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Itaú na prática: diversas possibilidades de carreira na mesma empresa

Por Rafael Carvalho

O engenheiro Rodolpho Farinacio fala sobre o programa de trainee do Itaú e como é o seu trabalho em um dos maiores bancos de varejo do Brasil, além de dar dicas para quem está começando a carreira

Como para muitos que se interessam pela carreira em mercado financeiro, o programa de trainee foi a porta de entrada de Rodolpho Farinacio nesse setor. Engenheiro químico graduado pela Universidade Estadual de Maringá, ele começou a trabalhar no Itaú como trainee em 2010, dois anos após ter se formado. Hoje, aos 29 anos, é Coordenador da Gestão de Perdas e Riscos Operacionais, área responsável por combater fraudes.

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Mas o que faz um engenheiro químico trabalhando com isso? A graduação estimulou a facilidade que ele já tinha para o raciocínio lógico e análise de variáveis. “Num banco é importante conseguir interpretar dados e transformar isso em melhores resultados”, ele explica. Por isso, o esforço de como fazer mais com menos por meio de melhorias de processo sempre o interessou.

Também foi o gosto pelo raciocínio matemático que o levou à engenharia. Durante a faculdade, Rodolpho só fez estágios de férias, todos na indústria e sempre com o interesse voltado para a melhoria de processos. Quando se formou, no final de 2008, o mercado vivia uma época de crise. “Então resolvi vender o carro e ir pro Canadá, fiquei lá por sete meses estudando inglês e foi uma experiência incrível”, ele conta.

Na volta, viu que os programas de trainee estavam fazendo grande sucesso, se inscreveu e passou no do Itaú, que dura 16 meses. É um programa concorrido: em 2015, havia 167 candidatos por vaga e, dos mais de 18 mil inscritos, apenas 109 foram aprovados pelo banco em diversas áreas. O salário costuma ficar na faixa dos R$ 5 mil, com bônus anual que pode até dobrar esse valor.

Para Rodolpho, o primeiro desafio ao entrar no mercado de trabalho foi perceber que, diferente da vida acadêmica em que a maior parte do seu resultado dependia só de si, numa empresa o seu trabalho está ligado ao de outros profissionais e áreas. “Por isso a parceria tem que ser sustentável e logo entendi que era necessário me dar bem com as pessoas”, ele conta.

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Como trainee, Rodolpho passou por um primeiro mês de cursos na FGV (Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo), cujo objetivo era apresentar aos ingressantes uma visão geral do funcionamento do banco. Segundo ele, isso foi de grande ajuda nos trabalhos futuros, pois ofereceu o conhecimento necessário para relacionar as macro-atividades do banco ao seu próprio trabalho diário. Para Rodolpho, ser trainee “significa que a empresa tem uma alta expectativa em relação a você”. Portanto, ao fim do programa é preciso se destacar dentre seus pares.

Pós-graduação e gestão de pessoas 

Depois do programa, o engenheiro percebeu a necessidade de buscar uma pós-graduação em Administração para obter conhecimentos que não fizeram parte do seu curso na faculdade. No Insper, em São Paulo, encontrou a formação que buscava: aprendeu a fazer um business plan, lidar com alguns conceitos mais específicos e ter uma boa visão sobre economia. Parte da pós foi custeada pelo Itaú, após um processo interno para aprovação do pedido.

Promovido a coordenador no ano passado, Rodolpho agora também tem a função de orientar as pessoas para atingir resultados pelo bem comum da área. “Recebo orientações e demandas e tenho que pensar para quem vou passar cada tarefa, buscando o melhor resultado para nós”, conta.

Há ainda uma característica conciliadora necessária enquanto coordenador: ouvir os funcionários e gerir as pessoas da equipe. Uma vez por ano acontece uma avaliação oficial, mas durante esse período os gestores também orientam suas equipes sobre como melhorar.

A evolução de cada funcionário depende das avaliações oficiais de entrega e comportamento, tudo previsto dentro da política meritocrática de crescimento do banco.

Leia também: 8 dicas para quem quer ser trainee em um banco

Porque está onde está e fazendo o que faz 

A meritocracia praticada na empresa agrada a Rodolpho: ganha-se mais ao entregar mais. Além disso, há muitas áreas no Itaú, o que permite aos funcionários uma mobilidade dentro do próprio banco. “Combater fraudes com cheques é legal hoje, mas se deixar de ser interessante mais para frente é possível ir para uma área de produtos ou planejamento comercial”. Outra vantagem é que o que Rodolpho aprende no Brasil pode ser aplicado em outros lugares do mundo.

A rotina de trabalho proporciona uma vida equilibrada. “Há épocas em que passo 12 horas lá, mas em outras consigo sair durante a tarde e viajar”. Tudo depende, é claro, de planejamento pessoal. Num futuro breve, o engenheiro planeja fazer um MBA fora do país, e o Itaú custeia inteiramente esse tipo de investimento em aprendizado. Como acontece em outras empresas, o patrocínio está atrelado a permanência do profissional no banco por mais alguns anos – caso contrário, é necessário reembolsar o banco pelo valor do curso.

Estas possibilidades, somadas ao respeito mútuo, fazem com que ele queira permanecer na empresa. “Há pressão por resultados no mercado financeiro, mas isso também pode ser muito bacana”, conclui.

Três conselhos para quem está começando a carreira

1. “Faça um intercâmbio, é uma das experiências mais valiosas que se pode ter. Viva a vida lá fora, more com gringos e volte com o inglês tinindo.”

2. “Nos dois primeiros anos da vida profissional, dedique-se ao máximo a aprender, depois disso pense numa pós-graduação que enriqueça o seu momento de carreira.”

3. “Espelhe-se em formadores de opinião da sua área, veja o que eles fizeram e filtre o que pode te servir.”

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Cada programa de trainee têm suas peculiaridades, mas têm em comum a grande concorrência.

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Aprenda inglês 

Rodolpho afinou sua capacidade de falar inglês no Canadá e, se você tiver a chance de uma vivência no exterior, considere-a. Caso contrário, não se preocupe: apenas aprenda o idioma, algo fundamental no dia a dia de um grande banco, que envolve relatórios e diversos termos em inglês. O investimento vale a pena.

 

Invista em experiências profissionais

Isso não significa que é preciso ter um currículo cheio de ótimos empregos para conseguir uma vaga – afinal, você acabou de sair da faculdade! –, apenas que vale a pena testar as águas do mercado assim que possível para aprender como funciona um ambiente formal de trabalho, com suas responsabilidades e processos. Fazer iniciação científica, participar da organização de centros acadêmicos, atléticas e empresas juniores também contam como experiências profissionais.

Rodolpho Farinacio participou do Carreira Na Prática Mercado Financeiro, programa de preparação e decisão de carreira promovido pelo Na Prática. Quer conhecer melhor as oportunidades de carreira nesse mercado? Saiba mais aqui.

 

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