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ellen kiss do itau com livros ao fundo

Como inovar em grandes empresas? Assista ao vídeo com Ellen Kiss, do Itaú

Por Rafael Carvalho

Superintendente de inovação do Itaú Unibanco compartilha dicas e fala dos desafios enfrentados por quem quer mudar as estruturas

Atual superintendente de inovação da área de Wealth Management & Services no Itaú Unibanco, Ellen Kiss tem no currículo mais de vinte anos de experiência profissional em gigantes como Unilever, Procter&Gamble e Kraft Foods.

Formada em Comunicação na Universidade Mackenzie, ela obteve seu mestrado em Comunicação e Práticas de Consumo na ESPM, onde hoje é professora de Design Thinking na pós-graduação. Entre uma reunião e outra, ainda acha tempo para estudar Liderança Criativa na Berlin School of Creative Leadership e atuar na direção da Associação Brasileira de Empresas de Design (Abedesign).

A busca constante por atualização foi o que a tornou referência quando se trata de design estratégico, experiência do usuário, design de serviços e inovação. São assuntos cada vez mais importantes, conforme as expectativas dos consumidores crescem. “Nunca vivemos um momento de tanta transformação, e as grandes empresas tiveram que acelerar seus processos de inovação como consequência disso”, diz.

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Desafios de inovar “Todo mundo quer ser a Apple do seu segmento”, brinca. Mas gerar as mudanças necessárias muitas vezes esbarra em desafios internos. “O desafio não é só o discurso de inovação, mas sim construir uma cultura de inovação dentro de uma organização com 90 mil funcionários.”

Para Ellen, os três principais entraves são a cultura (é preciso construir um ambiente mais colaborativo e com menos aversão a riscos), as divisões (integrar produtos diversos em uma visão única é o ideal) e os sistemas de tecnologia (é preciso atualizar, dando atenção especial à integração em nuvem).

Startups e grandes empresas Uma ideia que nasceu no século 21 será, naturalmente, muito mais moderna que aquela de 1950. “Brinco que inovar em startup é muito mais fácil porque ela já nasce na nuvem”, diz. Para que uma grande empresa consiga se beneficiar plenamente de ferramentas como análise de dados e sistemas modernos, é necessário não apenas vontade de transformar o modelo anterior, mas abrir espaço e priorizar a transformação. “É preciso montar áreas, trazer equipes e estruturar processos de trabalhos para que as pessoas possam inovar”, fala.

Intraempreendedorismo O termo, cada vez mais popular, simboliza o funcionário que emprega suas habilidades para melhorar a empresa em que trabalha. Alguém que transforma o sistema de dentro, seja amadurecendo um projeto próprio que mude o status quo ou atuando em pequenas soluções – com a vantagem de uma infraestrutura gigante, tanto humana quanto material, à sua disposição.

“As grandes empresas só vão se preparar para esse novo contexto de mercado se conseguirem transformar seus colaboradores em intraempreendedores para que eles possam, no dia a dia, serem inovadores e criativos o suficiente para fazer com que a empresa possa se atualizar”, resume Ellen.

Entre as habilidades valorizadas em um intraempreendedor estão proatividade, disposição a tomar riscos, curiosidade intelectual e mentalidade questionadora.

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