Marcos Oliveira sonhava em ser cientista quando criança. No meio do caminho, porém, encontrou-se na tecnologia. Outro encontro decisivo em sua trajetória foi com Vinícius Akio, Augusto Pinheiro e Yuki Kuramoto. O que começou como uma mentoria de física durante o Ensino Médio, atualmente trata-se da sociedade que fundou e comanda a Fluke.

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Prestes a completar um ano de operação comercial, a operadora virtual de telefonia móvel (MVNO) atua em seis estados brasileiros. Sendo eles: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Distrito Federal e Paraná. A cobertura, entretanto, é em todo o território nacional.

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“A premissa de como funcionamos é bastante simples: nós alugamos a infraestrutura de rede de outras operadoras, neste caso da Vivo, e podemos focar na experiência do usuário – que é onde elas normalmente falham”, explica Marcos, que ocupa a posição de CEO da startup.

Ele se refere ao fato de o setor da telefonia frequentemente liderar rankings de reclamações. Dentre as principais demandas dos clientes está a busca de mais transparência nos serviços acordados – que está entre as premissas da operadora. Inclusive, por também funcionar via aplicativo, a startup tem sido comparada com uma gigante, o Nubank.

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No caso da Fluke, o cliente pode escolher o pacote que desejar, sem necessitar passar por intermediários (telemarketings ou vendedores), além de poder adaptar plano ao consumo desejado.

“Se numa determinada semana o usuário acreditar que irá usar mais o wi-fi, ele pode reduzir o pacote de dados para o desejado. Da mesma forma, é possível fazer com os demais serviços. Ele é informado do valor de cada um deles e consegue personalizar conforme suas necessidades.”

De jovens para jovens

O público-alvo da Fluke tem em média 26 anos e independência financeira. Apesar disso, muitos dos clientes estão apenas agora tendo a chance de escolher em detalhes o próprio plano – visto que muitos mantiveram os chips desde a adolescência, quando dependiam da escolha dos pais.

Por coincidência, os criadores da operadora digital também são jovens; até mais que o seu público. A média de idade dos quatro founders é de 22 anos. Para o CEO da Fluke, o fato não muda as suas trajetórias de empreendedores.

“Nós temos a vantagem de não carregarmos alguns ‘vícios’ do mercado, então ainda temos um papel de outsider; que veio questionar. Por outro lado, por estarmos fazendo muitas coisas pela primeira vez, a falta de experiência também nos torna talvez suscetíveis a errar em aspectos que podem demandar certa vivência prática – tanto de empresa quanto pessoal.”

Apesar disso, a empresa tem buscado pelo equilíbrio: se de um lado os jovens fundadores têm muita energia e vontade, eles também buscam por talentos com experiência que os auxiliem em direcionamentos e organização.

Envolvidos pelo aprendizado

Marcos estudava Engenharia na USP e foi aprovado na turma 2018 do Programa de Líderes Estudar. Naquele mesmo ano, reuniu-se com os três amigos e decidiram empreender no ramo de telefonia.

Entre a ideia e a chegada dos chips não foi um processo tão rápido. Foram mais de dois anos, sendo que o grupo ainda submeteu o projeto em duas competições de empreendedorismo universitário no Brasil e também nos Estados Unidos – foram vitoriosos nacionalmente. Posteriormente, eles se juntaram a Joaquin Molina, espanhol que conta com mais de duas décadas de experiência no setor.

“Nunca foi por hype, mas sim pelo aprendizado. Nós realmente estávamos muito comprometidos em fazer dar certo; em aprender e empreender por esse caminho. Aliás, o nosso pensamento era que, ainda se errássemos, estaríamos anos-luz à frente do que no início”, revela.

Dentre as lições aprendidas, para além do universo da telefonia, inclusive, estão os aspectos que permeiam o autoconhecimento. Segundo ele, é necessário trabalhar bem a inteligência emocional para lidar com a rotina, pois muitas coisas são inconstantes.

“Há dias em que nos sentimos vitoriosos, tem dias que não. É preciso encontrar um equilíbrio para poder gerenciar as expectativas e ter resiliência para continuar todos os dias. Conforme a equipe cresce, e mais pessoas se comprometem com o projeto, as coisas também vão ficando mais fáceis.”

Em crescimento, a Fluke atualmente dispõe de 26 membros, porém é previsto que esse número salte para 70 até o final deste ano. Para o fim de 2022, o objetivo é atingir a marca dos 500 mil clientes e já ser um player, ainda que iniciante, dentro do mercado da telefonia móvel.

O Programa Líderes Estudar oferece bolsa de estudo, mentoria, orientação de carreira, além do acesso à rede da qual Marcos Oliveira faz parte. As inscrições para a edição 2021 estão abertas até 5 de abril. Inscreva-se no Programa Líderes Estudar!

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