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jovens aguardam sentados com curriculo na mao

5 dicas para melhorar seu desempenho em dinâmicas de grupo

Por Redação, do Na Prática

Especialista dá dicas de comportamento nas dinâmicas de grupo durante processos seletivos; investir em autoconhecimento é essencial para se dar bem nessa etapa de seleção

Um processo seletivo pode ter diversas etapas, e uma delas é a dinâmica de grupo. Os recrutadores aproveitam momentos como esse para analisar o comportamento dos possíveis novos funcionários, que costumam ser divididos em grupos menores antes da parte prática começar – e que pode ser a construção de um case sobre um problema real da empresa, por exemplo. A ideia é observar como entrevistados se sairiam em um contexto profissional e como se encaixariam no cotidiano da empresa.

Vera Lana, presidente do Grupo Veralana, é especialista em recursos humanos. Ontem (17/3) ela participou da Semana da Carreira Jovem, onde falou sobre o assunto. Para explicar o que ela e seus colegas buscam nessas horas, recorre à metáfora. “Estamos batendo uma fotografia de vocês”, resume. “Todo mundo está em busca do melhor ângulo.”

A seguir, ela dá cinco dicas de como sair bem na foto:

1. Invista no autoconhecimento

Chegue preparado. Saiba suas fortalezas e fraquezas, quem você é e por que está ali – tudo isso só é possível depois de muita reflexão ativa sobre autoconhecimento. O Autoconhecimento Na Prática, programa de autodesenvolvimento do Na Prática, é uma opção para quem quer ajuda nessa jornada.

Além disso, vale treinar sua apresentação com antecedência, o que também é uma boa chance de refletir sobre si mesmo. “As pessoas chegam extremamente tensas, então aconselho que treinem a apresentação na frente do espelho”, diz Vera. Quem você é, o que fez, como age no dia a dia e quais são suas experiências profissionais – esse discurso deve estar claro e na ponta da língua. 

2. Faça o dever de casa

“É o conhecimento de si mesmo e da empresa que nos dá autoridade”, resume Vera. Além do processo de autoconhecimento, é importante pesquisar tudo sobre a empresa. Verifique sua missão, seus valores, seu setor de atuação e vá o mais fundo que puder. Se é uma vaga específica que está em jogo, descubra tudo que puder sobre a posição. Saber o cenário político-econômico em que aquela companhia está inserida pode ser outra vantagem na hora da dinâmica e ajudar no desenvolvimento das ideias.

Através dessa pesquisa, também fica mais fácil entender se seu perfil e suas habilidades são compatíveis com a empresa, e se ela é realmente o lugar certo para você. “Vai ser uma boa combinação? É uma troca, então pense no que a empresa pode te acrescentar do lado dela.” 

3. Interaja com o grupo

Geralmente, o grupo recebe um case, um texto ou um problema para solucionar em equipe. É assim que os avaliadores conseguem observar as pessoas em ação. E logo no começo, como as pessoas se organizam já é um ponto de atenção. “Você respeita a fala do colega ou já interrompe? Se posiciona? É arrogante? Reservado?”, questiona Vera.

A preocupação com agir da melhor maneira possível deve durar a dinâmica inteira, não importa o obstáculo. “Às vezes temos ‘pimentinhas’, como trocas surpresas de projetos, e tem gente que pira”, explica. “Aí vemos a flexibilidade daquela pessoa.”

E atenção especial para a finalização do projeto, que pode incluir uma apresentação do produto final. “Observamos se você teve a persistência, não deixou o grupo desanimar, teve sentimento de dono, se pede ajuda ou se defendeu o projeto para um gestor”, exemplifica.

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4. Procure ser espontâneo

De nada adianta seguir um script, conseguir a vaga e ver-se num ambiente com colegas que acharam que você era outra pessoa durante o processo seletivo. “A gente quer a essência da pessoa”, diz Vera. Por isso, destaque suas verdadeiras competências e fortalezas durante o processo.

Evite também pensar no fato de que está sendo avaliado, pois isso pode desviar sua atenção do que é realmente importante: sua performance. “Preocupar-se com as expressões faciais do avaliador e com o que ele está anotando é se sabotar, o foco tem que estar na sua performance e no seu relacionamento com o grupo”, diz.

5. Seja sincero, sempre

Mentir (sobre o que você sabe, o que você já fez ou qualquer outra coisa) é o pior caminho, mesmo quando feito de maneira informal. “É muito importante que você consiga entregar no dia a dia aquilo que você promete”, explica Vera. Da mesma forma, fingir ser algo que você não é apenas para ter o famoso “fit” com a empresa é uma péssima ideia, e que sempre acaba rendendo efeitos negativos para sua carreira no longo prazo.

Mas, e se você for 100% sincero e não tiver o perfil esperado? Segundo Vera, muitas pessoas extremamente talentosas não são chamadas de primeira porque não têm o perfil para a vaga ou projeto para o qual se está recrutando. No entanto, quando o desempenho na dinâmica de grupo é bom, ficam no radar do recrutador. Vera explica que é muito comum voltar a acionar essas pessoas para novas vagas – dessa vez com o perfil alinhado – ou mesmo recomendá-las para outras empresas. 

Por fim, tenha bom senso

Muitas dúvidas que chegam à recrutadora dizem respeito a uma questão polêmica: como se vestir para uma dinâmica de grupo? Para Vera, o ideal é escolher roupas que façam sentido com seu contexto – não necessariamente terno e gravata, mas nunca bermuda – e que sejam práticas e não atrapalhem sua performance caso a dinâmica aconteça no chão e não numa mesa, por exemplo. Usar uma saia pode ser uma ideia ruim, não por questões de imagem ou percepção, mas porque você pode não se sentir a vontade nessas atividades práticas. Além disso, é importante que você se sinta seguro e confortável com a roupa. Vera cita casos de decotes e calças largas em que a atenção do entrevistado estava tão ligada nos possíveis problemas das roupas que as performances sofreram. “Seu foco ali deve ser o trabalho”, conclui. Ou seja, facilite para si mesmo essa tarefa.

A palestra de Vera fez parte da 1ª Semana Nacional de Carreira Jovem, um evento gratuito e online com a participação de diversos profissionais, como recrutadores, coaches e especialistas em recursos humanos, dando dicas sobre currículos, processos seletivos, provas e entrevistas.


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