Um Projeto: Fundação Estudar
face shields

Como uma escola usou seus recursos para produzir face shields para ajudar no combater ao coronavírus

Por Tatyane Mendes

Com a escola fechada por conta da pandemia, diversos membros do time da Eleva levaram impressoras 3D para casa para produzir equipamentos de proteção para os profissionais da saúde que estão na linha de frente do combate ao novo coronavírus.

A pandemia do coronavírus trouxe tempos difíceis para muitas pessoas e empresas. Apesar das dificuldades, várias iniciativas foram promovidas para amenizar os efeitos da crise derivada do COVID-19. Uma delas contou com a colaboração da Escola Eleva, que disponibilizou suas máquinas de impressão 3D para produzir face shields, máscaras faciais com uma película plástica que protege o rosto contra respingos e ajuda a prevenir a transmissão de doenças contagiosas. Entenda como foi o processo!

Iniciando a produção de face shields

Coordenador de Edtech da Escola Eleva, Rodrigo Rodrigues da Silva relembra que, quando a pandemia começou, formou-se rapidamente um movimento de indivíduos e organizações para criar equipamentos médicos com as ferramentas que cada um tinha em casa. “Entramos na iniciativa por causa das impressoras 3D que temos na escola. Estávamos de olho nesses projetos e fomos contactados pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro. Então, começamos a conversar para ver como ajudar, mesmo com a escola já fechada”, conta. 

Com a demanda inicial das máscaras de proteção facial (os face shields) para profissionais de saúde, diversos colaboradores da escola se mobilizaram para participar da produção do material dentro de suas próprias casas. “Eles criaram um protótipo de máscara feito em parte na impressora 3D e em parte em uma laser. Dividimos as máquinas 3D entre alguns membros da equipe e cada um levou uma para casa. Começamos a produzir as peças superiores da máscara com o intuito de doá-las para hospitais públicos do Rio. Era uma grande engrenagem descentralizada e boa comunicação foi essencial”, explica.

Programa de contratação

Os educadores doaram seu tempo e esforços e conseguiram produzir mais de 300 peças, que estão sendo transformadas em equipamentos de proteção para os profissionais da saúde. “Todo mundo que participou da produção dos face shields fez isso de forma voluntária. Inclusive, um dos nossos alunos do 8º ano se interessou e começou a produzir também com sua própria impressora. Na escola, usamos essas ferramentas para vários projetos e os alunos aprendem a usar”, acrescenta.

A vontade de ajudar

Apesar da participação do projeto ter sido um desafio para os profissionais, Rodrigo afirma que a capacidade de resolução de problemas é uma habilidade muito trabalhada dentro do currículo da escola. “Focamos muito em ensinar os alunos a solucionar questões que façam parte da vida deles. Com a pandemia, vimos um problema de impacto global, que também conversa com nosso pilar de cidadania global. Entendemos que era nosso dever de buscar caminhos e maneiras de ajudar as pessoas nesse momento”, defende.

O coordenador ainda pondera que os líderes têm um papel fundamental em manter times unidos e focados em um propósito. “Em um momento como esse, todos estão passando por algo complicado. Precisamos ter uma visão humanizada e conseguir apoiar uns aos outros. Dentro da nossa comunidade, tentamos ajudar as pessoas que estavam sendo mais atingidas. Inclusive, mandamos algumas peças para famílias que estavam precisando, que têm profissionais de saúde na linha de frente”, complementa.

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E para o sucesso do esforço, além de habilidades técnicas de manuseio da impressora, algumas competências foram essenciais. “Comunicação, empatia, organização e perseverança fizeram toda a diferença. O processo às vezes é lento. Enviamos 350 peças para a PUC, que estava centralizando e iria montar as partes para finalizar os face shields. A nossa contribuição entra em algo que é muito maior. Eles já entregaram mais de 4 mil máscaras. Eram muitas máquinas trabalhando em conjunto para fazer acontecer “, comemora.

Rodrigo finaliza afirmando que todo o trabalho reflete os valores profissionais do grupo e da instituição. “Era o que tinha que ser feito com base no que acreditamos. Ninguém tinha uma obrigação de participar e se engajar, mas fizemos porque achávamos que era importante. Os alunos olham e se inspiram muito em nós, então queremos ser bons modelos e ensinar pelo exemplo o respeito e a bondade. Tivemos um retorno muito legal das famílias de alunos e é bom saber que o que fazemos pode ter um impacto muito grande na realidade de outros”.

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