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homens jovens conversando com cerveja sobre a mesa

O lado bom e o lado ruim de trabalhar em uma startup

Por Rafael Carvalho

Todo trabalho tem suas vantagens e desvantagens. Não é diferente com as startups. A seguir, veja os dois lados de se trabalhar nessas empresas jovens e inovadoras.

As notícias sobre startups que nasceram em uma garagem e hoje faturam milhões seduzem muitos funcionários que estão insatisfeitos com seus empregos. Com o país vivendo um momento difícil como o de agora, vários profissionais também perderam seus cargos em grandes empresas e estão dispostos a recomeçar em uma startup.

Mas esse tipo de trabalho é mesmo essa maravilha toda?

Não é novidade entre aqueles que buscam uma melhor colocação que muitas startups estão revolucionando a maneira de se fazer negócios e prestar serviços. Mas, trabalhar com esses jovens que estão desbancando negócios tradicionais com uma maneira diferente de enxergar as coisas será um bom negócio para minha carreira?

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Como quase tudo nessa vida, trabalhar em uma startup tem seu lado bom, mas também tem seu lado ruim. Conversamos com profissionais que fizeram a opção por esse caminho e procuramos listar abaixo alguns dos principais pontos a serem avaliados por quem pretende trabalhar nesse tipo de empresa.

Vantagens

1. Ser sócio do negócio: Como, no início, a maioria das startups não pode oferecer grandes salários, elas adotam estratégias de contratação que incluem bônus por projetos, participação nos lucros e até a possibilidade de adquirir ações da empresa. Ou seja, se o negócio evoluir rapidamente, você pode ter uma remuneração surpreendente.

2. Informalidade do ambiente de trabalho: Horários de trabalho flexíveis, happy hour depois do expediente, mesa de sinuca e ping-pong, além da possibilidade de ir trabalhar com aquele jeans que você adora. O ambiente de trabalho nas startups é descontraído, com muitos jovens, e todos podem ficar à vontade para desempenhar suas funções.

3. Crescimento rápido: O número de funcionários em uma startup em seu estágio inicial é pequeno. Se você chegar e mostrar serviço, logo os fundadores e administradores te colocarão para ocupar uma diretoria, com a responsabilidade de gerir grandes projetos.

4. Desenvolvimento de múltiplas habilidades: A estrutura de uma startup é muito flexível, com profissionais que sabem atuar em diversas áreas. Ao começar em uma empresa como essa, necessariamente você será obrigado a aprender tarefas diferentes e tomar decisões que não tomaria em outras empresas.

5. Proximidade com os colegas: Como a equipe é reduzida, todos se ajudam e procuram trabalhar com uma sintonia grande.  Não será uma novidade virar a noite trabalhando com seu colega de trabalho e fazer viagens com ele. Quando você menos perceber, já estará desabafando sobre os problemas pessoais e uma grande amizade terá se formado.

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Desvantagens

1. Fortes emoções: Vários empreendedores comparam trabalhar em uma startup com andar em uma montanha-russa. Um dia tudo vai bem, no outro fortes turbulências. Se você não lida bem com pressão e riscos, procure outra atividade.

2. Transmissão de conhecimento: Pessoas que não são proativas tendem a ter dificuldades, já que a estrutura é horizontal e ninguém costuma dizer o que o outro irá fazer na startup. Muitos são os próprios chefes e, como se costuma dizer, aprendem “na marra”, com a prática.

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3. Alta rotatividade: Os empregados de uma startup costumam ser jovens, muitos sem um planejamento de carreira. Isso gera mudanças de planos repentinas, pedidos de demissão para abrir a própria startup e assédio de outras empresas. O resultado é a dificuldade de manter a mesma equipe treinada e ciente da cultura da empresa.

4. Carreira menos estruturada: Não são raros os casos de funcionários que assumiram projetos em áreas que não dominavam e fracassaram por isso. Também não existe um plano de carreira delimitado, o que pode gerar expectativas frustradas por promoções e comparações indesejáveis com outros funcionários.

5. Currículo: Como muitas startups ainda não fizeram seu nome no mercado, a passagem de um profissional por elas tende a não ser tão valorizada por um recrutador em um futuro processo seletivo. Assim, ser diretor da startup “X” pode não ter o mesmo peso de um estágio em uma consultoria famosa “Y”.

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