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Philippe Prufer

5 lições de carreira do executivo multidisciplinar que foi da presidência da Eli Lilly ao comitê da WWF

Por Redação, do Na Prática

Philippe Prufer foi um dos grandes responsáveis por recuperar financeiramente a farmacêutica Eli Lilly. Além de ter feito parte do alto escalão de empresas privadas, se dedica à filantropia e investimentos diversos. Confira seus principais aprendizados!

CEO e Senior Partner do family office SKP e economista por formação, Philippe Prufer possui experiências diversas em seu currículo. Além de focado em planejamento estratégico, marketing e vendas, não se restringe a essas especialidades: investe de empresas de capital aberto e fundos diversos a startups e presta consultoria voluntária a ONGs como o Instituto Ayrton Senna, onde atua no Conselho e no Comitê de Pessoas, e a internacional World Wide Fund for Nature (WWF) International, baseado na Suíça, como líder do comitê de Finanças e Investimento.

Durante a trajetória, Prufer também já fez parte dos conselhos da Amcham Brasil (Câmara Americana de Comércio), Amcham Argentina, Interfarma Brasil, Caemi Argentina, e das startups GTT Healthcare, TNH Health e Vamida, além de membro do Comitê de Investimento do Fundo JGP HealthCare.

Confira as principais lições de carreira que o executivo multidisciplinar extrai de sua trajetória!

#1 Harmonia do profissional com a organização

Em cada uma das empresas em que trabalhou, o executivo tirou algum aprendizado que o acompanharia durante a trajetória. “Na L’Oréal, que foi o meu primeiro emprego como estagiário, aprendi bastante sobre finanças. Depois, como trainee de Brahma, aprendi tudo sobre cerveja e refrigerante aqui no Brasil”, brinca.

Um dos grandes destaques de sua carreira foram os 22 anos em que trabalhou na multinacional farmacêutica Eli Lilly. Prufer começou nos Estados Unidos, teve experiência como representante de vendas e, durante sua trajetória, entre outros cargos, foi gerente mundial do Prozac, presidente da Lilly Cone Sul e, posteriormente, presidente da Lilly Brasil/Cone Sul. Aos 43 anos, foi vice-presidente da Lilly mundial, responsável por uma área que incluía mais de 30 países da Europa e tinha faturamento total de 2 bilhões de dólares.

“Foram anos maravilhosos. A empresa me dava oportunidade a cada três ou quatro anos de estar em uma posição nova. Então, é quase como se eu estivesse mudando. Sempre podendo aprender coisas novas, desafios novos acontecendo”, relembra.

Ele recomenda que, ao procurar um emprego, os candidatos busquem organizações que tenham valores alinhados com a visão pessoal. “Encontrei isso na Lilly. Eu realmente me sentia em casa ali. Os valores da empresa eram meus valores, a cultura da empresa era minha cultura.”

“Temos que entender que os valores da empresa e sua cultura são pontos tão importantes quanto salário, bônus e benefícios”, garante.

O “fit cultural” ajuda na satisfação trabalhador, impacta ainda a sua vontade de aprender. “[É preciso] chegar no domingo à noite dizendo: “que beleza, amanhã é segunda-feira, não vejo a hora de trabalhar!”.

#2 Estratégia, liderança e resultados

Philippe aponta que os anos de 2001 a 2006, quando ocupou a posição de presidente da Eli Lilly Brasil/Cone Sul foram os mais férteis de sua vida profissional. Inclusive, seus resultados na recuperação financeira da empresa e atuação lhe renderam uma série de prêmios, como ser reconhecido como “Executivo da Indústria Farmacêutica do Ano” em 2005 pela revista Valor Econômico e um dos “Líderes Farmacêuticos” pela Gazeta Mercantil, em 2004 e 2005.

“[Com a experiência] aprendi que qualquer organização precisa ter visão de longo prazo, precisa ter uma estratégia, que isso precisa estar muito bem entendido por todos. Então, precisa arregaçar as mangas e trazer resultado”, explica.

Segundo o CEO, o líder de uma organização “não chega a lugar nenhum” se não conseguir conquistar os corações e as mentes dos seus funcionários. “Todo mundo tem que trabalhar em equipe. Isso, talvez, tenha sido o maior ensinamento para mim. É algo difícil, mas é possível e quando você atinge, os resultados são tremendos”, garante.

#3 A hora de sair do lugar

Apesar de se identificar com a Eli Lilly, ter experiências ricas na companhia, perspectiva e convite para continuar a carreira lá, Philippe sentiu que era hora de buscar novos desafios. “Queria me dedicar a investimentos e à temas ligados a educação e ao meio-ambiente via conselhos de ONGs. A SKP foi criada nesse bojo”, relembra.

Como perceber que é hora de mudar? “Quando mostramos resultados de maneira contínua, não só econômico e financeiro, mas de pessoal também, se a empresa tiver uma chefia competente, ela vai querer te trazer novas oportunidades de ser desafiado. Se não, cabe a você questionar o chefe de forma profissional e deixar claro onde quer estar”, sugere.

Para o CEO e Senior Partner da SKP, é essencial que os colaboradores expressem desejos de mudança e de função a ocupar. Se, de outro lado, a empresa não oferece possibilidade de crescimento, acaba perdendo talentos.

Ele lembra que em sua entrevista de emprego na Eli Lilly, aos 23 anos de idade, afirmou que gostaria de ser presidente da filial brasileira até os 40 anos. “Repeti várias vezes isso ao longo da carreira e cheguei ao posto aos 37, antes do que eu havia imaginado. Mas não me deram o cargo só porque eu falei que queria, mas porque eu trouxe resultado em todas as posições que ocupei”, ressalta Philippe Prufer.

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#4 Todos podem (e devem) investir no bem social

Aos 46 anos, o executivo brinca que passou pelo que define como uma “crise de meia idade profissional”. “Comecei a refletir que poderia ter mais 20 bons anos como os últimos, mas que queria experimentar coisas diferentes profissionalmente”, aponta. Por conta disso, começou a investir em finanças e se dedicar com mais intensidade à filantropia.

“Hoje provavelmente 30% do meu tempo é dedicado ao voluntariado nos conselhos do Instituto Ayrton Senna e da World Wide Fund for Nature (WWF)”, destaca. “Acredito muito na educação e na conservação do meio ambiente. Podemos ajudar muito as instituições do terceiro setor passando conhecimentos da iniciativa privada. E isso dá uma satisfação enorme porque você vê de imediato o impacto do que você traz”, aponta.

Philippe ainda acredita que os jovens podem exercer um papel essencial contribuindo para o terceiro setor. “É um exemplo de cidadania e, tendo morado fora, vejo como o Brasil precisa avançar nisso ainda. Os jovens precisam participar”, diz o CEO. “Não tem dinheiro? Doe seu tempo, energia ou conhecimento. Tem espaço para todo mundo”, garante.

#5 A importância da internacionalização

Filho de pai francês e mãe alemã, Philippe teve o que chama de uma educação internacional. Ele ainda morou na Bélgica e nos Estados Unidos e pôde trabalhar em vários países e com pessoas de várias nacionalidades.

“O ser humano é o ser humano seja onde for: Em qualquer lugar do mundo, as pessoas têm suas necessidades, aspirações, precisam ser estimuladas e têm potencial para crescer”, afirma. “Precisamos aprender a lidar com diferentes culturas: conviver com pensamentos e visões faz parte da democracia e aceitar vivências e perspectivas diferentes é engrandecedor, tanto na vida pessoal como profissional.”

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