Engenheiro por formação, Igor foi de estagiário a trainee na Kraft Heinz

Igor Cardoso passou pelos programas de estágio e trainee da Kraft Heinz e aconselha: treine a apresentação, pesquise a empresa e vá pronto para aprender; inscrições estão abertas até 22/5

Ana Pinho, do , em 19.05.2016
Jovem segurando ketchup [acervopessoal]

Enquanto concluía seu intercâmbio no Canadá, onde foi pelo programa Ciências sem Fronteiras, o engenheiro químico Igor Cardoso já se preparava para a volta ao trabalho no Brasil. Estava no fim da graduação na Universidade Federal de Goiás e, com experiência de anos na Federação de Empresas Júniores, uma iniciação científica e um estágio corporativo no currículo, buscava um desafio em uma empresa grande.

Aplicou para o programa de estágio da Kraft Heinz (oportunidade que ele encontrou no Mural do Na Prática e que está com inscrições abertas até 22/5) e já desembarcou no país aprovado para a etapa final da seleção, um café com diretores.

“Batemos papo na fábrica, em Nerópolis, e lá eles avaliaram os candidatos, que eram cerca de quinze”, conta Igor, que foi questionado sobre como já consertou seus erros e quais qualidades um líder deveria ter. “Foi importante ter minha história bem clara, tanto os pontos positivos que se encaixavam na cultura da empresa quanto conhecê-la muito bem, incluindo seus negócios no Brasil e suas outras unidades.”

Uma vez aprovado, aos 23 anos, Igor se surpreendeu ao ser enviado para a área de melhoria contínua, que trata do suporte à produção e ao controle de qualidade para reduzir perdas e melhorar a performance de linha. Pelo background com engenharia química, ele tinha apostado em produção. “Eu pensava: será que vou dar certo nessa área?”, lembra.

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Após dominar o básico, logo foi ganhando autonomia do gestor. “Descobri em profundidade como os processos funcionavam e ele começou a me dar asas para tocas as coisas.” Ao todo, ficou um ano como estagiário.

“O que todo estagiário desenvolve aqui é a capacidade de aprender a tratar os dados, praticar o problema, chegar nas causas e resolver”, explica. Ele também destaca aprendizados na área de gestão e supervisão, que vieram numa fábrica de atomatados com 1400 funcionários.

Trainee Impulsionado pelo sucesso no estágio e formado, Igor decidiu aplicar para o programa de trainees da Kraft Heinz, que também está com inscrições abertas. Como já estava na empresa, passou por um processo interno, auxiliado tanto por uma colega trainee que conheceu na área de melhoria contínua quanto pelo gerente.

“A diferença entre os dois processos é que espera-se mais do trainee que de um estagiário, como um perfil de liderança já mais desenvolvido”, explica. Passou pelas provas online e por duas entrevistas pessoais, uma online e outra presencial. Ao longo do processo, mostrou suas conquistas ao longo daquele ano dentro da Kraft Heinz e treinou (bastante) a apresentação pessoal, que acontece na última etapa e na frente de altos executivos. “Na hora que você chega lá na frente do presidente da empresa bate o nervosismo, então se controlar é o principal”, explica.

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Hoje trainee – o programa dura um ano e termina, para ele, em dezembro de 2016 –, Igor comanda o próprio time na área de produção. Cuida de todo o processo primário dos atomatados, do tomate que entra inteiro até o processamento da polpa. “É o coração da fábrica, e eu provo muito ketchup todo dia para ver se está bom”, ri. 

Diz também que se sente responsável, tanto pessoal quanto profissionalmente, pelo crescimento dos integrantes de sua equipe. “No estágio, meu papel era ajudar a melhorar. Agora, faço mais a engrenagem girar e ajudo os outros a crescerem. É uma visibilidade bem maior.”

Importante mesmo para quem cogita ser trainee, aconselha, é se identificar de verdade com os valores da empresa. O sentimento de dono e a ascensão meritocrática que fazem parte da cultura da Kraft Heinz (herdada do grupo 3G, dono da companhia) o atraíram, e para ele isso foi um ponto-chave.

“Muitas coisas só serão aprendidas na prática e todos aqui sabem que há um processo de aprendizado”, explica. “Mas sem o fit de cultura, o trainee não vai se adequar à empresa.”

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