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jovem trabalhando no balcão de cafeteria

Como funciona o salário dos empreendedores?

Por Rafael Carvalho

Especialista explica como o empreendedor deve se remunerar pelo seu próprio negócio

Se o empreendedor fez seu trabalho de forma correta, vai existir um plano de negócios da empresa e nele estará definido qual será o seu salário – chamado pró-labore. Esse salário deve estar explícito nas contas da empresa, pois caso contrário ele não consegue avaliar de forma correta se o negócio está apresentando lucro ou prejuízo.

É muito comum o empreendedor subsidiar informalmente a empresa com seu salário e isso descaracteriza o objetivo do negócio, que é ser capaz de pagar todas as suas contas e, ainda assim, ser lucrativa. Uma das principais lições que o empresário deve aprender é não confundir o patrimônio pessoal com o empresarial e, portanto, deve sempre levar em conta que seu trabalho deve ser remunerado.

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Remunerar-se por meio do pró-labore, porém, não é suficiente para tornar a empresa um bom negócio para seu dono. O empreendedor também espera que a empresa obtenha lucros e que ele possa usufruir desses resultados. Contudo, obter lucro não significa que ele esteja indo bem, mesmo que esse lucro seja positivo por um bom tempo.

O empreendedor deve ser remunerado não só pelo seu trabalho, mas também pelo fato de que a empresa é um patrimônio ilíquido, ou seja, a não ser que se desfaça do negócio, o dinheiro investido tem pouca liquidez, diferente de investimentos financeiros, por exemplo.

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Esse conceito é conhecido como custo de oportunidade: somente vale a pena ter uma empresa funcionando se ela for capaz de remunerar, através do pagamento de dividendos, os recursos investidos, que são compostos pelo investimento inicial e dos reinvestimentos.

Um empresário deve ter três fontes de receita: o pró-labore (que também pode ser definido como o custo de oportunidade do empreendedor estar trabalhando na empresa, no lugar de ter um emprego); o retorno econômico (que é o custo de oportunidade de ter seu patrimônio no negócio ao invés do mercado financeiro); e a geração de valor (que pode ser definido como o lucro acima do retorno econômico).

Rodrigo Zeidan é especialista em finanças e professor da Fundação Dom Cabral

Este artigo foi originalmente publicado em EXAME.com

 

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