Um Projeto: Fundação Estudar
painel sobre Diversidade

“Muitas vezes, o talento não tem inglês fluente no currículo“, afirma Rachel Maia, ex-CEO da Pandora, em painel sobre diversidade

Por Redação, do Na Prática

Para Ezra Geld, CEO da J. Walter Thompson, e Rachel Maia, ex-CEO da Pandora, empresas devem pensar estratégias para diversidade - inclusive na hora da contratação.

Mais diversidade em cargos de liderança está associada a lucros maiores por parte das empresas. Em termos mais exatos, torna tais entidades 21% mais propensas a ter uma rentabilidade acima da média do que as outras, segundo relatório da consultoria estratégica McKinsey.

Para aprofundar o debate sobre diversidade, o encontro anual da Fundação Estudar trouxe uma mesa de discussão específica no Encontro Anual 2018 da Fundação Estudar. No painel, sentaram para debater o assunto a ex-CEO da Pandora Rachel Maia, e Ezra Geld, CEO da J. Walter Thompson, com mediação da criadora do Impulso Beta, Renata Moraes.

Depois de ser destacada como a única CEO negra do Brasil, em uma empresa multinacional, Rachel chamou a atenção para o número reduzido. “Eu quero ver outros iguais a mim sentados nas cadeiras de liderança, porque isso também me empodera”, afirmou a empresária paulista.

Já Ezra Geld salientou a importância de ter se assumido homossexual desde a faculdade. “Se eu não tivesse feito isso, não teria chegado aonde eu cheguei”, explica ele. “Eu estaria contando uma mentira”.

Diversidade nos cargos de comando: o papel da empresa

Os dois painelistas compõem uma parcela minoritária nas equipes executivas do Brasil. Para remediar o problema, então, há um papel importante das empresas a se considerar. Admitir mais candidatos de grupos marginalizadas, por exemplo, bem como oferecer oportunidades de crescimento profissional.

As mudanças devem começar, portanto, logo no processo seletivo. “A gente tem que trabalhar muito para garantir igualdade de oportunidades no ingresso nas empresas”, explica Ezra. Fazem parte das medidas ações afirmativas, como acontece no caso de pessoas com deficiência.

Para Rachel Maia, uma forma de garantir mais diversidade passa por uma perspectiva “mais generosa” nos processos seletivos. “Usar a mesma régua de antigamente não vai funcionar”, sugere a paulista. “Muitas vezes, o talento não tem inglês fluente no currículo”.

O processo continua em diversos setores das empresas, incluindo cargos mais altos. “Nós temos que ser disruptivos, inclusive, na forma como compomos os conselhos”, pontua Rachel. Compor tais grupos com pessoas de origens e pensamentos diversos faz parte das ações a serem tomadas. “Se estamos em um momento de transformação, as ideias de hoje não podem ser iguais às de ontem”.

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