases de sucesso na sua carreira. Pode ser necessário também, eventualmente, que você crie um currículo e envie junto ao portfólio. Por isso, não descarte essa opção e a mantenha sempre atualizada.

Clique aqui e acesso nosso guia sobre como a importância do portfólio e sobre como montar um para conquistar uma vaga

#3. Acesse as plataformas

Com uma boa rede para entender o mercado e com um portfólio bem atualizado, é preciso ir atrás dos clientes. Para isso, existem plataformas especializadas que podem te ajudar a encontrar um trabalho na sua área e com os clientes que você quiser.

Nessas plataformas, é preciso construir um perfil detalhado sobre suas competências, sobre sua formação e que exponha de maneira simples e objetiva o seu trabalho.

Atualmente, essas plataformas são a porta de entrada para muito profissionais ao mercado de trabalho. Não necessariamente você vai continuar sempre como freelancer, mas poderá, se quiser, encontrar clientes a longo prazo.

45 sites para encontrar trabalho freelancer 

O Na Prática possui uma lista atualizada mensalmente com as plataformas brasileiras e estrangeiras que conectam clientes a profissionais. Se você tem interesse em conhecê-las, acesse a seguir:

45 sites para encontrar trabalho freelance online

6 atitudes para garantir seus direitos como freelancer

#1. Informe-se

Inicialmente, é importante levantar todas as informações necessárias sobre a modalidade de trabalho, o que pode ser exigido, quais são as garantias, que preocupações o trabalhador deve ter e entender quais são as melhores alternativas para o que ele busca.

Nesse sentido, instituições como o Sebrae costumam prestar consultorias e cursos acessíveis sobre a temática freelancer. Além dele, órgãos representativos ligados à sua área de atuação também podem ajudar, como associações e sindicatos.

Vale ficar de olho no noticiários, também. De tempos em tempos, novos golpes ficam comuns e estar a par do que acontece pode ser uma boa saída para evitar problemas.

#2. Firme contratos

Os contratos oferecem garantias tanto para o trabalhador freelancer como para a empresa e esclarecem as obrigações e direitos das duas partes, facilitando a comunicação e realização do trabalho. Portanto, caso saia algo fora do combinado, o contrato também é uma forma de garantia do recebimento do valor proposto.

Principalmente quando o projeto em questão for grande, é importante balizar legalmente os parâmetros. Isso porque isso pode te garantir diretos e pagamentos em caso de desistência por parte do contratante.

Hoje em dia, aliás, é possível reconhecer firma online e longe dos cartórios. Basta que você tenha firma aberta, porém, e que cadastre a sua assinatura digital através do site e-notariado, do governo federal.

#3. Tenha um seguro para o seu trabalho freelancer

Os freelancers costumam depender de sua habilidade de trabalhar no momento e, caso não consigam, eles não recebem. Pode ser que os clientes cancelem a contratação ou que desistam de te contratar e então é possível que você fique na mão. E, em outro ponto, é possível que você fique doente ou que sofra algum acidente.

Para todas essas situações, é vantajoso possuir um seguro para cobrir a inabilidade de trabalhar e receber um percentual do dinheiro que seria ganho nesse período.

Alguns tipos de seguros que podem ajudar um freelancer são:

  • Seguro de responsabilidade civil: para reembolsos devidos a golpes e descumprimentos de contratos.
  • DIT – Diárias por Incapacidade Temporária: para quando a pessoa fica doente ou impossibilitada de trabalhar.

#4. Planeje-se

Outra questão importante para assegurar os direitos como freelancer é ter em mente que os trabalhadores freelancers dependem da demanda de clientes, que às vezes podem ser altas ou baixas.

Para não se tornar refém dessas oscilações é interessante que eles façam um planejamento financeiro e tenham uma reserva de dinheiro para conseguirem se manter nos períodos com poucas oportunidades de trabalho.

Confira mais sobre esse assunto em: Planos de carreira a longo prazo valem a pena?

#5. Contribua para a previdência

Depende desses trabalhadores também garantirem seus direitos de freelancer contribuindo para a previdência e planejando uma aposentadoria. Isso também leva em consideração imprevistos e a possibilidade do trabalhador não conseguir realizar seu trabalho.

É claro que, para esse passo, você pode optar por investir seu dinheiro de forma privada ou via pública, mas o importante aqui é pensar o seu futuro e preparar o seu descanso.

No caso da previdência privada, um caminho simples para passar a contribuir e ter os seus direitos garantidos deve seguir os seguintes passos:

  • Inscrição no Programa de Integração Social (PIS) como contribuinte individual;
  • Escolher a modalidade de contribuição que mais atende à sua necessidade;
  • Realizar os pagamentos periódicos através da GPS, uma espécie de carnê, que vence todo dia 15.

#6. Aprenda a negociar seu preço como freelancer

A negociação está ligada em todas as áreas do trabalho como freelancer. Seja discutindo prazos, valores ou condições, o trabalhador precisa desenvolver essa habilidade para trabalhar de forma que seja vantajosa e não prejudicial.

Para isso, existem alguns pontos a serem considerados na hora de dar um preço ao seu trabalho. São eles:

Seu nível de experiência

Um profissional freelancer que acabou de formar pode preferir cobrar menos para conseguir experiência e aumentar seu portfólio. Já um profissional com mais anos de carreira pode ter insumos para pedir mais dinheiro em troca de um serviço mais comprovadamente satisfatório.

O tempo para executar o trabalho

Como um profissional freelancer, você vai precisar aprender a gerir muito bem o seu tempo. Em algum tempo, será preciso que você saiba exatamente quanto tempo leva para finalizar os mais diferente tipos de projeto. Essa carga de trabalho pode ser utilizada para você calcular o valor do seu trabalho também.

Ou seja: considere quanto pretende ganhar em um mês e divida esse valor em horas de trabalho. Assim, você saberá precificar um projeto menor e um maior sem problemas.

As tabelas de preços dos órgãos representativos da sua área

É comum que cada área de atuação possua uma tabela de preços que pode orientar um profissional freelancer na hora de cobrar por seus serviços. Portanto, procure orgão representativos, como associações e sindicatos e procure por essas tabelas.

Pode ser necessário que você envie alguns e-mails ou faça algumas ligações para conseguir esse material, mas, no fim, será muito útil.

O nível de complexidade para executar o projeto

É possível que dois trabalhos diferentes possuam um tempo estimado de conclusão parecido mas um nível de complexidade diferente para executar. Assim, é preciso ficar de olho porque isso também importa na hora de definir um valor para o seu trabalho como freelancer.

Pense nas vezes que pode errar para chegar a um resultado satisfatório, nos testes que precisará fazer e até nas ferramentas que vai utilizar. Elas demandam mais ou menos atenção? Não deixe de considerar.

O custo operacional durante o trabalho

Muitos profissionais freelancer trabalham de casa, mas, muitos outros, precisam se locomover até outros locais, precisam se alimentar nesses locais e, por vezes, precisam comprar itens específicos para realizar um trabalho.

Ao fazer uma proposta para o seu cliente, jamais deixe de considerar o quanto você vai gastar para realizar o projeto dele. Inclua tudo que puder na conta final para não ter prejuízos.

Leia também: 8 dicas para uma comunicação eficiente ao trabalhar de maneira remota

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