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Dois homens discutindo sobre trabalho

Quais os segmentos mais promissores para empreender em 2016?

Por Rafael Carvalho

Segundo Marcelo Nakagawa, ainda há espaço para diversas inovações digitais via soluções móveis ou integradas

Quem pretende iniciar a vida de empreendedor tem se deparado com um cenário muitas vezes negativo, e fica difícil entender em quais segmentos podem valer a pena investir. Segundo Marcelo Nakagawa, Professor de Empreendedorismo e Inovação do Insper (Instituto de Ensino e Pesquisa), vivemos um momento econômico delicado, que exige cautela. Mas para quem ainda assim pretende abrir um novo negócio em 2016, ele sugere ficar de olho nos seguintes segmentos:

Negócios que gerem renda para outras pessoas: O desemprego tende a aumentar e boa parte não conseguirá retornar ao mercado de trabalho formal. Daí negócios como o Home Angels  que incentivam o trabalho autônomo ou microfranquias tendem a ter maiores chances de crescimento.

Negócios com potencial de exportação: Recentemente a FEDEX tem mostrado vários casos de pequenos empreendedores que estão exportando, e não é à toa. Artesanato, pequenas confecções e até serviços de programação podem ter maiores chances de serem mais exportados com o dólar mais valorizado.

Negócios que resolvam dores ainda não bem resolvidas: Mesmo na crise, uma parte da população ainda irá demandar serviços de primeira necessidade como cuidadores de idosos, cuidados com o lar ou segurança residencial. Empresas como a Casa & Café podem crescer ainda mais em 2016.

Negócios digitais: Não é possível generalizar, mas ainda há espaço para diversas novas soluções digitais via soluções móveis, como aplicativos, ou integradas, como serviços automatizados que facilitem, agilizem ou reduzam o custo de um determinado tipo de serviço. Startups como Uber (que ainda gera renda para novos entrantes) e Memed tendem a continuar crescendo em 2016.

Soluções mais baratas: Em 2015, o mercado de carros usados esteve bastante movimentado em detrimento ao de carros novos. Em 2016, parte da população brasileira fará um downgrade nas suas escolhas, considerando o preço. Trocarão escolas privadas mais caras por mais baratas (ou até públicas), almoço fora por levar o almoço de casa ou filmes no cinema por diversão em casa.

Food Trucks: É um conceito que veio para ficar por sempre trazer (pelo menos na proposta) produtos mais inovadores com preços (nem sempre) mais razoáveis. A tendência é observar trucks em outros segmentos como comércio e serviços.

E como identificar um negócio promissor? Em condições estáveis de previsibilidade, as oportunidades mais promissoras estão associadas às tendências de mercado. No Brasil, por exemplo, o envelhecimento da população, o aumento da preocupação com a segurança, o uso de dispositivos móveis e (alguma) preocupação com alimentação (mais) saudável merecem destaque. “Todas estas tendências criam oportunidades para novos negócios, pois a população passa a demandar novas soluções. O desafio para o empreendedor é abrir um negócio no ano que vem e conseguir se manter com fluxo líquido de caixa positivo no mercado instável politica, econômica e socialmente em 2016 e, provavelmente, em 2017 (se tudo correr bem)”, analisa o professor.

 

Este artigo foi originalmente publicado em DRAFT

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