Um Projeto: Fundação Estudar
pessoas sentadas aguardando em fila

Aprovada no trainee da Arpex dá dicas para ir bem nos processos seletivos

Por Rafael Carvalho

Para Lívia Kuga, é possível se divertir e aprender durante as etapas do processo seletivo, desde que a empresa tenha sido escolhida com cuidado pelo candidato

Hoje com 24 anos, Lívia Kuga faz parte da equipe de Gestão de Pessoas da Arpex Capital — fundo de investimentos brasileiro que possui no portfolio empresas como Stone, Pagar.me, Mundipagg  e Cappta. Formada em psicologia pela USP (Universidade de São Paulo), ela foi aprovada ano passado no Recruta Arpex, um dos concorridos processos de trainee que buscam selecionar jovens talentosos todo ano. As inscrições, incluive, estão abertas até o dia 6 de novembro, por aqui.

“Quando entrei, o time de pessoas tinha seis membros. Hoje, somos em vinte e seis!”, ela conta. A seguir, Lívia compartilha um pouco de sua experiência ao enfrentar os — muita vezes exaustivos — processos seletivos para trainee, e ainda aposta que essa experiência pode sim ser divertida e render bons aprendizados:

1. Explique como foi a decisão de participar de um programa de trainee, como o RecrutaArpex. O que você levou em consideração?

Quando estava buscando algum trainee, escolhi participar do Recruta Arpex por conta da cultura da empresa. Inclusive, conheci a empresa na Conferência ENE. A Fundação Estudar que me indicou esta empresa! Vocês me indicaram esta empresa! Lendo mais sobre o pouco de informação que encontrei na internet, me identifiquei demais com os valores da empresa. A Arpex tinha um ar desafiador e divertido ao mesmo tempo.

2. Na sua opinião, como o jovem pode escolher a empresa e o processo seletivo certo para ele? Tem alguma dica?

Tenho duas dicas: Autoconhecimento e estudar sobre a empresa. A primeira coisa que deve ser levada em consideração é o autoconhecimento. É extremamente importante que a pessoa pare para pensar, reflita e busque responder a si mesma algumas questões. Isso vai auxiliar muito durante a escolha profissional. Eu fiz uma tabela de coisas que eu “gosto e faço bem”, “gosto e não faço”, “não gosto e faço”, “não gosto e não faço”. Isso, por exemplo, já me ajudou a pensar sobre que caminhos seguir em termos de empresa e área de interesse.

Fora isso, recomendaria não prestar um trilhão de processos seletivos… É extremamente cansativo ficar indo em mil dinâmicas, fazendo mil provas. Sugiro ler sobre a empresa, olhar se eles tem Facebook, Instagram, como se comunicam com todo mundo, e saber exatamente porque você está prestando determinado processo seletivo. Isso com certeza lhe dará mais confiança e convicção para prestar qualquer processo. E você perderá menos tempo “patinando” em mil empresas que não fazem sentido para você. É uma fase profunda de transição. É uma escolha de vida que irá mudar seu rumo completamente. Escolha com sabedoria e não no modo random!

Eu aprendi muito sobre mim mesma nessa fase: questionei várias pessoas sobre meus “pontos fortes” e “pontos fracos” e escrevi num papel porque estava prestando cada processo e porque achava que deveria estar em cada uma das empresas que prestei programas de trainee. Estudei muito sobre todas as empresas que eu prestei processo.

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3. Como você se preparou para o processo seletivo do RecrutaArpex? Com quanta antecedência?

Então, essa pergunta é um pouco complicada. De maneira geral, me preparei muito para todos os processos que estava prestando. Investi em autoconhecimento e em estudar as empresas. Mas sobre o Recruta Arpex em específico, nas primeiras etapas online, eu não estava nada preparada. Estava prestando mais alguns outros processos de trainee, conseguia ver que o processo era legal, mas ainda não estava 100% focada nele. Porém, quando fui aprovada para a dinâmica de grupo, foi incrível a comunicação que eles fizeram. Eles foram me conquistando aos poucos, mostrando um pouco mais sobre o grupo e isso foi me apaixonando. Me preparei durante o processo mesmo. Não teve antecedência. E você também pode se preparar com as próprias dicas que a Arpex te dá.

livia kuga arpex
Lívia Kuga, aprovada no Recruta Arpex

4. Conte um pouco sobre como foram as etapas do processo seletivo.

As etapas online já eram um pouco diferente dos demais processos seletivos. Em geral, na maioria das seleções, tudo o que você faz é preencher seu currículo e depois aguardar para ser chamado para fazer prova de lógica e de conhecimentos gerais. O Recruta Arpex foi diferente. Em primeiro lugar, eles querem saber sobre sua vida pessoal: do que você se orgulha, os livros que leu, a influência da sua família. Achei muito legal. Parecia que eles se preocupavam conosco, com as pessoas com quem iriam trabalhar.

Tivemos que realizar uma prova de lógica também, que inclusive era mais difícil que as outras que eu conhecia. Fizemos um teste chamado OCP, de estilos de trabalho… A minha impressão é de que contava muito para eles a pessoa que eu era mesmo, e não só meu currículo. Isso me deu muita motivação para continuar no processo! Odiava ser vista apenas como um “cardápio de pizza”.

Depois vieram as etapas presenciais: dinâmica de grupo, duas entrevistas diferentes e a fase final, conhecida como “a viagem”. Não quero contar muito sobre esta última fase para não estragar a surpresa de quem for participar do programa, mas toda etapa você fica cada vez mais próximo das pessoas com que vai a trabalhar. E no final, se for aprovada, você escolhe a área e a empresa do grupo que pretende trabalhar.

5. Qual foi a fase mais difícil? E a mais curiosa?

Para mim, a etapa mais difícil foi a dinâmica de grupo. Com certeza não estava preparada para ser recepcionada e avaliada por pessoas da própria Arpex e não esperava que os sócios e diretores estivessem lá. Então, foi um grande choque de realidade para mim. Foi a fase mais difícil. Já a mais curiosa foi, sem dúvida, a fase final. Você literalmente vai viajar com um monte de pessoas do grupo Arpex e é surpreendido de inúmeras formas.

6. Quais são suas dicas para quem está participando de um processo de trainee concorrido?

Seja você mesmo, não tente usar máscaras porque não vai dar certo. A verdade é que você só vai chegar a algum lugar se souber porque quer chegar lá. Em vários momentos vão te testar e é melhor você ser autêntico. Se a empresa não gostar de alguma coisa em você, pense que é melhor eles terem te cortado antes do que você sofrer lá dentro. Outra dica é estudar. Estude sobre a empresa, converse com quem trabalha lá ou com alguém que prestou o processo seletivo para ver se você se identifica de verdade. Tempo é uma coisa preciosa, não desperdice o seu com empresas que você não quer trabalhar.

Fora isso, não desista. Em alguns momentos você irá se cansar, mas lembre-se das suas justificativas e convicções e vá até o fim. Além disso, aproveite para aprender e se divertir durante o processo. Parece mentira, mas conheci muita gente interessante e legal durante as dinâmicas, pessoas que mantenho contato até hoje.

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