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mulher no barco velejando

Negócios inclusivos são oportunidade de economia voltar a crescer, diz ONU

Por Rafael Carvalho

O poder do setor privado vai muito além da filantropia, e as empresas podem inovar e desenvolver soluções sustentáveis, inclusivas e economicamente viáveis a favor das comunidades nas quais atuam

Segundo o relatório Mercados Inclusivos no Brasil, os negócios inclusivos são alternativa para a economia brasileira voltar a crescer nos próximos anos. O documento foi lançado em setembro pelo Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), em parceria com a Fundação Dom Cabral, e tem como objetivo apresentar os principais desafios, estratégias e oportunidades para o desenvolvimento dos mercados inclusivos no País.

“Nos últimos doze anos, o Brasil conseguiu reduzir a pobreza extrema em 75% e elevou para a classe média 45 milhões de pessoas”, lê-se na introdução ao relatório escrita por Jorge Chediek, coordenador do sistema da ONU no Brasil. Ele cita medidas governamentais como principais propulsoras dessas mudanças. “Estamos no momento de dar um passo adiante com maior participação do setor privado para inclusão das pessoas de menor renda pela via do mercado. A situação presente da economia brasileira não é confortável, mas é em momentos de crise que se fazem os ajustes e inovações que permitem transformações para a economia voltar a crescer”, continua.

Na realidade de crise, “os negócios inclusivos respondem às demandas da sociedade complementando e qualificando a oferta dos serviços públicos”, diz Luciana Aguiar, coordenadora do Pnud responsável pelo relatório, em entrevista para a Folha de São Paulo. “Eles preenchem as lacunas e as necessidades desse momento”, complementa.

Segundo o relatório, o ecossistema de negócios inclusivos no Brasil ainda é pouco desenvolvido, e há potencial para desenvolver inovações nas esferas pública e privada. Defende ainda que a articulação entre diversos atores será essencial para o desenvolvimento de mercados inclusivos no país.

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Conceito e definição Para alcançar esse objetivo, a ideia não é que as empresas realizem ações filantrópicas ou de responsabilidade social, mas sim inovações economicamente sustentáveis. “Políticas públicas governamentais são a principal ferramenta de que os países lançam mão para perseguir a eliminação da pobreza em suas múltiplas dimensões, mas é inegável que cabe à iniciativa privada um papel central nessa luta”, lê-se no estudo. “O PNUD reconhece que o verdadeiro poder do setor privado vai muito além da filantropia e da responsabilidade social, entendendo que as empresas podem inovar e desenvolver soluções sustentáveis, inclusivas e economicamente viáveis a favor das comunidades nas quais atuam”, continua.

Os negócios inclusivos podem se dividir em três nichos: iniciativas de empreendedorismo social, que usam estratégias de mercado para melhorar o bem-estar humano; atividades de negócios inclusivos, cujos modelos integram a base da pirâmide em seu core business; e os modelos de negócios inclusivos, que têm a viabilidade comercial como aspecto central.

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