Um Projeto: Fundação Estudar
jovem profissional sorrindo em empresa de tecnologia

O que pensa Gustavo Caetano, uma das dez mentes mais inovadoras do país

Por Rafael Carvalho

"Procuro evitar comportamento de manada, tento trilhar caminhos que outros ainda não fizeram", explica o empreendedor da Samba Tech

Imagine um jovem de 30 anos dando uma palestra sobre inovação na Nasdaq, mercado de ações eletrônicas em Nova York, para os diretores das principais empresas de tecnologia do planeta. Esse é Gustavo Caetano, fundador da Samba Tech e que viaja o país e o mundo com suas palestras sobre empreendedorismo. Acompanhar seu raciocínio é tarefa para aqueles que pensam de maneira disruptiva.
O reconhecimento pelo seu trabalho na Samba Tech rende premiação atrás de premiação ao empreendedor. Ano passado, ele foi eleito pela publicação MIT Technology Review — ligada ao Instituto de Tecnologia de Massachusetts — como uma das dez mentes mais inovadoras do país. O prêmio, realizado em parceria com a Fundação Estudar, reconhece iniciativas inovadoras capazes de enfrentar problemas críticos da sociedade brasileira.

Gustavo também foi eleito uma das 50 mentes mais inovadoras do país pela revista ProXXima (Meio&Mensagem) e ganhou por duas vezes o prêmio de CEO do ano (Pequenas Empresas Grandes Negócios e The Next Web).

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Sua empresa foi eleita por três vezes nos Estados Unidos como uma das 100 empresas mais inovadoras do mundo e a Forbes a colocou como uma das dez startups para se observar na América Latina. Recentemente, a empresa entrou para a lista da revista Fast Company como uma das dez mais inovadoras da América Latina.

No total, mais de dez mil executivos já assistiram as suas palestras.

Questionado sobre como chegou até aqui, a resposta é objetiva: “Procuro evitar comportamento de manada, aquele que quando um boi corre outros vão atrás. Tento trilhar caminhos que outros ainda não fizeram”.
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Começo da carreira

Natural da cidade mineira de Araguari – onde escrevia para o jornal da cidade sobre tecnologia – Gustavo vem de uma família de médicos, mas não quis seguir o mesmo caminho e estudou Publicidade e Propaganda no Rio de Janeiro, na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

Nessa época criou um blog para hackers, foi presidente da empresa júnior e, entediado durante seu estágio no setor de marketing de uma grande companhia, procurou seu celular para jogar. Só que ainda não haviam fornecedores de jogos disponíveis no país em 2004.

“Vi que ainda não havia uma empresa nesse ramo e fui atrás de parceiros. Convenci uns ingleses que o Brasil tinha mercado em potencial e tornei-me representante aqui”, lembra Gustavo. De volta ao país, arrumou um investidor e, em um ano, já fornecia jogos para as grandes operadoras nacionais. Já nos próximos doze meses dominava o mercado em toda a América Latina.

Com o sucesso nos celulares, Gustavo tentou se aventurar nos games para computadores, mas não deu certo. Apesar do fracasso nessa investida, aproveitou a plataforma que desenvolveu para o download dos games e a adaptou para vídeos.

“A velocidade da internet estava aumentando e eu achava que o futuro dos vídeos era promissor. Minha ideia era vender uma plataforma para as emissoras de televisão que não quisessem usar o Youtube”, explica. Assim nasceu a Samba Tech, fundada em 2007, oferecendo soluções de vídeos como educação à distância, comunicação corporativa, Tv na internet e transmissões ao vivo.

Alguns anos depois, em 2013, teve a ideia de criar uma outra empresa quando estava em uma reunião com uma grande emissora e viu várias fitas sobre a mesa. Trata-se da SambaAds, que trabalha no gerenciamento de comerciais entre agências e emissoras de TV.

“Perguntei o que eram aquelas fitas e me disseram que eram os comerciais, que tinham chegado pelo motoboy. Logo percebi que ali tinha algo errado e que havia uma oportunidade para uma plataforma digital que pudesse aproximar os produtores dessas propagandas com as televisões”, relata.
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Grandeza e simplicidade 

Em suas palestras sobre empreendedorismo, Gustavo sempre trata da importância de uma empresa se vender bem. Sua trajetória é recheada de negócios com gigantes do mercado e ele desenvolveu o que chama de “Teoria dos pinos de boliche”: se você é capaz de negociar e trabalhar com o líder de mercado (pino inicial), os outros players vão te aceitar, como em uma reação em cadeia. “Esse é um grande desafio das startups no começo: ter endosso e reputação no mercado”, avalia o empreendedor.

Gustavo acredita que estamos vivendo uma revolução nos modelos de negócios e que muitas das grandes empresas não estão antenadas a isso. “A informação está aí para todos. Hoje uma empresa com poucos funcionários consegue incomodar uma gigante. É difícil aceitar essa ruptura e muitos estão ficando para trás. Isso acontece porque o raciocínio tende a ser linear. Mas as novas tecnologias não o são”, afirma.

Entretanto, no processo de inovação os erros são inevitáveis. “Na Samba Tech, as pessoas não têm medo de errar. Mas lá, você tem de errar rápido e não pode errar a mesma coisa depois. Ideias podem ser fantásticas, mas devem ser sempre executáveis”, pondera.
No curso sobre inovação que realizou em 2013 na famosa Singularity University, localizada em uma base de pesquisa da NASA no Vale do Silício, nos Estados Unidos, Gustavo viu de perto o desenvolvimento de tecnologias pioneiras aliadas ao lema “faster, better and cheaper” (mais rápido, melhor e mais barato).

“A tecnologia tem que resolver problemas, ser utilizável. Quanto mais simples for, mais escalável. O mais difícil não é complexidade da tecnologia, mas torná-la simples para ser utilizada na resolução dos problemas”, afirma.

Apesar do sucesso na forma de uma carreira meteórica – ele está com 33 anos – e procura dosar a quantidade de trabalho em sua rotina. “Sou um cara comum. Quem me vê trabalhando lá na Samba pensa até que sou um estagiário. No começo eu fazia de tudo e ficava o dia todo na empresa. Hoje, saio de lá às 18h, pois quero ver meu filho acordado quando chegar em casa. Quando estou brincando com ele, o celular fica bem longe. Gerenciar o tempo é fundamental”, finaliza.

Gustavo Caetano participou do Carreira Na Prática Empreendedorismo & Tecnologia, programa de preparação e decisão de carreira promovido pelo Na Prática. Quer conhecer melhor as oportunidades de carreira que uma trajetória empreendedora apresenta? Saiba mais aqui!

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