Quais os segmentos mais promissores para empreender em 2016?

Segundo Marcelo Nakagawa, ainda há espaço para diversas inovações digitais via soluções móveis ou integradas

Fernanda Cury, do , em 18.12.2015
Dois homens discutindo sobre trabalho [reprodução]

Quem pretende iniciar a vida de empreendedor tem se deparado com um cenário muitas vezes negativo, e fica difícil entender em quais segmentos podem valer a pena investir. Segundo Marcelo Nakagawa, Professor de Empreendedorismo e Inovação do Insper (Instituto de Ensino e Pesquisa), vivemos um momento econômico delicado, que exige cautela. Mas para quem ainda assim pretende abrir um novo negócio em 2016, ele sugere ficar de olho nos seguintes segmentos:

Negócios que gerem renda para outras pessoas: O desemprego tende a aumentar e boa parte não conseguirá retornar ao mercado de trabalho formal. Daí negócios como o Home Angels  que incentivam o trabalho autônomo ou microfranquias tendem a ter maiores chances de crescimento.

Negócios com potencial de exportação: Recentemente a FEDEX tem mostrado vários casos de pequenos empreendedores que estão exportando, e não é à toa. Artesanato, pequenas confecções e até serviços de programação podem ter maiores chances de serem mais exportados com o dólar mais valorizado.

Negócios que resolvam dores ainda não bem resolvidas: Mesmo na crise, uma parte da população ainda irá demandar serviços de primeira necessidade como cuidadores de idosos, cuidados com o lar ou segurança residencial. Empresas como a Casa & Café podem crescer ainda mais em 2016.

Negócios digitais: Não é possível generalizar, mas ainda há espaço para diversas novas soluções digitais via soluções móveis, como aplicativos, ou integradas, como serviços automatizados que facilitem, agilizem ou reduzam o custo de um determinado tipo de serviço. Startups como Uber (que ainda gera renda para novos entrantes) e Memed tendem a continuar crescendo em 2016.

Soluções mais baratas: Em 2015, o mercado de carros usados esteve bastante movimentado em detrimento ao de carros novos. Em 2016, parte da população brasileira fará um downgrade nas suas escolhas, considerando o preço. Trocarão escolas privadas mais caras por mais baratas (ou até públicas), almoço fora por levar o almoço de casa ou filmes no cinema por diversão em casa.

Food Trucks: É um conceito que veio para ficar por sempre trazer (pelo menos na proposta) produtos mais inovadores com preços (nem sempre) mais razoáveis. A tendência é observar trucks em outros segmentos como comércio e serviços.

E como identificar um negócio promissor? Em condições estáveis de previsibilidade, as oportunidades mais promissoras estão associadas às tendências de mercado. No Brasil, por exemplo, o envelhecimento da população, o aumento da preocupação com a segurança, o uso de dispositivos móveis e (alguma) preocupação com alimentação (mais) saudável merecem destaque. “Todas estas tendências criam oportunidades para novos negócios, pois a população passa a demandar novas soluções. O desafio para o empreendedor é abrir um negócio no ano que vem e conseguir se manter com fluxo líquido de caixa positivo no mercado instável politica, econômica e socialmente em 2016 e, provavelmente, em 2017 (se tudo correr bem)”, analisa o professor.

 

Este artigo foi originalmente publicado em DRAFT

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