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Terapia do espelho

O que é a terapia do espelho e por que ela precisa de acompanhamento profissional

Por Suria Barbosa

Conheça a “terapia do espelho”, técnica importada da fisioterapia que promete aumentar o autoconhecimento e entenda as implicações de práticas como ela não serem ministradas por especialistas como psicólogos, psicanalistas ou psiquiatras.

A “terapia do espelho” – ou “técnica do espelho” – é um exercício focado em aumentar a autoestima e fomentar o autoconhecimento. Basicamente, consiste em se postar em frente ao espelho e direcionar a si mesmo frases de autoafirmação. Proveniente de uma ferramenta utilizada para outros fins por terapeutas, sua efetividade está diretamente ligada ao acompanhamento de profissionais como psicólogos, psicanalistas e psiquiatras, segundo o coach de C-Level Rubens Pimentel.

Sua origem remonta à terapia do espelho como prática recomendada por psicólogos e fisioterapeutas para pessoas que haviam sofrido a perda de algum membro do corpo e sofriam da chamada “dor fantasma”. Pesquisas mostraram que a técnica com o espelho dava resultados para incentivar a consciência cerebral da falta do membro, explica Rubens.

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Por conta dos resultados, o exercício começou a ser utilizado para a “terapia pura”. Nessa modalidade, os especialistas a sugerem como uma das medidas em um tratamento da autoestima. Para isso, a terapia do espelho deve ser feita com regularidade, pelo tempo determinado pelos terapeutas, e a autoafirmação relacionada às dificuldades individuais.

“Como a pessoa que eu mais minto sou eu mesmo, não adianta só ir para a frente do espelho”, diz Rubens. Além de ser cansativo de executar, exige força de vontade, objetivo claro e metodologia, explica ele. Além disso, Rubens reforça que a técnica é utilizada paralelamente à outras práticas pelos terapeutas, não como tratamento único, e só assim tem eficácia na autoestima.  

Uso da terapia do espelho e de outras técnicas da psicologia por coaches

Uma de suas colegas, que é uma terapeuta e coach, membro do seu grupo de colegas de profissão, alertou para a utilização indevida dessa técnica pelos coaches.

O caso da terapia do espelho e outros exercícios “emprestados” dos psicólogos pelos coaches fazem Rubens salientar a distinção entre os campos do conhecimento e profissões. De acordo com ele, as duas funções não devem se equiparar, pois suas condições são diferentes desde a formação.

“Coaches são profissionais habilitados a fazer programas de curta duração, para objetivos de curto prazo, para você conseguir trabalhar e atingir o objetivo que quer.”

E por que essa prática tem sido relevante? Para Rubens, vem de uma tendência geral de buscar resultados grandes com esforço pequeno. “A mesma coisa está acontecendo com outras terapias e exercícios que tentam vender ‘facilidade’ para você ter um ganho grande”, completa.

 

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