Um Projeto: Fundação Estudar
Jovens estudam em grupo

Pesquisa quer identificar o que o jovem pensa da educação brasileira

Por Rafael Carvalho

“Nós identificamos os buracos e agora queremos apontar saídas concretas", explica Renan Carneiro, do projeto Mapa Educação; participe e responda a pesquisa até dia 14 de maio

O que um jovem espera da sua escola ou universidade? Depois de traçar o Mapa do Buraco, documento que aponta os principais gargalos e desafios do ensino público no Brasil, um grupo de estudantes brasileiros quer entender qual é a visão dessa geração sobre a importância da educação. Elaborada pelo Movimento Mapa Educação, a pesquisa irá identificar opiniões e perspectivas da juventude em diferentes regiões no país e pode ser respondida até 14 de maio.

Durante o ano passado, para produzir um relatório que aponta as urgências na educação brasileira, o grupo entrevistou mais de cem lideranças nacionais, como o empresário Jorge Paulo Lemann e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. O documento foi entregue aos candidatos à presidência e mobilizou discussões sobre o tema. Com eleições definidas, agora o foco do movimento está voltado para ouvir jovem, quem eles definem como principal ator da luta pela educação.

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O mapa “Nós identificamos os buracos e agora queremos apontar saídas concretas. Queremos dar voz ao jovem para entender o que ele acha da educação no país”, explica Renan Carneiro, 21, estudante de economia em Harvard com bolsa da Fundação Estudar e um dos fundadores do movimento. Segundo ele, a pesquisa tentará entender como diferentes fatores influenciam a visão do jovem sobre a educação, incluindo a sua escola, o local onde vive e a classe econômica.

Com formulário eletrônico disponível pelo site do movimento até dia 14 de maio, a pesquisa vai ouvir os anseios, opiniões e palpites de estudantes do ensino fundamental, médio ou superior. Além de trazer dados quantitativos sobre a percepção do jovem, o levantamento também busca identificar o que essa geração está fazendo para mudar. “O que o jovem está fazendo na sua comunidade, família, bairro e cidade e como nós podemos ajudar a escalar o impacto?”, exemplifica.

De acordo com o estudante de economia em Harvard, existe uma demanda no Brasil por iniciativas que garantam maior representatividade do jovem no debate sobre educação. “Um dos nossos grandes objetivos é tornar a educação um assunto de todos. Qualquer cidadão deve sentir que a luta por uma educação de qualidade é um direito e um dever de todos”, defende, ao mencionar que o jovem ainda pode fazer muito, principalmente motivado pela inquietação e o forte desejo de mudança que o acompanha.

Desafio Mapa Educação Além de ouvir o que o jovem espera da educação, o Movimento Mapa Educação está organizando uma conferência no dia 29 de agosto, em Brasília. O evento irá discutir saídas para a educação, reunindo jovens de todo o país que tenham ideias e projetos com potencial de transformação. As propostas serão apresentadas para especialistas, sindicatos, fundações, políticos e empresas. “Nada melhor do que levar o jovem até a capital do seu país para ser ouvido e ser representado”, diz.

Embora o movimento não possa cobrir as despesas com a viagem e hospedagem dos selecionados, Renan sugere que todos os interessados se inscrevam, independente de condições financeiras. O grupo ainda está articulando parcerias e pretende lançar campanhas de financiamento coletivo para ajudar esses jovens arcarem com os custos.

Os interessados em apresentar seus projetos na conferência podem acessar o edital aqui.

Este artigo foi originalmente publicado em Porvir

Matéria originalmente publicada em 17/7/2015 e atualizada em 11/5/2016


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