Um Projeto: Fundação Estudar
Henrique Dubugras

“Achamos que podemos ser uma das maiores fintechs do mundo”, diz cofundador da Brex

Por Suria Barbosa

Henrique Dubugras, Líder Estudar e um dos fundadores da fintech bilionária Brex, fala sobre o futuro da empresa (que está em busca de profissionais brasileiros) e empreender no Vale do Silício.

No dia 10 de agosto, a Fundação Estudar – organização da qual o Na Prática é uma das iniciativas -, promoveu seu Encontro Anual, online, para a rede de bolsistas e apoiadores. Durante o evento, uma das atrações foi um bate-papo entre Jorge Paulo Lemann, um dos mais bem-sucedidos empreendedores brasileiros, e Henrique Dubugras, Líder Estudar e um dos fundadores da Brex, fintech no Vale do Silício.
Com apenas 23 anos, os fundadores Henrique e Pedro Franceschi, levaram a organização a captar 1 bilhão de dólares. Assim, se tornaram os mais jovens fundadores de unicórnios do mundo. E a empresa, bilionária.
Questionado sobre futuro por Lemann, que é um dos fundadores do fundo 3G Capital, Dubugras destaca que o objetivo é ser uma empresa pública, meta que a crise atual do novo coronavírus acabou atrasando. “Achamos que podemos ser uma das maiores fintechs do mundo. A gente sempre brinca que quer comprar a Amex, que é nossa concorrente nos EUA”, diz.

Atualmente, a Brex está em busca de engenheiros de software brasileiros, para trabalhar de forma remota.

 

Empreender no Vale do Silício

Henrique e seu sócio largaram os estudos na renomada Universidade Stanford para empreender a Brex, ainda bem jovens. “Chegamos um pouquinho arrogantes. Várias coisas assumíamos como verdade, na realidade acabamos quebrando um pouco a cara”, conta ele.

Um dos trunfos de estar no Vale do Silício, epicentro de inovações e empreendedorismo tecnológico, são as pessoas com quem se pode conviver. “Fez a gente crescer e aprender muito”, afirma. “Quando chegamos lá, mandamos email para todos os brasileiros que conhecíamos.”

Mitos e verdades

#1 “De longe, o Vale do Silício parece super aberto. Isso é mais ou menos verdade. Ele adora suas próprias marcas. Então, definitivamente, ter ido para Stanford ajudou bastante porque eles adoram a universidade.”

#2 “O pessoal não controla muito o custo, não. [Eles] têm bem mais o foco em criar novos produtos, novas coisas. Há um constante estímulo para criar novas coisas e menos sobre se tornar mais eficiente todos os dias.”

#3 “O americano é bem transacional. O brasileiro é muito de relacionamento, de conhecer as pessoas, de gerar confiança, de criar uma relação de longo prazo. O americano é muito ‘How can i help you?’. É bem eficiente, mas bem transacional.

Uma coisa que funcionou bem para a Brex foi aplicar nos Estados Unidos isso de relacionamento a longo prazo. E gerar confiança para apostarem em você em um contexto maior.”

#4 “As empresas aqui tem muita rotatividade. É bem pouco comum crescer profissionais de dentro. Tem alguns que crescem, mas o normal não é tanto esse, é até um diferencial da Brex.”

 

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