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identificar a cultura organizacional

6 dicas para identificar a cultura organizacional antes de entrar em uma empresa

Por Suria Barbosa

Entender a cultura organizacional é um fator que pode ajudar a verificar se existe um match entre o candidato e a empresa. Especialistas dão dicas de como fazer isso antes de entrar para o time.

O que uma empresa prega como valores de sua cultura pode não ser exatamente o que é colocado em prática. Segundo Douglas Souza, CEO da Eureca, isso não significa que alguém mentiu, mas que as maneiras de manifestar tais aspectos podem ser diferentes.

De qualquer forma, ele destaca que na hora de procurar emprego, identificar a cultura organizacional – saber o que a companhia valoriza – é um fator que pode ajudar a entender se existe um match entre o candidato e a empresa.

Por isso, além de Douglas, o Na Prática conversou com Ryoichi Penna, CEO da Tribo, consultoria em propósito e cultura. A Eureca, que é especializada em conectar jovens com organizações por meio de processos seletivos, projetos de inovação e programas de desenvolvimento, e a Tribo fazem parte do Grupo Anga, holding de organizações “conscientes”.

Os dois especialistas deram algumas dicas para entender mais sobre a cultura antes de entrar para o time. Confira!

Como identificar a cultura organizacional em 6 passos

#1 Invista no autoconhecimento

Para Douglas, de início, é fundamental ter um nível de autoconhecimento confortável para saber, pelo menos, qual o setor e tipo de atividade com qual o profissional gostaria de trabalhar. “A cultura, nada mais é do que um conjunto de comportamentos manifestados na prática. E se eu consigo entender com que tipo de comportamento me sinto confortável, ao fazer uma comparação com a cultura da companhia, consigo ter um bom exemplo de como isso seria na prática.”

#2 Vasculhe sites de avaliação

A segunda dica para identificar a cultura organizacional de uma companhia é de Ryoichi: investigue plataformas de avaliação como Glassdoor e LoveMondays. “São super ricos porque as pessoas conseguem ver o que os funcionários falam da empresa de maneira anônima.”

#3 Preste atenção nas redes sociais

“O engajamento das pessoas com a empresa com a qual elas trabalham nas mídias sociais acaba mostrando muito sobre o quão orgulhosas elas sentem de pertencer àquela empresa”, acrescenta Ryoichi. Por isso, vale a pena dar uma checada: os colaboradores da companhia curtem suas páginas nas redes sociais?

#4 Questione tendo em vista o engajamento emocional e as relações

Atualmente, é bem aceito e até encorajado que os candidatos façam perguntas ao final da entrevista. Nesse momento, o profissional pode aproveitar para questões que o ajudem a entender o nível de engajamento emocional do entrevistador com a companhia – como:

  • O que mais te move em estar aqui?
  • Como que o propósito desta empresa se conecta ao seu propósito de vida?

Além disso, se o foco é entender algum aspecto em específico, o CEO da Tribo recomenda perguntas mais direcionadas, um tanto “capciosas”. E também prestar atenção à reação – à linguagem corporal – de quem responde. Por exemplo, para entender como são os horários de trabalho de uma organização:

  • Tem horário certo de trabalho?
  • O que acontece quando uma pessoa decide sair mais cedo para trabalhar de casa?

Para mais detalhes, Ryoichi indica conversar com alguém que atua em posições mais vulneráveis, como membros da equipe de limpeza ou recepcionistas. Isso pode ajudar e ter mais insights de como os funcionários são tratados de ponta a ponta.

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#5 Converse com pares e faça perguntas situacionais

“Eu tentaria acessar pessoas de diferentes níveis de responsabilidade, de autonomia daquela empresa, mas falar bastante com as pessoas que seriam meus pares”, destaca Douglas. Entre outras coisas, a conversa com os pares ajuda a entender qual é o nível de valorização do funcionário pela empresa e também as possibilidades de crescimento.

O CEO da Eureca recomenda fazer perguntas situacionais para extrair informações sobre o comportamento das pessoas no local. Como a cultura é a manifestação do comportamento coletivo, isso pode ajudar a compreender melhor a companhia. Ele dá exemplos:

  • Ao invés de perguntar qual que é seu nível de autonomia ali dentro, [pergunte] “como as pessoas delegam atividade pra você?” “Como são compartilhadas as tarefas na sua área?”
  • “Em um momento de pressão, como é que foi? O que seu gestor te falou?”

#6 Tente reparar no comportamento dos profissionais

Aproveite as oportunidades de conhecer pessoalmente a empresa (como na fase de entrevista, por exemplo) para prestar atenção às atitudes e relação das pessoas que já trabalham lá. “Sabemos se a empresa tem uma cultura de mais ou menos acolhimento, por exemplo, se as pessoas, quando se cruzam pelo corredor, se dão oi ou não”, pontua Ryoichi. 

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