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‘Aprendi o que os outros levariam um ano’, diz jovem aprovado no trainee da Arpex

Por Redação, do Na Prática

Um dos selecionados no Recruta Arpex em 2015, Pedro Monastero hoje toca uma área que ele mesmo criou e dá dicas de como se preparar para o processo

Aos 25 anos e prestes a concluir o curso de Engenharia Mecânica no Centro Universitário FEI, Pedro Monastero ainda se lembra da rotina intensa que levou em idos de 2015 ao acumular estudos, um estágio na TAM e os quatro meses do processo seletivo da Arpex Capital – fundo de investimentos brasileiro que possui no portfolio empresas como Stone, Pagar.me e Mundipagg e está com processo seletivo aberto até 18/5.

“O Recruta Arpex é uma mistura de processo seletivo com imersão cultural, e quem entra por ali aprendeu o que outros levariam mais de um ano”, resume. Dos milhares de inscritos em seu ano, onze acabaram selecionados.

Eles foram alocados em setores diferentes, de tecnologia a jurídico. Pedro, para sua surpresa, foi parar na parte comercial da MundiPagg, uma das empresas do fundo. Seis meses depois, já com conhecimentos sobre vendas e processos comerciais, viu a necessidade de criar uma nova área de projetos e novos produtos.

Aprovada no trainee da Arpex dá dicas para ir bem nos processos seletivos

A sugestão foi aceita e hoje ele gere a própria equipe, que direciona estratégias em diferentes partes da empresa. “Aqui tudo cresce muito rápido, há muitos processos para definir e áreas para criar”, empolga-se.

A ideia que motiva os funcionários, explica, é vinculada a fazer acontecer apesar das dificuldades pelo caminho. “Você pode errar, mas aprenda a consertar seu erro o mais rápido possível.”

Autoconhecimento No fim de 2014, enquanto ainda decidia qual seria seu próximo passo profissional, Pedro se inscreveu na Conferência Ene, organizada pela Fundação Estudar para jovens que querem encontrar uma carreira de alto impacto. “O desafio envolvido com o processo seletivo da Ene, que inclui testes de perfil, lógica e vídeo, me interessaram muito”, diz.

Pedro Monastero - Recruta Arpex
[acervopessoal]

Foi selecionado e logo se viu cercado por centenas de pessoas e companhias. Sentou-se com empresas como Falconi e Bain & Co., arrepiou-se com palestras e guarda até hoje a pasta com seu perfil que ganhou da organização, que o fez pensar com mais cuidado sobre autoconhecimento. “Minha cabeça se abriu”, resume.

Para quem quer aproveitar a Ene ao máximo, ele dá a dica: exponha-se. “A Ene é um núcleo de gente boa, mas para trocar conhecimento e crescer, você precisa vencer aquela timidez e abordar as pessoas e empresas.”

Imersão cultural Pedro foi contatado pela Arpex, uma das participantes da Ene, dois meses depois do evento. Seu perfil combinava com o que eles estavam buscando em futuros recrutas – e o processo de seleção ali era um pouco diferente.

Percebeu o crivo logo no primeiro teste, de lógica. “Encarei como qualquer outro e levei um susto, logo peguei um caderno e uma calculadora”, lembra. A dinâmica de grupo, que durou cerca de doze horas, foi outro ponto de destaque.

“Na hora de apresentar o case, quem nos avaliava eram os sócios, que faziam perguntas extremamente capciosas”, conta. Precisou tomar decisões difíceis em público e mostrar iniciativa – tudo projetado para ver como os participantes se sairiam sob pressão.

No meio tempo, Pedro pode conversar com lideranças e se aproximar um pouco mais dos valores de uma empresa, algo que lhe atrai profissionalmente. “Para mim, valor é construir algo do zero no Brasil e fazer as coisas do jeito certo. É um empreendedorismo bem enraizado”, diz.

Sincronizado com os elementos fundamentais da companhia – que inclui “missões” como leituras de livros entre as etapas do processo seletivo –, o estudante foi chamado para uma etapa final, que aconteceu em um resort no Rio de Janeiro.

A ideia era ver como os candidatos interagem uns com os outros e também com dezenas de outras pessoas da empresa. Com os perfis dos participante em mãos, que incluem sonhos e propósitos de cada um, os avaliadores querem conhecer a fundo os possíveis colegas.

“A mentalidade do Recruta é tirar a pessoa da zona de conforto, que é quando você realmente consegue inovar”, explica ele, que hoje faz parte da equipe de avaliadores. Resiliência é outra palavra-chave, já que o processo pode ficar pesado. Batalhar, inclusive, é justamente um dos fatores avaliados.

O conselho final, no entanto, é simples: seja você mesmo. “Mostre o que você realmente quer da vida e de sua carreira, não quem o avaliador quer ver”, diz. As inscrições para o processo estão abertas até 18/5.

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