Um Projeto: Fundação Estudar
Homem anotando no caderno enquanto olha o computador

Ex-trainee do Itaú dá dicas para iniciar carreira no banco

Por Rafael Carvalho

Marcelo Costa Souza fala sobre o processo seletivo para o programa de trainee, os desafios da dinâmica de grupo e as dicas para quem quer ser aprovado

O portal MyTrainee conversou com Marcelo Costa Souza, um dos dois profissionais escolhidos como destaque da divulgação da campanha trainee e atual consultor de negócios da área de cartões do Itaú Unibanco.

Ele falou sobre como os estudos no exterior o incentivaram a se interessar pelo mercado financeiro, os desafios da dinâmica de grupo e muito mais. Além disso, deu uma grande dica para aqueles que vão participar do processo seletivo: aderência aos valores do Itaú Unibanco são fundamentais para trabalhar na empresa. As inscrições para o programa de trainee estão na reta final, por aqui.

Compartilhe conosco um pouco da sua trajetória profissional. Onde estudou? Quais foram as suas experiências anteriores?

Cursos da Fundação Estudar

Sou de Goiânia/GO, onde iniciei minha graduação em Engenharia Elétrica na Universidade Federal de Goiás (UFG). No início do quarto ano, fui aprovado no programa de bolsas de estudo da Comunidade Europeia e depois de passar por universidades na Áustria e Portugal, concluí meu curso de Engenharia Elétrica na Espanha.

Durante a universidade, tanto no Brasil quanto na Europa, fiz alguns estágios em empresas de engenharia e em laboratórios de engenharia. Cheguei a trabalhar com projetos de linhas de transmissão de energia.

Como surgiu o seu interesse em trabalhar no mercado financeiro?

A abordagem dos cursos de engenharia na Europa é um pouco diferente da abordagem tradicional do Brasil. Aqui, a engenharia tem um viés mais técnico, diferente das universidades europeias que tive a oportunidade de conhecer, onde a engenharia tem um foco maior em gestão, avaliação financeira de projetos, qualidade, etc. Aí percebi que tinha mais interesse pela área financeira, econômica e administrativa do que pela engenharia “pura”. Juntou-se a isso a percepção que trazia dos meus estágios em engenharia, quando ficou muito claro para mim que de nada adianta toda robustez das soluções de engenharia se a empresa não é bem gerida. Explico: de nada vale um projeto de engenharia perfeito se a equipe de execução não está motivada, se o controle financeiro da empresa não estiver funcionando bem ou a equipe de suprimentos não buscar as melhores negociações.

Comente sobre a estrutura e o suporte ao desenvolvimento dos jovens profissionais.

Nas primeiras semanas os trainees já têm uma agenda focada nos principais conhecimentos necessários para trabalhar em uma instituição financeira: conceitos de economia, matemática financeira, risco, ferramentas de administração, gestão, entre outros. Depois desse primeiro nivelamento, as oportunidades de alavancar o desenvolvimento seguem crescendo porque o trainee tem palestras com os principais executivos de todas as áreas do banco, o que é um momento único para se aproximar da estratégia dos negócios e saber os desafios de cada área. Soma-se a isso a rotina de job-rotation, onde o trainee tem projetos reais para atuar e possibilidade de apresentar soluções criativas para as lideranças do banco. A etapa de job-rotation permite que o trainee faça inúmeras conexões, tanto entre assuntos quanto relacionamento com pessoas e, no banco, saber se conectar e engajar pessoas é um ativo muito valioso.

Durante o processo seletivo, qual foi o maior desafio na sua opinião?

O processo seletivo é um momento para mostrarmos de forma natural nossas principais características e tentar conectá-las ao perfil da empresa, tangibilizando as características que se espera de um trainee: vontade de aprender, fazer a diferença e crescer. Porém, por saber que você está sendo “monitorado”, muitas vezes o candidato se perde e acabando agindo de uma forma não natural, o que na minha opinião pode ser a maior armadilha ao candidato: o trade off entre ser você mesmo e tentar demonstrar quanto você pode agregar ao negócio.

Por quais áreas você teve a oportunidade de trabalhar dentro do banco?

Entrei para a área de Eficiência Corporativa, que na época era uma diretoria apartada, mas com interação e atuação em todas as áreas do banco. Por isso, meu job rotation foi entre diversas áreas do banco: Empresas, Cartões, Finanças e Riscos.

Leia também: Veja a trajetória de carreira de um profissional do Itaú

O Programa Trainee Itaú busca proporciona a participação em projetos que permitem uma ampla visão do negócio. Compartilhe conosco um projeto ou case de sucesso que tenha participado.

Quando entrei no banco, no início de 2012, o nosso presidente, Roberto Setúbal, havia acabado de assumir um compromisso com o mercado de tornar a instituição mais eficiente. Desta forma, atuar na Área de Eficiência Corporativa, naquele período, foi um enorme aprendizado porque pude conhecer e passar em quase todas as áreas do banco com o foco de melhorar a forma como tratamos nossos custos. Com muito trabalho e diversos projetos implementados, vejo que o maior legado para a instituição foi a mudança cultural e difusão da atitude de dono de cada colaborador em relação aos recursos do banco. Hoje, eficiência é algo que está no DNA do Itaú-Unibanco. Não vejo as pessoas pensando em novos projetos, negócios, produtos e serviços sem levar em consideração a eficiência.

Como foram as sessões mensais de mentoring que aconteceram durante o período de desenvolvimento? Foi possível perceber uma evolução contínua?

As sessões de mentoring, no meu caso, foram bastante focadas em ensinar o que não se aprende na sala de aula. Os papos foram muito direcionados a comportamento, postura, conversas críticas, leitura de cenário e carreira. É uma grande oportunidade falar sobre esses assuntos com executivos que possuem uma história bacana com o banco e sabem bem o que o banco espera de seus colaboradores.

Por fim, compartilhe conosco as suas dicas para quem deseja iniciar a carreira no banco através do Trainee.

Inicialmente recomendo conhecer bem a instituição, não apenas as linhas do resultado, mas também a cultura e objetivos. É muito importante que o candidato se identifique com os valores da instituição pois isso, além de facilitar a adaptação, deixará o candidato mais motivado a trabalhar em alto nível, correspondendo a expectativa do banco.

 

Este artigo foi originalmente publicado em MyTrainee

O que achou do post? Deixe um comentário ou marque seu amigo