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relações de confiança

Como líderes podem gerar relações de confiança dentro e fora das empresas

Por Tatyane Mendes

Líderes de organizações são considerados a referência mais confiável do mercado brasileiro, de acordo com a pesquisa Edelman Trust Barometer 2020. Veja habilidades que os líderes precisam para construir relações de confiança.

A confiança é um elemento importante para relacionamentos suaves, profundos e significativos. No contexto brasileiro, o empregador é visto como a figura mais confiável dentro das relações interpessoais, de acordo com a pesquisa Edelman Trust Barometer 2020. Mas como esses líderes conseguem criar relações de confiança, principalmente em um mercado tão conturbado quanto o atual?

Segundo o relatório, as pessoas depositam sua confiança com base em dois atributos distintos: competência (de cumprir promessas) e comportamento ético (fazer a coisa certa e trabalhar para melhorar a sociedade). E a população acredita que os os CEOs de empresas devem liderar movimentos de mudança. Mas algumas habilidades e atitudes são importante para que esses líderes consigam essa confiança.

Construindo relações de confiança

“A primeira tarefa de um líder – no trabalho ou em casa – é inspirar confiança. É trazer para fora o melhor nas pessoas, confiando a elas mordomias significativas e criando um ambiente no qual a interação de alta confiança inspire criatividade e possibilidades, escreveu o executivo Stephen Covey.

 

 

Partindo desse princípio, o educador de liderança e coach executivo John Baldoni afirma que os líderes precisam criar condições para que as pessoas confiem em quem está no comando, principalmente no contexto atual. A partir da seguintes habilidades, esse profissionais conseguem construir relações de confiança com os colaboradores e desenvolver trabalhos significativos

#1 Transparência

Os líderes precisam compartilhar as informações que possuem, assim que elas estiverem disponíveis.

#2 Comunicação

O foco deve ser mantido sempre na mensagem principal. Além disso, os gestores precisam estar abertos para ouvir feedback e agir de acordo com o que aprenderam com experiências anteriores.

#3 Responsabilidade

Como o responsável, seja por uma companhia, um time ou uma pessoa, o líder precisa ser capaz de aceitar a responsabilidade pela consequências de ações, falas ou acontecimentos, sejam dele ou não.

#4 Decidido

Para gerar relações de confiança, os profissionais também precisam agir em tempo hábil, evitando atrasos e passar muito tempo analisando ou avaliando uma situação.

#5 Amabilidade

Trabalhando com a inteligência emocional, os líderes devem ser compassivos e compreensivos com as emoções que as pessoas estão sentindo, principalmente em um momento tão incerto como o atual.

Em última análise, Baldoni define que a confiança se resume a comportamentos individuais e que para construir relações de confiança é preciso ser acessível e responsável. Além disso, o coach aponta que não existe liderança sem confiança, já que essa é uma virtude inegociável, de acordo com sua avaliação.

Confiança no mercado de trabalho

O estudo da Edelman também revelou que uma maior confiança está ligada à competência e ética das instituições, que são representadas pelos líderes. Na construção da confiança, valores como integridade, propósito e confiabilidade são os de maior peso. Os dados também revelam que os entrevistados acreditam que as instituições devem valorizar mais seus relacionamentos, principalmente com clientes, colaboradores e comunidades.

Além disso, as lideranças também são cobradas por se posicionar em relação à movimentos sociais, sendo coerentes com sua atuação no mercado. Para construir relações de confiança, mais de 90% dos brasileiros entrevistados julgam ser relevantes que CEOs se pronunciem sobre assuntos como: formação para o trabalho do futuro, automação, ética da tecnologia, diversidade e desigualdade de renda.

Além disso, cabem aos líderes das empresas encabeçar movimentos de mudança. Para esse fim, os especialistas do estudos indicam que as lideranças devem promover educação e formação profissional, além de fazer parcerias com demais instituições para atender necessidades sociais de forma mais abrangente.

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