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jovem de pernas cruzadas usando o computador

Nova geração de recrutadores quebra resistência contra graduação online

Por Rafael Carvalho

Os novos profissionais que acabaram de chegar aos cargos de gestão de recursos humanos têm visão positiva sobre quem fez ou cursa faculdades a distância

Segundo relata o jornal Folha de São Paulo, a chegada da geração Y aos cargos de gestão de recursos humanos é boa notícia para quem fez ou cursa faculdades a distância.

De acordo com dez consultores de carreiras entrevistados pela publicação, o preconceito com a graduação online cai à medida que nascidos desde a década de 80 e mais acostumados a recursos tecnológicos se tornam responsáveis pelas contratações nas empresas.

“Graduados a distância já são vistos como maduros e bons gestores de tempo, capazes de se automotivar”, afirma Jorge Martins, gerente da consultoria Robert Half. Os aperfeiçoamentos da tecnologia e dos mecanismos de avaliação também têm parte na mudança de visão.

“O Enade [exame aplicado a concluintes do ensino superior] analisa os alunos, e não o método”, diz Lúcia Almeida, da consultoria MSA RH. “Se os alunos a distância forem bem avaliados, as faculdades também serão”, diz.

Até mesmo a eventual falta de uma rede de contatos profissionais — que, em geral, é criada na faculdade convencional — é vista como lacuna contornável. “Muito do networking já não é ao vivo. Pense nas suas discussões. Quantas delas, por computador, não são mais profundas do que as presenciais?”, diz Guilherme Ferreira, da Repense.

“Em um país desse tamanho, com falta de mão de obra especializada em muitos setores, não há como virar as costas para tanta gente”, diz Juliano Balarotti, sócio da consultoria Asap.

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Única federal com graduação a distância avaliada com nota máxima pelo MEC, a Ufla (Universidade Federal de Lavras) oferece educação a distância desde 2006. Ronei Martins, coordenador pedagógico da universidade, considera que algumas instituições de ensino alimentam o preconceito. “As faculdades pagas só falam de facilidade de se matricular e de preços nos anúncios. Precisam falar também da qualidade do conteúdo”, diz Martins. “Faculdade a distância não é moleza.”

Sara Rodrigues, 25, concorda. Aluna de veterinária da Ufla, cursou de modo paralelo administração pública, via computador, na mesma universidade. “Curso a distância requer responsabilidade. O conteúdo está lá, os tutores ajudam, mas o aprofundamento depende de você”, diz.

O texto completo pode ser lido em Folha de São Paulo

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